Apesar da falta de divulgação e do boicote da mídia oficial, o Dia Internacional de Luta das Mulheres levou às ruas milhares de mulheres em todo o País, numa clara demonstração de que as mulheres estão dispostas a continuar lutando por igualdade e contra opressão, apesar de todas as dificuldades.
O Movimento de Mulheres Olga Benario, desde novembro passado, realiza uma campanha nacional de combate à violência contra a mulher com o lema:Violência: Não se cale, lute!, estimulando o engajamento das mulheres no combate à violência. O Movimento tem organizado as mulheres em 10 estados brasileiros, denunciando a desigualdade com que as mulheres são tratadas, a falta de assistência à saúde, falta de maternidades, a ausência de políticas públicas que garantam o direito às oportunidades iguais e a dupla jornada de trabalho. Além disso, lutacontra o aparato ideológico burguês, que tem como objetivo manter a mulher subjugada aos interesses mesquinhos e machistas dessa sociedade, que se baseia na desigualdade e na exploração de seres humanos. O Movimento tem lutado por uma sociedade igualitária em que homens e mulheres convivam em harmonia tenham direito a uma vida digna, o socialismo.
Com militância, cartazes, painéis, faixas, muita energia e combatividade, o Movimento de Mulheres Olga Benario participou das manifestações unitárias de mulheres no último dia 8 de março nos estados de São Paulo, Pará, Minas Gerais e Paraíba.
No Rio Grande do Sul, o Olga, juntamente com várias entidades, realizou um debate sobre o filme A fonte das mulheres e um ato no Largo Glênio Peres, Centro de Porto Alegre, que teve como bandeiras a violência contra a mulher, a autonomia do corpo da mulher, mais vagas nas creches e pré-escola e trabalho igual, salário igual. O ato também lançou o livro Essas Mulheres 2, iniciativa das educadoras do 39º Núcleo do CPERS (sindicato da educação), cujo tema foi a opressão em todas as suas faces. Para Fátima Magalhães, professora estadual e militante do Movimento, “a luta não é só uma questão de gênero, mas tem, principalmente, um caráter de classe e é também uma luta contra o sistema capitalista que oprime o conjunto dos trabalhadores, sobretudo as mulheres”.
No Rio de Janeiro, além de participar da manifestação unitária dos movimentos de mulheres, o Olga realizou uma ampla programação para comemorar o Dia Internacional de Luta das Mulheres, iniciando com uma panfletagem na porta da Demillus, empresa que basicamente só emprega mulheres.
Num ato em conjunto com a CUT, na Central do Brasil, foram realizadas denúncias da violência contra as mulheres, discriminações no campo do trabalho e da opressão a que as mulheres estão submetidas, colocando a luta como alternativa para enfrentar essa realidade. Na ocasião, foi realizada uma panfletagem.
Fez parte também da programação: manifestação em conjunto com o grêmio da Escola Técnica Adolfo Bloch; panfletagem no bairro de Acari e um ato no centro de Duque de Caxias organizado pelo Fórum de Mulheres de Caxias.
Em Natal (RN), foi realizada uma bela passeata no Centro. O ato foi convocado por diversas entidades, entre as quais o Movimento de Mulheres Olga Benario, o MLB, CUT, Marcha Mundial de Mulheres, Movimento Bandeira Lilás, PT e PCR. A concentração aconteceu no local onde se realizava a assembleia dos professores, que participaram também do ato.
Muitas palavras de ordem, falas, energia e disposição marcaram a passeata. Pelo Movimento de Mulheres Olga Benario, falou Luciana Gomes, afirmando que “as mulheres devem se organizar cada vez para mais para desenvolver as lutas por suas reivindicações, como creches, lavanderias coletivas e restaurantes populares”.Pelo PCR, falou Samara Martins, que realizou uma justa homenagem à memória da companheira Valdete Guerra, do MLB, que, além de ter nascido no dia 8 de março, era uma mulher de luta e revolucionária.
Em Pernambuco, o Movimento de Mulheres Olga Benario organizou uma passeata no Centro do Recife. O ato contou com a presença de aproximadamente 180 pessoas, que saíram de diversos bairros, escolas e ocupações.
A concentração começou na Praça Maciel Pinheiro, e a manifestação prosseguiu pelas ruas da Imperatriz e Nova, panfletando e conversando com as mulheres, seguindo até a sede da Prefeitura. Houve a tentativa de impedir a entrada dos manifestantes no prédio. O ato durou toda a manhã. Depois de muita negociação, uma comissão foi recebida, entregando no gabinete do Prefeito um documento contendo uma série de reivindicações e recebendo o compromisso de uma audiência com o prefeito, na qual o Movimento teria um posicionamento sobre o documento entregue.
