O dia 17 de março teve uma manhã quente, e o Metrô de São Paulo sofreu mais uma paralisação que afetou 4 das 5 linhas do metropolitano.
Os problemas começaram por volta das 7h30 e ficamos paralisados por uma hora e meia em vagões abafados. Essas panes acontecem constantemente e afetam milhões de trabalhadores que saem muito cedo de suas casas para irem ao emprego.
Estima-se que diariamente, segundo dados oficiais da Companhia do Metropolitano de São Paulo, 4 milhões de passageiros utilizam este transporte. Quando paralisações como estas acontecem, os principais atingidos são os trabalhardes.
Cresce o descontentamento, cada vez mais visível. Nos vagões, ouvimos: “Aturo isto todo dia pra ganhar o pão”, “E ainda querem construir estádio pra Copa”. Este questionamento da população não é à toa, porque estamos diante de contradições profundas. Como podem gastar toneladas de dinheiro público em obras para aumentar o lucro dos empresários e da FIFA, enquanto a mobilidade urbana e o transporte público retrocedem e decaem cada vez mais?
E mais: não é apenas a realização da Copa da FIFA em nossa cidade que demonstra este fracasso. O governo do PSDB – há 20 anos no Estado – atua em várias facetas. Uma destas foi o recente escândalo do propinoduto tucano, que prejudicou os cofres públicos através de um cartel envolvendo diversas empresas, dentre elas Siemens e Alstom, superfaturando trens e metrôs em 30%. O roubo é de cerca de R$ 425 milhões!
Para Geraldo Alckimin, atual governador do Estado, o problema não está nestes casos corrupção dentro do governo, mas sim no “vandalismo” da população, que indignada com a situação precária do transporte busca subterfúgios e meios de se rebelar, nas palavras do governador. Afinal, no conforto do Palácio do Governo é muito difícil ter consciência do que é passar sufoco num vagão fechado.
Além dos problemas técnicos e a lotação diária, é desorganizado o acesso dos usuários às plataformas, o que acarreta quedas na via. Nesse mesmo dia, uma passageira desmaiou e caiu nos trilhos da estação Guilhermina-Esperança (linha Vermelha – zona Leste da cidade).
Quem também sofre com esta situação são os trabalhadores da Companhia do Me-tropolitano e da CPTM (trens). Para piorar, ainda pagamos uma das tarifas mais caras do país. Com integração com o ônibus (necessário para as regiões mais periféricas), a passagem custa R$ 4,65.
Quando, enfim, o trem andou se anunciou: “Obrigado pela sua compreensão”. Como se fosse possível compreender.
Os comitês populares que lutam por direitos e questionam a realização da Copa da Fifa no Brasil estão aprofundando a organização do movimento e marcando novos atos para o mês de Março. Após a tentativa de criminalizar o movimento por parte da Polícia Militar paulista que deteve mais de 200 manifestantes na cidade de São Paulo, um novo ato ocorreu com grande sucesso no último dia 13 de Março.
Mesmo com a forte presença de mais de 2 mil policiais, os manifestantes demonstraram coragem e reuniram mais de 3 mil pessoas em passeata do Largo da Batata à Avenida Paulista, um percurso de cinco quilômetros. Durante todo o trajeto a polícia procurou provocar os manifestantes para realizar detenções e desmoralizar o movimento. A passeata, no entanto, demonstrou maturidade respondendo de maneira unitária aos ataques da polícia que, ao final, conseguiu deter apenas um manifestante.
Para Ana Gabriela, militante do Movimento de Mulheres Olga Benário: “A tendência é que o movimento que questiona a Copa da Fifa cresça, na medida em que mais pessoas vão percebendo que a realização da Copa no Brasil vai gerar uma nova onda de turismo e exploração sexual contra as mulheres”. Para Lucas Marcelino, Diretor da União Nacional dos Estudantes – UNE e militante da União da Juventude Rebelião – UJR: “As principais palavras de ordem cantadas na manifestação são as de estatização do transporte público e de maior investimento na educação pública. Essas são demandas progressistas, de esquerda, que mostram o caráter avançado do movimento, contra a Fifa e os monopólios”.
