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500 dias de mentiras, desemprego e descaso com a saúde do povo

INCOMPETÊNCIA – Em 16 meses de governo, Bolsonaro não foi capaz de gerar um único novo emprego no Brasil. (Foto: Reprodução)

Em 500 dias de governo, Bolsonaro priorizou o lucro dos banqueiros, a impunidade dos filhos e seus amigos milicianos e a obediência canina ao presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto o povo brasileiro sofre com o desemprego e o descaso na saúde. 

Redação

BRASIL – O governo do capitão reformado Jair Bolsonaro completou 500 dias. Foram 500 dias de mentiras, de desemprego, de descaso com a saúde pública e de ameaças de intervenção militar, volta da censura, fechamento do Congresso Nacional, do STF e fim das eleições diretas.

Na realidade, a única obra do governo em 500 dias foi uma reforma da previdência que aumentou a idade e o número de anos de contribuição para o trabalhador ter direito à aposentadoria. Na prática, esta reforma faz com que o jovem que comece a trabalhar hoje só consiga se aposentar com mais de setenta anos, pois exige 35 anos de contribuição ininterrupta. 

Afora essa maldade, mandou jornalistas calarem a boca, lambeu os pés do bilionário presidente dos EUA, Donald Trump, tentou empurrar o Exército para uma aventura defendendo a invasão da Venezuela, cortou verbas das universidades públicas, provocando atrasos de salários, cortes de energia elétrica e levando várias universidades a ficarem em lockdown por vários dias em 2019. 

Bolsonaro também elevou o desemprego e a pobreza no país. Com efeito, o Brasil terminou o ano de 2019 com quase 12 milhões de desempregados e 13,5 milhões de pessoas vivendo na extrema pobreza, isto é, com apenas R$ 145 por mês. 

Para esconder seu fracasso e incompetência, o governo do ex-capitão diz agora que tudo é culpa da Covid-19. Mas, desde janeiro ele e seu governo sabiam que era iminente a pandemia e não adotaram nenhuma medida para evitar o colapso nos hospitais, não compraram equipamentos médicos, como respiradores e máscaras, não construíram novos hospitais nem aumentaram o número de leitos. Achando pouco, seu ministro de Relações Exteriores e um de seus filhos ofenderam o governo chinês apenas para bajular Trump.  

Somente em março, por iniciativa do ex-ministro da Saúde, Luiz Mandetta, e contra a sua vontade e a do banqueiro-ministro da Economia, Paulo Guedes, o Brasil fez a primeira compra de respiradores. Mas aí, a transmissão exponencial do vírus já acontecia em várias capitais e o número de mortes crescia dia a dia. 

Pois bem, mesmo diante dessa tragédia, que leva para os cemitérios milhares de pessoas, o sr. Presidente da República, vulgo PR, revelando todo o seu desprezo com a vida do nosso povo, em particular com a vida dos pobres, exclama: “E daí?”.  Após a reprovação da população a esse escárnio, o capitão reformado e seus subservientes generais, que nunca entraram numa sala de aula de uma faculdade de Medicina, resolveram fazer prescrição médica.

500 Dias de Autoritarismo 

Ontem (15), dia em que foram anunciadas mais 824 mortes por Covid-19 no país, Bolsonaro organizou uma cerimônia para comemorar 500 dias de desgoverno. Na solenidade, seus serviçais e marionetes exibiram slogans fascistas e falaram que o Brasil tem pouquíssimas mortes por coronavírus, que há sobra de leitos nos hospitais e que a prova de que o Presidente respeita a ciência é que ele, agora, usa máscara. 

O banqueiro Paulo Guedes chegou a dizer que estão subindo o número de cadáveres para assaltar o Estado! Mas quem provocou esses cadáveres, sr. Paulo Guedes? Acaso não foi este governo que cortou as verbas da Saúde, acabou com o Mais Médicos, não comprou equipamentos e durante mais de um ano não construiu nenhuma UPA? Não foi este governo que usou os recursos públicos para pagar 1,2 trilhão de reais aos banqueiros?

