Nos primeiros dias de dezembro, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes anunciou que junto às empresas de ônibus aumentaria a tarifa em ao menos R$0,20 (vinte centavos) já no início de 2014. A população do Rio, que aprendeu com as jornadas de junho que a luta conquista, não esperou que os desejos do prefeito se tornassem realidade e foi às ruas na sexta-feira, 20 de dezembro.
Cerca de mil pessoas se reuniram no protesto que fechou completamente vias principais da centro da cidade e passou pela sede da Fetranspor (federação dos empresários que controlam o transporte público no Rio), e pela Assembléia Legislativa.
Além das palavras de ordem contra o aumento da passagem e pelo passe-livre, os manifestantes saíram em apoio à ocupação Aldeia Maracanã, que foi despejada mais uma vez na última semana, denunciaram os gastos da Copa, e reivindicaram o fim da Polícia Militar.
Os organizadores e participantes do protesto garantiram que essa será a primeira de muitas manifestações, que seguirão até que o povo do Rio conquiste nova vitória e barre mais este roubo de direitos, o aumento das tarifas de transporte.
Sem dizer uma palavra, o homem deixou a estrada andou alguns metros no pasto e se deteve um instante diante da cerca de arame farpado. A mulher seguiu-o sem compreender, puxando pela mão o menino de seis anos.
— Que é?
O homem apontou uma árvore do outro lado da cerca. Curvou-se, afastou dois fios de arame e passou. O menino preferiu passar deitado, mas uma ponta de arame o segurou pela camisa. O pai agachou-se zangado:
— Porcaria…
Tirou o espinho de arame da camisinha de algodão e o moleque escorregou para o outro lado. Agora era preciso passar a mulher. O homem olhou-a um momento do outro lado da cerca e procurou depois com os olhos um lugar em que houvesse um arame arrebentado ou dois fios mais afastados.
— Péra aí…
Andou para um lado e outro e afinal chamou a mulher. Ela foi devagar, o suor correndo pela cara mulata, os passos lerdos sob a enorme barriga de 8 ou 9 meses.
— Vamos ver aqui…
Com esforço ele afrouxou o arame do meio e puxou-o para cima.
Com o dedo grande do pé fez descer bastante o de baixo.
Ela curvou-se e fez um esforço para erguer a perna direita e passá-la para o outro lado da cerca. Mas caiu sentada num torrão de cupim!
— Mulher!
Passando os braços para o outro lado da cerca o homem ajudou-a a levantar-se. Depois passou a mão pela testa e pelo cabelo empapado de suor.
— Péra aí…
Arranjou afinal um lugar melhor, e a mulher passou de quatro, com dificuldade. Caminharam até a árvore, a única que havia no pasto, e sentaram-se no chão, à sombra, calados.
O sol ardia sobre o pasto maltratado e secava os lameirões da estrada torta. O calor abafava, e não havia nem um sopro de brisa para mexer uma folha.
De tardinha seguiram caminho, e ele calculou que deviam faltar umas duas léguas e meia para a fazenda da Boa Vista quando ela disse que não agüentava mais andar. E pensou em voltar até o sítio de «seu» Anacleto.
— Não…
Ficaram parados os três, sem saber o que fazer, quando começaram a cair uns pingos grossos de chuva. O menino choramingava.
— Eh, mulher…
Ela não podia andar e passava a mão pela barriga enorme. Ouviram então o guincho de um carro de bois.
— Oh, graças a Deus…
Às 7 horas da noite, chegaram com os trapos encharcados de chuva a uma fazendinha. O temporal pegou-os na estrada e entre os trovões e relâmpagos a mulher dava gritos de dor.
— Vai ser hoje, Faustino, Deus me acuda, vai ser hoje.
O carreiro morava numa casinha de sapé, do outro lado da várzea. A casa do fazendeiro estava fechada, pois o capitão tinha ido para a cidade há dois dias.
— Eu acho que o jeito…
O carreiro apontou a estrebaria. A pequena família se arranjou lá de qualquer jeito junto de uma vaca e um burro.
No dia seguinte de manhã o carreiro voltou. Disse que tinha ido pedir uma ajuda de noite na casa de “siá” Tomásia, mas “siá” Tomásia tinha ido à festa na Fazenda de Santo Antônio. E ele não tinha nem querosene para uma lamparina, mesmo se tivesse não sabia ajudar nada. Trazia quatro broas velhas e uma lata com café.
Faustino agradeceu a boa-vontade. O menino tinha nascido. O carreiro deu uma espiada, mas não se via nem a cara do bichinho que estava embrulhado nuns trapos sobre um monte de capim cortado, ao lado da mãe adormecida.
