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sábado, 18 de maio de 2024

Mogi das Cruzes: servidores intensificam mobilização

Proposta inaceitável de reajuste salarial levou a categoria a se manifestar contra a gestão do prefeito Caio Cunha. Com o apoio do Movimento Luta de Classes, trabalhadores da cidade preparam novos passos da luta contra a precarização do trabalho e em defesa dos serviços públicos de Mogi das Cruzes

Caio da Silva Costa* | Mogi das Cruzes (SP)


TRABALHADOR UNIDO – No último dia 14 de março, os trabalhadores e trabalhadoras do funcionalismo público se manifestaram nas ruas de Mogi das Cruzes (SP) após o atual prefeito da cidade, Caio Cunha (Podemos), afirmar que as reivindicações da categoria iriam “estourar o orçamento da cidade”.

O Movimento Luta de Classes (MLC) esteve presente nas mobilizações realizadas pelos servidores, reforçando a denúncia das péssimas condições de trabalho e reivindicando uma nova assembleia do sindicato dos servidores municipais para que os profissionais pudessem votar pelo estado de greve.

Em depoimento anônimo ao Jornal A Verdade sobre o motivo da mobilização, uma servidora explicou que “o motivo que fez a gente aderir à assembleia foi a sobrecarga” de trabalho. Outra das pautas defendidas pelos servidores é a ampliação do direito a vale-alimentação e vale-refeição, visto que mais de 850 trabalhadores da prefeitura não têm acesso a esses benefícios.

Além disso, outra reivindicação urgente é o reajuste salarial em 5,64%, de acordo com a inflação. A proposta foi recusada pela prefeitura, que ofereceu um reajuste de apenas 3,15% em sua contraproposta. A ação comprova que a intenção de Caio Cunha é precarizar as condições de trabalho dos servidores e sucatear os serviços públicos da cidade, prejudicando não só os funcionários da prefeitura, mas também a própria população mogiense.

Em votação realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Mogi das Cruzes e Guararema (SINTAP) no dia 21 de março, 84% dos trabalhadores foram contrários à proposta de reajuste da prefeitura. Dessa forma, as mobilizações para uma possível greve se intensificaram.

Nesse ponto, a servidora afirma que há uma grande importância na construção de um movimento forte. “Nós apoiamos, pois é um ato legítimo. Só com a greve vamos ser escutados por essa gestão que nada fez pelo servidor”, ela avalia.

A unidade construída entre os movimentos sociais e os trabalhadores e trabalhadoras das áreas afetadas pelas políticas neoliberais nos municípios é extremamente importante para denunciar as ações dos governantes que não representam os interesses do povo. A aproximação desses setores com os trabalhadores do município também é fundamental para construir cada vez mais lutas em favor da classe trabalhadora.

O Movimento de Luta de Classes segue apoiando as greves do funcionalismo público em todo o país e organizando trabalhadores e trabalhadoras para a luta em defesa dos serviços essenciais para a população e pelo socialismo.

*Militante do MLC Alto Tietê

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