Após a divulgação das notas dos quatro milhões de estudantes que realizaram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o que se viu foi a frustração e o desânimo da imensa maioria, pois o sonho de ingressar numa universidade pública foi, mais uma vez, negado.
Todos os anos se inscrevem mais de 6 milhões de estudantes no Enem, para um universo de 3.327 cursos de nível superior e 108.552 vagas distribuídas entre universidades federais e estaduais, além dos IFs. Logo, antes mesmo de realizarem as provas e saberem suas notas, a imensa maioria dos estudantes que se inscrevem no Enem, já estão excluídos por falta de vagas. Essa é a razão de cerca de 1 milhão de jovens se ausentaram das provas, pois sabem que não têm mesmo nenhuma perspectiva no ingresso em uma universidade pública.
Para aqueles que ficam fora da universidade pública ainda existem cerca de 250 mil vagas para bolsistas do Programa Universidade Para Todos (ProUni), do governo federal, que compra vagas ociosas nas universidades privadas em troca de isenção de impostos. Isto é: transfere-se o dinheiro que serviria para criar mais vagas nas universidades públicas para inserir o estudante numa universidade que não tem assistência estudantil, em sua grande maioria não produz pesquisa científica, além de transmitir um conhecimento extremamente mercadológico, voltado para o “deus” mercado. Esse programa, anunciado pelo governo como a salvação da lavoura quando de sua criação, na verdade é apenas um mecanismo para salvar empresas que lucram com educação salvando-se do enorme prejuízo que são as vagas ociosas. No artigo 205 da Constituição está escrito que a educação é um direito de todos e um dever do Estado. Então por que a imensa maioria da população brasileira está privada do ensino superior? Segundo o Inep, apenas 15% dos jovens em idade universitária estão matriculados no ensino superior e, destas matrículas, cerca de 88% são em universidades privadas. Isso nos deixa atrás de países como Bolívia, Venezuela e Argentina, todos com índices maiores. Para não falar em Cuba, onde o ensino é universal, isto é, todo aquele que deseja cursar o ensino superior consegue.
Como vemos, o Enem, apesar de toda propaganda do governo federal, não resolveu o principal problema do ensino superior, que é a exclusão de milhões de jovens.
Quando Ernest Renan terminou sua fabulosa Vida de Jesus com a bela louvação “Todos os séculos proclamarão que, entre os filhos dos homens, não nasceu nenhum maior que Jesus”, acertou em cheio. Pois que outro ser poderia ter dito o título acima (cf. Mateus cap.10 v26) senão Jesus Cristo?
Sepultada, em 2003, a CPMI do Banestado (que investigava a roubalheira nas privatizações durante o governo FHC), os responsáveis pela evasão de mais de 84 bilhões de dólares esfregaram as mãos e suspiraram aliviados: “Oba!, a CPMI foi concluída sem punir ninguém!”
E onde foi parar aquela montanha de dinheiro que, se aplicada honestamente, poderia ter concretizado nossa indispensável reforma agrária, ou mesmo construído universidades, escolas, hospitais, postos de saúde etc.? Certamente, nas contas bancárias de corruptos, que não precisam mais trabalhar, ou, se trabalham, estão explorando mais-valia.
Considerando, porém, que nada fica encoberto para sempre, eis que, em dezembro passado, o corajoso jornalista Amaury Ribeiro Jr. escancarou, em seu livro A privataria tucana, abundantes provas de corrupção ocorrida com as privatizações pelo Programa Nacional de Desestatização. Coincidentemente não aqui, mas em Paris, no dia 15 de dezembro de 2011 o ex-presidente francês Jacques Chirac foi condenado a 2 anos de prisão por desvio de fundos públicos…
Se nenhum corrupto envolvido com as privatizações, entre 1996 e 2002, for punido, que imagem terá, então, a justiça brasileira, tanto aqui como no exterior? Sentir-me-ei tão indignado que queimarei, em praça pública, o meu diploma de advogado.