— Eu de lá ouvi os gritos. Ô Natal desgraçado!
— Natal?
Com a pergunta de Faustino a mulher acordou.
— Olhe, mulher, hoje é dia de Natal. Eu nem me lembrava…
Ela fez um sinal com a cabeça: sabia. Faustino de repente riu. Há muitos dias não ria, desde que tivera a questão com o Coronel Desidério que acabara mandando embora ele e mais dois colonos. Riu muito, mostrando os dentes pretos de fumo:
— Eh, mulher, então “vâmo” botar o nome de Jesus Cristo!
A mulher não achou graça. Fez uma careta e penosamente voltou a cabeça para um lado, cerrando os olhos. O menino de seis anos tentava comer a broa dura e estava mexendo no embrulho de trapos:
— Eh, pai, vem vê…
— Uai! Péra aí…
O menino Jesus Cristo estava morto.
Rubem Braga Texto extraído do livro “Nós e o Natal”, Artes Gráficas Gomes de Souza – Rio de Janeiro, 1964,
No último dia 13 foi comemorado em Alagoas os 14 anos do Jornal A Verdade, com o debate sobre a violência contra a mulher. Ao longo desses 14 anos, o jornal, que tem a idade de um adolescente mas a força e a inteligência de um adulto, avançou por todo o Brasil.
A cada novo número sua tiragem é elevada, assim como a aceitação do público ao seu conteúdo. Isso se deve também á sua forma simples, direta e concisa de narrar os fatos. Um jornal dos trabalhadores é escrito pelos mesmos, o que vai contra a onda da grande mídia brasileira, e o jornal A Verdade sempre se posiciona a favor dos trabalhadores, dos pobres e dos excluídos no sistema capitalista.
Na mesa de debate estiveram presentes: Ariana Honorato (MLB), Indira Xavier (Movimento de Mulheres Olga Benário) Nadja Lopes (MLC e coordenadora do Sintufal) e Paula Simony (Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL).
Durante a plenária as companheiras discorreram sobre os mais diversos tipos de violência. A companheira Nadja Lopes falou sobre a ineficiência e o despreparo das polícias no atendimento à mulher, mostrando assim que a lei Maria Da Penha, apesar de ser uma vitória do movimento organizado de mulheres em todo o país, ainda peca pela sua falta de aplicação. Como diria os Racionais, “a lei é infalivel na teoria, inútil no dia a dia”.
Como sempre, o socialismo vem a ser a única alternativa para uma massa explorada, já que em tantos séculos de existência o capitalismo se mostrou incapaz de atender as demandas da sociedade.
A Questão Alagoana
Debater a violência contra a mulher em Alagoas é necessário, pois somos o segundo estado onde mais se mata mulheres. Num país de mais de 200 milhões de habitantes, que em sua maioria é de mulheres, existem menos de 500 delegacias especializada da mulher. Hoje as mulheres representam 51,5% da população brasileira, ou 98,3 milhões de habitantes, e com um número tão baixo de delegacias da mulher a conta passa a ser assombrosa: 196.600 mulheres por delegacia.
Violência contra mulher não é tão somente uma questão de gênero, como também é de classe. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) constatou, quanto à ocorrência de mortes de mulheres por cada grupo de 100 mil por cada região do país, que o Nordeste conta com 6,90; o Centro- Oeste, com 6,86; e o Norte, com 6,42. Não por acaso, são também essas regiões as mais pobres da Nação e as que mais problemas tem em termos de estrutura, falta de saneamento básico, saúde e educação. Outro dado mostra que 61% das mulheres assassinadas eram negras. No Nordeste essa taxa foi de 87%, no Norte, de 83%, e no Centro- Oeste, de 68% (A Verdade Nº 156).
Como bem falou a companheira Paula Simony, “a violência contra a mulher só terá seu fim com uma grande revolução”. As correntes que até hoje prendem as mulheres, negros, homossexuais e toda a massa explorada só terá seu fim com uma grande revolução e o socialismo. E é por isso que o jornal A Verdade resiste até hoje e vai continuar resistindo como o jornal dos trabalhadores na luta pelo socialismo.
Viva a luta das mulheres!
Vida longa ao Jornal A Verdade!
Jason N. Wallace, militante UJR (União da Juventude Rebelião) de Alagoas Fotos: Ésio Melo
Os shoppings da capital paulista estão lotados neste final de ano. A propaganda pelo consumo está sendo eficaz por mais um ano com grandes decorações natalinas, com a neve artificial que contrasta com o calor que faz lá fora, com a Copa da Fifa. Como não, a Copa, e a Coca-cola e o Mac Donald´s…
Mas a juventude paulistana, que vive nas zona Leste, Sul e Norte, nos bairros de periferia, quer participar da festa e tem uma grande vantagem em seu favor, ela está em grande número.
