Desde o começo do ano, 7 mulheres foram vítimas de feminicídio em Sorocaba. A cidade já havia batido recorde de feminicídios em fevereiro e, nos primeiros dez dias de março registrou mais 3 novos casos.
Giovanna Nunes | Sorocaba (SP)
Mulheres – A cidade de Sorocaba (SP) “a melhor cidade do Brasil para se viver” é a mentira propagada pelo prefeito corrupto Rodrigo Manga, denunciado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, tendo inclusive sido afastado do cargo após investigação da Polícia Federal na “Operação Copia e Cola”, que apura desvios de recursos públicos na saúde municipal.
A realidade é que Sorocaba é uma das cidades mais inseguras para ser mulher no estado de São Paulo. No início de março Paola Alves Reginaldo, de 25 anos foi encontrada morta em sua casa, vítima de feminicídio.O ex marido assassinou Paola com um canivete e justificou o crime com uma suposta traição
Desaparecida desde o dia 8 de março, dia internacional da mulher trabalhadora, Esther Esthinor, uma mulher haitiana, foi encontrada morta na cidade de Votorantim (SP), cidade vizinha de Sorocaba (SP). Esther foi encontrada por um dos filhos com várias facadas pelo corpo.
Outro episódio brutal escancarou a realidade da violência contra as mulheres na região. Na cidade de Iperó (SP), um homem dirigiu-se até a casa onde sua ex-esposa estava e abriu fogo contra ela e seus familiares.
Cinthia Vieira da Silva, de 31 anos, tornou-se mais uma vítima de feminicídio. No ataque, também foram assassinados seu pai e sua mãe, Sara Baptista de Camargo Silva, de 63 anos, morta enquanto dormia dentro de casa.
A cidade de Sorocaba já havia batido o número de feminicídios de 2025 em apenas 18 dias, temos 70 dias agora e já são muitos outros feminicídios ocorridos nesta região.
Não são casos isolados
Tantos casos revelam que o crime de feminicídio não é um fato isolado ou fruto de “tragédias individuais”, mas expressão de uma violência estrutural que atravessa a sociedade brasileira.
Mesmo diante do histórico de violência doméstica e da existência de medida protetiva em vários casos, a vida das mulheres não foi preservada. Por isso, o machismo, aliado à negligência do Estado e à falta de políticas públicas efetivas de proteção às mulheres, segue matando mulheres trabalhadoras.
A luta pela revolução é a luta das mulheres
No último dia 8 de março, dia internacional das mulheres trabalhadoras, o Movimento de Mulheres Olga Benário esteve nas ruas da cidade, denunciando a raiz desse problema, o capitalismo. A mobilização foi feita na feira da barganha, na Zona Norte de Sorocaba, a região com maior número de vítimas de violência doméstica.
Diante dessa realidade, reafirmamos que as mulheres querem viver e ser felizes. Por isso, as mulheres do Movimento Olga Benário lutam pelo socialismo, organizando as trabalhadoras com o objetivo de fazer uma revolução e construir um sistema onde nenhuma mulher morra apenas por ser mulher.
Paola, Cinthia, Sara, Esther, Giovanna e Tamara presentes!