A Verdade esteve presente à coletiva de imprensa realizada no dia 25 de janeiro, em São José dos Campos, quando o advogado das famílias, Antônio Donizete Ferreira (Toninho) falou sobre o despejo de Pinheirinho. A seguir, seu depoimento.
“Em primeiro lugar eu gostaria de aproveitar essa coletiva para agradecer a solidariedade que temos recebido de todo o País e também fora dele, de movimentos sociais, movimento sindical, intelectuais, artistas, estudantes. Então gostaria de agradecer a solidariedade, o carinho, o trabalho na internet, que está sendo maravilhoso. A gente agradece todo esse apoio. Agora eu queria dizer que o que a polícia fez aqui foi absolutamente irregular, porque havia uma liminar do Tribunal de Justiça, e ela não poderia ter feito o que fez, e o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo bancou essa atividade totalmente irregular e continua totalmente irregular, à medida que derrubam as casas sem que as famílias tenham conseguido tirar seus móveis. Vocês podem perceber, conversando com os moradores, que as famílias não conseguiram retirar seus móveis lá de dentro – inclusive perderam documentos, roupas. É mais uma irregularidade; absolutamente o Estado de Direito aqui acabou, aqui foi [instalado] um Estado de Exceção, e isso é uma “doideira” dentro dessa situação que nós estamos vivendo.
Então, nós queremos fazer essa denúncia e dizer o seguinte: essas pessoas que estão nos abrigos – são abrigos precários – não têm condição de vida ali; então, o direito da pessoa humana aqui se acabou, não existem direitos humanos, não têm sido respeitados de forma nenhuma. Nas pessoas que estão no abrigo a prefeitura coloca uma pulseirinha, como se elas estivessem em um campo de concentração; as pessoas, quando saem do abrigo com essa pulseirinha, são perseguidas pela polícia ou pela Guarda Municipal, ou seja, não podem transitar pela cidade. E aqui se trata de moradores que tinham parentes no bairro, amigos no bairro, que viviam nessa região e agora estão com toda essa dificuldade.
A prefeitura fez com que as mães fossem separadas das crianças – isso até mesmo com o Conselho Tutelar presente, o que é um absurdo. O Conselho Tutelar não poderia permitir esse tipo de coisa, separar mãe de criança, isso é como se estivéssemos num regime fascista, e nós não podemos concordar com isso.
Agora temos alguns passos a encaminhar. Sabemos que na Justiça está muito difícil, porque a Justiça neste país é pra rico, não é pra pobre. Na verdade, retiraram milhares de famílias de dentro de um terreno para entregá-lo a uma pessoa só, e essa pessoa todo mundo sabe que é um notório criminoso do colarinho branco, que já foi condenado, foi preso na operação Sathia Graha e várias outras vezes. E esse “dono” nunca foi dono desse terreno. Esse terreno pertenceu aos alemães que foram assassinados, e, portanto, deveria estar na mão do Estado, já que eles não tinham herdeiros. Não só esse terreno, mas toda a região, todos esses bairros aqui em volta. Fizeram uma falcatrua, fizeram, na verdade, uma grilagem. Um homem aqui da região chamado Comendador Bento grilou dos alemães, com o consentimento das autoridades, dos cartórios da época e, depois, fez essa negociata com o Nahas, esse criminoso conhecido e reconhecido pelo mundo inteiro – aliás é procurado pela Interpol, não podendo entrar em muitos países do mundo”.
No dia 22 de janeiro deste ano, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, alegando cumprir um mandato de reintegração de posse emitido pelo Tribunal de Justiça do Estado, cercou e invadiu a ocupação conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos.
A área de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados pertence à massa falida da empresa Selecta AS, de propriedade do megaespeculador Naji Nahas, que, em 1989, foi preso sob a acusação de manipular preços na Bolsa de Valores no Rio de Janeiro. Essa área foi adquirida por Nahas na década de 1980 depois do assassinato, nunca solucionado pela polícia, dos antigos donos, em 1969. Hoje a Selecta SA possui uma dívida de mais de R$ 15 milhões com a prefeitura de São José dos Campos.
