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sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Governo promove política fascista de chacinas nas favelas do RJ

Depois da chacina no Complexo do Alemão, com 18 mortos, governo Cláudio Castro concentra 3 das 4 maiores chacinas em operações policiais da história do Rio.

Redação RJ


RIO DE JANEIRO (RJ) – Na madrugada da última quinta-feira (21) se iniciou uma das mais trágicas ações violentas do Estado contra a população pobre do Rio de Janeiro.

Ao todo, 18 pessoas morreram durante uma operação policial no Complexo do Alemão, um dos maiores conjuntos de favelas da capital, localizado na Zona Norte da cidade. Diversos moradores relataram ao longo da manhã tiroteios. No meio da manhã, mototaxistas saíram em um protesto pela paz no morro.

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (Geni), vinculado à Universidade Federal Fluminense (UFF), a chacina é a quarta operação policial mais letal da história do Estado do Rio de Janeiro. As duas primeiras ocorreram também durante o sangrento governo de Cláudio Castro, em maio do ano passado: a Chacina do Jacarezinho, que assassinou 28 pessoas, e na Chacina da Vila Cruzeiro, com 25 vítimas.

A terceira operação mais letal do Estado ocorreu em 2007, quando a polícia matou 19 moradores em uma operação na Baixada Fluminense.

De acordo com a polícia, a chacina foi para combater o roubo de veículos, de carga e a bancos. As imagens divulgadas na internet mostram o contrário: pessoas carregando os cadáveres dos moradores mortos e ruas cheias de sangue.

“E agora, o que vou falar para a família que está lá dentro chorando? O que eu vou dizer para a filha da mulher que está lá chorando? O que eu vou dizer para o neto da mulher que está chorando? Vou falar o quê?”, questionou para a imprensa Jaime Eduardo da Silva, primo de Denílson, assassinado pelas forças policiais.

Guerra contra os pobres

A verdade é que no Brasil a polícia impõe pobreza, miséria e pena de morte para quem não é rico. A violência está presente na vida de quem mora na periferia, enquanto os políticos burgueses vivem que nem deuses. As autoridades políticas apoiam esse genocidio contra o povo e pretendem cada vez mais aumentar essa repressão.

No mesmo dia que ocorreu a Chacina do Morro do Alemão o Instituto Fogo Cruzado, divulgou dados alarmantes. A Baixada Fluminense concentra, sozinha, 481 tiroteios no primeiro semestre de 2022. Quase um terço deles ocorreram durante ações ou operações policiais, significando um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. 

289 pessoas foram baleadas na Baixada. Entre elas, 169 morreram e 120 ficaram feridas. Entre as ocorrências, 198 foram atingidas durante operações policiais, sendo 100 mortas e 98 feridas. 

Isso é um absurdo. Por que essa violência sempre ocorre nos bairros pobres? Por que a polícia marca o povo para morrer?

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