UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Atos no 8 de março marcam luta das mulheres contra o capital

17203018_747134082119336_6624121186017603944_nA data símbolo da luta das mulheres, o dia 08 de março, foi marcado por manifestações em ao menos 55 países. O Dia Internacional da Mulher levantou bandeiras contra a desigualdade e a violência de gênero pelo mundo. No Brasil, o chamado para a paralisação aconteceu em mais de 60 cidades, entre elas, 22 capitais. As principais palavras de ordem neste ano foram contra a Reforma da Previdência do governo golpista Michel Temer e pelo fim da violência contra as mulheres (“Nenhuma a menos!”).

A campanha internacional “Nenhuma a menos!” começou na na Argentina, diante do brutal feminicídio da adolescente Lucía Perez, de 16 anos, no ano passado. As mulheres resolveram dizer um basta e organizaram atos, protestos, marchas e paralisações solidárias em vários países, onde o índice de violência contra as mulheres é epidêmico.

Diante dessa conjuntura, mulheres de diversos países convocaram a Greve Internacional de Mulheres para este 8 de março. No atual contexto de crise do capitalismo mundial, a maioria das mulheres possuem trabalhos precarizados, são mais vulneráveis ao desemprego, ao assédio moral e sexual. Os movimentos feministas lutam, assim, contra os quatro pilares da desigualdade: o capitalismo, o imperialismo, o patriarcado e o racismo.

17191604_747134812119263_6287603122441826994_oO Movimento de Mulheres Olga Benario, em conjunto com outras organizações de mulheres, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, participando e organizando diretamente manifestações em 13 capitais brasileiras, levando a mensagem de que “sem a participação das mulheres nas lutas políticas não há revolução”.

“Esse ato do dia 8 de março é muito importante, pois estamos defendendo nas ruas nossas vidas, com a campanha ‘Nenhuma a menos!’. Aqui no Brasil temos uma realidade de 13 mulheres assassinadas por dia, uma média de um feminicídio a cada uma hora e meia. Além disso, depois do golpe, corremos o risco de perder o que conquistamos nos últimos anos, especialmente com a reforma da Previdência. Com a crise do capitalismo, a violência contra as mulheres torna-se mais aguda”, afirma Indira Xavier, da Coordenação do Movimento de Mulheres Olga Benario.

O Movimento Olga Benario homenageou em todas as manifestações presentes as mulheres russas, que, em fevereiro de 1917, organizaram uma manifestação que deu o impulso à primeira revolução socialista da história da humanidade. Este ano, comemoramos o centenário desta revolução vitoriosa, quando as mulheres da União Soviética acumularam conquistas em seus direitos, com uma legislação bem avançada: foi estabelecido o direito ao divórcio e ao aborto; a educação dos filhos, que antes era obrigação da família, passou a ser responsabilidade da sociedade; restaurantes, lavanderias e creches comunitárias deram às mulheres autonomia sobre suas próprias vidas.

Claudiane Lopes, jornalista

17201423_747170835448994_1987464194864173981_n
Belo Horizonte – MG

 

Natal - RN
Natal – RN
16939223_747143768785034_3250813179356939144_n
João Pessoa – PB
17156321_747150998784311_3871468176777762213_n
Teresina – PI
17265128_747159358783475_1909490204419972022_n
Maceió – AL
17203204_747160438783367_6507112741573134004_n
Rio de Janeiro – RJ
17191497_747166415449436_2858700448976828820_n
Goiânia -GO
17103434_747164198782991_2273142809401871647_n
Porto Alegre – RS
17264735_747147412118003_8737550525192862018_n
Recife – PE
17201019_747154992117245_2130277589833252227_n
Belém – PA
17201146_747163432116401_705047248022522129_n
São Paulo – SP
17202878_747147382118006_3105375849175840869_n
Recife – PE
17264535_747171645448913_5942104777145003945_n
Belo Horizonte – MG
17203018_747132148786196_3470044217258505544_n
Fortaleza – CE

Outros Artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Matérias recentes