Uma nova manifestação está marcada para o dia 27 de Março, Quinta-feira. Será um ato nacional com concentrações confirmadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
O golpe militar que marcou o início da ditadura mais sangrenta da história brasileira teve parte de sua trama montada com a realização, há 50 anos, da famigerada Marcha da Família com Deus, no dia 22 de março de 1964. A marcha tratou de dar um aparente apoio popular ao golpe que derrubou o governo democraticamente eleito de João Goulart e estabelecer um dos governos mais servis ao imperialismo que nosso país já teve.
Para provar que a extrema-direita jamais abandona suas intensões golpistas e tem total aversão a qualquer participação popular na definição dos rumos do país, setores de dentro e de fora do exército estão convocando por diversos meios uma nova edição da Marcha da Família para o próximo 22 de Março, em São Paulo. No vídeo que convoca a Marcha, veiculado através da internet, é possível ver toda a demagogia do discurso da extrema-direita, contrário aos avanços sociais, de propagação do ódio, e também a tentativa de explorar a fé religiosa das pessoas escondendo seu real programa político de retirada de direitos e de aumento da exploração sobre os trabalhadores e o povo.
É preciso responder com energia a essas provocações, organizando atos de frente única contra os fascistas. A frente antifascista de São Paulo convocou para o mesmo dia, na praça da Sé, um ato de denúncia dos 50 anos do golpe militar. A intenção não é a de se confrontar fisicamente com os fascistas, mas de realizar o contraponto defendendo os direitos sociais e a participação dos trabalhadores e do povo na definição do destinos da nação.
Convocamos todos e todas a apoiarem e participarem do ato da frente antifascista, divulgando sua realização e fortalecendo a denúncia dos 50 anos do golpe militar no Brasil.
Em um referendo realizado no dia 16 de março, no qual participou mais de 80% da população da Crimeia, 97% decidiram a união com a Federação da Rússia, contra cerca de três por cento que desejam manter-se na Ucrânia. O plebiscito teve duas perguntas: 1) Separar-se da Ucrânia para fazer parte da Federação Russa e 2) Continuar a fazer parte da Ucrânia e desfrutar de um maior grau de autonomia. Nas urnas, uma maioria de 96,8% dos eleitores votou a favor da união da República Autônoma da Crimeia à Rússia, o que representa 1,2 milhão de eleitores.
Após o anúncio do resultado, uma multidão tomou conta da praça Lênin, principal ponto de encontro de Simferopol, capital da Crimeia, para celebrar o referendo.
O governo da Crimeia informou que a adesão ao referendo foi de 83,1% da população Ao todo, a península tem dois milhões de habitantes. Só 2,5% votaram pela manutenção como território ucraniano. Segundo observadores internacionais, o referendo ocorreu com normalidade, apesar da tensão política e militar entre Rússia e EUA.
Embora tenha sido um referendo livre com participação de quase toda a população, os Estados Unidos e a União Europeia comunicaram que não vão respeitar nem reconhecer a vontade da população da Crimeia e decidiram que a Crimeia, mesmo contra a vontade de seu povo, deve continuar parte da Ucrânia.
A comunidade Lauro Vieira, como muitas comunidades de Fortaleza, passou pelo drama de suas casas serem marcadas para demolição para a construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). As famílias foram colocadas contra a parede com o perigo iminente de ficarem sem lar, pois com a indenização oferecida ficava difícil comprar até um barraco de lona. Mas a comunidade se mobilizou e conseguiu diminuir de 203 para 60 o número de casas removidas.
Copa pra quem?
O que motiva as remoções e a preocupação governamental com o aceleramento das outras é a proximidade da Copa da Fifa. É o governo maquiando a cidade pra turista ver. E, como sempre, debaixo dos grandes eventos está o povo pobre, soterrado de sofrimento e indignação. E um dos moradores que teve sua casa removida desabafa: “Pra gente, o único legado essa copa do mundo foi tristeza”. E Gabriel Matos, do Cine Rua, diz “A copa é só pra quem tem poder mais alto (…). Se a copa fosse aqui ou na China ia ser a mesma coisa. A gente vai assistir pela televisão.”
A luta continua!
