Aconteceu nos dias 25 e 26 de abril na Câmara Municipal de Carpina, Pernambuco, o 5º Seminário de Saúde e Segurança dos Trabalhadores da Mata Norte, evento organizado pelo SindCalçados com o Movimento Luta de Classes e o Jornal A Verdade. O seminário teve a participação de trabalhadores de diversas categorias além de estudantes, sindicatos e associações de moradores.
As palestras da Fundacentro e do Ministério do Trabalho abordaram temas relacionados a Saúde e a Segurança no Trabalho, INSS, urgência e emergência pré-hospitalar e os direitos dos trabalhadores.
O mais recente relatório da ONG Cidadão para Segurança Pública e Justiça, do México, revelou que a capital cearense é a 13ª mais violenta do Mundo entre 50 metrópoles pesquisadas. A pesquisa detectou também que 15 das 27 capitais brasileiras estão na estatística. Das 15 capitais brasileiras, aparece em primeiro lugar como a cidade mais violenta, a cidade de Maceió, com quase 86 assassinatos por 100 mil habitantes, seguida por João Pessoa e Manaus, e em seguida Fortaleza. Fortaleza subiu 24 posições no ranking dos assassinatos de um ano para o outro. Alcançou mais uma marca preocupante no ano de 2012, que rendeu a Fortaleza o maior número de assassinatos (1628 homicídios) da história da capital cearense.
Segundo a pesquisa, os principais fatores para levar Fortaleza e demais capitais brasileiras a essa estatística da violência, é o aumento no número de homicídios, somado com o crescimento do tráfico e consumo de drogas e a morte de adolescentes.
A cidade campeã de violência no mundo, conforme esse estudo é San Pedro Sula, segunda cidade de Honduras, com 169 homicídios por cada 100 mil habitantes. Em seguida, vêm Acapulco, no México (143 por 100 mil habitantes) e Caracas (118 por 100 mil habitantes). Os EUA têm seis cidades na lista das mais perigosas, incluem-se: Detroit (17º lugar), New Orleans (21º), San Juan (33º), Saint-Louis (40º) Baltimore (41º) e Oakland (43º).
O avanço da violência em Fortaleza e nas demais capitais brasileiras é consequência do sistema econômico em que vivemos, que não prima por dar melhores condições de vida para a nossa população, nem em investir em educação e saúde de qualidade, segurança e programas de habitação. Para o capitalismo pouco importa se as pessoas estão morrendo, seja de fome ou assassinadas, pois esse sistema só visa o lucro obtido através da exploração das classes mais oprimidas e parasitar o Estado.
Waldiane Sampaio, Professora da Rede Pública do Estado do Ceará
Há décadas que as chuvas de verão enaltecida nos versos do maestro Tom Jobim “São as águas de março fechando o verão/É a promessa de vida no teu coração”, deixou o seu tom poético para se tornar uma dura realidade em que vive a população nesses tempos de mortes, desabrigo e desalento. A forma poética que relata um dos movimentos da natureza nessa época do ano deixou de encantar o mundo e passaram a retratar o descaso do Estado em relação à saúde e a vida do povo trabalhador.
Se por um lado as chuvas são fenômenos naturais, as enchentes são fenômenos sociais. Muito por conta da ausência das atitudes irresponsáveis dos governos com a ausência de políticas públicas para resolver e prevenir situações de calamidade.
A cidade cresceu de forma desordenada, só respeitando a ganância de lucro por parte das empreiteiras e dos governos corruptos. O impacto das enchentes se tornou mais evidente no cotidiano do povo.
Mas por que as chuvas de verão causam desmoronamento de casas, mortes e desespero para os sobreviventes?
Uma das causas seria a transferência dos recursos pagos pelos trabalhadores através de impostos, moradia, alimentação, dentre outros quesitos para o endereço dos empreiteiros e banqueiros.
Obras faraônicas são realizadas como no caso dos dois megaeventos esportivos que acontecerão, Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, que já deixaram um legado de R$ 7,5 bilhões de débito, até a presente data, equivalente a 18% do que o governo arrecada por ano.
Patrimônios públicos são dilapidados como o Maracanã, o Museu do Índio, para favorecer o mercado imobiliário e as empresas dos amigos políticos e seus aliados que bancam suas campanhas eleitorais.
A propriedade pública vira privada. As ruas, sobrados e pequenos comércios são adquiridos pelo sistema financeiro. O cidadão se torna refém dos interesses mesquinhos dos grandes empresários
Os barracos soterrados viram retórica nos discursos dos governantes. O povo não se encanta mais com os poemas das águas de março fechando o verão. A promessa de suas vidas está nas intensas lutas que terão que travar e vencer para reascender em seus corações a esperança de dias melhores.
