UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Carta: Os últimos dias e os próximos dez

Leia também

No momento em que escrevo este texto, faltam apenas dez dias para as eleições, dez dias em que veremos nossos próprios rostos estampados nas urnas eletrônicas. Esse é um dos frutos do trabalho abnegado de centenas de militantes nos últimos anos para a construção de um partido de novo tipo – o Unidade Popular pelo Socialismo.

Michael Rocha – Diretório Municipal da Unidade Popular em Mauá


MAUÁ – No momento em que escrevo este texto, faltam apenas dez dias para as eleições, dez dias em que veremos nossos próprios rostos estampados nas urnas eletrônicas. Esse é um dos frutos do trabalho abnegado de centenas de militantes nos últimos anos para a construção de um partido de novo tipo – o Unidade Popular pelo Socialismo.

Nesses últimos 35 dias de campanha eleitoral nossa militância atestou na prática a ousadia de um partido que lançou para o cargo mais importante do nosso país a candidatura de um homem negro, contra polarização que torna a eleição à presidência uma dinâmica de votar no menos pior.

E atestamos essa ousadia em cada momento que andamos mais longe, panfletamos por mais horas e que decidimos ficar de pé apesar do cansaço. É o que vejo em nossos companheiros e companheiras.

Muitos são os relatos que me emocionam de pessoas reconhecendo nossas candidaturas nos panfletos, dizendo que viram na televisão, declarando voto e confiando no programa do nosso Partido para a mudança do Brasil.

Vi pessoas que há muito já haviam perdido as esperanças com a política no país se animando com as potentes falas de nossos candidatos. Pessoas que, ao passarem na rua, paravam o trajeto para ouvir mais nossos companheiros a agitar e saíam convencidos de que há possibilidade de mudança.

Camaradas, devolvemos ao nosso povo a vontade de sonhar. E enxergo em cada militante, ao segurar um panfleto, o mesmo ímpeto daqueles que, em 1966, decidiram lutar até o fim contra a ditadura militar e pelo socialismo.

Vivemos e damos continuidade ao legado dos camaradas que tombaram para que a nossa luta seguisse viva; que aguentaram as piores condições em que pode se deixar uma pessoa, abrindo a boca apenas para gritar de dor. Suas ideias seguem vivas e seu sangue derramado se tornou o adubo que gerou meus camaradas.

Pois nesses últimos dias, cada vez em que uma companheira decidiu economizar a passagem do ônibus e ir à atividade a pé, camaradas, ela foi como Manoel Lisboa de Moura! Quando alguém deixou de comparecer no dia de campanha e um camarada teve que panfletar como dois, esse camarada foi como Manoel Aleixo da Silva!

Quando operamos politicamente como máquinas, sem descanso, aos domingos e feriados, garantindo que cada panfleto se encontrasse nas mãos de um trabalhador inconformado, fomos como Amaro Luiz de Carvalho organizando o povo brasileiro para a luta!

A atribuição de incansável, que é constantemente dada à nossa aguerrida militância, se provou e se prova hoje quando vamos dormir mais tarde depois de um longo dia de atividades e acordamos mais cedo para nos encontrar com nosso povo no momento em que se deslocam para o trabalho.

Os últimos 35 dias e os próximos dez atestam, ao mesmo tempo, a dedicação revolucionária dada pelo convencimento político e a justeza de nossa linha política, registrada em textos de quase 200 anos e aceita e confiada pelo povo brasileiro de portão em portão, nos bairros mais afastados; em cada filiação à Unidade Popular; em cada pessoa que se enxerga em nossas candidaturas e decide depositar seu voto e se organizar no nosso partido.

Então sigamos, camaradas, até a vitória, sempre!

More articles

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimos artigos