Para continuar com a mobilização, os moradores organizarão um cineclube chamado Cine Rua, que funciona como espaço de conscientização, debate e entretenimento para a criançada. Nesse mês estreia A comunidade que desviou o trem, uma produção áudio-visual independente e popular.
Tatiane Albuquerque, militante da UJR e estudante da Vila das Artes
Ao contrário do que tentam fazer crer os meios de comunicação da burguesia, a queda do corrupto governo de Viktor Yanukovich, na Ucrânia, não foi fruto de revoltas espontâneas das massas, e sim de uma planejada intervenção direta dos EUA e de seus órgãos de espionagem (NSA e CIA) na política do país, como reconheceu a subsecretária de Estado dos Estados Unidos, Victoria Nuland, em palestra organizada pela petroleira Chevron. Segundo ela, os EUA investiram cinco bilhões de dólares em partidos e grupos de oposição ucranianos para eles defenderem uma maior integração com o Ocidente e organizarem os protestos contra o governo. Tática semelhante, os EUA adotaram ao financiar a ação do Taliban no Afeganistão, do Al Queda na Líbia e Síria e em Honduras, na Bolívia e na Venezuela. Trata-se de uma vergonhosa intromissão nos assuntos internos de outros países e uma grave violação da Carta das Nações Unidas, mas, os EUA, há tempo, agem e usam todas as armas para enfraquecer os concorrentes de seus bancos e monopólios capitalistas e para manter seu domínio no mundo. É claro que se não existisse um profundo descontentamento da população ucraniana com o enriquecimento da família do ex-presidente Yanukovich e com a feroz repressão do governo, que matou mais de 110 pessoas, a intervenção norte-americana não teria alcançado êxito. Não passa, pois, de uma grande hipocrisia, a afirmação de Barack Obama, presidente dos EUA, de que “os ucranianos devem poder escolher seu próprio futuro”.
Ao atuar para derrubar o governo Yanukovich, o objetivo dos EUA é enfraquecer economicamente a Rússia, que já tinha anunciado sua intenção de criar junto com a Ucrânia a Comunidade Econômica Euroasiática em 2015 e destina 25% das suas exportações para esse país, mas também militarmente, ao passar a influenciar o 2º exército mais numeroso da região e criar obstáculos para a presença da frota russa na Crimeia.
No entanto, a comemoração de grande parte da burguesia internacional com o novo governo ucraniano não durou muito. A Rússia, cuja burguesia quer seguir explorando a nação ucraniana, não reconheceu o governo interino, assumiu o controle dos aeroportos e portos das regiões sul e leste da Ucrânia, fechou a fronteira da Crimeia e ameaça invadir o país. Para adotar essas medidas, teve o apoio do Parlamento da Crimeia, que convocou um plebiscito para decidir sua separação da Ucrânia e a união com a Rússia. Como se sabe, a Rússia mantém na península de Crimeiauma estratégica base militar com 25 mil fuzileiros navais.
Capitalismo trouxe corrupção e desemprego para a Ucrânia
Por outro lado, apesar de Yanukovich só ter apoio das tropas russas que estão na Ucrânia, nenhum dos partidos que agora se candidatam a governar o país conseguirá ganhar a confiança e unificar o povo ucraniano, uma vez que seus líderes estão envolvidos em vários casos de corrupção e defendem abertamente a submissão do país ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e aos interesses da Alemanha e dos EUA. Aliás, o governo interino já negocia um empréstimo com o FMI que, como lhe é habitual, exige em contrapartida um plano econômico que reduza os salários e privatize empresas.
Na realidade, o retorno do regime capitalista à Ucrânia trouxe além do desemprego e da pobreza, a formação de partidos políticos corruptos e de organizações neonazistas. Tanto o ex-presidente Viktor Yanukovich, que agora se encontra refugiado, quanto a líder do principal partido de oposição, o Pátria,Yulia Timoshenko, formaram suas fortunas com o processo de privatização que ocorreu no país após o fim do socialismo. Yulia, apesar de apresentar-se hoje como vítima, foi uma das maiores beneficiárias das privatizações, tornando-se proprietária da principal distribuidora de gás; sua família e sócios são donos de grandes empresas no setor industrial, e financeiro, na maioria ex-estatais. O ex-primeiro ministro Pavlo Lazarenko, também membro do Partido Pátria, após vários golpes, chegou a ser preso na Suíça e condenado por lavagem de dinheiro e fraude nos Estados Unidos.
