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Movimento de Mulheres Olga Benario realiza cursos de formação

CURSOS – Em meio a pandemia, o Movimento Mulheres não deixou de compor a luta nas ruas e a promover cursos de formação política. (Foto: Reprodução/Jornal A Verdade)

O Movimento de Mulheres Olga Benario tem realizado diversos cursos de formação durante essa pandemia.
Larissa Mayumi

SÃO PAULO (SP) – Foi organizado um curso sobre a abolição da prostituição com a participação de Cleone Santos, sobrevivente da prostituição e organizadora da ONG Mulheres da Luz. Foi discutida a importância da luta pela abolição da prostituição e pelo fim da indústria pornográfica, que lucram milhões com a exploração dos corpos das mulheres, em sua grande maioria sem outras opções e excluídas do mercado de trabalho, o que as coloca em situação de risco e vulnerabilidade.

No dia do evento, foi construído um grupo de estudos sobre o tema, que pretende realizar encontros e mais atividades abertas, e uma rede de apoio à ONG, reunindo mulheres de várias regiões do país.

Além deste curso, em parceria com a escola Tamuya, foi realizado o curso “A Origem da Opressão da Mulher”, baseado no livro do Engels “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, fazendo um resgate histórico sobre a condição das mulheres desde a pré-civilização até os dias atuais, trazendo o capitalismo como principal causa da exploração das mulheres através da tripla jornada de trabalho e todos os reflexos dessa opressão.

O curso contou com mulheres de diversos estados, incluindo militantes da coordenação nacional do Movimento de Mulheres Olga Benario, com intervenções sobre “a necessidade da destruição do capitalismo e a construção de um mundo novo em que as mulheres sejam, de fato, livres da opressão.”

O núcleo de mulheres secundaristas também organizou uma aula sobre a rede de atendimento de mulheres com foco no atendimento de menores de idade, contando com a participação da Clarice Lopes, psicóloga e Promotora Legal Popular. Na aula, foram debatidas as leis que protegem as menores de idade e a rede de atendimento de mulheres vítimas de violência.

ALEXANDRA KOLLONTAI – A dirigente bolchevique faz uma crítica dura ao reflexo do capitalismo na família, principalmente a família burguesa. (Foto: Reprodução/Klimbim)

Também em parceria com a escola Tamuya, foram disponibilizadas últimas vagas para o curso “O Capital e a Teoria da Reprodução Social, o Papel das Mulheres na Superação do Capitalismo”, voltado para ativistas sociais que buscam conhecer sobre o papel do trabalho reprodutivo na valorização do capital a partir dos conceitos fundamentais da economia política marxista, pensando assim o papel do movimento de mulheres em luta pela emancipação social.

As vagas ficaram esgotadas rapidamente após a divulgação dos cursos, assim como a participação de mulheres de diversos estados. Para o Movimento de Mulheres Olga Benario isso “mostra a necessidade de formarmos as nossas mulheres e realizarmos estudos coletivos para apontar o real culpado pela nossa exploração: esse sistema que prioriza o lucro às nossas vidas e lucra em cima do trabalho não remunerado e desvalorizado de produção e reprodução realizado pelas mulheres.”

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