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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Unidade Popular realiza 4º Congresso Estadual da Bahia

Redação Bahia

SALVADOR/BA – No último sábado (01), ocorreu no Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Sindprev-BA) o 4º Congresso Estadual da Unidade Popular na Bahia com o tema “Na Bahia fascista não se cria: punição aos golpistas de ontem e de hoje”. Além de colocar o sobre memória, verdade e justiça na data em que exigimos a punição dos golpistas que há 59 anos implementaram um regime de terror à classe trabalhadora brasileira, o congresso focou na organização dos núcleos da UP no estado e a importância da contribuição individual regular dos filiados ao partido.

Com uma abertura repleta de apresentações culturais e falas sobre a importância da Unidade Popular para a luta antifascista no Brasil, o plenário entoou palavras de ordem e lotou o auditório em que o evento ocorreu. O congresso contou com a participação de Edivaldo Santa Rita, diretor do Sindprev; Lucivaldina Brito, secretária de Administração e Finanças do Sindprev e coordenadora geral da CUT Mulheres; Hilton Coelho, deputado estadual pelo PSOL-BA; Rafael Borges Gonçalves, indígena filiado à Unidade Popular e representante da Retomada Indígena Tupinambá em Abrantes/BA; e representações dos partidos, movimentos sociais e entidades como Partido Comunista Revolucionário (PCR), Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Movimento Luta de Classes (MLC), Movimento de Mulheres Olga Benario, União da Juventude Rebelião (UJR), Federação Nacional dos Estudantes em Escolas Técnicas (FENET) e a AMES Salvador.

Rafael Gonçalves, filiado da Unidade Popular e integrante da Retomada Tupinambá em Abrantes/BA puxou junto com outros companheiros indígenas a manifestação em homenagem aos mortos e torturados da ditadura militar. Realizou-se uma homenagem especial a mais de oito mil vítimas indígenas desse regime de terror (Foto: Isabella Tanajura / Jornal A Verdade)

Exigir a punição dos torturadores e golpistas de ontem e de hoje é a principal tarefa antifascista no Brasil hoje

Após a abertura, o Congresso também contou com um ato de rua que aconteceu nacionalmente em várias cidades do Brasil e em Salvador ocorreu no Memorial em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos da Ditadura MIlitar no Campo da Pólvora a apenas alguns metros de distância do local de realização do evento. Delegados e observadores participantes do Congresso tomaram as ruas da Av. Joana Angélica, tradicional rua de comércio do centro da capital baiana, em marcha até o local de realização do ato, enquanto entoavam palavras de ordem contra a ditadura militar e pela punição de Bolsonaro e seus cúmplices. 

O ato foi marcado por intervenções organizadas pela Comissão Baiana de Memória, Verdade e Justiça homenageando as pessoas que tombaram na ditadura militar como Carlos Marighella, Nilda Carvalho Cunha, Pedro Domiense, Manoel Lisboa, Emmanuel Bezerra, Manoel Aleixo, Iara Iavelberg e Margarida Alves. Em sua intervenção poética Negra Winnie, poeta popular de Lauro de Freitas (BA), ressaltou como o terror da tortura e violência do período da ditadura militar ainda é imposto nas favelas através do genocídio continuado de jovens pretos e pobres. “Ele não é o meu grito! / Ele não pelo bem da democracia, eu acredito / Ele não, outro irmão baleado meio sujo e favelado, um tanto desmantelado / Matando a favela, candidato?” declamou a artista. 

Bianca Plessym, coordenadora nacional do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), também lembrou que o capitalismo é responsável pela perpetuação do fascismo e somente com a luta popular pelo socialismo a classe trabalhadora será liberta: “Se o povo não tiver no poder, a gente não resolve isso. […] Por que conciliar com esse sistema capitalista é conciliar com a morte dos nossos, a nossa morte e a morte da classe trabalhadora!” 

Ato em Salvador exigiu a prisão de Bolsonaro e seus cúmplices pelo genocídio durante a pandemia de Covid-19, bem como pelos outros crimes cometidos pelo fascista durante seu mandato (Foto: Isabella Tanajura / Jornal A Verdade)

Organizar-se na UP e construir um grande partido antifascista no Brasil 

Durante o debate aberto às intervenções do plenário no Congresso, a militância ressaltou a importância de participar nos núcleos de luta da Unidade Popular que se reúnem mensalmente a cada primeiro sábado de Brigada Nacional do Jornal A Verdade no mês. A participação de cada filiado nas reuniões é essencial para construir a luta antifascista no estado, as lutas em defesa dos interesses imediatos do povo trabalhador, daqueles sem direitos, dos sem teto, dos sem-terra, pela valorização dos servidores públicos, em defesa da saúde e da educação. 

Além disso, o partido na Bahia reafirmou seu compromisso com a construção material e autossustentada de sua atuação, bancando apenas com as taxas de participação no congresso no valor de R$ 20 toda a atividade com estrutura de som, almoço, auditório, entre outras.

Intervenções do plenário no debate foram intercaladas com apresentações culturais de poesias e músicas pela militância (Foto: Gabriel Andrade / Jornal A Verdade)

Por fim foi aprovada uma Carta de Salvador, resolução construída pelo Comitê Preparatório do 4º Congresso Estadual da Bahia, contendo uma análise da conjuntura nacional e baiana, bem como a necessidade de construir esse instrumento valioso para o povo brasileiroem sua luta por libertação: a Unidade Popular. Foi eleito um novo diretório estadual com representações de diversas cidades como Vitória da Conquista, Jacobina, Feira de Santana, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus e movimentos sociais, bem como reelegendo Jalícia Muricy como vice-presidente e Eslane Paixão como presidente do partido. 

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