A família do deposto Viktor Yanukovich também é dona de importantes empresas. Seu filho Aleksandr Yanukovich é a quinta pessoa mais rica da Ucrânia, fortuna adquirida após seu pai se tornar chefe de governo e com o aluguel ao governo de helicópteros que eram do Estado e foram privatizados.
Vitali Klitschko, campeão de boxe que se transformou no líder do Partido Udar (soco), candidato favorito nas pesquisas, recebeu milhões de euros do partido de Angela Merkel, razão pela qual não tem a simpatia dos norte-americanos, e prega “um país moderno com padrões europeus”.
Outros partidos apresentados pela mídia burguesa como democratas são claramente de ultradireita e defendem a instalação de um regime nazista na Ucrânia. É o caso de Aleksandr Muzychko, um dos líderes dos protestos em Kiev e chefe da Organização Fascista Ucraniana, que tem como meta lutar contra “os comunistas, os judeus e os russos”. Fãs do nazista Goebbels, adoram queimar livros e quadros comunistas, pois creditam a estes a expulsão das tropas de Hitler da Ucrânia.
Portanto, como num raro ato de sinceridade disse o fascista Vladimir Puttin, o que acontece na Ucrânia, é a “substituição de um grupo de bandidos por outro”.
Mas, além da fabricação de partidos corruptos e fascistas, o capitalismo criou desemprego, prostituição e drogas na Ucrânia.
De fato, devido à enxurrada de demissões que ocorreu com as privatizações das empresas públicas, milhões de ucranianos abandonaram o país em busca de emprego. Em 1991, a Ucrânia tinha 52 milhões de pessoas, hoje, são 45 milhões. O país também se tornou um dos mais desiguais do mundo, o de maior índice de alcoolismo infantil da Europa e 1,3% da população vive com AIDS. Além disso, possui 2 milhões de viciados em drogas e o tráfico de mulheres cresce para alimentar as agências de prostituição da Europa e dos EUA.
É evidente que esses usuários de drogas tornaram-se presas fáceis para as quadrilhas de traficantes e as organizações fascistas, formando grupos paramilitares para praticar roubos, ataques a órgãos públicos e violência indiscriminada para ampliar o clima de instabilidade política e social em Kiev. Ademais, a decisão do governo de Yanukovich de não assinar o acordo com a União Europeia, enfureceu milhões de pessoas que contavam com o passaporte europeu para poder trabalhar na Europa sem discriminação. Segundo a Organização Internacional para Migrações, 14,4% da população, cerca de 6,5 milhões de pessoas, são imigrantes. Lembramos que durante as décadas em que viveu num sistema socialista, o povo ucraniano não conhecia nem drogas nem prostituição, muito menos o desemprego, e vivia em profunda harmonia e sem intervenção estrangeira.
De olho nas riquezas do povo ucraniano
Apesar de todas essas tragédias, resultado da apropriação das riquezas do país pelas oligarquias ucranianas e pela burguesia internacional, a Ucrânia é uma nação rica. É o país da Europa que possui a melhor terra agrícola, 25% das chamadas “terras negras” existentes no mundo,terras que não necessitam de fertilizante por serem ricas em húmus, tem grandes quantidades de manganês, ferro, urânio, carbono e petróleo, e, graças ao socialismo, o país possui uma mão de obra extremamente qualificada e considerada barata pelas indústrias capitalistas, além de um desenvolvido setor de aeronáutica de equipamentos industriais. Devido ao seu solo fértil, e de ser um dos maiores exportadores de grãos do mundo, é alvo da cobiça dos bancos e das multinacionais que dominam a agricultura mundial.
A Rússia, por sua vez, como tem demonstrado, não descarta uma invasão militar à Ucrânia para garantir seus privilégios. Pouco teme as sanções econômicas da Europa, pois sabe que 75% do gás russo que vai para a União Europeia atravessa o território ucraniano. Nesse quadro, é grande a possibilidade de uma divisão no país a exemplo do que foi feito pelo imperialismo na Iugoslávia.
