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Marxismo e o Imperialismo: Programa de Formação na Quarentena

ANTI-IMPERIALISMO – A juventude sempre se mobilizou ativamente contra as guerras e invasões imperialistas. (Foto: Jornal A Verdade)

Redação Piauí
Jornal A Verdade

A programação da formação de quarentena do Jornal A Verdade debate nesta semana o “Marxismo e o Imperialismo”. Estudo fundamental para uma análise correta da atual situação política e econômica internacional.

Com aprofundamento da crise do sistema capitalista mundial agravado pela pandemia do Covid-19, a grande oligarquia financeira não vacila em promover guerras de rapina, golpes de estado e chantagear povos para expandir suas áreas de influência e aprofundar a exploração de nações.

Para entender as causas de tudo isso, apresentamos a obra clássica do revolucionário Vladimir Lênin, “O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo”. Neste livro, escrito em 1916, em meio a primeira grande guerra imperialista, Lênin expõe as características econômicas do Imperialismo e suas relações recíprocas. Desmascara o caráter imperialista da guerra e demonstra que a disputa por mercados e fontes de matérias-primas pelas potências imperialistas são as suas verdadeiras causas. Além disso, deixa claro como o revisionismo da II internacional serviu aos interesses da grande burguesia internacional e como passaram ao “social-chauvinismo”, a traição aberta dos interesses do proletariado internacional.

Vale salientar que o processo de desenvolvimento e consolidação do capitalismo no Brasil ocorre fundamentalmente na fase superior e última do capitalismo, isto é, na sua fase imperialista. Segundo Lênin, o imperialismo não é outra coisa senão o desenvolvimento e a continuação direta das características fundamentais do capitalismo e possui cinco traços fundamentais:

1) Concentração da produção e do capital levada a um grau tão elevado de desenvolvimento que criou os monopólios, os quais desempenham um papel decisivo na vida econômica, “a concorrência transforma-se em monopólio”;

2) Fusão do capital bancário com o capital industrial e criação, com base nesse, do “capital financeiro” e da oligarquia financeira;

3) A exportação de capitais, diferente da exportação de mercadorias adquire uma importância fundamental;

4) Formação de associações monopolistas internacionais de capitalistas que partilham o mundo entre si;

5) Fim da partilha territorial do mundo entre as potências capitalistas mais importantes.

VLADIMIR LÊNIN – O revolucionário russo destacou as novas relações da economia imperialista. (Foto: Reprodução/Pravda)

Chega à conclusão de que o Imperialismo é a ante sala da revolução proletária. Devido a concentração gigantesca de capital nas mãos de uma reduzida oligarquia financeira, a disputa por mercados pelas nações imperialistas, ao caráter parasitário e o processo de decomposição do capitalismo, o imperialismo se caracteriza como o período das revoluções proletárias. Assim, Lênin escreve:

“O capitalismo se transformou em um sistema universal de opressão colonial e de asfixia financeira da imensa maioria da população do globo por um punhado de países ‘avançados’. A partilha deste saque faz-se entre duas ou três aves de rapina. Assim, o Imperialismo é a véspera da revolução social do proletariado. Isto foi confirmado à escala mundial desde 1917.”

Apresentamos o livro “O Imperialismo e a Revolução”, de Enver Hoxha. Este foi publicado pela primeira vez em albanês em abril de 1978. O autor era a principal liderança do Partido do Trabalho da Albânia (PTA) e da República Popular da Albânia Socialista.

Enver Hoxha teve um papel destacado em revelar e enfrentar as diferentes gamas de revisionistas e imperialistas, lutando contra as teses do 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), no qual os Khruschevistas estabeleceram as condições para o retorno ao capitalismo na URSS.

Hoxha, além de um grande professor das massas, debatendo teses sobre educação, combateu no campo político os Titistas da Iugoslávia. Enver revelou também as teses revisionistas de Mao Tsé-Tung, como a “Teoria dos Três Mundos” assim como o plano da China em se tornar uma superpotência imperialista, algo que se revela concretamente nos dias de hoje.