É uma juventude que sofre uma exploração sem tamanho. O emprego, quando existe, é de péssima qualidade no setor de serviços. A escola é uma prisão, que ensina muito pouco e reprime por demais. A polícia não, essa está sempre por ali, dando enquadro quando tem festa no bairro, tapa na cara e até tiro, como aconteceu com o jovem Douglas Henrique que vivia no Jaçana, zona norte da capital.
Esses milhões de jovens estão sem perspectiva. O que ser da vida? Entrar pro tráfico? Passar a vida trabalhando por um salário mínimo? É muito preconceito, muita repressão e pouco exemplo de conduta, pouca alternativa para o futuro. Muitos usam drogas, é uma alternativa quando não resta outra. O funk ostentação faz muito sucesso.
O funk faz sucesso por que fala no idioma da periferia. Faz mais, diz que é possível um jovem preto, sem estudo, possuir tudo aquilo que o burguês tem e esfrega na cara dele com arrogância todos os dias. É por isso que Mc Daleste e Mc Guime, entre outros, fazem sucesso.
Uma parte dessa juventude resolveu aparecer, talvez como sintoma das manifestações de Junho. Quem não aparece não é visto, e quem não é visto continua sem nenhum direito. As festas que antes eram feitas no bairro, ali nas redondezas para não incomodar ninguém, passaram a ser marcadas no ninho da classe média paulistana, os palácios do consumo conhecidos como Shoppings.
A classe média se assustou. Alguns relatam que viram gente armada, arrastão. “Tem de proibir esse tipo de maloqueiro de entrar num lugar como este”, afirmou Helena Pregonezzi, empresária do ramo de mudanças.
A polícia militar mostrou que está ali para reprimir tanto quanto na periferia. Em dois Rolês foram mais de 30 detidos, mas nenhum caso concreto de roubo, posse de arma ou droga. Apenas detidos, para “averiguação”. Seguranças particulares também bateram, revistaram e mostraram armas.
A juventude continua marcando novos Rolês, inovando nas formas de luta e procurando um caminho para sair da exploração e da opressão que o capitalismo lhe reserva.
A PM, força auxiliar e reserva do Exército brasileiro, é mais um resquício da Ditadura Militar no país
No último período, graças principalmente às manifestações de junho, ou melhor, à grande repressão que se instaurou a partir delas, e da repercussão nacional do desaparecimento do pedreiro Amarildo, no Rio de Janeiro, têm ganhado força a bandeira da desmilitarização da Polícia no Brasil.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU, em maio de 2012, apresentou documento ao Governo brasileiro citando que, entre os principais problemas nacionais, estão a situação das prisões e a atuação da Polícia Militar, que, inclusive, praticam tortura, recomendando, assim, a extinção da PM. O Brasil, porém, rejeitou a proposta logo em seguida.
Neste contexto, a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” realizou audiência pública em 28 de novembro discutindo o assunto, tendo como convidado o professor de antropologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ex-subsecretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro, que ocupou a Secretaria Nacional da Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, e o tenente Francisco Jesus Paz, que foi da antiga força pública, preso e torturado pela Ditadura, e ferrenho defensor da desmilitarização.
Paz contextualizou que essa arquitetura da segurança, violenta como é, não foi uma criação da Ditadura Militar, vem de muito antes. Segundo ele, esse modelo foi criado para reprimir abolicionistas, ou seja, os movimentos sociais da época, para reprimir o negro fugitivo e a formação de quilombos. “A gênese do modelo é repressiva e criada para preservar a ordem pública naquele período escravagista”, citou.
Porém, apesar de a existência de Polícias Militares não ser recente, a PM, advinda da antiga Força Nacional, existe como tal desde a Ditadura.
Paz alertou que hoje, 25 anos depois da promulgação da Constituição de 1988, a atuação das Polícias Militares ainda é regida pela legislação daquele período. O decreto nº 667, de 1969, é, por exemplo, a matriz legal da organização, formação, treinamento e do emprego das Polícias Militares. Já o decreto 88.777, de novembro de 1983, do Governo Figueiredo, ou seja, o último ditador brasileiro, é a legislação de regência das PMs. E mais. Toda aquela legislação que vinha da doutrina da segurança nacional do período de exceção serviu de base para os capítulos da segurança pública da Constituição. “Até hoje, todos os governos federais não tiveram a coragem e a iniciativa de adequar a legislação em conformidade com o Estado democrático de direito vigente”, enfatizou.