Trocar um patrimônio que vale três trilhões de dólares por um bilhão de dólares é ou não é um negócio da China?
Segundo o dicionário inFormal, negócio da China quer dizer negócio que dá um lucro extraordinário. O 11º leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível – ANP (14 e 15 de maio) vai oferecer 30 bilhões de barris de petróleo. Como o valor do barril no mercado internacional custa em média 100 dólares, são reservas estimadas em três trilhões de dólares. Mas a ANP espera arrecadar um bilhão de dólares com o 11º leilão. Trocar três trilhões por um bilhão é ou não é um negócio da China? Por isso comparamos o leilão à venda de um bilhete premiado.
Podemos discutir o teor do negócio, mas jamais questionar a transparência. Esse é o famoso estupro consentido. Serão oferecidos em 289 blocos, distribuídos em 11 Bacias Sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano… Tudo isso é notícia oficial extraída da página da ANP.
Para quem não sabe, o petróleo não é uma energia renovável, ele se esgota. Não é como uma fruta que, no Brasil, pode chegar a várias safras por ano. É o caso da cidade de Petrolina, em Pernambuco, que produz até 2,5 safras ao ano de uvas, goiabas, mangas ou cocos, quase tudo para exportação. No caso do petróleo, são necessários milhões de anos para a formação dos hidrocarbonetos.
Pior são os argumentos utilizados para justificar o leilão. A ANP diz que os objetivos da 11ª Rodada são: 1) Promover o conhecimento das bacias sedimentares; 2) Desenvolver a pequena indústria petrolífera; 3)Fixar empresas nacionais e estrangeiras no país, dando continuidade à demanda por bens e serviços locais, à geração de empregos e à distribuição de renda”.
Ninguém conhece as bacias sedimentares brasileiras melhor do que a Petrobrás, o que desmente o primeiro argumento. Além disso, não é verdade que as empresas estrangeiras vão se fixar no Brasil dando continuidade à demanda de bens e serviços locais. As empresas estrangeiras jamais construíram sequer uma plataforma de petróleo, navio ou sonda no Brasil e são, radicalmente, contrárias a priorizar o conteúdo nacional na indústria de petróleo. Logo, também caem por terra os argumentos seguintes.
As desvantagens da atuação de petrolíferas estrangeiras no Brasil podem ser exemplificadas. Na rodada zero dos leilões (1998), a Odebrecht foi beneficiada com a exploração de campos de Bijupirá e Salema, na Bacia de Campos, a custo zero. Depois esses campos foram vendidos pela Odebrecht para a Shell. A petrolífera estrangeira extrai desses campos cerca de 50 mil barris de petróleo por dia que vão diretamente para o exterior, livres de impostos, já que os produtos exportados são beneficiados pela “Lei Kandir”, uma lei da época de FHC que se mantém em vigor e tem como finalidade estimular a exportação.
Os campos de Bijupirá e Salema produzem quantidade de petróleo superior ao consumo diário da Bolívia. Pergunto: que vantagem o Brasil e o povo brasileiro levaram ou estão levando nesse negócio?
Dizer que o leilão vai diminuir as desigualdades nacionais, como justifica a ANP, é uma piada de mau gosto. Argumentar que as empresas estrangeiras vão atuar para diminuir as nossas desigualdades sociais, é acreditar que o povo é idiota. Aliás, seria bom dizer onde e em que outro país do planeta essas anunciadas vantagens aconteceram. Muito pelo contrário, a presença dos estrangeiros em países com grandes reservas de petróleo como México, Angola, Nigéria só serviu para aprofundar a miséria. Até pode aumentar a qualidade de vida, mas isso em Paris, Nova York ou Londres!
A presidente Dilma parece só se preocupar com sua reeleição e esquece que, com o 11º leilão, ela pode entrar para o folclore popular mundial: ao invés dos negócios da China agora os negócios com lucros extraordinários, serão denominados de “Os Negócios da Dilma!”
Ao criar a personagem Jeca-Tatu, o genial escritor Monteiro Lobato quis denunciar a situação em que vivia o homem do campo no Brasil, abandonado à própria sorte. Mas a personagem foi interpretada com símbolo do trabalhador rural brasileiro, por sua simplicidade, ingenuidade, ignorância, desleixo, etc. Essa visão preconceituosa do camponês, disseminada pelos meios de comunicação e pela própria escola, corresponde à ideologia das classes dominantes, e atinge até setores de esquerda colonizados pela visão capitalista europeia do mundo. O grande Lenin já promoveu a devida retificação no início do século XX, deixando claro tanto na teoria como na prática da Revolução Russa, que o campesinato é aliado fundamental do proletariado urbano nos países da periferia, e que seria impossível tomar o poder político e construir o socialismo sem a consolidação de uma forte e indissolúvel aliança operário-camponesa.