O fato é que a continuidade da crise do capitalismo iniciada em 2008, crise essa que completa seis anos em setembro vindouro, acirra a disputa entre a burguesia e seus estados pelo mercado e para controlar matérias-primas, seja petróleo, gás ou a terra.
Sem dúvida, como já advertimos, os países imperialistas seguem ampliando os conflitos e as guerras com o objetivo de escravizar povos e aumentar os lucros da oligarquia financeira que domina a economia do planeta. Para isso, derrubam governos e invadem países. A guerra parece não ter fim no Afeganistão nem no Iraque, continua na Líbia e na Síria, e outra pode começar na Ucrânia. Por isso, a qualquer hora um “erro de cálculo” de qualquer um dos governos imperialistas pode desencadear uma guerra de proporções tais que ponha em risco toda a humanidade. Não se deve subestimar a cobiça e a obstinação desmedida pelo dinheiro dessa minoria exploradora, bancos e monopólios capitalistas, que só pensam em luxo e riqueza. Estes sim, verdadeiramente um bando de loucos, e o quanto antes devem ser mandados não para um hospício, mas para a lata de lixo da história.
Luiz Falcão é membro do Comitê Central do PCR e diretor de A Verdade
Em 23 de fevereiro de 2014 aconteceu, em Cotonú, no Benim, um encontro entre o PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim, por ocasião das manifestações organizadas pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Formação (INIREF) para celebrar a Jornada Internacional da Língua Materna e a Festa dos Povos do Benim.
Ambos partidos trocaram opiniões sobre a situação internacional e sobre as respectivas situações nacionais, assim como sobre as tarefas que delas decorrem.
Sobre a situação internacional
1. A crise capitalista mundial manifestada em 2008 e cujos efeitos continuam, agrava as condições de vida do proletariado e dos povos do mundo, fazendo surgir em todo o planeta variadas formas de luta pela libertação.
2. A aparição em escala mundial de novas potências chamadas emergentes (BRICS), cujo núcleo é Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, alimenta as rivalidades interimperialistas e a multiplicação de conflitos locais, o que constituem elementos de uma nova guerra mundial.
A primeira contraofensiva das potências imperialistas clássicas para deter o crescimento dos países “emergentes” aconteceu na Líbia. Conseguiram fazer a guerra em acordo com China e Rússia e contra os povos africanos. Ao fim desse conflito, a França ficou com 35% do petróleo líbio.
A segunda contraofensiva é sobre a Síria, mas encontram resistência na determinação do povo sírio e também na política de Rússia e China. Algo parecido acontece com o desenrolar da situação do Irã.
Sobre o continente africano
1. Na África se manifestam todas as contradições mundiais: abundância de riquezas inexploradas; tremenda miséria da maioria da população; ganância dos imperialistas; dominação cultural, agressões militares contra os povos; instalação de bases militares em certos países que servem de Base de Operações Avançadas, como é o caso da Costa do Marfim e da República de Djibuti. A rivalidade é forte entre as antigas potências e as novas qualificadas de emergentes. Essa rivalidade é a base de todos os conflitos de que são vítimas os povos africanos.
2. Para proteger seu “quintal”, o imperialismo francês recorre à ocupação militar direta de suas antigas colônias. O dispositivo militar dos imperialistas (franceses e estadunidenses, Africom, etc.) trata de controlar a África com tropas de agressão mediante as bases militares no Djibuti, Chade, Gabão, Costa do Marfim, na região subsaariana, no Golfo de Guiné, etc. Dessa forma, Abidjan (importante cidade da Costa do Marfim), atualmente, serve de retaguarda da agressão contra os povos da região.
A última intervenção militar é a que se leva a cabo na República Centro Africana. Se utiliza qualquer pretexto para justificar a intervenção nos países africanos: “derrocar um déspota que se nega a aceitar o resultado das urnas”, na Costa do Marfim; “socorrer o povo líbio que se rebela contra o ditador Kadafi”; “combater os jihadistas e restabelecer a integridade territorial” do Mali; “reestabelecer a segurança e a ordem e deter os massacres” na República Centro Africana. A tática do imperialismo é a mesma: ascender o fogo para ter o pretexto de intervir para apagá-lo. Mas é sabido que foi a intervenção francesa na República Centro Africana que exacerbou as relações étnicas e religiosas no país ao desarmar a “Seleka” e facilitar os crimes das chamadas milícias cristãs.
O PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim declaram que o imperialismo francês e suas forças militares são os únicos responsáveis dos massacres atuais contra cidadãos centroafricanos, particularmente dos muçulmanos, que sofrem com o genocídio praticado no país.
O PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim denunciam e condenam as agressões militares do imperialismo internacional, particularmente do francês, que se cobre com as forças da ONU e se comporta como bombeiro para conservar seu “quintal” africano. Rendemos homenagem a todos os africanos mortos pelas balas dos agressores franceses na Líbia, Costa do Marfim, Mali, República Centro Africana, etc., vítimas que consideramos heróis e mártires por seu patriotismo africano.
3. O PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim se alegram pelas vitórias alcançadas pelo povo irmão tunisiano sob a direção do Partido dos Trabalhadores e da Frente Popular da Tunísia; vitórias da democracia, contra o obscurantismo islamita e por uma constituição democrática.
Saudamos também o povo nigeriano que luta bravamente contra o saque de suas riquezas minerais, particularmente do urânio, que leva a cabo o grupo AREVA, e pela soberania de seus recursos naturais.
A situação no Benim e na Costa do Marfim
1. A situação no Benim e na Costa do Marfim se caracteriza pela dominação do imperialismo francês, cujos monopólios controlam importantes setores da economia nacional (portos, bancos, energia, etc.).
2. No Benim, Yayi Boni, depois de saquear a economia e as finanças do país, que restaurar uma ditadura fascista. Contra ele o povo se levanta para impedi-lo e para instaurar o poder dos trabalhadores e do povo. O PCR da Costa do Marfim apoia firmemente a luta dos trabalhadores e da juventude do Benim pela emancipação total, e manifesta sua esperança de que alcance um final feliz.
3. Na Costa do Marfim, com o falso pretexto de desenvolvimento depois do desastre da guerra, o poder de Uattara confiscou os meios de comunicação do Estado, amordaçando as liberdades. Trata agora de proibir as organizações dos estudantes e colocar em seu lugar estruturas fantoches. O Partido Comunista do Benim apoia a luta do povo da Costa do Marfim e do Partido Comunista Revolucionário em seu combate contra o imperialismo francês e contra o regime de Uattara e para libertar o país da dependência colonialista.
4. PCR da Costa do Marfim agradece ao Partido Comunista do Benim e ao Instituto Internacional de Pesquisa e Formação pelo convite às manifestações em comemoração à Jornada Internacional da Língua Materna e à festa dos povos do Benim.
O PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim convocam os democratas e a juventude:
Não às intervenções militares contra os povos!
Não às bases militares estrangeiras de agressão no solo africano!
No último mês de fevereiro, Daniel Dorsainvil e sua esposa foram mortos a tiros no meio da rua, em Porto Príncipe, capital do Haiti. Daniel foi um dos principais dirigentes da Associação Nacional de Organizações Populares (ANOP) durante os anos 1990. Além disso, fundou a organização de direitos humanos Grupo para uma Alternativa de Justiça (GAJ), era coordenador da Plataforma de Organizações Haitianas de Direitos Humanos (POHDH) e um dos principais dirigentes da Coordenação de Resistência Popular Benoit Batravil (KRPBB, que faz parte da articulação de seis forças políticas que constroem uma frente ampla, o Movimento Patriótico Democrático Popular (MPDP). Em homenagem a Daniel e sua companheira, houve em Porto Príncipe, uma vigília patriótica. A seguir, veja nota da CIPOML em homenagem a Daniel e sua companheira.
O Partido Comunista do Trabalho da República Dominicana conhecia as qualidades revolucionárias de Daniel e sua companheira, também assassinada. Dorsainvil foi militante da luta popular e revolucionária por mais de vinte anos, e atualmente fazia parte da luta para que as tropas estrangeiras, amparadas pela ONU, saiam do Haiti, o que nos leva a não descartar a possibilidade de que seu assassinato esteja relacionado a isso.
