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Carta | “Estado e socialismo: uma contradição e um caminho”

AUSÊNCIA DO ESTADO – Falta de ação do governo de Bolsonaro resultou em 2.286 mortes por Covid-19 em um dia. (Foto: Reprodução/Bruno Kelly)

“O liberalismo falha diariamente, foi responsável pela escravidão, por genocídios, guerras e hoje recebemos a notícia que o governo ultraliberal de Jair Bolsonaro foi responsável pela morte de 2.286 pessoas em apenas um dia, isso porque um sistema baseado na individualização e na anarquia, jamais será capaz de prosperar.”
Pedro Ian

MAUÁ (SP) – Uma das maiores falácias liberais sobre o socialismo pode ser representada através de uma suposta defesa do “estado grande”. Essa afirmação é tão vazia quanto ignorante. Em nenhum lugar, de qualquer produção teórica marxista e revolucionária, se pode encontrar algum tipo de defensor do Estado, muito pelo contrário.

Nós, comunistas, defendemos a destruição total de qualquer mecanismo de opressão e exploração existente, no entanto entendemos que o motor da história é a luta de classes, portanto, ao destruirmos o sistema de exploração capitalista, algumas velhas estruturas ainda restarão, justamente por que velhos hábitos e classes ainda existirão. O socialismo é a construção gradual e constante do mundo novo, ao mesmo passo que é a destruição do velho mundo, da burguesia.

Isso também não significa que no socialismo o Estado existirá na forma que hoje conhecemos, ele estará em fase de adaptação, e se tornando cada vez mais ultrapassado. Já que com o fim da burguesia, a classe trabalhadora poderá construir coletivamente a sociedade, sem que precise de um instrumento para reprimir a reação das velhas classes dominantes, agora em fase de apodrecimento e inutilidade.

No socialismo, o Estado estará nas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras, será usado para esmagar os parasitas remanescentes do “velho mundo”. Por isso estará se auto destruindo, pois, como coloca Vladimir Lênin em “O Estado e a Revolução”, o Estado é um produto dos antagonismos de classe.

Os liberais e reacionários persistem, usam de mentiras para validar seus discursos em defesa da exploração capitalista e da anarquia da produção. Mentem sobre a URSS, sobre Stálin, sobre o progresso social cubano, sobre os avanços econômicos da Albânia e de todo o Leste Europeu.

Foi uma economia planificada e organizada coletivamente que derrotou os nazistas em 1945, e hoje estamos assistindo com atenção o que uma ditadura do proletariado pode fazer para salvar a vida de milhões de pessoas, com Cuba lançando a primeira vacina contra o vírus Sars-Cov-2 da América Latina, a Soberana 2.

Isso deixa mais que evidente que o Estado dos trabalhadores salva a vida de milhões de pessoas, enquanto o sistema capitalista escraviza, explora, assassina e adoece a vida de outros milhões de homens e mulheres que acordam todos os dias pensando em uma vida melhor.

O liberalismo falha diariamente, foi responsável pela escravidão, por genocídios, guerras e hoje recebemos a notícia que o governo ultraliberal de Jair Bolsonaro foi responsável pela morte de 2.286 pessoas em apenas um dia, isso porque um sistema baseado na individualização e na anarquia, jamais será capaz de prosperar.

Em sua fase imperialista, o capitalismo, vem mostrando, que não existe competição justa dentro do sistema, grandes conglomerados de monopólios dominam grande parte da economia mundial, acabando com a possibilidade do crescimento de novas empresas. A grande burguesia usa do Estado burguês para manter seu poder de forma inquestionável sobre cada palmo do mundo onde existe a possibilidade de lucro.

No Brasil, isso fica claro quando percebemos que não investimos mais em tecnologia. Paulo Guedes se gaba ao dizer que somos o “curral” do mundo, e mesmo assim nosso povo passa fome, não têm nenhum tipo de segurança alimentar. O Estado socialista é o único caminho para um mundo de progresso, a anarquia do mercado é um caminho tortuoso em direção ao precipício.

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