Bravo como um Leão
A história do Brasil é rica em exemplos de que esse homem amável, cordial, e aparentemente acomodado à situação em que vive, se transforma num leão quando sente ameaçada sua família, o pedacinho de chão em que vive e planta, ou para conquistar o seu chão. Os latifundiários e a burguesia sabem muito bem disso, tanto que sempre reprimiram com extrema violência e crueldade as tentativas de libertação dos camponeses em todo o decorrer da nossa história, e não apenas nos períodos de ditadura.
Sem esquecer a Resistência Indígena e o hercúleo esforço dos Quilombolas, atendo-nos ao século passado, nos emocionaremos com lutas memoráveis por terra para trabalhar, viver com dignidade, todas combatidas sem dó nem piedade, resultando em milhares de mortos, sem diferença de gênero, idade ou raça. Muitas dessas lutas já foram relatadas nas páginas do jornal A Verdade nos seus onze anos de existência: Canudos, Contestado, Caldeirão, Trombas e Formoso, guerrilha do Porecatu, as Ligas Camponesas, etc.
Idosos, mulheres e crianças remanescentes da última expedição do Exército Brasileiro (depois de três vitórias em Canudos) foram impiedosamente degolados para que ninguém pudesse contar a história, cujo registro o povo brasileiro deve ao jornalista e escritor Euclides da Cunha. No Caldeirão, para pôr fim a uma pequena comunidade de camponeses desarmados em Juazeiro do Norte (CE), o governo de Vargas utilizou a Força Aérea (FAB).
Na ditadura e na “democracia”
Nos anos que antecederam ao golpe de estado de 1964, as Ligas Camponesas e os sindicatos relacionaram e denunciaram um sem-número de casos de violência praticados pelos capangas, milícias e pistoleiros de aluguel pagos pelos latifundiários, não raro com a participação de policiais. São métodos cruéis. Mergulhavam, por exemplo, a pessoa num tanque de mel e a levavam para ser lambida por vacas até o corpo ficar coberto de chagas ou a punham amarrada sobre um formigueiro. Muitas usinas e fazendas tinham um cubículo para trancar o camponês que reclamava algum direito e o deixavam por tempo indeterminado em completa escuridão, apenas com um buraquinho para tomar fôlego.
Em seu livro Que São as Ligas Camponesas? , Francisco Julião relata: “camponeses são arrastados por jipes; com um ferro em brasa, marcam-lhes o peito e as nádegas; um é posto lambuzado de mel sobre um formigueiro; outro é metido numa cuba cheia d’água, mantido noite e dia a pão seco, servindo-se daquela água contaminada por urina e fezes onde fica mergulhado até a boca; tem havido camponeses mutilados na presença de outros, sendo pedaços de sua carne oferecidos aos cães, para servir de exemplo….” . Assassinato de lideranças e chacinas coletivas também são uma constante.
O que muda com a ditadura civil-militar implantada no dia 1º de abril de 1964 é que o Estado assumiu a repressão, oficial ou extra-oficialmente, imbricando-se com a repressão privada, que de modo algum foi extinta. Os métodos de tortura adotados nos porões da ditadura não foram tão diferentes, alguns mais sofisticados e até piores, como os choques elétricos na boca e nos órgãos genitais, introdução de objetos nas vaginas e ânus dos (as) torturados (as), a tortura de crianças diante de mães ou pais, sem contar o exílio, que é o assassinato da nacionalidade.
As Ligas Camponesas, postas de imediato na ilegalidade, foram as primeiras vítimas do golpe. “…Quase todos os dirigentes foram presos ou mortos. Começaram a perseguir camponeses e assassinaram vários: enforcaram, queimaram …” (Francisco Julião, entrevista ao Pasquim, 1979). Homens, mulheres, crianças, eram presos e tangidos como animais. O líder comunista Gregório Bezerra foi torturado de forma bárbara, publicamente, pelas ruas do Recife, numa repetição da via-sacra de Jesus Cristo.
Dirigentes das ligas e dos sindicatos, ativistas de base, não importava a filiação político-ideológica: comunistas, cristãos, teve qualquer grau de militância, podais ser preso, torturado, morto, desaparecido. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) registra o número de 1.586 assassinatos em razão da luta pela terra no período de 1964 a 1986.
