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quinta-feira, 30 de maio de 2024

Líderes de movimentos sociais são presos injustamente na Argentina

Dezenas de lideranças sociais estão presas por ordem de governador reacionário, na Argentina. Revolta ocorre na província de Jujuy, no Noroeste, contra reforma autoritária na constituição local. 

Redação


INTERNACIONAL – Líderes sindicais e de movimentos sociais estão sendo presos em massa pelo governo provincial de Jujuy, no Noroeste da Argentina, O governador Gerardo Morales, do partido de direita União Cívica Radical, vem tentando, desde de junho, passar uma reforma na constituição provincial para proibir manifestações populares em vias públicas e também para limitar os direitos dos povos indígenas.

Assim como no Brasil, a Argentina se organiza como uma federação, onde cada província (o equivalente de estado aqui) tem uma constituição local subordinada à constituição nacional. O caso da província de Jujuy é ainda mais complexo, pois ela faz fronteira com o Chile e a Bolívia e tem uma grande concentração de população indígena.

A medida do governador se dá para tentar sufocar completamente o movimento popular e sindicai. Diante da situação, desde o mês passado, o movimento estudantil, sindical e popular ocupa estradas e realiza greves e manifestações diárias para barrar a reforma constitucional.

O governo vem adotando uma repressão intensa. Entre os presos, militantes do movimento indígena, do Partido Comunista Revolucionário da Argentina e da Corrente Classista e Combativa, uma das principais correntes sindicais do país. Além das prisões, o governo ordenou a policia invadir o Conselho Superior da Universidade Jujuy.

A mobilização do povo de Jujuy se insere no contexto da luta nacional do povo argentino contra a exploração neoliberal e imperialista. Neste ano, ocorrerão eleições presidenciais e a Argentina se encontra sob a ameaça de uma candidatura fascista, como o Brasil esteve nos últimos anos. Além disso, o atual governo de Alberto Fernandez foi incapaz de conseguir se libertar das amarras do FMI e colocar a Argentina num rumo de independência econômica.

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