A partir de 2004 o terreno, que se encontrava abandonado, passou a ser ocupado por famílias pobres e trabalhadoras e, em 2012, já estava com aproximadamente seis mil pessoas.
Em meados de janeiro, o governo do Estado e a prefeitura da cidade, ambos administrados pelo PSDB, exigiram a reintegração de posse da área, e várias idas e vindas na Justiça transformaram o caso em uma grande confusão. Mas a ordem de reintegração de posse do terreno foi suspensa quando o governo estadual e o governo federal entraram em acordo para abrir uma janela de negociação de 15 dias, para que a prefeitura local pudesse decidir se iria em frente com a reintegração ou transformaria o terreno em área de interesse social, passando então a titularidade para os moradores, em geral trabalhadores pobres e suas famílias.
O acordo, porém, não foi cumprido, e uma nova ordem judicial estadual, expedida pela juíza Márcia Faria Mathey Loureiro, manteve a desapropriação do terreno apesar de existir uma determinação da Justiça Federal contrária ao despejo. Na dúvida sobre a competência legal, coube à PM decidir continuar com a desocupação e ao desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Rodrigo Capez – irmão de um deputado estadual do PSDB – confirmar a suposta legalidade da ação. Na manhã do domingo, dia 22, a Polícia Militar chegou ao local, sem aviso e com um efetivo de mais de 2 mil homens fortemente armados e um número ignorado de policiais municipais, para desocupar o terreno. A pressa para a reintegração de posse se explica pela imensa valorização dessa área nos últimos oito anos e pela proximidade entre o dono do terreno e líderes políticos poderosos.
Não há confirmação oficial sobre o número de mortos ou de feridos. Por um lado, a Polícia Militar e a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São José dos Campos informaram que são poucos os feridos e não havia nenhum morto, mas as diversas imagens comprovaram que ao menos o número de feridos era elevado. A OAB da cidade falou em vários mortos, inclusive crianças, e moradores denunciaram que houve de 3 a 4 mortos.
Campo de concentração
Desalojados de Pinheirinho
Há denúncias de que a polícia e a guarda civil da cidade estariam sequestrando feridos e mortos para evitar que entrassem nas estatísticas oficiais. O capitão Antero, da Polícia Militar, havia informado que não havia registro de mortos e tampouco de feridos graves no começo da noite do dia 22, porém os fatos começaram a desmenti-lo, como, por exemplo, informou o Blog da Solidariedade à Ocupação Pinheirinho que um morador pode ficar paraplégico depois de ser atingido por bala da polícia.
Após a desocupação, a prefeitura de São José dos Campos, demonstrando todo seu caráter fascista, identificou todos os moradores de Pinheirinho com pulseiras azuis e os conduziu para alojamentos precários que posteriormente se mostraram uma armadilha, pois, de acordo com relatos que podem ser vistos neste site, a Guarda Civil da cidade e a tropa de choque transformaram os alojamentos em verdadeiros campos de concentração onde houve mortes e agressões além da impossibilidade de acesso por parte da imprensa à área interna. Mesmo apanhados de surpresa, os moradores tentaram armar barricadas, ateando fogo em carros e prédios públicos vizinhos e atirando pedras – demonstrando total combatividade frente à ação violenta da polícia.
A ação da PM de São Paulo, além de ilegal, foi realizada com o intuito de submeter os trabalhadores de Pinheirinho aos interesses econômicos dos poderosos da região, entre eles um criminoso comprovado como Naji Nahas. Para tanto, se promoveu um dia de terror, encurralando-se a população em suas casas e depois em alojamentos para agredi-la e humilhá-la, na esperança de que deixasse a cidade definitivamente. Para tanto, colocaram à disposição passagens para aqueles que quisessem ir embora, principalmente para o Nordeste, numa política de higienização populacional digna da época do nazismo. O massacre do Pinheirinho é também mais uma prova de que “a Justiça neste país é pra rico, não é pra pobre”, como bem declarou o advogado das famílias do Pinheirinho, Antônio Donizete Ferreira.