O Nordeste foi a região mais visada, pois as ligas e os sindicatos eram mais fortes e combativos, mas a repressão atingiu todos os recantos do país. Do Norte ao Sul. Aliás, no Rio Grande do Sul, nascera em 1950 o Movimento dos Agricultores Sem Terra (Master), desmantelado pela ditadura (1964). Ele foi precursor do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra, fundado em 1984 em Encruzilhada Natalino (RS).
A redemocratização ocorrida em 1964 não pôs fim à repressão, como se poderia pensar. Ela continua vitimando todos os que ousam desafiar a estrutura agrária e lutar por terra para quem nela trabalha. E se faz das duas formas: pelo Estado, a exemplo de Eldorado dos Carajás (1996), ou por pistoleiros, capangas e milícias privadas. Nem sequer houve redução. A tendência tem sido de crescimento. De acordo com os dados levantados pela CPT, em 2012 houve um crescimento de 24% no número de assassinatos e de 102% nas tentativas de assassinatos no campo.
Apoiadores na Mira
A repressão no campo não atinge apenas os camponeses. Mas também aqueles que os apóiam, especialmente sacerdotes e advogados. Casos mais conhecidos de assassinato: padres e freiras João Bosco Penido Burnier (Mato Grosso, 1976), Josimo Morais Tavares (Maranhão,1986), Irmã Dorothy Stang (Goiás,2005). Advogados: Djalma Raposo (Pernambuco, 1972), Gabriel Sales Pimenta (Pará, 1972), Evandro Cavalcanti da Silva (Pernambuco, 1987).
Na lei ou na marra?
O crescimento da violência das classes dominantes contra os camponeses em luta por terra é resultado da permanência do mesmo modelo agrário concentrador da propriedade da terra. Não houve avanço algum nesse sentido após o fim da ditadura, exceto algumas desapropriações pontuais que em nada abalaram o latifúndio brasileiro, hoje chamado de agronegócio. A esperança de que assumindo a Presidência da República, o PT promoveria a reforma agrária, se transformou em ilusão.
Está claro que não é com recuo da mobilização e da organização dos camponeses que se conseguirá terra para quem nela trabalha. A negociação não conseguirá jamais desmanchar o casamento desastroso, como dizia Marx, entre o senhor Capital e a senhora Terra.
As Ligas Camponesas tinham um lema: “Reforma Agrária na lei ou na marra”. O legalismo já se mostrou ineficaz. Que caminho resta? O caminho da luta é, pois, inevitável.
Ao término do 53° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), ocorrido entre os dias 29 de maio a 02 de junho, os mais de sete mil estudantes presentes no encontro saíram com a certeza da vitoriosa e importante unidade estabelecida entre os setores de esquerda da entidade na luta por uma universidade democrática e popular, por uma UNE independente e comprometida com a soberania nacional e com o povo brasileiro.
Em praticamente todos os debates, a Oposição de Esquerda polarizou a disputa com a diretoria majoritária da entidade, criticando abertamente as posições de conciliação que tem tomado a UNE, seja na omissão contra os leilões do petróleo, nos absurdos gastos com a Copa do Mundo de Futebol e ainda na restrição do direito à meia-entrada em espetáculos culturais e esportivos.
Durante a realização da marcha por 10% do PIB para educação, o bloco organizado pela Oposição de Esquerda expressou a combatividade dos que lutaram ao lado dos estudantes na greve de 2012, no apoio à luta dos estudantes goianos contra o aumento das passagens e a repressão promovida pela PM, na defesa do petróleo brasileiro dizendo não aos seus leilões da ANP, combatendo os absurdos gastos com a Copa e apoiando a apuração e punição de todos os crimes cometidos pela Ditadura Militar.
No ambiente da plenária final era visível o crescimento da oposição à majoritária diretoria da UNE, e as críticas ao comportamento da entidade com relação à luta contra os leilões do petróleo e à limitação da destinação dos royalties para a educação, repercutiu até mesmo dentro da chapa majoritária, a ponto de que, a partir de uma proposta da Oposição de Esquerda, fosse incluída a bandeira de luta contra os criminosos leilões do petróleo brasileiro na Jornada de Lutas de agosto deste ano.
A chapa da Oposição de Esquerda, formada a partir da unidade dos movimentos REBELE-SE, JUNTOS, ROMPENDO AMARRAS, DOMÍNIO PÚBLICO, LEVANTE, JSOL, VAMOS À LUTA e CONSTRUÇÃO, e que recebeu ainda o apoio da Juventude Marxista, reuniu mais de dois mil estudantes durante suas plenárias e atividades, conseguindo estabelecer uma grande agitação contra a diretoria majoritária da UNE.
