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quinta-feira, 7 de julho de 2022

Várias categorias em greve por melhores condições de trabalho e salários

Trabalhadores de entrega de aplicativo mobilizados em São Paulo. Foto: reprodução

Os trabalhadores exigem reajuste salarial, melhores condições de trabalho e salários em pelo menos 16 cidades do país.

Igor Barradas | Redação Rio


TRABALHADOR UNIDO – Nesta terça-feira (29), três categorias de trabalhadores entraram em greve em pelo menos 16 cidades do país. Motoristas e entregadores de aplicativos realizam manifestações contra o alto custo de vida e os baixos salários que ganham. Na cidade do Rio de Janeiro, motoristas e cobradores de ônibus paralisaram suas atividades reivindicando reajuste salarial.

As greves e manifestações foram registradas em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Aracaju, Teresina, Manaus, e Recife. Também houve greves em cidades como Carapicuíba, Porto de Galinhas, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns e Petrolina. Os trabalhadores paralisaram completamente seus serviços e realizaram atos em frente às sedes de empresas como Uber, 99 e iFood.

Somente no quarto trimestre, a empresa Uber registrou lucro líquido de US$ 892 milhões. Enquanto isso, os motoristas penam para conseguir colocar o pão na mesa todos os dias. “Nós exigimos um reajuste verdadeiro. A empresa Uber deu um reajuste de 6,5%, um valor irrisório. Também exigimos um aumento da taxa mínima, que apesar de ter aumentado de 6,19 para 6,98, ela deveria ser maior. Deveríamos ganhar mais de dois reais por kilometro.” disse João Casares, estudante e motorista do aplicativo Uber e militante da Unidade Popular, em entrevista ao jornal A Verdade.

Não há dúvidas que o governo Bolsonaro é responsável pelo aumento do custo de vida em todas as esferas. Desde que o presidente fascista dirige o país, inúmeras refinarias foram privatizadas e vendidas para os países imperialistas. Um levantamento realizado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) mostrou que o metro cúbico do GNV (Gás Natural Veicular), utilizado pela esmagadora maioria dos motoristas de aplicativos, subiu 46% desde março do ano passado.

Além disso, o litro da gasolina está sendo vendido em média, a R$ 7,21, chegando a R$ 8,95 em alguns estados do país. Antes do reajuste, custava em média R$6,68. O litro do diesel foi de R$ 5,91 para R$ 6,56. Os trabalhadores de aplicativo trabalham 12h por dia diariamente, dependem diretamente de carros para trabalhar e sofrem com a crise, sem receber salários dignos que garantam uma vida com qualidade.

Manifestação dos motoristas de aplicativo ocorrida no centro do Rio nesta terça (29). Foto: reprodução

Empresa Rio Ônibus tenta acabar com a greve de rodoviários do RJ

A decisão de paralisar as atividades foi tomada em assembleia na noite desta terça por cerca de 450 trabalhadores, no Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro. A empresa Rio Ônibus, logo depois da tomada de decisão, emitiu uma liminar judicial, com o intuito de proibir a greve, sob risco de multa.

A burguesia brasileira é uma classe que não trabalha e se recusa a aumentar o salário dos trabalhadores. Agem como parasitas dentro do nosso país. Toda sua riqueza vem do trabalho gratuito do operário, ou seja, a mais-valia. Ganham sua vida a partir do roubo.

Quanto menores os salários dos motoristas, rodoviários e entregadores de aplicativo, maior o lucro dos ricos. Os trabalhadores podem e devem viver sem eles.

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