Direitos Humanos
Sobre a P2 (polícia sem farda, que trabalha no serviço de inteligência), Paz esclareceu que o mesmo decreto 88.777/83 estabelece que a P2 da PM é vinculada à 2º Seção do Estado-Maior do Exército, ou seja, que está vinculada à comunidade de informações que vigia diuturnamente o que ele chamou de “cidadania” e, portanto, violando a democracia.
“Na verdade, a PM age em conformidade com a lei, só que uma lei estabelecida durante o regime de exceção, durante a Ditadura Militar. Por isso, a responsabilidade é dos sucessivos governos que não trataram dessa questão. Isso porque essa Polícia interessa aos governos. Interessava no passado, no controle dos escravos, e interessa hoje no controle de pobres e negros”, concluiu Jesus Paz.
Soares apresentou outros pontos também importantes a serem tratados em relação às Polícias Civil e Militar. “Não nos iludamos com a desmilitarização, ainda que seja indispensável. Ela, por si só, é insuficiente”, afirmou. A duplicidade nas carreiras, a falta de articulação entre as Polícias foram apontadas como questões importantes para avanços na segurança pública.
Sobre a pertinência desta discussão na Comissão da Verdade, Soares foi enfático ao dizer que “isso tem tudo a ver, porque nós não passamos a limpo essa história, nós não marcamos ritualmente e politicamente a diferença”. Para ele falta estabelecer até onde pode ir o Estado, o que é aceitável ou não, o que é criminoso independente da legalidade do momento.
Afirmou ainda que o compromisso da nação com os Direitos Humanos não foi celebrado, tanto que “existem figuras da Ditadura que hoje se arrogam o direito de celebrar o golpe e de dizer com a maior desfaçatez que não havia tortura como política sistemática do Estado”.
Em resposta às provocações proferidas por um coronel da PM que participou da audiência e que contestou a afirmação de que a corporação é um resquício da Ditadura, já que a militarização das Polícias é anterior a este período, Soares disse que “é resquício da Ditadura qualquer prática que tenha furado a transição e que dê continuidade e reproduza hábitos que estavam presentes e foram consagrados naquele momento e que hoje estejam na contramão da institucionalidade. Essa passagem, essa naturalização, culturalmente tem a ver com o fato de nós não termos elaborado essa transição politicamente, simbolicamente, com o marco da verdade”.
Durante a seção a diretora Luciana Burlamaqui – diretora do documentário Entre a Luz e a Sombra, que trata de violência e sistema carcerário –, apresentou um manifesto assinado por diversos cineastas e artistas pedindo a desmilitarização das Polícias no Brasil. Além dela, assinam o manifesto, Tata Amaral, Marcelo Yuca, Zé Celso Martinez, Beto Brant, Silvio Tendler, entre outros.
Depois de vários anos de sofrimento com uma enfermidade pulmonar, finalmente descansou, no Recife, a mais importante guerrilheira das Ligas Camponesas, Alexina Lins Crêspo de Paula. Ela foi a representante oficial das Ligas Camponesas brasileiras na Reunião da Tricontinental realizada em Havana, no verão de 1967.
Discreta, como toda excelente revolucionária, rigorosamente responsável por atividades secretas ou clandestinas, Alexina Crêspo nunca deixou transparecer os cargos de mais alto nível que exerceu desde 1955, quando a Liga Camponesa do Engenho Galileia se perfilou como organização de luta.
Esposa de Francisco Julião, foi Alexina quem mais contribuiu na formação político-ideológica de esquerda do dirigente das Ligas de Pernambuco, mesmo sendo ela 14 anos mais jovem. Somada a isso, a prática militante de Jaime Miranda, do Comitê Regional o PCB de Pernambuco, e à minha influência [Clodomir Morais], estabelecemos o caráter leninista de que carecia a organização de massas criada por Zezé da Galileia, José dos Prazeres e pelo padre português Alípio de Freitas.
Muito antes do golpe militar de 1º de abril de 1964, Alexina levou seus quatro filhos pequenos, Anacleto, Anatólio, Anatilde e Analtaide para morar e estudar em Cuba.Também fez viagem a Pequim, onde se encontrou com o presidente Mao Tse-Tung e conversou sobre a carência de formação de quadros das organizações sociais chinesas, reunião testemunhada pela revista Manchete, de São Paulo.
