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Poesia – Alma Vermelha

(Imagem: Reprodução/ Internet)

Hadassa Tavares, São Bernardo do Campo

Nas mazelas da sociedade 
vejo frio e fome 
quanta desigualdade!

De um lado tudo dourado 
do outro nem um tostão furado 
suor todo dia 
do pobre injustiçado 

Ouço os meus gritando 
e logo grito de volta 
um grito de desespero no presente
que no futuro vai ser de vitória 

Os meus sangram pelos nossos
gritam por todos os povos 
gargantas a parte
secura no solo 

Pecador 
devedor 
vagabundo
marginalizam nossa arte porque só eles podem dominar o mundo 

Pra eles convém o mudo 
mas em silêncio não fico nem por um segundo 
se for pra ficar 
ficarei igual Manoel Lisboa 
18 ou até mais, resistindo esses imundos 

Humilham e deixam sem moradia 
nos massacram e diz “não foi culpa minha”
o povo pobre liga a notícia 
e só ouve ladainha 

Essa ferida enorme que eles abriram
não se fecha sozinha 

Essa ferida aberta 
não para de sangrar 
ainda bem que minh’alma é vermelha 
não vou me calar.

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