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domingo, 21 de abril de 2024

Banco Central mantém juros a 13,75% para provocar recessão e desemprego o país

BC mantém taxa de juros alta no país. Política neoliberal dos diretores banqueiros da autarquia quer jogar país no desemprego e recessão. Apenas os rentistas ganham com juros altos.

Felipe Annunziata | Redação Rio


BRASIL – O Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa de juros a 13,75%, na tarde desta quarta (03/05). Esta é mais uma decisão do BC para manter os lucros dos rentistas que vivem de sugar os recursos do Estado através do pagamento dos juros e amortizações da dívida pública.

A taxa de juros do BC orienta todo tipo de juros no país: juros bancários, do cartão de crédito e também a disponibilidade de crédito para investimentos no país. A manutenção da taxa nessa altura só favorece os banqueiros e bilionários, as custas da pobreza do povo brasileiro.

A grande imprensa burguesa coloca como se a taxa de juros tão alta fosse uma necessidade para manter a inflação baixa. Na real o único efeito dos juros na inflação é que ele força um aumento do desemprego, por conta da falta de investimentos, e é a falta de emprego que deixa o povo sem renda para consumir. A queda no consumo acaba por reduzir a inflação na parte da procura.

Política do fascismo e dos neoliberais é jogar o país na recessão

Ou seja, para a grande mídia, os diretores banqueiros do BC e os rentistas, é preciso aumentar seus lucros em troca de aumentar o desemprego no povo. A taxa de juros na prática regula a pobreza e o desemprego no Brasil, não a inflação.

O atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (neto do ministro da fazenda da Ditadura Militar Roberto Campos), foi indicado por Bolsonaro e vem ameaçando todos os dias o novo governo. O governo Lula, por sua vez, não vem levando o enfrentamento a outro patamar, já que não ameaça pedir a queda de Campos Neto ao Senado Federal.

Fica evidente o quanto a política do BC é danosa para o povo brasileiro. A aprovação da autonomia do Banco Central, em 2021, na prática significou uma “privatização” do órgão. Na prática, Campos Neto está mandando mais na economia do que o presidente Lula ou o ministro da fazenda.

É preciso parar a política de conciliação com a Faria Lima e os neoliberais do Centrão. Campos Neto e sua diretoria tem que sair e o governo retomar o controle da autarquia. Nenhum brasileiro ou brasileira elegeu o presidente do BC. A queda dele, portanto, é uma urgência e precisa ser uma prioridade para o novo governo.

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