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Política econômica de Bolsonaro faz inflação disparar

CARESTIA. Cartazes espalhados pelo Brasil denunciam o aumento do custo de vida (Foto: Divulgação)

Na cidade de São Paulo, o percentual de comprometimento da renda chega a 62,85%. O pacote de arroz de cinco quilos, que há dois anos custava em torno de R$ 12,00, em janeiro estava sendo vendido por R$ 24,02, de acordo com o Procon-SP.

Por Igor Barradas | Redação Rio


BRASIL – Nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro, o poder de compra do trabalhador brasileiro despencou. Desde que o ex-capitão assumiu a presidência, o preço da cesta básica de alimentos subiu 32,56%. Como sempre, os maiores atingidos são os mais pobres: para eles, a inflação nesse período foi de 7%, o dobro da taxa sentida pelos mais ricos, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Na cidade de São Paulo, o percentual de comprometimento da renda chega a 62,85%. O pacote de arroz de cinco quilos, que há dois anos custava em torno de R$ 12,00, em janeiro estava sendo vendido por R$ 24,02, de acordo com o Procon-SP.

Atualmente, o brasileiro gasta em média mais da metade (54,23%) do salário mínimo líquido para comprar a cesta básica.

“Bolso Família”

Enquanto os brasileiros enfrentam cada vez mais dificuldades para colocar comida na mesa, o filho “zero um” do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), comprou recentemente uma mansão em Brasília no valor de quase R$6 milhões. A suspeita é de que parte do dinheiro utilizado para a transação seja proveniente das chamadas “rachadinhas” promovidas pelo senador, com ajuda do seu comparsa Fabrício Queiroz. 

A verdade é que quando Bolsonaro afirma ser um defensor da família, ele se refere exclusivamente à sua própria família. Senão, vejamos: enquanto as famílias brasileiras ficam sem auxílio, sem emprego e sem vacina, os filhos do presidente se enriquecem com os esquemas de rachadinhas, dezenas de transações imobiliárias suspeitas e fazendo lobby dentro do governo em benefício de empresas amigas, sem falar dos 89 mil depositados pelo Queiroz na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, até hoje não explicados. 

Se valendo do cargo que ocupa, Bolsonaro e seus generais ainda esbanjam o nosso dinheiro com compras surreais: R$ 15 milhões com leite condensado, R$ 2,2 milhões com chicletes, R$ 32,7 milhões com pizzas e refrigerantes e R$ 6 milhões com frutos do mar.

É urgente pôr fim a essa farra bancada com a fome da população. Tirar Bolsonaro da presidência já é um primeiro passo, que deve ser seguido pelo congelamento dos preços dos produtos e serviços essenciais, o fim da atual política econômica e da submissão do país ao capital financeiro e o controle popular sobre a economia brasileira.  

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