Realizava cada vez mais missões importantes em nome das Ligas Camponesas, e, já na condição de secretária nacional de formação, alcançou multiplicar destacados quadros da organização, tais como o casal Delsuite Costa e Silva e Adauto Cruz, comandante dos esquemas militares de defesa das Ligas.
Em 1967, na região das montanhas de Teresópolis, as camaradas Teresinha e sua filha Amaralita cuidaram, durante 30 anos, da absoluta clandestinidade de outro guerrilheiro chamado Adauto, que conseguiu resgatar do cerco de fuzileiros navais e da Aeronáutica o camarada Palmeira (Amaro Luiz de Carvalho) e o famoso pintor e escultor José Dias, fugindo com eles pelo Estado do Tocantins e pelo município de Barreiras (nordeste da Bahia).
Nesse confronto, houve duas baixas: um sargento da Marinha, que desertou, e um outro sargento que, por equívoco, teve sua perna atingida pela metralhadora dos seus companheiros que haviam participado do cerco dos três guerrilheiros das Ligas. Eles ficaram escondidos nas comunidades Bongó, Manoel Alves e Boqueirão, no Município de Almas, comunidades que as Ligas tinham anteriormente estruturado para proteger os camponeses locais das violências militares e dos latifundiários armados pelo governador de São Paulo, Ademar de Barros, que chegou a distribuir carabinas automáticas aos grileiros da área.
Observe-se que dois meses antes do golpe militar, o principal destacamento das Ligas Camponesas de Julião invadiu o luxuoso Engenho Serra, do latifundiário Alarico Bezerra, no Município de Vitória de Santo Antão, cuja capela era toda dourada, tendo em frente um lago com cisnes importados. A invasão e ocupação do Engenho Serra tinha um único propósito: capturar armas para se defender da crescente violência patrocinada pelos latifundiários.
Quando os militares deflagraram o golpe de Estado, a liga de Vitória de Santo Antão ocupou a cidade toda para controlar os estoques de gasolina e bloquear a fuga dos latifundiários que perseguiam a Liga da Galileia. A ação foi realizada com êxito sob o comando dos camaradas Luiz Serafim, da professora Maria Celeste e do líder camponês Rochinha, com o apoio da formação dada pela camarada Alexina Crêspo. Para conhecer mais sobre a história dessa grande mulher, veja os filmes: Memórias Clandestinas (2007) de Maria Thereza Azevedo e Alexina – Memórias de um Exílio (2012) de Claudio Bezerra e Stella Maris Saldanha.
Por tudo isso, gritamos bem alto: CAMARADA ALEXINA CRÊSPO! PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE!
Clodomir Morais foi deputado estadual pelo PCB em Pernambuco e é autor do livro História das Ligas Camponesas do Brasil
Reafirmando sua política de entregar o patrimônio público à sanha de lucro das empresas privadas, o Governo Federal, no dia 22 de novembro, privatizou mais dois aeroportos brasileiros (no dia 6 de fevereiro de 2013 já havia privatizado os aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília). Dessa vez, foram o do Rio de Janeiro (Antônio Carlos Jobim/ Galeão) e o de Belo Horizonte (Tancredo Neves/Confins).
Depois de ver o ministro Moreira Franco (PMDB), da Secretaria de Aviação Civil (SAC), bater o martelo na sede da Bolsa de Valores de São Paulo, sacramentando mais um crime de lesa-pátria, o aeroporto do Galeão/Antônio Carlos Jobim foi arrematado por R$ 19 bilhões (ágio de 293,6% – valor acima do mínimo cobrado) pelo consórcio formado pelas empresas Odebrecht Transport e Changi AirportGroup. A Odebrecht já é conhecida do povo carioca por explorar a Supervia, no Rio de Janeiro, a linha 4 do Metrô de São Paulo, por administrar o maior terminal portuário de contêineres do país, o Embraport (em Santos/SP), e o Maracanã, entre outras grandes obras. O grupo asiático Changi AirportGroup administra o aeroporto de Cingapura, considerado um dos mais lucrativos aeroportos do mundo. Com 350 lojas, 120 restaurantes, cinemas, piscinas, jardins, trilhas arborizadas, parque de diversão, entre outras coisas, mais parece um shopping center de luxo, pois seus preços são caríssimos (um mergulho na piscina custa 13 dólares), e os produtos mais vendidos são bebidas, cosméticos e artigos de luxo.
