Trabalhadores de todo o Estado de São Paulo mobilizados pela Unidade Popular pelo Socialismo ocuparam as ruas do Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, para celebrar o Dia Internacional dos Trabalhadores, o 1° de maio. Reafirmando seu compromisso com a luta dos trabalhadores a UP lançou suas pré candidaturas ao governo de São Paulo, senado, deputados federais e estaduais.
Blanca Fernandes e Leonardo de Paula | São Paulo
Brasil – Foi empunhando dezenas de bandeiras da Unidade Popular pelo Socialismo e de seus movimentos que a classe trabalhadora ocupou as ruas do Jardim Pantanal, periferia da Zona Leste, para celebrar o 1° de maio, dia internacional da classe trabalhadora.
O 1° de Maio nasce com a luta dos operários de Chicago em 1886, que, em greve, exigiam a redução da jornada de trabalho para 8 horas. Pela sua coragem frente às perseguições, prisões e assassinatos, os trabalhadores do mundo reconhecem nessa data o seu dia Internacional de luta.
Em todo mundo, nesse dia, a classe operária se levanta para relembrar e demarcar o compromisso dos trabalhadores em construir um sistema onde o poder esteja na mão dos que produzem: o socialismo.
Ato na periferia de São Paulo
O ato na cidade de São Paulo iniciou com o canto do Hino dos Grevistas (1979) que chamou o povo a parar as máquinas e em greve geral exigir que o trabalhador tenha dignas condições de vida e trabalho. “O hino dos grevistas representa a luta da classe trabalhadora de hoje e sempre”, compartilha Cícero do Crato, artista popular filiado a Unidade Popular pelo Socialismo (UP).
Os operários e operárias ocuparam as ruas da zona leste estendendo faixas exigindo o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, o fim das guerras e aumento geral dos salários. Thais Gasparini, coordenadora do Movimento Luta de Classes (MLC) em sua fala, demarca “Não dá mais para vivermos da forma que vivemos. Mas com luta podemos transformar nossa realidade, com luta podemos conquistar vitórias, com luta venceremos a escala 6×1”.
Outra pauta do ato foi a luta das mulheres operárias e trabalhadoras. Roseli, do Movimento de Mulheres Olga Benário: “As mulheres são linha de frente para uma sociedade mais justa. Se hoje temos direitos trabalhistas, conquistas, isso se da às mulheres que fizerem greve e tomaram os sindicatos”.
Pré-candidaturas da Unidade Popular
No final da marcha, a Unidade Popular contando com a presença de Samara Martins, pré candidata à presidência, como demonstração do compromisso do partido com as lutas do povo trabalhador, lançou suas pré-candidaturas ao governo do estado, senado, deputadas federais e estaduais.
O Partido decidiu pelo nome de Vivian Mendes para o governo do Estado. Nascida e criada na Zona Leste, Vivian integrou o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas e o Movimento de Mulheres Olga Benário, lutando ppor moradia e pela vida e direitos das mulheres. Além disso, também foi membra da Comissão da Verdade e da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos políticos.
Para o cargo de deputados estaduais o Partido lançou os nomes de Gustavo Matos, metroferroviária e militante da Unidade Popular desde 2017 e, sempre na luta contra a privatização, especialmente do transporte público.
Ao senado, foram escolhidos Márcio Alves de 42 anos, pai de três filhos,operário metalúrgico e atuante no movimento social de moradia e sindical desde 2008, quando iniciou sua militância no MLB, movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas, onde é hoje coordenador
Também foi escolhido o nome de Maíra de Souza, professora há 24 anos e servidora da Praia Grande (SP), militante do Movimento Luta de Classes desde 2021, movimento que ajuda a coordenar estadualmente.
A chapa ainda contou com a escolha de três nomes para deputados federais. Karla Albuquerque, moradora de Sorocaba, onde constrói a ocupação de mulheres Ondina Seabra. Iniciou sua militância no movimento estudantil sendo ex presidente do Diretório Central dos Estudantes do Instituto Federal
Dany Oliveira de 28 anos, estudante da USP, onde é diretora do Diretório Diretório Central dos Estudantes. Nascida e criada na zona leste de São Paulo, mais especificamente no bairro de São Matheus, Dany constrói sua militância na Unidade Popular e na UNião da Juventude Rebelião (UJR)
Ricardo Senese, operador de transporte metroviário há 15, morador da Vila Nova Cachoeirinha. Além de mobilizar greves da categoria, Senese foi um dos presos na chamada Batalha da ALESP, lutando contra a privatização da SABESP.
Trabalhadores contra o fascismo
Durante o ato foram realizadas diversas intervenções culturais, além da saudação do rapper mineiro FBC, recém filiado a UP. Também foi entoado A Internacional, cantada por todos os presentes
Segundo Vivian: “O que o governador fascista do Tarcísio é normalizar a violência, normalizar a militarização. Isso não tem nada a ver com o que a gente defende, a gente defende o socialismo, o poder para o povo” afirmou a pré-candidata ao governo de Sao Paulo.
Samara Martins, pré candidata à Presidência da República declarou: “O povo pode e vai garantir a redução da jornada de trabalho. O povo pode e vai garantir o aumento do salário mínimo. Nós podemos e vamos garantir qualidade De vida para todo mundo nesse país”
E conclui: “é com as lutas que nós vamos vencer. Como fizeram os estudantes da USP, os trabalhadores da cargill, os estivadores de santos e os povos indígenas do Pará que garantiram a derrubada da escala 6×1. Por isso venha para luta organizada, porque só assim nós vamos conseguir vencer”.
O ato chegou ao fim contando com apresentações culturais que resgatam a história de luta dos trabalhadores e reafirmou a necessidade de transformação da atual sociedade capitalista em uma sociedade socialista, baseada na solidariedade e igualdade entre todos os trabalhadores.