Olga nasceu em 12 de fevereiro de 1908 em Munique, na Alemanha. Aos 15 anos, sensibilizada pelos problemas sociais que abalavam a Alemanha nos anos 1920, aproximou-se da Juventude Comunista, organização política em que passaria a militar ativamente. Aos 16 anos, abandonou a casa dos pais e seguiu para o bairro operário de Neukölln, em Berlim, onde desenvolveu intensa atividade política. Ela se tornou então uma militante revolucionária, uma comunista internacionalista, decidida a dedicar sua vida à luta por uma sociedade mais justa e igualitária. Nem mesmo os padecimentos em campos de concentração nazistas abalaram sua generosidade, caráter e convicções políticas. O que ficou explícito em sua última carta escrita ao marido, Luiz Carlos Prestes, e à filha, Anita Leocadia Prestes, no campo de concentração de Ravensbrück, antes de ser conduzida à morte em uma câmara de gás, em abril de 1942:
“Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. (…) Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver”.
A judicialização das greves e a demonização dos movimentos sociais, levados a cabo nos últimos anos principalmente por governos estaduais e municipais, tem feito escola também entre as empresas privadas. Diante da crise capitalista que assola a Europa e já bate às portas das que ainda não sucumbiram no Brasil, várias delas vem tentando se utilizar desses expedientes para que possam explorar os trabalhadores livremente, sem nenhum impedimento, ou seja, sem o entrave dos sindicatos combativos, que são historicamente a pedra no seu sapato.
Este é o caso da Vilma Alimentos, empresa do ramo de massas alimentícias localizada em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, MG, que move processo contra o sindicato dos seus próprios trabalhadores, o Sindmassas.
Durante décadas os trabalhadores da Vilma se viram sem representação, indefesos, à mercê da direção autoritária e da política de arrocho da empresa, tendo os seus direitos vendidos por um sindicato cartorial cuja única função era assinar e carimbar os acordos salariais que a direção da empresa já trazia prontos de sua contabilidade.
Mas chegando a opressão a níveis insustentáveis e cansados de tanta traição, os trabalhadores resolveram então fundar seu próprio sindicato, o Sindmassas, com o objetivo de defender os seus direitos e lutar por melhores condições de vida e trabalho.
Não sendo atendidas suas justas e moderadas reivindicações, que foram exigidas no idioma português, os trabalhadores tiveram então que falar a única língua que os patrões compreendem perfeitamente, o “grevês”, isso é, máquinas paradas.
Neste dia, confirmando a tese de que todo capitalista é fluente neste idioma, o dono da empresa se dignou a deixar sua sala, agradavelmente refrigerada com ar condicionado, e desceu para a porta da fábrica para tentar dissuadir da paralisação trabalhadores que exercem sua função expostos a fornos de quase 60º C, sem nem ao menos receber adicional de insalubridade por isso.
Entendido o recado dado através de um dia de paralisação, a Vilma Alimentos decidiu então rasgar uma página da Constituição Federal muito incômoda para ela: aquela que garante a liberdade de organização sindical. Demitiu um diretor do Sindmassas, um integrante da CIPA (ambos com estabilidade no emprego) e moveu processo contra o sindicato e seus diretores, tentando coibir a livre organização dos trabalhadores.
O processo, de redação anacrônica e que parece copiado de um manual dos tempos da ditadura, chama seus diretores de “baderneiros” e diz que o sindicato é clandestino – mesmo sempre tendo feito todas as suas atividades debaixo de suas barbas, ou melhor, debaixo de suas câmeras de segurança espalhadas por toda a extensão da porta da empresa.
Mas já tendo articulado uma resposta a nível jurídico, o Sindmassas respondeu também à maneira dos sindicatos combativos, indo mais uma vez à porta da empresa, panfletando e denunciando a situação a todos os trabalhadores. Neste ato, ocorrido no último dia 09 de fevereiro, estiveram presentes dando seu apoio e prestando solidariedade diversas outras entidades e sindicatos, como CUT-MG, Sindieletro, Sindmetro, Sindados, Sindmetal (Mários Campos e região), AMES-BH (Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas), grêmio do CEFET-MG e o Movimento Luta de Classes, entre outros.
