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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Paraenses sofrem com exploração das multinacionais de mineração

A exploração da Amazônia e seu povo pelo capital nacional e internacional sangra dia após dia a classe trabalhadora. 

Douglas Ribeiro | Redação Pará


BRASIL – Recentemente, o Pará ganhou destaque nas principais mídias nacionais, em grande parte devido à futura 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Belém (a COP-30). Mas a própria importância econômica da região já é antiga.

A principal atividade econômica do Estado hoje é a extrativista de minérios, como a bauxita, ferro, cobre e manganês. Das empresas, atuam monopólios como a Vale, a norueguesa Hydro e a inglesa Anglo-American. Em seus inúmeros comícios e participações em eventos internacionais, o governador Helder Barbalho (MDB) corteja os investimentos nacionais e internacionais no Estado pelas grandes empresas junto com uma suposta defesa do meio ambiente e o argumento da geração de renda e riqueza.

Há muita riqueza, sim. Mas não para o povo. Em fevereiro de 2023, uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas intitulada “Mapa da Riqueza no Brasil”, o Estado do Pará despontou como o segundo estado com menor renda média da população, com R$507 reais, atrás apenas do Estado do Maranhão, com R$409 reais. Com relação ao salário mínimo (1302 reais), o valor da cesta básica no estado já consome 54% da quantia, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará. E a situação piora quando 52% da força de trabalho paraense recebe apenas o máximo de um salário mínimo mensalmente, como relatou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, de julho a setembro de 2022.

Enquanto o governo do Estado se esbanja com a COP -30, os paraenses são saqueados e largados na miséria. O desmatamento da floresta amazônica ferve a temperatura do Pará, especialmente na capital e nas zonas de maior destruição da mata.

O rio Tapajós secou e arrisca acabar com as vidas de todos que dependem de sua existência. Nas regiões das cidades de Marabá e Barcarena, a “sustentabilidade” da mineração envenenou a água e a população. No sul do Pará, as Terras Indígenas Apyterewa e Trincheira Bacajá estão num verdadeiro estado de guerra na luta contra os invasores. 

É preciso denunciar que o governo e os investimentos dos monopólios imperialistas estão preocupados tão somente com os lucros que cairão em seus bolsos. Nada importa para eles de fato se o povo estiver passando fome, sede ou calor. Enquanto a bauxita, o ferro e o manganês estiverem saindo, pouco importa se isso é feito com base no sangue dos trabalhadores e trabalhadoras do estado.

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