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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Morreu na prisão um dos principais torturadores da ditadura argentina. Quando os do Brasil terão o mesmo destino?

Miguel Etchecolatz, 93 anos, comandou ao menos 20 centros de detenção clandestinos, onde milhares de pessoas foram torturadas e mortas.

Davi Souza Dias
Campos dos Goytacazes (RJ)


INTERNACIONAL – Morreu na Argentina, no último dia 2/07, um dos mais cruéis e sádicos torturadores da ditadura daquele país, o chefe de polícia Miguel Etchecolatz, 93 anos.

Etchecolatz comandou ao menos 20 centros de detenção clandestinos, onde milhares de pessoas foram torturadas e mortas. Ele foi também um dos responsáveis pela chamada “Noite dos Lápis”, quando, em setembro de 1976, dez estudantes secundaristas foram detidos e torturados pela polícia em Buenos Aires. Destes, seis se tornaram desaparecidos. Os quatro sobreviventes denunciaram torturas e estupros.

Etchecolatz foi também um dos cabeças do infame esquema de sequestro e tráfico humano de milhares de bebês filhos de opositores mortos. Ao final da ditadura, foi condenado à prisão perpétua por crimes contra a Humanidade. Teve o que merece todo torturador: punição.

Infelizmente, no Brasil, esse não tem sido o destino dos responsáveis pelos crimes cometidos pela ditadura de 1964. Até hoje, nenhum torturador brasileiro sequer sentou no banco dos réus para serem julgados por seus atos. 

Uma das consequências disso é o próprio governo Bolsonaro, que chegou ao poder justamente por não haver no Brasil punição aos torturadores da ditadura. 

Até quando essa impunidade continuará? Quando a justiça será feita? 

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