Nessa mesma cerimônia, Guedes defendeu a privatização do saneamento e das companhias estaduais de água dizendo que essa seria a forma de assegurar às famílias pobres o direito básico de lavarem as mãos. Quem vai acreditar nessa mentira, sr. Guedes? Sabe o povo que a privatização da água vai exatamente dificultar  que os pobres tenham água, pois, a exemplo do que ocorreu com a energia elétrica, ocorrerá aumento do preço da tarifa. Além disso, as empresas privadas não hesitam em cortar a água daqueles que não tem dinheiro para pagar as exorbitantes contas. Privatizar a água e o saneamento é permitir que a classe capitalista e a burguesia assaltem ainda mais o Estado.

Já o General Braga Neto declarou que o Brasil tem um número de óbitos por habitante menor do que países como Bélgica, Reino Unido, Itália, Espanha, França, Estados Unidos e Alemanha. Quer ele, por acaso, que morra ainda mais brasileiros para o governo reconhecer que se vive uma pandemia no Brasil? Não basta termos mais de 15 mil brasileiros e brasileiras sendo enterrados nos últimos dois meses devido ao novo coronavírus? 

Debaixo de um retumbante panelaço, o capitão voltou à TV para declarar que está preocupado com a saúde e com a economia do Brasil. Mentira! Quem está preocupado com a saúde não humilha nem demite ministros da Saúde ou fica brincando de médico dentro do Palácio. Quem está preocupado com a saúde do povo não diz que vai fazer churrasco ou passeia de jet ski no Lago Paranoá enquanto milhares de brasileiros estão passando fome ou morrendo. 

Da mesma forma, quem está preocupado em combater a Covid-19 não nega a milhões de pessoas o auxílio emergencial, nem provoca conscientemente a formação de filas gigantescas nas agências da Caixa Econômica e da Receita Federal, colocando em risco a vida das pessoas mais vulneráveis da população.

O governo do capitão reformado não tem nenhuma preocupação com a economia, pois se tivesse não vetaria o mísero reajuste no Benefício de Prestação Continuada ao idoso, nem excluiria os motoristas de Uber e pescadores de receberem um auxílio de R$ 600. Quem está preocupado com a economia e com empregos não deixa as pequenas e micro empresas quebrarem. Com efeito, segundo o Sindicato das Pequenas Indústrias de São Paulo, 87% das micro e pequenas indústrias do Estado não têm conseguido acessar crédito desde que a pandemia teve início.  

Na verdade, as exclusivas preocupações do Presidente são com seus filhos, amigos e em salvar o lucro dos banqueiros e especuladores. Bolsonaro só quer saber de interferir na Polícia Federal para que ela não investigue a corrupção de sua família e amigos. E  ponto final!

Vejamos as provas. Apenas nos meses de abril e maio, o governo usou mais de 100 bilhões de reais de dinheiro público para comprar dólar e enriquecer os que especulam com a moeda dos EUA. Também não falta dinheiro neste governo para os bancos privados; estes, além de receberem todos os meses bilhões de pagamento de  juros dos títulos públicos, têm mais de um trilhão reservado no Banco Central para sacarem na hora que quiserem. Aliás, o próprio Paulo Guedes declarou numa videoconferência do Itáu que o Brasil, país no qual ele é o ministro da Economia, “tem 200 milhões de trouxas explorado por seis bancos”.

Ainda houve outra proeza de Bolsonaro nesses 500 dias: ele conseguiu que o Exército e as Forças Armadas, que eram instituições entre as mais respeitados no país, tivessem uma visível redução de sua popularidade. Trata-se, pois, de um governo que só produz mentiras, desemprego, miséria e cadáveres. 

Conclusão: nesses 500 dias do governo Bolsonaro o povo brasileiro foi deixado para trás em prol dos banqueiros, dos filhos e amigos do presidente e de uma meia dúzia de generais.

Fora Bolsonaro!
Pelo Poder Popular!

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