O aeroporto mineiro de Confins ficou nas mãos da concessionária CCR (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido), associada aos administradores do aeroporto de Zurique (Flughafen Zürich) e de Munique (Flughafen München), por R$ 1,82 bilhão (ágio de 66%). A CCR explora os terminais de Quito (Equador), São José (Costa Rica) e Curaçao, no Caribe. No Brasil, a CCR é conhecida pela administração da Via Dutra (Rio-São Paulo) e da ponte Rio-Niterói, duas das rodovias mais lucrativas do país por conta da cobrança de pedágios caríssimos. Além disso, a concessionária também explora o sistema de barcas entre Rio e Niterói, prestando serviços de péssima qualidade e majorando os preços das passagens, motivo de muitas manifestações populares de repúdio.
Nada para se comemorar
Com essas privatizações, cinco dos 12 maiores aeroportos brasileiros estão nas mãos de empresas privadas, fato comemorado pela presidente Dilma, que afirmou que “os R$ 20 bilhões arrecadados demonstram um enorme interesse dos investidores no Brasil. Temos que ter orgulho do que temos e do que podemos ter”. Ora, os brasileiros se orgulham de seu país, de suas riquezas naturais, da cultura popular e da história de lutas que constituiu esta Nação. Mas não podem se orgulhar da entrega da soberania nacional e das riquezas construídas com o suor e o sangue dos trabalhadores nas mãos daqueles que enriquecem às custas da exploração da maioria da população. Pois, como escreveu Luiz Falcão, membro do Comitê Central do PCR, em seu artigo no jornal A Verdade nº 137, “um ágio tão grande… em vez de revelar alguma virtude, mostra algo comum nas privatizações: a subavaliação do patrimônio público”.
De acordo com as regras da privatização, a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) terá 49% de participação no consórcio e, por isso, terá que desembolsar R$ 10,2 bilhões dos R$ 20,89 bilhões que entrarão nos cofres públicos, ou seja, quase metade do dinheiro arrecadado é estatal. Dinheiro oriundo da força de trabalho e dos impostos pagos pelo povo brasileiro.
Outra questão importante nessa negociata é para onde irá o dinheiro arrecadado. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, assegura que os recursos irão para o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) e que serão investidos no setor aeroportuário, inclusive na formação de mão de obra. Mas, a partir de 2015, quando o dinheiro entrar, nada garante que ele não tenha o mesmo destino dos 47% do orçamento da União e vá parar nos cofres dos bancos para o pagamento da dívida pública.
As desculpas adotadas pelo Governo para entregar os aeroportos são as mesmas dos leilões do petróleo: o Brasil não tem dinheiro para investir no setor, e a privatização vai gerar emprego, desenvolvimento e distribuição de renda. Mas isso não passa de “conversa para boi dormir”.
As privatizações seguem o mesmo objetivo: transferência de patrimônio público para a iniciativa privada e perda da soberania nacional. E, com isso, a supressão da função social em favor dos superlucros das empresas privadas. Foi assim com CSN, Vale do Rio, Usiminas, Açominas, com as rodovias, a Telebrás e, mais recentemente, com a privatização da maior reserva petrolífera do país, o Campo de Libra do pré-sal.
Em todos esses casos o povo brasileiro financiou, através do BNDES e da desvalorização das empresas estatais, o repasse de verbas públicas para os monopólios privados. Em contrapartida, os serviços públicos se deterioram; não há investimento na saúde, na educação e os salários da maioria dos servidores continuam arrochados.
Aeroporto só para os ricos
A privatização dos aeroportos brasileiros (os próximos serão os do Nordeste: Recife, Salvador e Fortaleza) trará as mesmas consequências das outras privatizações: demissões, majoração dos preços das passagens e serviços, discriminação de classe com modelo de gestão em que só os ricos poderão usufruir dos serviços de transporte aéreo.
Aeroportos/shoppings construídos pelo povo trabalhador onde o próprio trabalhador não terá dinheiro para frequentar. Por isso, as manifestações que tomaram as ruas do país a partir de junho gritavam contra as privatizações e exigiam a democratização dos transportes. Essas vozes voltarão com mais força para cobrar a conta desses que são os maiores atos de corrupção feitos em nosso país contra os interesses de nosso povo.
Parece que a Agência Nacional de Petróleo (ANP), principal trincheira de Governo dedicada ao entreguismo e ao ataque aos recursos naturais, não se deu por satisfeita com a venda do Campo de Libra, a maior reserva de petróleo até hoje descoberta no Brasil.
No dia 28 de novembro, realizou a 12ª rodada de privatização de poços de petróleo e gás, mas com uma novidade cruel: além do petróleo, a ANP vai vender o direito de exploração do gás xisto em regiões do interior do Paraná. A exploração do gás xisto deverá trazer graves consequências para a agricultura familiar e para o meio ambiente, beneficiando unicamente as empresas especializadas em vender os componentes químicos necessários para a exploração.
