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terça-feira, 23 de abril de 2024

MLC nas ruas pela revogação da Reforma Trabalhista

Coordenação Nacional do MLC


TRABALHADORES – Em seu 2º Congresso Nacional, realizado em agosto, a militância do Movimento Luta de Classes (MLC) aprovou um calendário de lutas, tendo como uma das ações a construção de um abaixo-assinado pela revogação da Reforma Trabalhista, Previdenciária, da terceirização e do teto de gastos. Também pede o aumento de 100% do salário-mínimo e a redução da jornada de trabalho para seis horas diárias. A meta é atingirmos 100 mil assinaturas até o fim do primeiro trimestre de 2024, a serem entregues ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Para isso, o MLC tem contado com o apoio da militância da Unidade Popular, que vem se somando às atividades nos estados.

As primeiras assinaturas foram coletadas no ato nacional convocado pela UP no dia 21 de outubro. Passados mais de 30 dias, já são milhares de assinaturas coletadas em todo o país. Em reunião, a Coordenação Nacional do MLC reforçou a necessidade de ocuparmos as ruas com a campanha. Para Thais Gasparini, professora e coordenadora geral do MLC, “estamos sentindo na pele as consequências dessas reformas, que pioraram nossas condições de trabalho e, portanto, da nossa vida também. É preciso apontar de onde vem essa piora, conversar com cada trabalhador e trabalhadora e apresentar o nosso abaixo-assinado. Isso vai aprofundar a organização da nossa classe”.

O objetivo, além de coletar assinaturas, é estabelecer um contato político com os trabalhadores nas fábricas, empresas, nos transportes e nos bairros e, desta forma, criarmos canais de debate direto com a classe trabalhadora. 

No ato nacional dos servidores públicos em Brasília, na greve dos metalúrgicos do ABC, na greve do serviço público estadual em Minas Gerais, no congresso da rede estadual de educação de Santa Catarina e em inúmeras outras atividades pelo país nossa militância esteve presente coletando assinaturas e debatendo a luta urgente pela revogação das reformas, aumento de salários e redução da jornada de trabalho.

O Estado de São Paulo tem sido exemplo nas ações. No último dia 10 de novembro, realizou uma plenária virtual que reuniu dezenas de militantes. A atividade serviu para organizar a coleta de assinaturas e acelerar o ritmo de trabalho. O estado se comprometeu a conseguir pelo menos 50 mil assinaturas até o final deste ano. “Lançamos o desafio para a nossa militância e já temos grandes resultados. Em uma agitação no trem, em 30 minutos, coletamos mais de 70 assinaturas. É a resposta que o povo dá para uma ação urgente e necessária como essa”, afirma Thais. Além disso, foi definido que toda quarta-feira é dia de coleta em São Paulo, com meta de mil assinaturas.

Em todos os atos, paralisações e greves a nossa militância deve estar com o jornal A Verdade e o abaixo-assinado do MLC. Esta é uma grande oportunidade de fortalecermos nosso trabalho nas categorias onde atuamos e de iniciarmos uma atuação em novas bases, convocando a classe trabalhadora a lutar contra os retrocessos dos últimos governos e por pautas que avancem nossos direitos.

Matéria publicada na edição nº 283 do Jornal A Verdade.

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