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“Alegria na luta revolucionária”

MANIFESTAÇÃO ANTIFASCISTA – No dia 07 de junho o povo tomou conta das ruas contra o fascismo promovido pelo governo de Jair Bolsonaro. (Foto: Jorge Ferreira/Jornal A Verdade)

Bruna Santiago
Unidade Popular Pelo Socialismo

CARTA – No dia 7 de junho, um domingo, o Brasil foi palco de diversas manifestações que clamavam pela proteção das vidas pretas e periféricas, pelo enfrentamento ao fascismo, pela justiça, pelo fim da polícia militar, pela abertura dos arquivos da ditadura e pelo fora Bolsonaro. Em São Paulo, a manifestação ocorreu no Largo da Batata, zona oeste da capital e, como no resto do país, os militantes da Unidade Popular pelo Socialismo (UP), da União Juventude e Rebelião (UJR), do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB), do Movimento de Mulheres Olga Benário e do Movimento Luta de Classes (MLC) estavam presentes em peso. Ao fim do ato, a presidente estadual da UP, Vivian Mendes, conversou com os companheiros de luta, relatando nosso papel histórico, homenageando aquelas e aqueles que lutaram antes de nós e evidenciando nosso importante papel de vanguarda na busca do poder popular e no enfrentamento ao fascismo proeminente no Brasil de hoje. Ao fim de sua fala, os militantes utilizaram palavras de ordem e cantaram saudando a organização e a luta do partido e dos movimentos ali presentes. Naquele momento eu reparei na alegria coletiva daquelas pessoas, transbordando uma força que me deixou arrepiada.

Quando começamos a compreender como o capitalismo explora a trabalhadora e o trabalhador, pesquisamos cada vez mais sobre o assunto e vamos adquirindo consciência de classe, comumente somos tomados pela raiva e a revolta, uma justa ira ao perceber que produzimos toda a riqueza do país, mas somos roubados por uma ínfima parcela da sociedade que se apropria destas riquezas e dispõe para o trabalhador apenas o mínimo para sobrevivermos e continuarmos vendendo nossa força de trabalho. Quando trabalhadoras e trabalhadores se unem enquanto classe, enquanto proletariado, muitos esperam que ajamos e reajamos com violência e agressão, cegados pelo ódio à burguesia.

Minha experiência na militância da UP e do Olga Benário me mostrou que não é assim. Pelo contrário, quando nos unimos e organizamos, percebemos que não estamos sós, que a exploração e o sofrimento não são destinos imutáveis, pois se é o trabalhador que move o país, produzindo todas suas riquezas, somos capazes de nos apropriar destas riquezas nos unindo e lutando pelo poder popular. Somos tomados pela solidariedade com nossos pares e pelo ímpeto revolucionário, e isso gera uma alegria imensa. Alegria não só na esperança de dias melhores, mas na percepção de que podemos fazer algo para alcançarmos o bom, o justo e o melhor do mundo, como bem disse Olga Benário, e não apenas esperarmos de cabeça baixa um milagre acontecer, pois a realidade é histórica e o futuro depende da nossa mobilização hoje.

A cada reunião, manifestação, ato, brigada, congresso e trabalho de base com minhas companheiras e companheiros de luta sinto meu coração mais aquecido, mais forte, e sei que eles sentem o mesmo, vejo em suas palavras e nas expressões em seus rostos. Esta alegria do proletariado revolucionário é o que nos move, e ela existe mesmo em meio à indignação e à revolta.

Mais do que nunca o trabalhador sofre, no mundo em geral e no Brasil em específico, onde principalmente o povo preto e periférico morre com a pandemia de Covid-19 e pelas mãos do governo fascista de Jair Bolsonaro. Sei que às vezes tudo parece perdido, mas o sofrimento não é tudo o que nos resta. Somos um povo revolucionário e de luta. Eu convido a todas e todos que se encontram nesse ponto de sofrimento e desejo de mudança, e a todos os demais, a conhecerem a Unidade Popular, o Olga, o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, a União da Juventude Rebelião, o Movimento Luta de Classes e sentir esta alegria da qual falo, genuína e verdadeira, ao contrário daquela prometida em propagandas desonestas interessadas somente nas vendas e consumo. Alegria solidária e revolucionária como esta que senti junto as minhas companheiras e companheiros neste dia 7 de junho.

“Pela alegria vivemos, pela alegria fomos ao combate e pela alegria morremos. Que a tristeza nunca seja associada ao nosso nome.”
– Julius Fučík: Reportagem Sob a Forca.

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