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domingo, 14 de abril de 2024

Ato em Osasco revive Grande Greve de 1968

No último dia 15 de julho, a Unidade Popular e movimentos sociais realizaram um ato político para lembrar a greve de 16 de julho de 1968 em Osasco.

Núcleo da Unidade Popular de Osasco | Osasco


LUTAS E HERÓIS DO POVO – No último dia 15 de julho, a Unidade Popular e movimentos sociais realizaram um ato político para lembrar a greve de 16 de julho de 1968 em Osasco, quando milhares de metalúrgicos cruzaram os braços por melhores salários e por democracia, ocupando fábricas e desafiando a ditadura militar no país.

Foram distribuídos mil panfletos com um breve relato do episódio. Muitas intervenções destacaram a importância da greve na resistência ao regime miliar e a necessidade atual da organização da classe trabalhadora, para uma mobilização forte e capaz determinar os rumos do país.

Militantes distribuem panfletos relatando a histórica Greve em resistência à Ditadura Militar (Foto: Núcleo UP/Osasco).

Uma das lideranças da greve de 1968, Roque Aparecido da Silva, esteve no ato e enfatizou a influência que o movimento grevista deixou para as lutas de hoje. Também esteve no ato Risomar Fasanaro, professora na época da greve que prestou forte apoio ao movimento.

Outros nomes da mobilização foram lembrados, como o de Zequinha Barreto, jovem operário que, mais tarde, intensificaria sua militância contra a ditadura ao lado de Carlos Lamarca.

Praça 31 de março é simbolicamente rebatizada para 16 de Julho

Praça 31 de março é simbolicamente rebatizada para 16 de Julho (Foto: Núcleo UP/Osasco)

No dia seguinte ao ato, a praça 31 de Março em Osasco, que fica na principal via da cidade, amanheceu com um novo nome. Foi colocada uma faixa com os dizeres “Praça 16 de Julho”, em referência à data de eclosão da greve dos metalúrgicos ocorrida em 1968, há 55 anos.

Oficialmente, Osasco não possui pontes, praças, ruas nem qualquer outro ponto que resgate a histórica greve de 1968. Instaurado em 31 de março de 1964, o regime militar no Brasil, que durou 21 anos, perseguiu militantes sociais, restringiu a liberdade de expressão e cassou direitos. A simbólica renomeação da praça, portanto, faz um necessário contraponto a homenagens ao dia do golpe.

Lembrar da história da classe trabalhadora é também lembrar do poder que tem o nosso povo quando se une e se organiza. Viva a luta dos trabalhadores! Viva a Greve de Osasco!

 

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