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sábado, 18 de maio de 2024

Servidores municipais de Valinhos enfrentam perseguição sindical

Em nota, a Coordenação Estadual do MLC denuncia as ações da direção do sindicato que representa os servidores municipais de Valinhos (SP), cidade de 130 mil habitantes na região de Campinas. Na categoria, multiplicam-se os relatos de desmobilização, perseguições contra servidores e até mesmo ameaças aos que querem realizar assembleias para organizar a luta

Coordenação Estadual do Movimento Luta de Classes – SP | São Paulo


No interior de São Paulo, a categoria dos servidores municipais de Valinhos está em plena mobilização por diversas bandeiras. Entre elas, as lutas pelo direito à aposentadoria e à recomposição salarial, contra a privatização do Departamento de Águas e Esgoto de Valinhos (DAEV) e por melhores condições de trabalho. À revelia da atual gestão de seu sindicato, os trabalhadores conseguiram realizar recentemente uma assembleia da categoria, algo que não acontecia há mais de 5 anos.

No último período, o Movimento Luta de Classes (MLC) se somou à luta da categoria. Junto à Associação dos Servidores Públicos de Valinhos, o MLC realizou uma grande coleta de assinaturas nos locais de trabalho, que resultou na convocação de uma assembleia realizada no último dia 25 de abril.

Na assembleia, foram várias as tentativas da gestão atual do sindicato de impedir a participação dos trabalhadores: a primeira chamada foi convocada às 16h, durante o expediente e sem liberação, tentou-se restringir o acesso ao espaço apenas aos sindicalizados e impor uma pauta bastante restrita. Apesar disso, os servidores mobilizados mantiveram a pressão e conseguiram acessar sua assembleia, além de pôr em pauta as bandeiras que a categoria queria aprovar.

Os trabalhadores sabem que a Prefeitura de Valinhos desvaloriza o serviço público, precariza e privatiza empresas que dão lucro para o povo valinhense, deixa o funcionalismo público à míngua e volta seu governo para os barões da cidade e para a especulação imobiliária dos grandes condomínios. Por isso, a assembleia aprovou: se a prefeitura não abrir negociação com a categoria, os servidores entrarão em greve!

Porém, nenhuma dessas dificuldades é nova. Desde o início da gestão da chapa que hoje está à frente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais e Autarquias de Valinhos, Louveira e Morungaba (STAMVLM), se tornaram frequentes os relatos de perseguição e ameaças aos servidores que se opõem à forma com que o sindicato está sendo conduzido – em total alinhamento com a prefeitura e sem organizar a categoria para a luta. Já foram feitas denúncias sobre perseguições que envolvem diretamente membros da gestão que são guardas municipais e têm porte de arma.

Diversos servidores já sofreram tentativas de intimidação, quer seja por meio de frases veladas típicas dos que se veem como xerifes da cidade, ou por ameaças explícitas de agressão e morte. No ano passado, a investida contra os que pensam diferente chegou ao ponto da violência física contra um membro do diretório estadual da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) após uma reunião com trabalhadores da prefeitura.

No dia 5 de maio, mais um trabalhador foi ameaçado por lutar para que os servidores possam ter voz e direito à organização. Desta vez, um militante do MLC que estava participando de uma brigada do jornal A Verdade na cidade.

A Coordenação Estadual do Movimento Luta de Classes repudia a ação persistente de perseguição da atual gestão do Sindicato dos Servidores Públicos de Valinhos e convoca toda a categoria a pressionar pela realização de novas assembleias em horários acessíveis para os trabalhadores e com uma pauta de luta. Queremos que nossa voz seja ouvida: se a prefeitura não valorizar, Valinhos vai parar!

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