UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Como devem atuar as jovens comunistas

INSUBMISSAS – É necessário combater a visão capitalista de que a mulher ideal é submissa (Foto: Manuelle Coelho/A Verdade).

Giovanna Zulim, Isabella Catarina, Mariana Freire, Miriam Oliveira, Luara Bin, Raissa Tarcitano

SÃO PAULO – Enquanto crescemos nos é ensinado que a juventude é imatura, irresponsável e inconsequente, contudo, esta é uma afirmação falsa – ainda mais quando se fala das mulheres.

Desde pequenas as mulheres, principalmente as filhas da classe trabalhadora, são obrigadas a aprender a cozinhar, lavar e a tornar-se aquilo que a sociedade capitalista deseja que seja uma mulher: submissa e escrava doméstica. Porém, essa situação faz com que muitas mulheres tomem consciência de sua opressão rapidamente e, portanto, logo aprendam a necessidade de incorporar em si a prática e a moral revolucionária.

O capitalismo necessita da submissão das mulheres para manter-se e, por isso, todos os dias somos bombardeadas por todos os lados com propaganda antirrevolucionária que cria na mentalidade das mulheres que a única alternativa para viver bem é a submissão, a tripla jornada de trabalho, o uso de drogas e álcool, a prostituição e, inclusive, suas formas mais “disfarçadas” como a venda de fotos e vídeos online que são colocadas pelo feminismo liberal como sinônimo de liberdade.

Companheiras, nossa tarefa enquanto jovens mulheres comunistas – que construirão a revolução no nosso país – é não fechar os olhos a estas práticas que atrasam nossa emancipação e revolução.

É nosso dever nos opor e criticar com todas as forças a ideologia burguesa que pretende arrancar as mulheres da luta. Mas é importante dizer que para além da crítica, devemos apresentar uma alternativa a estas mulheres e elucidar a elas que apenas numa sociedade socialista não será mais necessário vender seus corpos para ter o que comer.

Uma jovem comunista deve ter empatia, revoltar-se com qualquer injustiça que se comete contra qualquer mulher trabalhadora do mundo e ter ânimo para a difícil tarefa de modificar a situação de opressão em que nos encontramos.

Uma jovem comunista deve inspirar-se todos os dias nas lutas de Carolina Maria de Jesus, Olga Benário, Helenira Preta e tantas outras mulheres que dedicaram sua vida em prol de extinguir as injustiças que nos afligem. Uma jovem comunista deve todos os dias se opor ao que nos foi apresentado desde o dia em que tomamos consciência: calar-se.

COMPROMETIMENTO – Mulheres devem se organizar e criticar qualquer ação machista (Foto: Amanda Alves/ A Verdade).

Os espaços políticos devem ser ocupados por nós, as mulheres. Se não nós, quem vai dizer o que deve ou não ser feito diante de tanta opressão? Não devemos de forma alguma adotar ao paternalismo, devemos nos colocar sempre como vanguarda, ser as primeiras e estar entre as primeiras. Devemos inspirar aquelas mulheres que já não mais veem perspectiva de futuro, trazer para a luta marxista-leninista aquelas que que tem sede de mudança!

Todas as jovens comunistas têm como tarefa prioritária fazer a revolução e para isso devem criticar toda e qualquer atitude machista, inclusive as que são vindas de seus companheiros de organização.

Ainda hoje a ideologia burguesa machista está presente em muitos companheiros que acabam tendo entre suas atitudes o ato de invalidar, interromper e colocar-se como superior no estudo teórico, nas ações práticas e nas ideias.

Essas condutas machistas são contrarrevolucionárias e portanto devemos realizar a crítica e agir de forma rígida contra essas atitudes liberais.

A crítica e autocrítica devem ser realizadas por todos e deve ser tarefa de todos os companheiros estudar as grandes revolucionárias como Alexandra Kollontai, Clara Zetkin e Krupskaya visando a superação desse costume liberal.

Nossa juventude está repleta de jovens mulheres comunistas que possuem revolta e comprometimento em mudar a situação atual e para tal é de extrema necessidade que estas jovens se organizem numa juventude comunista.

Organizar sua revolta é o primeiro passo para a construção de uma nova sociedade, uma sociedade livre da exploração.

Camaradas, a revolução será feminina ou não será e já sabemos da necessidade do papel da juventude na revolução. Por isso, se nós mulheres jovens trabalhadoras, estudantes, pretas e trans compomos a parcela mais humilhada por essa sociedade, sejamos então a ponta de lança da revolução!

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