O gás xisto (shalegas, em inglês) é extraído do solo em um procedimento conhecido como fraturamento hidráulico (fracking, em inglês), que consiste em bombear na rocha uma quantidade absurda de água (algo em torno de 45 milhões de litros por poço) à qual se adicionam mais de 600 elementos químicos, nove deles comprovadamente cancerígenos.
Este tipo de exploração, conhecido há mais de 40 anos, é proibido em grande parte do mundo e foi permitido pelos Estados Unidos a partir de 2005 por ato do presidente George W. Bush mediante leis que dispensaram empresas de licença ambiental. O objetivo dos EUA é tornar-se independente dos países produtores de petróleo, principalmente os do Oriente Médio, levando em conta que, mesmo depois das invasões do Iraque e do Afeganistão e do bombardeio da Líbia, a resistência popular não cessou e a exploração de petróleo não consegue se elevar como os norte-americanos planejaram.
O fraturamento hidráulico contamina o solo em escala alarmante, considerando que um poço tem uma vida útil de, no máximo, um ano e que vários poços precisam ser perfurados em uma mesma região para que o empreendimento seja viável economicamente. A realização desse procedimento no Estado do Paraná é ainda mais grave, pois pode gerar a contaminação do Aquífero Guarani, maior reserva subterrânea de água doce do mundo, além de afetar uma das regiões de maior produtividade agrícola do Brasil.
A exploração de gás xisto não se justifica em nosso país sob nenhum argumento, a não ser para privilegiar os capitalistas interessados em criar alternativas econômicas para saírem da atual crise, ainda que o preço a pagar seja o futuro do meio ambiente e da fertilidade do solo.
No dia 06 de novembro, realizou-se o 6º Congresso da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (Apes). A atividade transcorreu durante todo o dia na sede do Sindicato dos Bancários, em João Pessoa, reunindo cerca de 120 delegados e delegados de todas as regiões do Estado.
Pela manhã, a mesa de abertura contou com a presença de Aline Leite, presidente da Apes, Athamir Araújo, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Lúcia Crisante, da União dos Estudantes Secundaristas Potiguares (Uesp), Edísio Leite, da União Nacional dos Estudantes (UNE), Victor Hugo, vice-presidente do grêmio estudantil do Colégio Agrícola de Bananeiras, e Caio William, da União da Juventude Rebelião (UJR).
Após as falas iniciais da mesa saudando o Congresso, o debate se concentrou na conjuntura das lutas sociais no Brasil, especialmente nas jornadas de luta da juventude nos meses de junho e julho. Vários estudantes se inscreveram para dar suas opiniões e, assim, todos saíram convencidos da necessidade de fortalecer as manifestações de rua em 2014 para que a rebeldia da juventude e a força da classe trabalhadora conquistem mais vitórias do que em 2013.
Ainda fizeram uso da palavra para cumprimentar o plenário Emerson Lira, ex-presidente da Apes, Rafael Freire, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, João Félix, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana da Paraíba, e Anísio Maia, deputado estadual pelo PT. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Paraíba e da Secretaria de Municipal de Juventude de João Pessoa também marcaram presença no evento.
À tarde, os participantes se dividiram em quatro grupos de debate para ler e discutir a tese apresentada pela UJR, aprofundando os temas da educação e do movimento estudantil. Nos grupos, todos tiveram a oportunidade de se expressar e de relatar suas experiências, com destaque especial para a grande quantidade de delegados e delegadas de escolas técnicas.
Terminados os debates, os estudantes puderam assistir a uma bela apresentação de dança de rua, que entusiasmou pelas coreografias ousadas. Na plenária final, foram aprovadas várias propostas e foi eleita a nova diretoria, presidida pelo companheiro Athamir Araújo e composta por um grande número de companheiras.
“A Apes demonstrou sua força na base do movimento, e vamos intervir com mais qualidade e combatividade nas lutas que, com certeza, travaremos no próximo ano, seguindo o lema do nosso 6º Congresso: educação de qualidade e passe-livre de verdade!”, destacou Athamir no discurso de encerramento da atividade.
Parou tudo! Os trabalhadores das empresas Cidade Alta, J.D Lira, CPs, Brapo, Celi, Comello, Cinzel e Venâncio pararam com uma adesão impressionante muita disposição de luta para garantir os nossos direitos.
Nestes dois dias de greve não teve construção de casas, prédios, de faculdade, escolas e nem de hospital. De fato nada foi construído!
Os dias 3 e 4 de dezembro de 2013 entraram para história como a maior greve dos trabalhadores da construção civil de Caruaru, organizada pelo Sintracon e o Movimento Luta de Classes, onde foram contabilizados mais de 4.600 trabalhadores em greve.
