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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Número de crianças que não sabem ler e escrever cresce 66% no Brasil

DESCASO. 2,4 milhões de crianças de 6 e 7 anos não estão alfabetizadas no Brasil (Foto: Reprodução)

Dados divulgados essa semana pela ONG Todos Pela Educação revelam que o número de crianças de seis e sete anos que não sabem ler e escrever cresceu 66,3% no Brasil, entre 2019 e 2021.

Igor Barradas | Redação Rio


BRASIL Pesquisa foi divulgada na última terça-feira (8) pela organização Todos Pela Educação, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, aponta que 2,4 milhões de crianças brasileiras não estão alfabetizadas na faixa etária de seis a sete anos.

Com o aumento dos cortes na educação, a tentativa de fechar as escolas e impedir sua reabertura com segurança, os militares e o governo fascista de Jair Bolsonaro fazem de tudo para que a taxa de analfabetismo cresça entre as crianças do país.

O índice de analfabetismo das crianças entre 6 e 7 anos atingiu seu maior patamar nos dez anos de existência da Pnad Contínua. Quando criada, em 2012, sua porcentagem era de 28,2%. Esse crescimento do analfabetismo é fruto do fechamento das escolas durante a pandemia e da ausência de um programa do governo federal que garantisse aulas para todos os estudantes.

É perceptível a classe das crianças que se encontram analfabetas. Ao todo, quando avaliado os domicílios ricos do país, o índice é de 16,6%. Já entre os pobres, o número salta para 51%. Entre os negros, 47,4% das crianças não estão plenamente alfabetizadas. Já entre crianças brancas, o número é de 35,1%. 

Em Cuba, 100% da população é alfabetizada (Foto: Granma)

Países socialistas superaram o analfabetismo

Ao contrário do capitalismo, que sucateia as escolas e abandona as crianças, em todas as experiências de construção do socialismo os países que fizeram a revolução eliminaram o analfabetismo. Em Cuba, a Campanha de Alfabetização foi organizada diretamente por Che Guevara e Fidel Castro. Os revolucionários elevaram com sucesso a taxa de alfabetização da Ilha a 100%, eliminando o analfabetismo até hoje no pequeno país bloqueado pelos EUA. Como diria Maria Bethânia, “vou aprender a ler para ensinar meus camaradas”.

Na União Soviética, os bolcheviques também superaram o analfabetismo. Antes da tomada do poder, somente 32% de todos os adultos da Rússia sabiam ler e escrever. Já em 1926, a porcentagem de alfabetizados saltou para 60,9%. 

Resumindo, crianças que não sabem ler nem escrever interessam apenas aos ricos que comandam o Brasil. Por isso, o analfabetismo é algo presente em todos os países capitalistas. É preciso um Governo Revolucionário dos Trabalhadores, que garanta que o analfabetismo seja eliminado no Brasil e que todas as crianças saibam ler e escrever.

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