Os trabalhadores gregos realizam uma nova greve geral contra os cortes de gastos e a redução do salário mínimo, impostos pelo governo grego e a União Europeia.
Há cinco anos, os gregos sofrem com a recessão no país e que só faz crescer desde que a política econômica do país passou a ser dirigida pelo Banco Central Europeu e o Fundo Monetário internacional. Hoje, um em cada cinco gregos está desempregado e vários empregados estão com os salários atrasados.
Na praça central de Atenas, Syntagma, em frente ao Parlamento, os manifestantes gritavam palavras de ordem como: “Não a demissões! Não a cortes de salários! Não a cortes de pensão! Não baixem suas cabeças! Resistam!” O transporte público ficou paralisado e a maioria das lojas fecharam suas portas. Os hospitais trabalham apenas em regime de serviços mínimos, e os professores também aderiram massivamente à greve. Tribunais e bancos, tanto públicos quanto privados, permanecem fechados.
30 mil pessoas ocupam as ruas de Atenas, em protesto organizado por sindicatos associados ao Syriza e ao Antarsya e pela Confederação de Sindicatos da Função Pública (ADEDY). Vários confrontos já ocorreram com as forças de segurança gregas, que estão a usar gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.
No sábado realizar-se-ão novas concentrações e, no domingo, dia de votação do novo pacote de financiamento no parlamento, movimentos sociais, sindicatos e todas as forças políticas da oposição, com exceção do Partido Comunista Grego, vão reunir-se novamente na Praça Syntagma.
Além da redução do salário mínimo em 22%, o governo planeja cortes de € 400 milhões em investimentos públicos, € 300 milhões em despesas militares e € 300 milhões com pensões. Estão previstos ainda a demissão de 15 mil funcionários públicos, que serão colocados em uma “reserva especial”, e redução da força de trabalho em 150 mil vagas até 2015 no caso de novas contratações. Os que estiverem iniciando seu primeiro emprego receberão um salário 30% abaixo do mínimo oficial, de 750 euros.
No dia 2 de fevereiro, em São José dos Campos, ocorreu ato nacional em apoio aos moradores do Pinheirinho. Estiveram presentes cerca de duas mil pessoas de várias organizações e movimentos sociais. A manifestação teve início às 10h da manhã, na Praça Afonso Pena e percorreu as ruas do centro até sede a prefeitura da cidade.
O Partido Comunista Revolucionário esteve presente, assim como o MLB, Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas, que demonstrou seu total apoio aos moradores do Pinheirinho que foram massacrados pela PM.
O primeiro vice-presidente da UNE, Yuri Pires, falou aos manifestantes em nome da União da Juventude Rebelião (UJR) declarando o repúdio à ação truculenta e injusta da PM para com os moradores do Pinheirinho, que deixa claro que os interesses defendidos por essa política burguesa é o interesse da classe dominante.
O Pinheirinho é uma ocupação que foi invadida no dia 22 de janeiro (domingo), por mais de dois mil soldados do batalhão de choque, helicópteros e carros blindados, às 6h da manhã. Os moradores resistiram a deixar o local, tentando impedir a entrada dos policiais na ocupação e assim começaram os confrontos. Balas de borracha, bombas de gás-lacrimogênio e de efeito moral, e até balas comuns fizeram parte da operação contra homens, mulheres, crianças e idosos.
O apoio total a população do Pinheirinho é indispensável, pois o que ocorreu com àquelas famílias prova que a luta pela reforma urbana é uma luta necessária e justa, pois a maioria da população brasileira se vê privada do direito de morar dignamente. Entendemos que a construção do socialismo é uma tarefa urgente e a única capaz de demandar a solução para o sofrimento da maioria.