O livro faz uma profunda crítica as teorias burguesas e oportunistas, onde “procuraram negar a incontestável verdade de que a contradição fundamental da sociedade capitalista é a que opõe os exploradores aos explorados, negar o lugar e o papel histórico da classe operária, negar também a própria luta de classes enquanto fator determinante do desenvolvimento e do progresso da sociedade humana. Sua intenção sempre foi confundir ideologicamente o proletariado, impedir a revolução, perpetuar a exploração capitalista, destruir o marxismo-leninismo, a ciência triunfante da revolução e da construção do socialismo.”

Enver, no prefácio da primeira edição, desmascara os ‘revisionistas de várias épocas’, assim diz ele:

“Bernstein declarou Marx ultrapassado, e Kautsky negou a revolução especulando com a passagem do capitalismo ao imperialismo. Todos os revisionistas contemporâneos seguiram seu exemplo e seus métodos, desde Browder a Tito, passando por Khrushchev e os ‘eurocomunistas’, até os ‘teóricos’ chineses dos ‘três mundos’.”

ENVER HOXHA – Clássico do Marxismo-Leninismo, Hoxha combateu as tendencias revisionistas e reformistas no marxismo, além de ser um grande educador revolucionário. (Foto: Reprodução/Zëri i Popullit)

Apresentamos o artigo “Crescimento Capitalista Aumenta Submissão do Brasil ao Capital Estrangeiro” de Luiz Falcão, redator chefe do Jornal A Verdade e membro do Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

O artigo foi escrito em 2012, onde o país estava em crescimento, chegando a se tornar a sétima economia do mundo. O autor faz uma análise da economia brasileira suas contradições, características e a submissão econômica com as principais potências imperialistas. Apresentamos uma passagem.

“Entretanto, uma análise mais profunda da economia brasileira revela que o atual surto de crescimento econômico do país, além de inconstante e de beneficiar principalmente as classes ricas, não rompe as cadeias que o prendem ao sistema imperialista mundial, mas torna o país ainda mais submisso a esse sistema. Dito de outro modo, o crescimento da economia nos últimos dez anos não alterou a subordinação do Brasil ao grande capital financeiro internacional nem diminuiu o domínio dos monopólios internacionais sobre a economia. Pelo contrário, ocorreu um impressionante processo de desnacionalização e até de desindustrialização da economia brasileira.”

E ainda complementa:

“De fato, o alardeado crescimento da economia brasileira tem sua principal base na exportação de matérias-primas, principalmente produtos agrícolas e minérios e não em produtos industriais e de tecnologia e na ampliação do mercado interno, graças a um enorme endividamento da população e do Estado.”

Indicamos ainda “A Economia Brasileira no Século 21” do programa do Partido Comunista Revolucionário (PCR), “A Revolução Socialista Brasileira”, onde o partido faz uma análise atualizada das consequências de uma economia submissa ao imperialismo. O livro está disponível somente fisicamente, nas edições Manoel Lisboa em quase todas as capitais do país.

Por último, “O Fracasso da Política de Guerra do Imperialismo”, artigo publicado em 2014, de Heron Barroso, membro da redação do Jornal A Verdade no Estado do Rio de Janeiro. O artigo faz um balanço da política imperialista dos Estados Unidos propriamente nas últimas décadas, principalmente no Oriente Médio, com as guerras do Iraque, Afeganistão, Líbia e Síria.

“Trata-se da continuação de uma guerra injusta, ilegal e covarde. Injusta porque é uma guerra imperialista, uma guerra de pilhagem, cujo objetivo é tomar posse das riquezas desses países e explorar seus povos. Ilegal, pois desrespeita os mais básicos princípios do direito internacional e da livre determinação e soberania dos povos, passando por cima de várias resoluções da ONU e da vontade da opinião pública mundial. E covarde porque se trata de uma agressão dos maiores exércitos do mundo contra países pobres e indefesos.”

Desde já convidamos nossos leitores para participar do próximo “Marxismo em Debate”, com este tema na próxima segunda (14) às 19h, no canal do Jornal A Verdade no Youtube.

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