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31º e 32º dias: programa de formação para a quarentena

FORMAÇÃO POLÍTICA – Utilize o tempo de quarentena para se formar cultural e politicamente. (Foto: Jornal A Verdade)

Redação Piauí
Jornal A Verdade

Devido à atual situação em que o mundo se encontra, em meio à pandemia do Covid-19, em que a disseminação de fake news, a falta de informação tem afetado diretamente a todos, com impacto acentuado em pessoas que sofrem com crises de ansiedade e/ou de pânico. O isolamento social, que é necessário agora, acaba por piorar ainda mais esse quadro de desinformação e medo.

Pensando nisso e na necessidade de compreensão de quais fatores levaram a esse contexto social , o jornal A Verdade está fazendo uma programação com indicações de textos e filmes para ajudar na formação política de seus leitores no período da quarentena.

LEIA MAIS: Programa de Formação Política Para a Quarentena

Divulgaremos essa programação a cada dois dias aqui em nosso site. Confira a indicação para as próximas 48 horas.

31º Dia

DOCUMENTÁRIO: A SOBERANIA NA CORDA BAMBA – A DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA

Direção: Carlos Pronzato
Gênero: Documentário
Duração: 62 Minutos

A Soberania Na Corda Bamba: A Dívida Pública Brasileira é um documentário de Carlos Prontazo. Onde traz uma série de entrevistas com vários economistas, líderes sindicais e advogados, que abordam sobre a dívida pública sua origem e as profundas consequências para o país.

A dívida pública ainda é um tema pouco debatido em toda sociedade, apesar de consumir cerca de metade do orçamento da União, o crescimento dessa dívida pública afeta a economia do país causando muito desemprego e uma população cada vez mais a margem da linha da miséria. As grandes instituições financeiras, através das grandes meios de comunicação influenciam a população para apresentar que os governos precisam pagar religiosamente os juros e amortizações da dívida pública e que o não pagamento não pode ser considerado como opção.

O documentário possibilitará o leitores do Jornal A Verdade conhecer com mais profundidade este tema e sua importância.


LEITURA: A PRODUÇÃO MERCANTIL E SUAS CONTRADIÇÕES

Neste dia será publicado o segundo capítulo – A Produção Mercantil e suas Contradições da obra marxista Noções Fundamentais de Economia Política de Luis Segal, catedrático de Economia Política e Sociologia no Instituto Marx-Engels-Lênin-Stálin de Moscou, onde publicaremos a obra inteira dividida por capítulos em cada dia.

O Jornal A Verdade está digitando esta obra para disponibilizar aos seus leitores. O capítulo faz uma análise sobre as características da economia capitalista e seus conceitos fundamentais, que o genial Karl Marx descobriu, conceitos como: Mercadoria, O valor como relação social, A forma do valor, A função do valor, O caráter fetichista da mercadoria e a As teorias burguesas do valor. Uma obra importante para quem deseja compreender sobre a concepção marxista na economia.


32º Dia

VÍDEO: COMO INGRESSEI NA MILITÂNCIA REVOLUCIONÁRIA

REVOLUCIONÁRIO – Edival Nunes Cajá contou a história de sua jornal na luta pela construção do socialismo através da militância revolucionária. (Foto: Jornal A Verdade)

Filmagem: Redação Rio Grande do Sul
Edição: Thales Caramante
Duração: 49 Minutos

Entre várias outras questões, Cajá cita o plebiscito do Jango em 1963, o golpe de 64, o decreto lei da Ditadura que pôs na ilegalidade as entidades estudantis, a tentativa de privatizar as universidades brasileiras com o acordo MEC-USAID, o endividamento do Brasil promovido pelos generais fascistas e a luta pela liberdade.

Do ponto de vista da formação, a passagem pelo seminário, a leitura do livro Rebelião dos Anjos de France Anatole, o contato com as ideias do cristianismo primitivo e, por fim, do marxismo-leninismo foram moldando a personalidade de Cajá e lhe chamando ao ingresso em um partido revolucionário.

Cajá conta de uma passagem em sala de um diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) decisiva para sua militância e de como finalmente encontra o PCR e decide dedicar sua vida à construção do Socialismo em nosso país.


LEITURA: OS 90 ANOS DA COLUNA PRESTES

HISTÓRIA – Em entrevista exclusiva, Anita comprovou a importância história da Coluna Prestes no Brasil. (Foto: Jornal A Verdade)

Hoje, no dia 29 de Abril à 96 anos, iniciou-se a Coluna Prestes, um dos movimentos políticos mais importantes da história brasileira no século 20. Devido a isto o jornal A Verdade publica no seu programa de formação a entrevista feita a professora e historiadora Anita Leocádia Prestes, filha dos revolucionários Luiz Carlos Prestes e Olga Benário, recebeu em sua casa, no Rio de Janeiro.

Nascida na prisão feminina do Campo de Concentração de Barnimstrasse (Alemanha), durante o período ditatorial de Hitler, Anita foi afastada da mãe com 14 meses de idade, quando terminou a fase de amamentação. Sua entrega à avó paterna, Leocádia Prestes, deu-se apenas graças à intensa campanha de solidariedade mundial conhecida como Campanha Prestes, pela libertação dos presos políticos brasileiros após os 9 Levantes de 1935. Anita retornaria ao Brasil apenas após 1945, data da redemocratização após o Estado Novo. No Brasil, Anita Prestes graduou-se, em 1964, em Química Industrial pela Escola Nacional de Química da antiga Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1966, durante o regime militar, obteve o título de mestre Em Química Orgânica.

No início da década de 1970, Anita exilou-se na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Em agosto de 1972, foi indiciada em virtude da militância política. Julgada à revelia em julho de 1973, foi condenada à pena de quatro anos e seis meses pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército. Em dezembro de 1975, Anita Prestes recebia o título de doutora em Economia e Filosofia pelo Instituto de Ciências Sociais de Moscou. Quatro anos depois, em setembro de 1979, a Justiça extinguia a punibilidade da sentença que a condenou à prisão, com base na primeira Lei de Anistia no Brasil.

Doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes, Anita é uma grande conhecedora da experiência da Coluna. Na entrevista, ela explica as ideias defendidas pelos rebeldes e sua relação com a população pobre do interior do País, critica as tentativas de falsificação desta experiência e defende o legado do Cavaleiro da Esperança e de seus companheiros

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