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Reordenamento dos IFs, mais um ataque a nossa educação

ESTUDANTES NA LUTA – Ato na Paraíba contra Reordenamento dos IFs – Foto: JAV PB

Caio Sad, coordenador geral da Fenet 

No último dia 30 de agosto, o ministro da Educação Milton Ribeiro, após reunião com reitores de Institutos Federais, anunciou um projeto de “criação” de 10 novas instituições da rede. Porém, a realidade é outra. Vejamos o que significa essa proposta. 

O ministro diz que irá criar 10 novas instituições, mas, na realidade, nenhum novo campus será aberto, não haverá a contratação de novos professores, abertura de mais vagas para estudantes e nem mesmo nenhum novo curso será criado por conta dessa medida. O que vai acontecer, na verdade, é um reordenamento (divisão) dos IFs já existentes. Usando a desculpa de que é apenas uma questão logística, Bolsonaro e seu ministro querem ter o poder de indicar os reitores das “novas” instituições para colocar seus aliados, inimigos da educação, no poder. 

O ministro diz que vai destinar R$ 8 milhões para cada uma das “novas” instituições. Esse dinheiro, porém, seria utilizado apenas para possibilitar a construção dos prédios das reitorias e para instalação de seus capachos. O mesmo governo que corta as verbas da assistência estudantil, das obras para melhoria das escolas, da contratação de novos professores, etc., quer destinar milhões de reais para implantar reitorias sob seu controle. 

A realidade é que essa proposta representa uma divisão da nossa rede para nos enfraquecer e aumentar a influência de Bolsonaro nas instituições. São 12 as instituições afetadas: Instituto Federal da Bahia (IFBA); Instituto Federal Baiano (IF Baiano); Instituto Federal da Paraíba (IFPB); Instituto Federal do Piauí́ (IFPI); Instituto Federal de São Paulo (IFSP); Instituto Federal do Paraná́ (IFPR); Instituto Federal do Ceará (IFCE); Instituto Federal do Pará (IFPA); Instituto Federal de Pernambuco (IFPE); Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE); Instituto Federal do Maranhão (IFMA); Instituto Federal de Rondônia (IFRO). 

A discussão nas instituições (conselho superior, conselho de dirigentes ou mesmo consulta à comunidade) já rejeitou o projeto em nove dos 12 IFs afetados. Até a data em que este texto foi escrito, não havia posicionamento formal do IFSP, IFRO e IFPA. Com a luta e organização dos estudantes e trabalhadores, já derrotamos as intervenções autoritárias de Bolsonaro no IFSC, IFRN e CEFET/RJ. Agora, vamos derrotar também mais esse ataque à educação! 

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