Ao término da votação para escolha da nova diretoria, a chapa da Oposição de Esquerda recebeu 618 votos, ficando em segundo lugar, e elegendo a 1ª vice-presidência da entidade, e ainda mais dois cargos na sua executiva, tendo a chapa majoritária obtido 2.607 votos. Completando a votação, a chapa Campo Popular recebeu 539 votos e indicará dois representantes na executiva.
Dentro de alguns dias, a chapa da Oposição de Esquerda se reunirá para indicar seus representantes para a próxima gestão e, assim, dar início a uma nova jornada de lutas em defesa de uma UNE rebelde e combativa, por um Brasil soberano e socialista!
As medidas que Cuba e Venezuela lançaram em 2004 possibilitaram que 2 milhões de pobres recuperassem a visão
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há atualmente cerca de 285 milhões de pessoas vítimas de deficiência visual no mundo – entre elas, 39 milhões de cegos e 246 milhões que apresentam uma diminuição da acuidade visual. Quase 90% delas vivem em países do Terceiro Mundo. As principais causas de deficiência visual são os defeitos de refração não corrigidos (miopia, hipermetropia e astigmatismo, com 43%), a catarata (33%) e o glaucoma (2%). Cerca de 80% das deficiências visuais são curáveis, observa a organização, e acrescenta que “a catarata continua sendo a primeira causa de cegueira”. Essas enfermidades oculares afetam, em primeiro lugar (65%), pessoas de mais de 50 anos (20% da população mundial), uma porcentagem que crescerá com o envelhecimento da população, mas também 19 milhões de crianças.
Diante dessa constatação, no marco da Alba, Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha continental sob o nome Operação Milagre. Consiste em operar gratuitamente os latino-americanos pobres que têm cataratas ou outras enfermidades oculares, mas estão impossibilitados de pagar uma operação que custa entre 5 e 10 mil dólares, segundo os países. Essa missão humanitária se estendeu a outras latitudes (África, Ásia). A Operação Milagre inclui a participação de 165 instituições cubanas. Dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Latina e do Caribe (Cuba, Venezuela, Equador, Haiti, Honduras, Panamá, Guatemala, São Vicente e Granatinas, Guiana, Paraguai, Granada, Nicarágua e Uruguai).
Em janeiro de 2008, foi alcançada a cifra de um milhão de pessoas operadas. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas oriundas de 35 países haviam recuperado a visão. No marco dos acordos da Alba, a população venezuelana foi a primeira a se beneficiar da missão, com mais de 178.000 operações realizadas. A Bolívia também se beneficiou amplamente da cooperação médica cubana, com 600.105 pessoas operadas. O presidente boliviano, Evo Morales, saudou a presença dos médicos cubanos, assim como o papel integrador e solidário da Alba.
Outros países também se beneficiaram do internacionalismo humanitário da Operação Milagre. Dessa forma, 100.000 equatorianos, 61.000 nicaraguenses, 61.000 jamaicanos, 50.000 panamenhos, 48.255 brasileiros, 35.245 argentinos, 22.280 peruanos e 312 paraguaios recuperaram a visão. Inclusive cidadãos norte-americanos oriundos dos setores menos privilegiados se beneficiaram da Operação Milagre.
O caso mais emblemático, sem dúvida, é o de Mario Terán, ex-suboficial boliviano aposentado, que assassinou Ernesto Che Guevara em 9 de outubro de 1967 na escola de La Higuera, na Bolívia. Vivia então no anonimato, em Santa Cruz. Sobrevivia graças a sua pequena aposentadoria de ex-soldado e havia perdido a visão por conta de uma catarata que não pôde tratar por falta de recursos.
Graças à Operação Milagre, Terán pôde se libertar se seu problema. Pablo Ortiz, jornalista boliviano que trabalha para o jornal El Deber de Santa Cruz, retratou a história: “Terán tinha problemas de catarata e operou graças à Missão Milagre, a médicos cubanos, de modo totalmente gratuito”. Deu mais detalhes: Esse sujeito é um total desconhecido. Ninguém sabe quem é. Está completamente arruinado e se apresentou no hospital da Operação Milagre. Ninguém o reconheceu e o operaram. Foi seu próprio filho quem nos contou, e veio ao jornal para fazer esse agradecimento público”.
Em 2009, por ocasião da intervenção cirúrgica número 10.000, realizada no Centro Oftalmológico José Martí, a Operação Milagre recebeu o Prêmio de Excelência Cidadã, no Uruguai, do Centro Latino-americano de Desenvolvimento (CELADE), que patrocina a Organização dos Estados Americanos (OEA), por seus valores solidários e humanos.
