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Generais do Palácio e Bolsonaro tramam contra democracia

GOLPISTAS – Segundo fontes internas e anônimas, militares e Bolsonaro planejam golpe de estado contra a democracia brasileira. (Foto: Fernando Souza/AFP)

Redação Brasília

BRASIL – A ideia difundida de que as Forças Armadas representariam um setor “responsável” dentro do governo do fascista Bolsonaro, em contraposição à sua clara irresponsabilidade, é pura ilusão. Falácia! A maior parte do alto oficialato e Bolsonaro estão unidos contra a democracia e pela volta do AI-5 e da censura no país.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal A Verdade em condição de anonimato, diversos oficiais de baixa patente são excomungados das discussões e até perseguidos por criticarem as posturas tomadas por Bolsonaro e o chamado gabinete do ódio.

Os membros das três forças (Exército, maior representação; Marinha e Aeronáutica) já possuem 3.000 membros em posições comissionadas no governo, de ministros, secretários, chefes de seção, superintendências, etc. Acumulam seus generosos soldos com os salários desses cargos de confiança. Ocupam essas vagas por assessorarem e influenciarem em todos os campos de atuação do poder executivo. Chegaram lá em aliança com os grupos extremistas de Bolsonaro, sua base de apoio composta por uma militância reacionária e conservadora.

Em aliança porque o fascista foi expulso do Exército, com desonra, obrigado a entrar na reserva após decisão do Superior Tribunal Militar. Ora, por não terem qualquer liderança com possibilidade de vitória eleitoral, os saudosos da Ditadura Militar viram a maior oportunidade desde 1985 para retornarem ao Poder Executivo. Sem a coordenação dos altos escalões, o atual fascista e pateta jamais teria ganho a eleição.

Outro ponto importante: há uma sinergia entre as campanhas de mentiras, a mobilização social, as recentes carreatas e os movimentos bolsonaristas com os generais.  Provas não faltam. Bolsonaro demitiu todos aqueles que, mesmo parcialmente, questionavam seu comportamento, incompetência e irresponsabilidade. O general Heleno, ministro do Gabinete Institucional, coordenou os ataques ao poder Legislativo para impulsionar as manifestações do dia 16 de março, mesmo com as recomendações da OMS pelo afastamento social.

A influência militar cresceu e, ao mesmo tempo, criou-se uma pretensa “barreira” de desgastes, afastando as diversas demonstrações sociopatas do presidente com o alto comando militar. Num primeiro momento, esses enfrentamentos foram maiores, pois Bolsonaro entregou os chamados setores ideológicos e diplomáticos do Governo aos grupos fascistas que o apoiaram: cultura, educação e relações internacionais.

AGRESSORES – Os bandos fascistas de Bolsonaro já atacam a democracia ao atacar jornalistas e fotógrafos, como aconteceu com Dida Sampaio. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Ora, mas por que os altos mandos das Forças Armadas se propuseram a essa nova aventura? Ganância e sede de poder é a resposta. Após 21 anos de Ditadura Militar, as Forças Armadas, especialmente o Exército, estavam completamente desmoralizadas. Haviam deixado nossa economia em frangalhos, milhões de desempregados e famintos, altíssimo endividamento, inflação galopante e desigualdade social alarmante. Com a constituição de 1988, eles foram empurrados para o ostracismo político, embora nenhum general tenha sido sequer julgado, condenado e tenha cumprido pena pelos variados crimes cometidos durante o período que estiveram no governo. Sua situação de privilegiados continuou intacta.

Mesmo assim, perderam a possibilidade de enriquecerem rapidamente por meio dos acordos corruptos, como muitos oficiais fizeram durante a Ditadura. Suas relações se limitaram, mas nenhum governo pós-ditadura modificou a estrutura militar retrógrada erguida durante o período ditatorial. Recentemente, após a crise política e econômica, o golpe institucional de 2016, os graves casos de corrupção dos dirigentes do PT, os movimentos conservadores liderados por Bolsonaro, que resultaram na vitória eleitoral de 2018, viram a possibilidade retornarem às suas posições antes ocupadas.

Por outro lado, é vergonhosa a postura do alto comando das Forças Armadas. O governo entregou a base militar de Alcântara aos EUA; tem se submetido às tentativas do imperialismo norte-americano de se apoderar do petróleo da Venezuela, financiando tentativas de golpes e outras formas de pressão. O caso mais recente foi a decisão de expulsar o corpo diplomático venezuelano do Brasil. Tem mantido uma postura de ataque a nossa soberania energética, privatizando a Petrobras com a venda ativos, fechando refinarias, ampliando a importação de combustíveis e aumentando a nossa dependência do comércio internacional de petróleo. A irresponsabilidade é tamanha que o nosso país está caminhando para o caos econômico, político e social. Talvez, para justificarem um golpe.

Entretanto, a história de golpes dos militares, suas conspirações, intentos autoritários, subserviência aos ricos capitalistas é efêmera. Os trabalhadores, os oprimidos, aqueles que constroem as riquezas, são, de fato, os donos do Brasil. Certamente, o povo brasileiro se livrará desses golpistas, desses autoritários antipatrióticos, desses defensores das injustiças sociais. Não tarda para realmente a esperança de um país justo e soberano prevalecer.

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