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quarta-feira, 29 de maio de 2024

Túmulo dos Vagalumes: reflete sobre a crueldade da guerra, do fascismo e capitalismo

O filme “Tumulo dos Vagalumes”, lançado em 1988, é um filme emocionante e chocante que alerta para as consequências desumanas da guerra, do fascismo e do sistema capitalista.

Reinilson Câmara


SÃO PAULO – O filme retrata problemas que afetam não apenas as crianças do filme, mas também milhões de pessoas em todo o mundo, como a fome, a desnutrição infantil, a violência e a indiferença.

Uma das questões mais importantes abordadas no filme é a fome e a desnutrição infantil. O protagonista, Seita, é um menino que perdeu sua mãe durante um bombardeio aéreo e sua irmã, Setsuko, sofre de desnutrição. A fome é uma das principais causas da morte de Setsuko, que não recebe a alimentação adequada para sobreviver.

No contexto do filme, a guerra e a mobilização para a produção de recursos para a guerra intensificaram a exploração dos trabalhadores e a concentração de recursos nas mãos dos militares e da elite governante. As crianças, como Seita e Setsuko, são as principais vítimas desse sistema, já que não têm voz na sociedade e são deixadas à margem das políticas públicas.

De forma semelhante ao que ocorre no filme, as guerras imperialistas acabam por desumanizar as pessoas, tornando-as meros objetos de um sistema que as utiliza como meio para atingir seus fins. As crianças são as principais vítimas desses conflitos, muitas vezes sendo forçadas a abandonar suas casas, famílias e comunidades em busca de segurança.

Infelizmente, essas questões ainda são uma triste realidade em muitas partes do mundo, como por exemplo na Ucrânia, onde a guerra imperialista tem causado uma série de consequências humanitárias preocupantes.

Guerra aumenta a pobreza

De acordo com relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU), a guerra no leste da Ucrânia já deixou mais de 13 mil civis mortos, incluindo muitas crianças, desde 2014. Além disso, estima-se que mais de 3,4 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária para sobreviver, incluindo 700 mil crianças.

A fome e a desnutrição infantil também são uma realidade preocupante na Ucrânia, especialmente nas regiões mais afetadas pelo conflito. Segundo dados da UNICEF, a taxa de desnutrição infantil na Ucrânia aumentou para 11,2% em 2020, em comparação com 8,4% em 2015. Além disso, a taxa de mortalidade infantil também aumentou de 7,7 para 8,3 mortes por cada 1.000 nascidos vivos entre 2015 e 2019.

No Brasil, a fome também é um problema preocupante, especialmente entre as crianças. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do IBGE, em 2019, cerca de 2,5 milhões de crianças com até 5 anos viviam em lares em que a insegurança alimentar era grave. Além disso, a taxa de mortalidade infantil no país aumentou para 12,4 mortes por 1.000 nascidos vivos em 2020, em comparação com 11,9 em 2019. A situação é ainda pior para as crianças em situação de rua, que são expostas a diversos riscos, incluindo a fome e a violência.

A violência e injustiça também são evidentes no filme, especialmente na cena em que um menino é espancado e levado para a cadeia por supostamente roubar. Esse tipo de violência e injustiça é uma característica marcante do fascismo e suas ideologias autoritárias que ganham forças em períodos de crises prolongadas e guerras.

Essa situação não é exclusiva do filme, afinal, não é diferente no Brasil. Crianças em situação de rua, mortalidade infantil, fome e desigualdade social são problemas que persistem há décadas, enquanto os grandes ricos continuam enriquecendo às custas da miséria do povo.

A única saída para uma sociedade fraterna, igualitária e solidária é o socialismo. A luta contra o sistema capitalista, contra a exploração, a opressão e a injustiça são urgentes e necessárias. Precisamos nos unir, solidarizar e mobilizar para construir uma sociedade justa e democrática, onde a vida e a dignidade humana sejam valorizadas acima do lucro e da ganância.

Precisamos lutar por uma sociedade em que a propriedade dos meios de produção esteja nas mãos dos trabalhadores, onde a riqueza seja distribuída de forma justa, onde a cultura e a educação sejam acessíveis a todos e onde a solidariedade e o respeito mútuo sejam valores centrais.

Assim, o filme O Túmulo dos Vagalumes nos convida não apenas a refletir sobre a tragédia da guerra, mas também a agir para construir um mundo melhor. É hora de se organizar para lutar por um sistema que priorize as pessoas, e não os lucros. Que a tristeza sentida ao assistir o filme seja transformada em revolta.

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