A imprensa canadense relatou, inclusive, que alguns súditos da Coroa britânica carentes de recursos econômicos preferiram ir se curar e serem operados em Cuba, famosa pela excelência de seu sistema de saúde e por seus preços atrativos para os ocidentais.
A Operação Milagre é um exemplo concreto de uma política social eficaz levada a cabo por nações do Terceiro Mundo a favor dos mais pobres. É também uma lição para os países ricos e um chamado a mais solidariedade para com aqueles que Víctor Hugo chamava de a “cariátide”.
Operação Milagre no Paraguai
Operação Milagre no México
Hospital na cidade cubana de Jaguey: Grande formação constante de médicos
Operação Milagre no Haiti
Operação Milagre em El Salvador
Operação Milagre no Equador
Salim Lamrani*
Fonte: Paris Opera Mundi – Brasil
* Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro é intitulado The economic war against Cuba. A historical and legal perspective on the U.S. Blockade (A guerra econômica contra Cuba. Uma perspectiva histórica e legal sobre o bloqueio norte-americano), Nova York, Monthly Review Press, 2013, com um prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade.
Em meados de 2006, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um SOS internacional: necessitava da produção massiva, ao preço mais baixo possível, da vacina polis-acárida contra a meningite A e C, com destino a 23 países do chamado “cinturão da meningite” da África, que se estende do oeste de Senegal até o leste da Etiópia, e onde vivem 430 milhões de pessoas.
A única empresa que fabricava estas vacinas era a transnacional “Sanofi Pasteur” mas, devido aos baixos índices de lucro, a empresa havia reduzido drasticamente seus volumes de produção, algo que colocava a África à beira da emergência sanitária. Cada vacina era comercializada nestes países por 20 dólares, impossibilitando que a maioria do povo tivesse real acesso a vacina.
Com este problema do lucro, a OMS teve que apelar para outros laboratórios públicos e privados de todo o mundo, pedindo que encontrassem a maneira de fabricar milhões de vacinas baratas. As multinacionais responderam, dizendo que era inviável a produção dessas vacinas pois não trariam grandes lucros, incluindo Fundação Bill e Melinda Gates que também recusou a proposta. No entanto, dois laboratórios públicos o fizeram.
O Instituto Finlay de Cuba e o Instituto Bio-Manguinhos do Brasil se associaram para a criação da vacina vax-MEN-AC, específica para os tipos de meningites que afetam a região africana. A partir de então, em Cuba é produzido o princípio ativo, e no Brasil desenvolve-se o resto do processo industrial, incluindo a liofilização e embalagem. O preço final de cada dose é reduzido quase 20 vezes: dos cerca de 20 dólares da vacina comercializada pela citada multinacional para menos de 0,95 centavos. Esta aliança entre Brasil e Cuba permitiu fabricar desde então 19 milhões de vacinas para a África, que são adquiridas e distribuídas por entidades como a própria OMS, UNICEF, Médicos Sem Fronteiras ou a Cruz Vermelha Internacional.
Mas apesar de sua relevância informativa inegável este tipo de iniciativa de cooperação em grande escala não mereceu o menor espaço nos grandes meios internacionais, localizados no Primeiro Mundo. Algo que contrasta com a cobertura periódica das ações sanitárias na África que são financiadas, por exemplo, pela fundação do multimilionário Bill Gates; ou de projetos de mínimo impacto, sustentados por empresas privadas, algumas do próprio ramo farmacêutico, a partir de orçamentos de marketing social corporativo.
Iniciativas como esta e como os programas educativos, sanitários, alimentares ou culturais de Cuba em dezenas de países pobres nos mostram que a teoria de que a única forma possível de cooperação internacional é a chamada “cooperação Norte-Sul”, isto é, a entrega de recursos dos países do Primeiro Mundo aos do Terceiro, está equivocada.
Uma segunda ideia é que o mercado e a empresa privada, neste caso, as multinacionais farmacêuticas, oferecem soluções mais eficientes às necessidades da população que as iniciativas públicas. A cooperação cubano-brasileira na África demonstra justamente o contrário: milhões de seres humanos desatendidos pelo mercado, que só age pela rentabilidade, conseguem solução para uma necessidade vital a partir da vontade política de governos, como o de Cuba Socialista e do Brasil!
Pacientes com sobrenomes latino-americanos internados em asilos e instituições psiquiátricas do estado da Califórnia, no oeste dos Estados Unidos, foram esterilizados em taxas desproporcionais que variam de 20 a 30 por cento, de acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Michigan, que perguntou sobre este procedimento praticado discriminatoriamente sob os termos da Eugenia¹.