À tarde, o Movimento participou de um ato unificado do movimento feminino com todas as organizações de mulheres do Estado. Oficinas marcaram o início deste evento e depois uma passeata tomou conta da Conde da Boa Vista, principal avenida da cidade.
Em Caruaru, no Agreste, o Olga realizou um ato público no Centro da cidade, com panfletagem e entrevistas nas rádios e TV locais, apresentando o Movimento e denunciando a opressão e a violência sobre as mulheres, além de reivindicar mais creches nos locais de trabalho e nos bairros. À noite, na comunidade Novo Mundo, foi exibido o filme Olga. No final, houve uma comemoração com apresentação do cantor Costa Jr. e com comidas preparadas pelas companheiras da própria comunidade.
Fez parte ainda da programação do Movimento uma panfletagem com o material do Dia Internacional da Mulher na porta da fábrica Alpargatas em Carpina (Zona da Mata), em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores em Calçados da Região.
Movimento de Mulheres Olga Benario
No último dia 20 de março, completaram-se 10 anos da invasão imperialista no Iraque. As tão procuradas armas químicas e de destruição em massa jamais foram encontradas, bem como nunca foram comprovadas as supostas ligações do antigo Governo iraquiano com grupos terroristas. Essas, aliás, foram as principais alegações da gigantesca campanha de mentiras e falsificações promovida durante meses pela imprensa burguesa e pelos Governos imperialistas para justificar, perante a opinião pública internacional, uma nova guerra e esconder dos trabalhadores e dos povos seus verdadeiros objetivos: a conquista e a escravização do Iraque e de seu povo.
No dia 5 de março de 2013, o povo da Venezuela chorou porque perdia uma de suas grandes lideranças históricas. Com apenas 58 anos de idade, falecia, vítima de um câncer, o presidente Hugo Chávez Frías.
Hugo nasceu no dia 28 de julho de 1954, em Sabaneta, Estado de Barinas, filho de um casal de professores primários – Hugo de los Reyes Chávez e Elena Frías. Ingressou na Academia Militar Venezuelana aos 17 anos. Graduou-se em Ciências e Artes Militares, ramo de Engenharia, em 1975. Chegou ao posto de tenente-coronel e disseminou na Academia as ideias bolivarianas, que abraçara desde jovem. Concluiu que a soberania nacional, a unidade latino-americana e a justiça social não seriam possíveis no capitalismo e propôs a construção do novo modelo em conformidade com a realidade latino-americana e os tempos atuais, chamando-o de “Socialismo do Século 21”. Fundou, em 1982, o Movimento Bolivariano Revolucionário (MBR).
Há 130 anos, no dia 19 de julho de 1893, numa pequena aldeia de Bagdádi, na Geórgia, nascia Vladimir Vladimirovitch Maiakovski. Filho de Vladimir Konstantinovitch e Aleksandra Aleksieievna – ambos camponeses pobres –, Maiakovski tinha duas irmãs mais velhas: Liudmila e Olga.
Maiakovski trabalhou febrilmente pela Revolução. Seu objetivo maior era forjar uma arte renovada, tanto na forma como no conteúdo, capaz de elevar a cultura geral das massas e prepará-las para os enormes desafios da nova pátria soviética. No poema “O poeta-operário”, afirma que a arte é um trabalho, uma produção que deve ter um sentido concreto, imediato, um valor social útil, tal como a produção dos bens materiais da sociedade. Por isso, defendia a opinião de que o artista revolucionário deve encarar-se como um trabalhador, um operário das artes, “a esculpir a tora da cabeça humana” e a “pescar homens vivos”. Somente assim conseguirá fundir-se com o povo e transformar sua obra artística em produtos de consumo úteis para os trabalhadores.
O Movimento de Mulheres Olga Benario, em Minas Gerais, promoveu e participou de várias atividades em março, como no dia 8 – ao lado de diversos outros movimentos de mulheres e organizações populares, partidárias, sindicais e juvenis –, num grande ato unificado que contou com quase duas mil mulheres nas ruas do Centro de Belo Horizonte. A grande manifestação denunciou os vários tipos de violência cometidos contra as mulheres: a violência racial, sexual, doméstica, homofóbica e a cometida pelo Estado contra os direitos das mulheres foram alguns dos levantados, que culminou num grande encontro que reuniu as mulheres na Praça Sete.

O mês de março é repleto de simbolismo e histórico de lutas para as mulheres trabalhadoras ao redor do planeta. E foi visando fortalecer essa luta e ajudar a formação política e ideológica das trabalhadoras que o Movimento de Mulheres Olga Benário, em parceria com o Movimento Luta de Classes e com a Central Única dos Trabalhadores, realizou, no dia 23, em Belo Horizonte, o Encontro das Mulheres Trabalhadoras.