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Qualquer golpe fascista será esmagado pelo povo

NÃO PASSARÃO – Planos golpistas de Bolsonaro devem ser enfrentados e derrotados pela mobilização popular. (Foto: CEV-Rio)

Da Redação

Após divulgar nota na qual afirmou que a apreensão pela Justiça do telefone de seu chefe supremo, o capitão reformado Jair Bolsonaro, “traria consequências imprevisíveis para estabilidade institucional”, o general da reserva Augusto Heleno afirmou no dia 28 de maio, uma semana depois,  na portaria do Palácio do Planalto: “não falei em Forças Armadas, não falei em intervenção militar, que agora virou moda. Isso é um absurdo, ninguém está pensando nisso…” 

Entretanto, o general foi desmentido pelo filho 03 do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, que numa live de Allan dos Santos, um dos investigados pelo STF por associação criminosa com a rede do Gabinete do Ódio, disse: “Até entendo quem tem uma postura moderada, vamos dizer, para não tentar chegar a um momento de ruptura, um momento de cisão ainda maior, conflito ainda maior. Mas falando bem abertamente, opinião de Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opção de ‘se’, mas, sim, de ‘quando’ isso vai ocorrer. E não se enganem, as pessoas discutem isso. Essas reuniões entre altas autoridades, até a própria reunião de dentro de setores políticos, eu, Bia, etc., a gente discute esse tipo de coisa porque a gente estuda história”.

Mas, por que Augusto Heleno, general da reserva e ministro do Gabinete Institucional, não assumiu que os golpistas estão se reunindo e buscando acumular forças para em determinado momento impor uma ditadura militar no Brasil, igual fizeram em 1964? Por que o medo de confessar o que realmente pensa e qual é o objetivo dele e do seu chefe supremo?

O aspirante a ditador Bolsonaro já cancelou dois pronunciamentos em rede de TV e rádio com medo de panelaços, que ocorrem cada vez com mais frequência em todo o país, inclusive nas periferias das grandes cidades. No dia 23 de maio, por exemplo, ao passear por Brasília e parar para comer um cachorro quente na rua, o PR jantou ao som de panelaços e xingamentos que abafaram seus puxa-sacos. 

Na verdade, um golpe para proteger os filhos de Bolsonaro e seus amigos, a república dos banqueiros e manter ministros que querem destruir o meio ambiente, dizimar os povos indígenas e acabar com a universidade pública não encontra nenhum apoio e é completamente repudiado pelo povo brasileiro.

Com efeito, nosso povo viveu 21 anos debaixo do terrorismo da ditadura militar. Sabe que ditadura militar significa que são os generais que decidem que livro pode ser publicado, que peça de teatro ou filme pode-se assistir e que músicas podem ser gravadas. Também, são os generais que nomeiam seus puxa-sacos para governadores e senadores, além de utilizarem os quartéis para torturar e matar patriotas e democratas. Por isso, um golpe militar será esmagado pelo povo brasileiro nas ruas e as revoltas populares não pararão até os direitos do povo serem restabelecidos.

Ademais, os trabalhadores, os oprimidos e explorados, aproveitarão a oportunidade para varrerem da nossa pátria os fascistas, os adoradores de Hitler e as marionetes do capital financeiro e dos ianques. Dito de outro modo, como diria o saudoso Aldir Blanc, “mexendo a cuíca, vai ter que roncar”.

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