A pesquisa foi realizada pela professora de Obstetrícia e Cultura Alexandra Minna Stern e a estudante de pós-graduação de Estudos Latinos, Natalie Lira, que analisaram o número de solicitações de esterilização processadas na Califórnia pelos superintendentes das instituições estatais. Os resultados da pesquisa mostraram que até um terço das cerca de 60 mil esterilizações realizadas em 32 estados dos EUA estavam entre as pessoas com sobrenomes hispânicos sob as leis discriminatórias entre 1907 e 1980, refletindo a discriminação étnica e racial nos procedimentos de esterilização.
Na Califórnia, foram feitos cerca de 20 mil esterilizações em instituições psiquiátricas, sob o pretexto de que os pacientes eram “portadores de deficiência mental”, ocorrido entre 1922 e 1952 sob a Lei 1.909 Eugenics, recentemente anulado em 1979. Enquanto isso, no leste da Carolina do Norte, mostrou que as esterilizações eram desproporcionais em mulheres afro-americanas, e na cidade de Alberta (leste do Canadá), as taxas mais elevadas corresponderam às mulheres indígenas.
Stern realizou uma pesquisa para registrar o legado da eugenia na Califórnia contemporânea e da luta das mulheres por seus direitos na nação americana. Atualmente, o pesquisador planeja criar um arquivo digital de grande escala, que faria essa história amplamente acessível e a coletivizaria com todos.
Ele explicou que para a esterilização forçada eram usados como argumentos, “que as mulheres tiveram desvios sexuais, que sofriam de epilepsia, eram mães adolescentes sem apoio ou tinham QI abaixo de 70”.
A maioria das jovens que foram esterilizadas na Califórnia eram mexicanas, que por serem imigrantes, sofriam muitos transtornos e não tinham acesso à educação.
O Consulado do México e da Igreja Católica expressou oposição a estes procedimentos e as famílias das menores mexicanas esterilizadas foram quem levaram os casos ao tribunal.
Leonardo Zegarra
Notas
¹ Eugenia é um termo criado em 1883 por Francis Galton , significando “bem nascido”. Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente. Baseando na seleção natural de Darwin, Galton propôs a seleção artificial com os estudos da genética humana e com as escolhas de “ parceiros certos”. Veio a ser parte fundamental da ideologia de “pureza racial”, com o surgimento da eugenia nazista.
Nos EUA surgiu a eugenia negativa, aliança entre as teorias eugênicas europeias e o racismo, que consiste na eliminação das futuras “gerações de incapazes” (doentes, de raças indesejadas e empobrecidas) através da proibição de casamentos, esterilização coercitiva e eutanásia. Como teoria, vicejou no final do século XIX, quando os imigrantes eram mal vistos pelos descendentes dos primeiros colonizadores. O patrocínio privado à eugenia começou nos EUA, nos anos iniciais do século XX. Financiadores do racismo nos EUA, os milionários americanos John D. Rockefeller, Harriman, Carnegie e tantos outros financiaram também a eugenia. Ao capital uniram-se cientistas de Harvard, Yale, Princeton e Stanford.
Apoiado por criadores de animais e especialistas em sementes que participavam do movimento eugenista, Charles Davenport criou em 1909 o Eugenics Record Office, registro de antecedentes genéticos de americanos com que pretendia pressionar o governo a criar leis propícias à prevenção do nascimento de indesejáveis. O estado de Indiana foi o primeiro a legalizar a esterilização coercitiva, seguido por outros 31 estados. Foram esterilizadas por determinação legal, nos EUA, cerca de 60 000 pessoas, metade delas na Califórnia.
Contrariamente a uma crença popular, a eugenia é inglesa (não alemã) em invenção e estadunidense (não alemã), em pioneirismo legislativo.
Com a presença do conselheiro político da Embaixada de Cuba no Brasil, Rafael Hidalgo, partidos e entidades do movimento social de Belém participaram de ato de solidariedade a Cuba realizado no plenário da Câmara Municipal no último dia 23.
Cerca de 100 pessoas compareceram ao ato que contou com uma mesa composta por representantes do PCR, PPL, PCdoB, LPJ, PCB, do deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) e da Vereadora Marinor Brito (PSOL), além de Carlos Dávila, cônsul adjunto da República Bolivariana da Venezuela em Belém.
Fernanda Lopes, representando o Partido Comunista Revolucionário, destacou a importância histórica da Revolução Cubana para a luta dos povos na América Latina e da necessidade de a tomarmos como “exemplo a ser seguido para transformar radicalmente a realidade de sofrimento pelo qual passa o nosso povo”.
