UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Centenas de pessoas participam de ato antirracista e antifascista em BH

Com o tema “A luta antirracista e anfascista no Brasil”, nessa segunda dia 8, movimentos sociais organizados pela Unidade Popular, se reuniram em Belo Horizonte para discutir a situação de vida dos trabalhadores e os desafios das lutas dos próximos periodos. 

Fernando Alves, Júlia Reis e Paula Dornelas
Fotos: Caio Diniz


MINAS GERAIS – Neste 8 de agosto o auditório da Faculdade de Direito da UFMG estava lotado para o potente ato político contra o racismo e o fascismo. Mais de 400 pessoas estavam num clima de euforia, aguardando pelo início do debate que reuniu o presidente nacional da Unidade Popular e candidato à presidente da República, Leonardo Pericles; Renato Freitas, vereador (PT-PR), que foi injustamente cassado na última semana, fruto de preconceito, de perseguição política e de uma acusação mentirosa da direita em Curitiba; e de Thiago Torres, o “Chavoso da USP”.

Como mediadora da mesa, Mariana Fernandes, mulher negra e candidata à deputada estadual pela Unidade Popular de Minas Gerais abriu os trabalhos com uma denúncia contundente: “É nesse momento de grave crise que o racismo e o fascismo surgem como justificativa para matar o nosso povo. E é nesse momento que nós mais precisamos estar organizados, que necessitamos de maior organização da classe trabalhadora contra esse estado de coisas que quer nos impedir de avançar para conquistar o poder do povo preto e pobre em nosso país. Esse encontro aqui é para refletir e também organizar o nosso povo”.

Com a palavra e bastante aplaudido, Renato Freitas relatou sobre os recentes acontecimentos de ataques que vem sofrendo, em especial, na Câmara dos Vereadores de Curitiba, Paraná, ao ter seu mandato de vereador cassado. Enquanto essa mesma Câmara se calava sobre os crimes de rachadinha e a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, foi ágil cassar o mandato do jovem vereador, que vinha exercendo um mandato de luta por uma injusta e injustificável acusação de quebra de decoro.

“Na Câmara dos Vereadores a realidade se tornou uma ilegalidade, se tornou um crime. Nos limites da democracia burguesa é impossível qualquer tipo de modificação radical”, disparou Renato. Seu relato mostrou as múltiplas faces do preconceito e as raízes de um racismo sem limites, que inclui o julgamento não apenas de setores reacionários da direita, mas de quem deveria apoiá-lo na defesa de seu mandato popular.

Thiago Torres, o “Chavoso da USP”, manifestou sua indignação com a atual situação do Brasil. Entre outras questões, Thiago, que vem da periferia da maior cidade da América Latina, disse que na periferia de São Paulo já conhece muito bem a política de segurança de Geraldo Alckmin. “Foram governos de encarceramento em massa. Na prática, a periferia já conhecia o fascismo, porque essa política já era aplicada nas periferias antes de Bolsonaro, só que aumentou ainda mais”.

Quando iniciou sua fala, Leo Péricles já encontrou uma platéia inteiramente sensibilizada pelas denúncias dos pronunciamentos anteriores. Primeiro, prestou solidariedade com Renato Freitas perseguido pelos reacionários da política paranaense. Mas fez questão de afirmar que o mandato mais importante Renato já tinha conquistado, que era estar do lado certo da história, que é a luta.

Léo denunciou a tentativa de golpe que Jair Bolsonaro e os generais estão tentando realizar no Brasil. Qual o objetivo de realizar um golpe no país? porque querem dar um golpe?”, questiona Léo Péricles. “Para acabar com o SUS, destruir as escolas e universidades públicas, não é por acaso que o governo atual vem atacando a educação pública, cortando verbas. É um golpe para continuar a retirada de direitos; manter e ampliar as chacinas e violência contra os pobres e pretos nas periferias. Por isso, não venceremos um golpe só com eleições. Precisamos ir às ruas no próximo dia 11 de agosto, no dia 7 de setembro e durante todo esse processo para derrotar o golpe e os golpistas”, sentenciou Léo.

Organizado por movimentos populares e sociais, entidades estudantis, da periferia, de luta pela moradia e feminista e pela UJR, o Ato na Faculdade de Direito representou uma marco na luta antiracista e antifascista nesse momento em que a luta de classes se acirra.

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