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Ameaça de demissão em massa dos trabalhadores terceirizados da UnB

DEMISSÕES EM MASSA – As recentes ameaças de demissões afetam milhares de famílias de trabalhadores e trabalhadoras. (Foto: Reprodução)

Edson Victor

BRASÍLIA (DF) – Por cerca de quase 10 anos a empresa Servite prestou serviços terceirizados pra Universidade de Brasília (UnB), e essa empresa tinha uma prática política de perseguição aos trabalhadores, cortavam direitos como vale transporte e alimentação caso os trabalhadores se sindicalizassem, e assediava moralmente os trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas, e a Administração Superior da UnB, tratava com desdenho quando os trabalhadores lhe procuravam. Nesse sentido, os trabalhadores terceirizados juntamente com o Movimento Estudantil se organizaram para pressionar a Universidade para não renovar o contrato com essa empresa, e depois de muita mobilização conseguimos fazer com que, de fato, fosse aberto novo edital para novas empresas poderem prestar o serviço terceirizado da Universidade.

E assim, uma nova empresa irá prestar serviço à Universidade de Brasília (UnB), e a empresa atual, Servite, deve fazer uma lista com os nomes de pessoas que irão trabalhar com a nova empresa. Normalmente, a atual empresa monta essa lista com o nome dos atuais terceirizados para que possam continuar trabalhando, porém, dessa vez o representante da empresa Servite junto com o atual chefe de segurança da UnB sem se importar com uma possível demissão em massa irão elaborar essa lista com novos nomes, nomes esses que os próprios assumem ser de “apadrinhados” e amigos, com isso cerca de 80 trabalhadores terceirizados podem ser demitidos.

“Somos pai de família, trabalhamos pra sobreviver” disse um dos trabalhadores. Essa demissão em massa afetará pais e mães de família que tiram todo o sustento de casa desse emprego, não estamos falando de pessoas que ganham milhões de reais, mas sim, de pessoas que apenas querem sobreviver, comprar comida, pagar aluguel, além de ter que lidar com uma pandemia também precisa lidar com o desemprego que sempre bate à sua porta. E mais uma vez, a Universidade vira as costas para os trabalhadores terceirizados, trabalhadores esses que são fundamentais para o funcionamento da Universidade.

Nesse momento, é necessário que toda a comunidade dentro e fora da Universidade saiba o que está acontecendo com esses trabalhadores e busque se somar nessa luta, defender os trabalhadores terceirizados é defender uma Universidade democrática.

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