Conhecendo essas qualidades revolucionárias e a luta que leva a cabo o povo haitiano para que as forças militares estrangeiras desocupem imediatamente seu território, o Comitê Coordenador da CIPOML expressa sua solidariedade com os companheiros e familiares de Daniel, ao mesmo tempo que se compromete a denunciar esse fato e continuar exigindo que saiam do Haiti as tropas estrangeiras, entra as quais há contingentes enviados por governos demagogos e populistas, como o de Rafael Correa, do Equador.
21 de fevereiro de 2014
Comitê Coordenador da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)
Quando os trabalhadores garis, da cidade Maravilhosa,
Organizaram o seu bloco, o carnaval
não era mais o mesmo.
O bloco dos “Laranjas” apossou-se da avenida.
A festa agora era daqueles que realmente lutavam!
Pois, seu salário era miserável demais.
Enquanto a fascista mídia da TV Globo
Mostrava os grandes desfiles que homenageavam a Copa da FIFA
Os trabalhadores garis da cidade Maravilhosa
Foram sambar no lugar que lhes pertenciam,
na rua.
O abre-alas agora era dos que realmente sabem sambar!
Colocaram o prefeito no bolso
Não temerem a vitória em nenhum instante.
Seu prefeito não faz nada e já tá muito rico,
Os garis não vão mais ficar mais nessa mendicância.
E, houve aqueles que reclamaram da sujeira na rua.
E, houve aqueles que não hesitaram em responder:
– Os que menosprezam a nossa luta e a nossa categoria
Deem-nos licença que nós também queremos fazer nosso carnaval.
A culpa dessa sujeira toda, NÃO É MINHA!
E aos que não percebem, essa sujeira toda é culpa da burguesia.
A greve dos trabalhadores garis era o maior
Bloco carnavalesco de toda a cidade.
Homens e Mulheres.
A classe trabalhadora da Maravilhosa cidade uniu-se.
Em um só grito, em uma só voz,
Em uma só palavra-de-ordem.
O melhor samba-enredo!
A união na greve do mais belo bloco de carnaval
Que esta cidade Maravilhosa cedeu à avenida,
Para que os reis e rainhas pudessem sambar,
Foi aplaudida de pé pelo os verdadeiros oprimidos do país.
Nota 10 em todos os quesitos.
Nota 10 na fantasia, nota 10 no abadar.
No carnaval do país do país do carnaval,
Que esse ano vai sediar a Copa do Mundo,
A miséria não se cala.
A miséria sambou, a miséria cantou, a miséria protestou.
Os trabalhadores garis da cidade Maravilhosa
Deixaram seu recado.
O país do carnaval e do futebol,
Na greve dos trabalhadores garis,
Chutou a bola, fez o gol,
Brilhou no seu sambódromo!
Os garis mostraram quem são os verdadeiros
Mestres-salas. E a globeleza, desfaleceu
Entre as mais belas garis.
As mais bonitas porta-bandeiras
Porque estas estendiam suas bandeiras de luta:
– O PREFEITO QUER FAZER A COPA, OS GARIS QUEREM FAZER AS COMPRAS.
– OS GARIS TAMBÉM ACORDAM, CHEGA DE COVARDIA. GREVE!
Quando os trabalhadores garis da cidade Maravilhosa
Organizaram seu bloco e foram desfilar na avenida,
O carnaval não foi mais o mesmo.
Zero para o prefeito.
Vitória dos garis!
Luane Mota da Silva Presidente do Grêmio Estudantil IFCE Fortaleza, Gestão Rebele-se
O dia 8 de março é comemorado pelas mulheres de todo o mundo não apenas como um dia de festa, mas também de muita luta. Assim foi em Caruaru, capital do Agreste pernambucano. Aqui, as mulheres saíram as ruas contra a opressão, a violência sexual, a falta de políticas públicas e a precarização do trabalho. Um grande ato conjunto foi realizado com a participação a Secretaria de Mulheres do munícipio, ,do Movimento de Mulheres Olga Benário, o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e a União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru (Uesc) e a Associação dos Trabalhadores em Educação de Caruaru (ATEC), que defenderam melhores condições de trabalho para as mulheres trabalhadoras e a igualdade de direitos.
