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Aumento das tarifas em São Paulo ataca o povo pobre

MANIFESTAÇÃO – Estudantes protestam junto da ARES-ABC contra o aumento da tarifa e pelo passe-livre (Foto: Reprodução/ ARES-ABC).

Diogo Leme, diretor de comunicação da ARES-ABC

MAUÁ (SP) – Sete cidades da região metropolitana de São Paulo (Mauá, São Bernardo do Campo, Diadema, Guarulhos, Francisco da Rocha, Itapecerica da Serra e Francisco Morato) publicaram decretos de aumento do valor da tarifa de ônibus no início de 2022.

Em Mauá o transporte público passará de R$5,30 para o valor exorbitante de R$6,00. Em São Bernardo do Campo e Diadema passará de R$4,75 para R$5,10. Francisco Morato aumentará de R$4,60 para R$4,90. Franco da Rocha irá de R$4,80 para R$5,00 e Itapecerica da Serra passará de R$3,75 para R$4,50. Os valores entrarão em vigor no decorrer do mês de Janeiro deste ano.

Em meio a mais um aumento da tarifa a situação do povo que paga para se locomover pela cidade só piora e não se ajusta a tais valores abusivos. A prefeitura da cidade de Guarulhos ainda disse que o “reajuste realizado é abaixo da inflação no período, já que o último aumento ocorreu há 3 anos, em 2019”.

Como se os valores pagos antes dos aumentos estivessem dentro do orçamento do trabalhador e jovem brasileiro.

A realidade do nosso povo, o próprio jornal A Verdade mostra quando denuncia que não há mais comida nas prateleiras das famílias pobres, enquanto a nossa juventude é atacada de todos os lados com políticas de sucateamento da educação e de restrições de acesso à cidade. Afinal, como se paga R$12,00 diariamente para ir à escola? No final do mês essa conta chega a R$372,00, cerca de 30% de um salário mínimo atual.

Mas o povo consegue pagar as novas tarifas?

Durante a pandemia, cerca de 3,7 milhões de jovens deixaram de ter qualquer tipo de acesso à educação tanto pela falta de infraestrutura para o acompanhamento das aulas EAD, quanto pela justificativa de que já não tinham mais tempo, pois a crise econômica fez com que tivessem de trabalhar para ajudarem suas famílias a se sustentar.

Já o povo trabalhador se deparou com uma profunda degradação de seus direitos trabalhistas com o aumento da “uberização”, a mais recente consequência do capitalismo, que retira das mãos das empresas qualquer responsabilidade sobre aquele que vende sua força de trabalho para ela.

Segundo o IBGE, o número de pessoas que trabalham nesse ramo aumentou em 29,2% apenas em 2018. Fica claro, portanto, qual é a situação da nossa juventude e dos trabalhadores e como, independentemente do reajuste ser menor ou igual à inflação, não será possível para aqueles que hoje mal se alimentam pagar R$6,00 em uma passagem de ônibus. 

A verdade é uma e é antiga. Isso tudo não passa de um grande projeto político contra o nosso povo, contra as mulheres trabalhadoras, contra a juventude.

Deve-se inflamar a vontade de mudança que corre nas veias dessa juventude que tanto sofre nas mãos de um sistema que existe para matá-la, como fez a ARES-ABC (Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do grande ABC) ocupando o consórcio intermunicipal do ABC duas vezes para lutar contra o fim da gratuidade dos idosos e pelo passe-livre irrestrito para os estudantes.

A ARES-ABC convoca todos os estudantes, grêmios e entidades estudantis a entrarem em ritmo de luta!

Agora é a hora de reivindicar o fim desses decretos criminosos contra o nosso povo, pois este já foi e ainda é liquidado pela gestão genocida de Bolsonaro.

Políticas como essa de aumento da tarifa não são senão uma expressão do neoliberalismo mortal e desumano que não age em prol dos estudantes pobres, do povo negro, das mulheres, mas exatamente contra todos estes.

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