As intervenções da mesa foram alternadas com palavras de ordem vindas do plenário de apoio a Revolução Cubana como “Cuba sim, Yanques não! Viva Fidel e a Revolução!”.
Hidalgo em sua intervenção deu ênfase à importância do trabalho realizado pelos médicos cubanos em 69 países espalhados pelo mundo cumprindo a missão de salvar vidas e prestando solidariedade aos povos atendidos por este trabalho.
O ato faz parte de atividades relativas à XXI Convenção Nacional de Solidariedade à Cuba a ocorrer nos próximos dias 6,7 e 8 de junho em Foz do Iguaçu no estado do Paraná. No final do ato, Rafael Hidalgo fez questão de convidar a todos os presentes à convenção.
Metroviários,ferroviários, trabalhadores do meio ambiente e saneamento, e eletricitários estão construindo o caminho da unidade com o objetivo de enfrentar os desmandos do governo do PSDB no estado de São Paulo.
Governando o estado há 18 anos, o PSDB vem aplicando uma política de privatização dos serviços públicos que ataca direitos fundamentais do povo paulista. Serra e Alckmin privatizaram a linha 04 (amarela) do metrô e quase todas as empresas de fornecimento e distribuição de eletricidade. Através de novos nomes, como terceirização, concessão ou Parceria Público-Privada, as privatizações continuam nos serviços prestados pela Companhia de Saneamento – Sabesp e de Meio Ambiente, Cetesb.
Neste ano, Alckmin realizou ainda mais ataques aos direitos dos trabalhadores do serviço público, diminuindo o pagamento da participação nos resultados dos trabalhadores do Metrô e Sapesp, aumentando a terceirização em vários setores e negando aumento real de salário, mesmo frente à alta inflação vivida no país. Para o povo, o governo reserva aumento nas tarifas de metrô, ônibus e trem para R$ 3,20 além do aumento na conta de água.
Durante esta semana, a mobilização foi intensa em todas as categorias e estão convocadas assembleias para a próxima segunda-feira (27) que deflagrarão a greve unificada. Para Ricardo Senese, membro do Movimento Luta de Classes – MLC e delegado sindical na estação de metrô da Barra Funda: “A unidade das categorias dos serviços essenciais é um caminho seguro para a vitória. Precisamos construir uma greve unificada que mostre a força dos trabalhadores”.
Abaixo, reproduzimos a nota do Movimento Luta de Classes – MLC em apoio ao movimento:
Diante dos ataques do governo Alckmin (PSDB) aos trabalhadores e ao povo, a greve unificada dos trabalhadores dos serviços essenciais é fundamental. A unidade é um caminho seguro para vitória. Essa é uma greve que se soma a luta dos professores da rede estadual, que enfrentaram de maneira combativa 20 dias de greve, e dos professores da rede municipal que exigem da prefeitura de São Paulo um reajuste salarial digno e a qualidade no ensino.
O MLC tem estado presente nas assembleias, panfletagens e mobilizações convocando os trabalhadores e trabalhadoras a fazer uma greve combativa, que exija do governo o fim das privatizações e se some à luta do povo paulista pela qualidade nos serviços públicos.
No momento em que a inflação diminui de fato o poder de compra dos salários. No momento em que a prática privatista volta com força ao nosso país, através da privatização dos portos, aeroportos, rodovias e, o mais grave de todos, os leilões do petróleo que entregaram parte importante da riqueza estratégica nacional, a unidade e a luta da classe trabalhadora são fundamentais para mudar essa realidade.
Na situação de crise econômica que vive o capitalismo a nível internacional, quando os direitos da classe trabalhadora são atacados no mundo todo, fica evidente que nossas lutas unificadas devem acumular para um sentido ainda maior. O capitalismo é o sistema do desemprego, da miséria, das altas tarifas e da violência e não pode oferecer nada mais para a humanidade. É preciso, em seu lugar, construir uma nova sociedade de Poder Popular e Socialismo.
Apoiamos e participamos da greve unificada dos trabalhadores dos serviços essenciais de São Paulo, defendendo:
-Cumprimento das reivindicações das categorias, com aumento real de salário, pagamento integral e igualitário da Participação nos Resultados, equiparação salarial, fim dos salários regionais e um plano de carreira digno. – Reestatização da Linha 04 (Amarela) do Metrô. Fim das terceirizações e Parcerias Público-privadas. – Nenhum aumento na tarifa de metrô, trem ou ônibus. Passe-livre para os estudantes e desempregados. – Fim das perseguições ao movimento sindical. Readmissão dos perseguidos na greve de 2007 do metrô.
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