As principais avenidas da cidade ficaram paradas pra ver passar a enorme passeata com centenas de trabalhadores gritando “Trabalhador na rua, a greve continua”, e “trabalhador na rua, patrão a culpa é sua”, com faixas, cartazes, panfletos e dois carros de som denunciando para a população os motivos da greve.
Os patrões até tentaram impedir, mas a nossa força e a nossa união foi maior que a pressão patronal e eles não tiveram outra saída e se apressaram em solicitar uma nova rodada de negociação e dessa vez os donos das maiores empresas foram obrigados a vir negociar pra resolver a situação e as obras paradas.
Foram horas de negociação e muita pressão dos trabalhadores que lotaram o auditório do Ministério do Trabalho e no final pode em assembleia, avaliar junto com toda diretoria do Sindicato e votar garantindo as melhores conquistas para os trabalhadores da construção, foi acordado: 9% de aumento, café da manhã regional, o feriado da terça-feira de carnaval que em Caruaru tinha sido trocado pelos vereadores da cidade pelo dia de São Pedro e o abono dos dias da greve.
Após dois dias de luta era visível a felicidade de cada trabalhador ao perceber que o fruto da sua organização foi o aumento da nossa união, a demonstração de força para os patrões e o exemplo a ser seguido por outras categorias, mais um vez fica a lição: TRABALHADOR UNIDO, JAMAIS SERÁ VENCIDO!
Nos dias 28, 29 e 30 de outubro, aconteceu o 40º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), nas cidades de Contagem e Belo Horizonte, em Minas Gerais. O Congresso contou com cerca de três mil participantes.
Infelizmente, para prejuízo do movimento estudantil, as forças políticas majoritárias da entidade, comandadas pela UJS, construíram novamente um Congresso marcado pela desorganização. Os estudantes chegaram a esperar horas para alimentar-se e locomover-se, apesar de o evento tendo recebido uma fortuna de diversas prefeituras, de uma universidade e de ministérios do Governo Federal, dinheiro mais do que suficiente para garantir uma estrutura adequada.
Sem lutas e sem debates
E o pior: também pela total falta de compromisso dos organizadores, o último dia do Congresso foi cancelado. Com um dia a menos, vários debates foram prejudicados, impossibilitando que os estudantes fizessem uma discussão profunda sobre temas importantes como a educação.
No que houve de debate, uma das principais questões abordadas foram as grandes jornadas de lutas desenvolvidas por milhões de jovens nas ruas de todo o país nos meses de junho e julho. O estopim desta rebeldia: a precariedade do transporte público, suas altas tarifas e a defesa do passe-livre para os estudantes. Porém, negando toda a luta travada, a direção majoritária da Ubes continuou defendendo as posições governistas, alegando, entre outras coisas, que não existe contradição em o Governo Federal gastar rios de dinheiro com a Copa da Fifa e investir em educação. O que vemos, na prática, é outra coisa: a verba que falta nas escolas sobra nos estádios e nos bolsos dos mandatários do futebol.
A União da Juventude Rebelião (UJR) organizou uma combativa bancada para participar do Congresso e apresentou a tese Rebele-se, contando com o apoio da Federação de Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) e de diversas entidades estudantis de todo o país. As forças de oposição (Rebele-se, Juntos e Vamos à Luta) formaram uma chapa unificada para a disputa da Diretoria da Ubes e elegeram dois diretores na Executiva e mais oito na Diretoria Plena.
Durante o evento, reafirmamos nossa luta histórica para recolocar a Ubes no caminho das lutas, nas ruas, e denunciamos a situação de abandono da educação brasileira: escolas precárias, professores mal remunerados e a impossibilidade de frequentar as aulas por conta do alto custo das passagens de ônibus.
Assim, os desafios nos próximos meses serão grandes. Queremos os 10% do PIB para educação já; queremos um Plano Nacional de Educação que saia do papel; queremos mostrar ao mundo que a realidade do nosso povo não está para torrar nossas riquezas com a Fifa. Vamos deixar clara a indignação dos brasileiros com a grande roubalheira em que se transformou a Copa de 2014.
Não vamos permitir que continuem rasgando a história da Ubes e do movimento estudantil secundarista. Para acompanhar a disposição de luta da juventude brasileira precisamos de uma Ubes realmente comprometida com os estudantes e o povo brasileiro, autônoma em relação a qualquer governo, rebelde e combativa. Nosso compromisso é seguir neste caminho até conquistarmos nosso objetivos!
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