Indicadores econômicos divulgados nesta semana pela agência oficial da União Europeia revelam o atoleiro a que os povos estão sendo lançados pela profunda e duradoura crise do sistema capitalista na Europa.
Segundo a Eurostat, a taxa de desemprego na região é de 10,4%, o que representa quase 24 milhões de pessoas. Os países que possuem os números mais alarmantes são Espanha, com 22,9%, Grécia, com 19,2% e a Lituânia, com 15,3%.
Dentre esses, a juventude representa a maior fatia: 22,1% em toda a União Europeia, com a Espanha novamente liderando, tendo 48,7% dos jovens abaixo dos 25 anos desempregados, sendo seguida por Grécia, com 47,2%, e Eslováquia, com 35,6%.
Novos dados sobre as dívidas dos governos também foram publicados. Na zona do euro os débitos chegam a 87,4% do PIB, apresentando um aumento em relação ao último trimestre de 2010, quando estavam em 82,3%.
As taxas mais altas são da Grécia, devendo 159,1% de seu PIB, da Itália, com 119,6%, de Portugal, com 110,1% e da Irlanda, com 104,9%.
Como se não bastasse, outros dados revelam que a crise na Europa tem deixado uma parcela ainda maior da população com a corda no pescoço. Em 2010, 23% da população total da União Europeia estava em risco de pobreza ou de exclusão social, sendo este número ainda maior entre crianças e menores de 18 anos, chegando a 27%.
A Bulgária tinha 42% da população nessa situação, sendo seguida de perto pela Romênia, com 41%, pela Letônia (38%), pela Lituânia (33%) e pela Hungria (30%). Destaque que entre esses países encontramos duas ex-repúblicas soviéticas que não conheciam esses problemas no socialismo.
O estrato da população em piores condições da pesquisa é classificado de “extremamente carentes” (severely materially deprived persons), e já são 8% da população. Esta classificação se refere a pessoas que tem sua condição de vida comprometida por não poder pagar suas contas, manter suas casas adequadamente aquecidas ou lidar com despesas inesperadas, entre outros.
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Nos dirigimos à sociedade brasileira, autoridades civis e militares e operadores da segurança pública para expressar nossa preocupação com os desdobramentos da paralisação dos trabalhadores militares da Bahia.
Após anos de busca de diálogo e negociação, devido aos baixíssimos salários recebidos pela grande maioria da tropa – que entrega sua vida para fazer segurança pública à população – os policiais e bombeiros militares da Bahia chegaram à uma situação insustentável. O governo baiano, no entanto, fechou a porta para o diálogo e, em uma atitude unilateral, encerrou as negociações. Considerando a falta de diálogo, sobrou ao movimento dos policiais e bombeiros militares baianos o último recurso de luta dos trabalhadores.
O caso que se evidencia na Bahia não é isolado. Pelo país afora diversos movimentos de paralisação de policiais e bombeiros militares têm tomado conta do cenário político. Isso se deve porque a defasagem salarial dos policiais e bombeiros militares estaduais é grave. Recentemente, duas leis federais foram aprovadas para anistiar policiais e bombeiros militares punidos por participar de movimentos reivindicatórios.
Fazemos um apelo aos governos estadual e federal para evitar ações agressivas. Não vamos aceitar qualquer tipo de violência ou repressão aos trabalhadores militares da Bahia, quer seja pela Força Nacional de Segurança, quer seja pelas Forças Armadas. Também rechaçamos as prisões contra os dirigentes do movimento e a abertura de processos disciplinares e administrativos contra os policiais e bombeiros que participam do movimento.
Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais (Anaspra)
Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (Aprasc)
Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Aspramece)
Benevenuto Daciolo, SOS Bombeiros do Rio de Janeiro
Sindicato dos Servidores da Saúde do Estado de Santa Catarina (Sindsaúde)
Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados de Santa Catarina (Sindpd-SC)
Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina (Sinjusc)
Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de passageiros da região metropolitana de Florianópolis (Sintraturb)
Associação dos Cabos e Soldados do Rio Grande do Norte (ACSRN)
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