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Estudantes ocupam as ruas em defesa da educação e contra o fascismo

Ato em frente à Alerj, Rio de Janeiro

Chegamos a agosto de 2021 com um grito de socorro da educação brasileira. Há mais de um ano, as aulas presenciais nas escolas e universidades foram suspensas. Sem equipamentos para assistir às aulas online, espaço adequado e sem as condições financeiras de sobrevivência, o que vimos foi um verdadeiro apagão da educação, com milhões de estudantes excluídos, especialmente na educação básica. Agora, escolas e universidades planejam a volta presencial das aulas, porém, com o corte de cerca de R$ 4,5 bilhões na educação, as condições de segurança sanitária e o próprio funcionamento das instituições de ensino ficam comprometidos.

O dia 11 de agosto é comemorado em todo o Brasil como o Dia dos Estudantes. A data, que marca a fundação da UNE, em 1937, é tradicionalmente um dia de luta estudantil. Um dia após o fascista Bolsonaro realizar um desfile com tanques de guerra na Esplanada dos Ministérios, os estudantes organizaram manifestações em todas as principais cidades do país contra os cortes de verba na educação, contra a corrupção, o genocídio e o fascismo.

Homenagem ao ex-presidente da UNE, em Brasília

Em Brasília, os estudantes começaram o dia trocando o nome da ponte Costa e Silva, ditador assassino, para Honestino Guimarães, estudante da UnB, ex-presidente da UNE assassinado pela ditadura militar. Na parte da tarde, foi realizado um ato na frente do Ministério da Educação, saindo em passeata até a rodoviária, onde fizeram panfletagem para dialogar com a população.

Em São Paulo, mais de 5 mil estudantes se reuniram em frente ao Teatro Municipal e caminharam até a Faculdade São Francisco de Direito da USP. “A disposição de luta e rebeldia da juventude foi contagiante. ‘Ditadura nunca mais!’ Foi a palavra de ordem na boca dos estudantes, que denunciaram a tentativa golpista do Bolsonaro de instalar uma nova ditadura militar no país. Mas os estudantes que hoje carregam o sangue de Edson Luís e Helenira Resende não vão permitir nem mais um dia desse governo fascista”, declarou Isis Mustafa, secretária geral da UNE pelo Movimento Correnteza e estudante da UFABC.

Ato combativo em Natal

Na capital do Rio Grande do Norte, os estudantes da terra de Emmanuel Bezerra iniciaram o dia com muita ousadia, de madrugada, trancando a BR-101 com pneus e faixas. Na parte da tarde, centenas de estudantes se concentraram na praça cívica e caminharam até a Prefeitura de Natal. “Estamos aqui para dizer que Bolsonaro não pode ficar mais um segundo a mais no governo. Esse é um governo fascista, genocida e inimigo da educação pública”, declarou Adriane Nunes, coordenadora geral da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet) e estudante do IFRN.

Estudantes em Goiânia realizaram ato organizado pelos DCEs da UFG e do IFG, com concentração na Praça Universitária e caminhada até a Praça do Bandeirante, no Centro da cidade. Durante todo o trajeto, foram feitas falas e agitação dos estudantes em defesa da educação e denunciando o governo genocida.

Também ocorreram atos no Norte do Brasil, com destaque em Belém do Pará, onde estudantes ligados à União dos Estudantes Secundaristas de Belém (UESB), Fenet, Movimento Correnteza e outras organizações estudantis se reuniram na Escadinha da Doca e caminharam até a feira do Ver-O-Peso, onde foi feita uma panfletagem dialogando com a população.

Por sua vez, os estudantes de Santa Catarina fizeram uma passeata no Centro de Florianópolis com faixas e cartazes denunciando os cortes de verba na educação, a falta de assistência estudantil e as péssimas condições das escolas públicas da cidade.

Já na capital baiana, no ato organizado conjuntamente pela AMES-Salvador, Fenet e Movimento Correnteza, os estudantes se encontraram em frente ao Colégio Central e foram em passeata pela Avenida Joana Angélica até o Campo da Pólvora. “Muita combatividade e espírito de rebeldia marcaram o dia do estudante soteropolitano”, disse Isis Valentini, coordenadora geral da AMES-Salvador.

No Rio de Janeiro, estudantes do DCE-UFRJ, DCE-UNIRIO, AERJ e Fenet ocuparam na terça-feira (10) a Prefeitura do Rio exigindo a volta do passe livre estudantil universitário, retirado durante a pandemia. Já no dia 11 de agosto, centenas de estudantes se concentraram no Largo da Carioca e caminharam até a Assembleia Legislativa para denunciar os cortes de verba na educação e o sucateamento das escolas e universidades.

Em concentração na Praça 7, estudantes de Belo Horizonte, liderados pela AMES-BH e DCE-UFMG caminharam até a Assembleia Legislativa, onde foi protocolado um ofício na comissão de educação reivindicando que os estudantes fossem ouvidos e pudessem opinar sobre a volta às aulas presenciais. Durante todo o ato, foram entregues panfletos para dialogar com a população.

Em João Pessoa, mesmo debaixo de muita chuva, os estudantes da UFPB realizaram uma passeata pelas ruas do bairro Castelo Branco, até a entra do campus universitário, denunciando o Governo Bolsonaro e seu reitor biônico Valdiney Gouveia.

Também foram registrados atos em Porto Alegre, Maceió, Aracaju, Teresina, São Luís, Fortaleza e no interior dos estados. Em todos os locais os manifestantes usaram máscara, álcool gel e respeitaram o distanciamento social.

Os estudantes estão ocupando as ruas para defender a educação, a saúde e a vida. Para que a educação seja prioridade no nosso país, para que nossas escolas e universidades recebam mais verbas e sejam devidamente valorizadas, é preciso derrotar o governo do fascista Jair Bolsonaro e colocar em seu lugar um governo sem generais e milionários, um governo verdadeiramente popular.

Caio Sad, coordenador geral da Fenet

Ato no MEC, em Brasília

AMES-BH e Fenet, em Belo Horizonte

Passeata em João Pessoa

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