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segunda-feira, 4 de março de 2024

Opinião: A arte sob o governo fascista

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Desde o governo Michel Temer, a arte, os trabalhadores e trabalhadoras da cultura do Brasil vêm sofrendo graves ataques, o governo fascista de Jair Bolsonaro serviu para precarizar ainda mais a situação da produção cultural Brasileira, sendo a extinção do Ministério da Cultura(MinC), um dos seus primeiros atos como presidente.

Pietro Morgado | Militante da UJR


SÃO BERNARDO DO CAMPO – Infelizmente, a extinção do MinC foi apenas o primeiro de uma série de acontecimentos que bagunçaram a rede cultural do país, agora já no final do mandato do corrupto chamado de “messias” podemos olhar para trás e relembrar alguns desses absurdos, ao mesmo tempo que reforçamos a importância de discutir a força e a necessidade de uma produção cultural que seja feita para o povo Brasileiro, pelo povo Brasileiro e a partir do povo Brasileiro.

Como o MinC foi dissolvido, os responsáveis pela pasta, que passou a fazer parte do ministério do turismo, se tornaram secretários especiais de cultura, e entre as nomeações para o cargo surgiram grandes absurdos.

A partir dessas nomeações tivemos a infelicidade de conhecer Roberto Alvim, um dos nomeados ao cargo que quando empossado publicou um vídeo em que fazia uma imitação escancarada do ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels. Regina Duarte, que foi indicada depois de Alvim, deu declarações completamente descoladas da realidade e tratou a cultura com desdém, o ator Mario Frias também mostrou todo seu despreparo a partir de suas falas e atitudes frente à pasta. O último crápula que esteve à frente da cultura foi André Porciuncula, na sua opinião as leis de fomento cultural deveriam incentivar e exaltar as armas e sua ampla utilização pela população.

Vimos nos últimos anos a cultura sendo aparelhada com o claro objetivo de disseminar um pensamento burguês e impedir qualquer tipo de manifestação artística de caráter revolucionário.

Nesse sentido temos que entender que é dever das organizações e artistas revolucionários criar um contra ponto para todo um sistema cultural que por meio de filmes, músicas, livros e notícias, mantém e enraíza cada vez mais o ideal burguês na consciência do povo.

Como dizia o camarada Enver Hoxha, os artistas, orientados pelo marxismo-leninismo tem a grande tarefa de “temperar as massas com consciência proletária” criando maiores condições de construção do socialismo, entendendo que a cultura faz parte da disputa ideológica que travamos com a burguesia.

Só a partir de uma cultura revolucionária, proletária, que se inspire nos heróis e heroínas do povo Brasileiro, na historiografia de luta e resistência do povo negro do Brasil, poderá existir uma produção cultural verdadeiramente popular, ou seja que reflita sobre as questões do povo, sendo feita para a apreciação do povo e mais importante ainda, pelo povo e junto do povo.

Essas são as reais características de uma arte popular e comprometida com o desenvolvimento da nova consciência popular, proletária e revolucionária.

Assim devemos nos inspirar também naqueles e naquelas que já produzem arte com caráter revolucionário, nos artistas que ocupam as ruas com dança, palhaçaria, artes circenses, nos pixadores e pixadoras, nos estudantes e artistas que organizaram os Centros Populares de Cultura(CPC) e nos criadores e criadoras que se inspiram nas histórias e lutas de heróis revolucionários como é o caso do coreógrafo paulistano Sandro Borelli que já criou coreografias inspiradas pelos legados políticos de Che Guevara (Estado Independente – 2009) e Carlos Marighella (Não tive tempo para ter medo – 2018), além de uma de suas grandes obras, Colônia Penal(2013), que homenageia os mortos e torturados pela ditadura militar Brasileira.

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