O grande momento do ato foi quando várias mulheres denunciaram a opressão que sofrem cotidianamente e ressaltaram o papel da mulher na sociedade atual e a luta por direitos como trabalho igual salário igual, por mais creches e exigiram o fim da covarde violência contra à mulher.
Falando no ato, a secretária Elba Ravane, destacou: “Hoje é um dia de luta. É um espaço para mobilizar a sociedade para a superação do machismo por um mundo de igualdade”.
Durante todo o dia, a Secretaria da Mulher de Caruaru garantiu a prestação de serviços como aferição de pressão, exame de glicose, distribuição de preservativos e kits sobre a prevenção da saúde sexual feminina. A companheira Taylinne Silva, diretora de mulheres da Uesc, alertou sobre o grande número de adolescentes grávidas não apenas no município mas a nível nacional e a necessidade de se fazer algo, divulgando a campanha de conscientização da entidade secundarista de Não a Gravidez na Adolescência. Hoje, segundo o IBGE, mais da metade das meninas grávidas abandonam a sala de aula.
No final do ato, o Movimento de Mulheres Olga Benário lembrou que a luta da mulher é também contra todos os tipos de violência que a mulher sofre, por isso devemos nos unir não apenas contra o machismo, mas também na luta do dia a dia por uma sociedade mais justa,onde todos e todas possam viver com dignidade. Por fim, foram distribuídos imãs para as mulheres presentes com a imagem da grande revolucionária e comunista Olga Benário, heroína da luta das mulheres e acima de tudo da luta por uma sociedade nova, uma sociedade socialista
Lene Correia,Caruaru, Movimento de Mulheres Olga Benário
No dia 08 de março, os garis do Município do Rio de Janeiro encerraram a combativa greve de oito dias que sacudiu a cidade no período de Carnaval. “Quem luta conquista!” e “Trabalhador unido jamais será vencido!” foram as palavras de ordem que serviram de enredo nas passeatas realizadas diariamente.
Com a greve, a categoria conquistou um aumento salarial de 37%, elevando o salário de R$ 803,00 para R$ 1.100,00, e um aumento de 66,6% no vale-refeição, que passou de R$12,00 para R$ 20,00 diários, além de aumento na insalubridade, entre outros. Este percentual de aumento, apesar de manter baixo o salário dos agentes de limpeza, representa um dos maiores nos últimos anos para a classe trabalhadora brasileira.
Estes aumentos, no entanto, não conseguem esconder a grande exploração a qual a categoria está submetida (não apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o País), recebendo salários irrisórios frente ao trabalho fundamental que realizam, lidando diretamente com todo tipo de lixo, faça chuva ou faça sol, de domingo a domingo.
E as elites não queriam permitir que todo um conjunto de trabalhadores chegasse a conclusões profundas sobre a exploração que sofrem. Entre elas a de que os garis sempre estiveram em último plano para os gestores da Comlurb (que paga salários até 20 vezes maiores para os cargos de gerência) e da Prefeitura (que gasta milhões de reais com empreiteiras anualmente). Agora, após a união da categoria ter quebrado o discurso antigreve e ter conquistado apoio popular em todo o Brasil, o prefeito Eduardo Paes afirma: “Não escondo que o gari é a alma dessa sociedade. Não deu pra dar o que eles esperavam, mas foi bastante generoso”.
O jornal A Verdade esteve presente durante toda a greve histórica dos garis do Rio de Janeiro, realizando uma cobertura ao lado dos trabalhadores contra a campanha de difamação realizada pela grande mídia e pela imprensa oficial, mais preocupadas com a imagem turística da “Cidade Maravilhosa” do que com os direitos trabalhistas, o bem-estar da população e a saúde pública.
Depois de 30 anos adormecida, a categoria viu que sem ela a cidade não sobrevive. Esta consciência é o passo fundamental para a formação de uma nova perspectiva de organização, onde o próximo passo é garantir que sua representação sindical não permaneça mais nas mãos de falsos trabalhadores, pelegos, traidores de seus interesses de classe. Só conquista quem luta!
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções. Nós repeitamos a LGPD.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.