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sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Trabalhadores protestam contra demissões em siderúrgica de Santo André

Trabalhadores da empresa siderúrgica Paranapanema da planta de Santo André (SP) protestaram em frente à fábrica, no dia 12 de dezembro, contra as demissões de 87 funcionários. De forma simbólica, os trabalhadores estenderam os seus uniformes no chão.

Thais Gasparini | MLC


SANTO ANDRÉ (SP) – A empresa anunciou o pedido de recuperação judicial devido à uma dívida de R$2,3 bilhões. Isso significa que tudo que a empresa tinha que pagar para fornecedores e funcionários ficará suspenso, ou seja, essas dezenas de trabalhadores passarão os próximos dias sem salário ou qualquer valor de rescisão. O presidente da empresa justifica o pedido alegando impedir a falência. Infelizmente, quem paga a conta é o trabalhador, único responsável pela produção da empresa.

O Sindicato dos Metalúrgicos acompanhou o protesto e realizará uma audiência pública na Comissão de Emprego, em Brasília, para discutir as demissões nas fábricas, além de ter entrado com um pedido de cancelamento das demissões.

Em 2014, a empresa demitiu 260 funcionários justificando que a planta de Capuava não apresentava níveis de produtividade necessários. Já em 2019, 37 funcionários foram demitidos.

O cenário de encerramento ou diminuição da produção em algumas fábricas, ocasionando a demissão de muitos trabalhadores da região, é mais um cenário de desindustrialização que o ABC paulista tem passado.

O último grande caso foi o da Mercedes Benz, que anunciou o encerramento de contrato de 1,2 mil trabalhadores.

Esse é o reflexo da política federal influenciada pela burguesia nacional, que não investe e ainda corta a verba destinada para a Ciência e a Tecnologia, ficando preocupado apenas com a exportação de produtos agropecuários a preço de banana. O resultado é que o Brasil se tornou dependente economicamente e com dificuldade de ter soberania nacional, além da precarização do trabalho.

A verdade é que só haverá melhoras quando os trabalhadores decidirem o que vai ser produzido, qual será a quantidade e o como será socializado. Ou seja, ter o controle da produção em suas mãos e colocá-las a serviço da população.

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