A aula foi ocorreu no Parque Treze de Maio, centro do Recife, e de bateu sobre os 65 anos da vitória dos cubanos contra uma tentativa de invasão patrocinada pelo imperialismo americano.
Augusto Costa| Recife
HISTÓRIA- A Unidade Popular e o Comitê Pernambucano de Solidariedade com Cuba em Pernambuco promoveram nesse último domingo (19/04), na cidade do Recife, uma aula pública em homenagem aos 65 anos de vitória do povo cubano frente ao ataque imperialista em Playa Girón, conhecida como ‘batalha da Baía dos Porcos’ ocorrida em 1961. Ministrada pelo professor Natanael Sarmento, escritor e membro do Diretório Nacional da UP no histórico Parque Treze de Maio, a atividade ocorreu em meio ao aumento das tensões causadas pelo ditador pedófilo Donald Trump e contou com uma oficina de cartazes realizada pela professora Thyana Galvão, docente do CAC/UFPE.
O que foi a Invasão à Baia dos Porcos?
Em abril de 1961, mercenários estadunidenses e dissidentes da ditadura cubana, derrotada pelos revolucionários em 1959, iniciaram um ataque armado sob a tutela da CIA e do FBI, no primeiro semestre do governo de John F Kennedy. Seu objetivo final era assassinar o presidente Fidel Castro, perseguir os revolucionários e instaurar uma nova ditadura militar na ilha, para isso, precisavam de uma base em Cuba. Neste sentido após meses de planejamento, a intentona imperialista foi planejada para criar um posto militar com acesso ao mar.
No discurso intitulado ‘ser um jovem comunista’, realizado Conferência Nacional da União de Jovens Comunistas em outubro de 1962, Che Guevara expõe a resistência ao ataque por parte da juventude revolucionária: “Aos jovens da Praia Girón lhes coube a altíssima honra de ali poder defender nossa Revolução […] toda nossa Revolução foi defendida ali em 72 horas de luta. A intenção do inimigo era criar uma cabeça de praia suficientemente forte, com um aeroporto dentro, que permitisse hostilizar todo nosso território, bombardeá-lo sem misericórdia, converter nossas fábricas em cinzas, reduzir a pó nossos meios de comunicação, arruinar nossa agricultura. Em uma palavra: semear o caos em nosso país. A ação decidida de nosso povo liquidou a intentona imperialista em apenas 72 horas. Jovens que ainda eram crianças se cobriram de glória. Alguns estão aqui hoje como expoentes dessa juventude heroica, e de outros nos resta pelo menos seus nomes como recordação, como incentivo para novas batalhas, que terão que ser travadas, para novas atitudes heroicas frente ao ataque imperialista.”
Cuba e o imperialismo nos dias de hoje
Com a ofensiva imperialista impulsionada pelo governo Donald Trump em todos os cinco continentes, os países da América-Latina encontram-se como os principais alvos do falido capital. Já no dia 03/01, o povo Venezuelano acordou sob ataque do exército do lucro e teve seu presidente sequestrado e levado ilegalmente para uma prisão estadunidense, onde até hoje se encontra. Cuba por sua vez, viu o bloqueio econômico que já perdura há mais de 60 anos ser embrutecido por Donald Trump em sua gana de esconder seus crimes dos povos do mundo.
Por trás do discurso anticomunista, está o interesse em controlar o comércio internacional no Golfo do México, a intervenção militar por meio de um Estado apêndice no Canal do Panamá e de reduzir o povo cubano a mero servidor dos ricos estadunidenses. Em sua necessidade por disputar espaços econômicos com o capitalismo chinês e a influência política russa, os capitalistas estadunidenses levam a sua própria juventude a morte por guerras ‘patrióticas’ como a disputa com o Irã e prepara terreno para intervenções militares em todo o mundo.
Em Cuba, como apresentado na atividade da UP e nas diversas atividades anti-imperialistas em diversos lugares, o recrudescimento do embargo econômico intensificou a crise energética vivida pelo povo, que após o corte do fornecimento de petróleo venezuelano, hoje vê apagões que chegam a durar 18 horas consecutivas. Frente aos constantes ataques, os comunistas do mundo inteiro constroem campanhas de solidariedade internacional junto aos povos, partidos e organizações progressistas e democráticas.
O povo cubano vê crescer todos os dias os esforços internacionalistas chegarem materializados na forma de placas solares, medicamentos, materiais escolares e ajuda humanitária nas flotilhas de solidariedade. É dever dos comunistas revolucionários travarem uma batalha incansável contra os ataques do imperialismo, com aulas públicas, atividades em escolas, universidades e associações de moradores, nos bairros populares e fábricas com muita agitação e combatividade, pois como afirmou Natanael Sarmento: ‘O império americano precisa e será derrubado! Será derrubado pelas mãos do povo!”
Viva a vitória do socialismo em Cuba!
Viva os heróis da revolução cubana!
O povo organizado esmagará o imperialismo!