UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

À memória dos heróis da classe trabalhadora

Heróis da classe trabalhadora: Karl Marx, Friedrich Engels, Lênin e José Stalin

Adriane Moreira Nunes, militante da União da Juventude Rebelião

Num período marcado pelo fascismo no alto escalão da política em nosso país, honrar a memória dos heróis da classe trabalhadora também é lutar por um futuro sem explorações.

Quando somos pequenos, começamos a desenvolver a ideia do que é ter um herói. Sempre é aquela pessoa que admiramos e fazemos de tudo para imitá-la. Pai, mãe, irmã, tio, amigo… Até mesmo um personagem que assistimos na TV.

Quem nunca passou horas e horas vivendo uma verdadeira aventura digna de desenho animado? Lembro-me de brigar até para ser um Power Ranger daquela cor, porque sim! E é engraçado: sempre desejamos ser aquele personagem, aquela pessoa, porque, no final das contas, acreditamos que esses, sim, seriam um modelo ideal do que é ser um humano. Seja por expressar força, coragem, abnegação, causando-nos profundo respeito.

E então nós crescemos e vemos os problemas do mundo. Primeiro temos que lidar com os problemas dentro da nossa própria casa, seja pelas relações familiares, seja pelos problemas do aluguel, das contas de luz e água, da fome. Vamos à escola e vemos o sucateamento aos nossos direitos da maneira mais explícita, tornando muito mais difícil projetar os nossos sonhos de infância para o nosso futuro. E sem falar das gigantescas barreiras para entrar na universidade.

E por nós, jovens, vivermos por um futuro incerto, que percebemos que, ao contrário do que aprendemos, nada que vivemos é realmente natural e imutável.

Ver um dos nossos morrer nas mãos da polícia não é natural e imutável.

Ver um dos nossos estar submetido às drogas não é natural e imutável.

Ver um dos nossos estar vivendo no desemprego não natural e imutável.

E por isso que nós decidimos organizar-nos, por acreditar que nenhuma injustiça é natural e imutável.

Assim conhecemos os nossos verdadeiros heróis. Os heróis da juventude, da classe trabalhadora, das mulheres, dos negros, da periferia: aqueles que também acreditavam que nenhuma injustiça é natural e imutável e que deram suas vidas pela destruição deste sistema explorador e por uma sociedade justa, a sociedade socialista.

Emmanuel Bezerra, Manoel Lisboa, Manoel Aleixo, Amaro Luiz de Carvalho, Amaro Félix, Olga Benário, José Stalin, Lênin, Krupskaya, Clara Zetkin, Fidel Castro, Che Guevara, Karl Marx, Friedrich Engels.

Apenas alguns nomes que inspiram as lutas da juventude diariamente, pois conseguem mostrar-nos o que há de melhor no ser humano. São nomes que provocam terror às grandes elites a cada vez que mais um jovem escuta seus nomes.

Por isso que, a todo o momento, escutamos mentiras baixíssimas sobre os grandes revolucionários. A burguesia tem medo de que mais um jovem indignado em nosso país se torne, também, um jovem revolucionário como os heróis da classe trabalhadora, que não vai ao caminho das drogas e bebidas, mas ao caminho da abnegação revolucionária.

Quando escutamos dos familiares, amigos e conhecidos que não deveríamos “perder” tempo e energia com a militância diária, temos que sair da contemplação às histórias dos heróis revolucionários e ser, realmente, como eles.

Nenhuma conquista da classe trabalhadora e da juventude foi conquistada sem suor ou sacrifício, nem que significasse morrer por isso. Só estamos com o atual nível de organização na União da Juventude Rebelião e Partido Comunista Revolucionário por esses sacrifícios.

Enquanto jovens revolucionários, estudando e militando na escola de formação para ser a futura vanguarda da classe trabalhadora, temos o dever de honrar as memórias desses heróis.

E honrar é lutar diariamente e incansavelmente para que suas vidas e militância tenham valido a pena.

Honrar é organizar cada escola e bairro para atiçar a chama em cada jovem indignado.

Honrar é levantar a cabeça e lutar depois de cada ataque causado pelo governo genocida do Bolsonaro, que nos mata todos os dias.

Honrar é ter uma vontade ferrenha de transformar este país, como os nossos heróis também tiveram.

Honrar é elevar a consciência de cada núcleo de base da União da Juventude Rebelião.

Somente assim poderemos ver-nos livres da espoliação capitalista e numa sociedade livre da exploração do homem pelo homem.

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