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sexta-feira, 10 de abril de 2026
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Ato celebra aniversário de Simón Bolívar em Belém

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Ato celebra aniversário de Simon Bolívar em Belém 05

Em comemoração aos 231 anos de nascimento do Libertador e Pai da Pátria Venezuelana, Simón Bolívar, 203 anos da independência da Venezuela, 193 anos da batalha de Carabobo e os 60 anos do nascimento do presidente Hugo Chávez, o Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela no Pará – Brasil realizou no dia 24/07 um ato solene na Praça da Bandeira em Belém, que contou com a presença de representantes do Estado e do Município, diplomatas, partidos políticos e movimentos sociais, a exemplo do PCR, MLB, Levante Popular da Juventude e MST que teve inicio com a apresentação da banda da guarda municipal de Belém que entoou os hinos da República Federativa do Brasil e do Hino Nacional da Venezuela: “Gloria al Bravo Pueblo”.

No encerramento da solenidade, o Cónsul General da Venezuela em Belém, Alonso Pacheco, usou da palavra quando recordou o legado histórico de emancipação e integração iniciado por Simón Bolívar e continuado nesta gestão histórica sob o guia do Comandante Hugo Chávez. Destacou também, o fundamento da Revolução Bolivariana e o papel que cumpre o Governo e o Povo Bolivariano da Venezuela hoje em dia. Durante o discurso o consul disse: “Desta façanha bicentenária, somos protagonistas e participantes, de um modelo de democracia que se fundamente no poder popular, o poder do povo para criar e aprofundar as mudanças necessárias para gerar uma sociedade mais justa e mais livre” em seguida afirmou: “Este projeto Bolivariano tem como horizonte a integração de nossas nações, que garanta a paz e o desenvolvimento, da fortaleza de nossas instituições democráticas, da criação de um poderoso bloco de poder que possa fazer sentir seu peso no século XXI, na aurora de um mundo multipolar, para poder estabelecer um dialogo de igual a igual com as potências do mundo. Somente a unidade de nossos povos sul-americanos, somente a complementariedade de nossas economias, o encontro de nossas culturas, a união dos nossos territórios por meio de rodovias, infraestrutura e estradas, podem garantir este novo século como o século da verdadeira emancipação da América Meridional.” E concluiu dizendo: “Este projeto Bolivariano tem como horizonte a integração de nossas nações, que garanta a paz e o desenvolvimento, da fortaleza de nossas instituições democráticas, da criação de um poderoso bloco de poder que possa fazer sentir seu peso no século XXI, na aurora de um mundo multipolar, para poder estabelecer um dialogo de igual a igual com as potências do mundo. Somente a unidade de nossos povos sul-americanos, somente a complementariedade de nossas economias, o encontro de nossas culturas, a união dos nossos territórios por meio de rodovias, infraestrutura e estradas, podem garantir este novo século como o século da verdadeira emancipação da América Meridional.”

Redação Pará

Ato celebra aniversário de Simon Bolívar em Belém 02

PALAVRAS 24 DE JULHO
231 ANOS DO NASCIMENTO DO LIBERTADOR
203 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DA VENEZUELA
193 ANOS DA BATALHA DE CARABOBO
60 ANOS DO NASCIMENTO DO PRESIDENTE HUGO CHÁVEZ

“E que dizem? Que devemos começar por uma confederação, como se todos não tivéssemos confederados contra a tirania estrangeira. Que devemos atender aos resultados da política da Espanha. Que importa pra nós que Espanha venda seus escravos à Bonaparte ou lhes conserve, se estamos determinados a ser livres? Essas dúvidas são tristes efeitos das antigas correntes, Que os grandes projetos devem se preparar em calma! 300 anos de calma, não bastam? Coloquemos sem temor a pedra fundamental da liberdade sul-americana, vacilar é perder-nos”.

Assim começava o jovem Simón Bolívar seu exaltado discurso diante da Junta Patriótica, aconteceu em um três de julho de 1811, quando o destino da revolução debatia-se em Caracas. Bolívar manifestava uma grande verdade, Venezuela devia ser livre de todo tirano, seja Bonaparte ou Fernando VII. Esta ideia prevaleceu dois dias depois, cinco de julho de 1811, marcando o desenvolvimento histórico da Venezuela para os próximos dois séculos: a luta pela verdadeira independência. As palavras e as ações de Bolívar, que para aquele momento estava por completar 28 anos de idade, serviu para propor o novo na América do Sul: a criação de uma República Independente e Soberana.

10 anos depois, 24 de junho de 1821, encerraria sua grande obra pela independência política da Venezuela, na Batalha de Carabobo, monumento a seu gênio militar, a qual selaria o processo da emancipação venezuelana contra o imperialismo espanhol.
Este período histórico, do qual se completa 203 anos, tem sido denominado em nossa pátria venezuelana, como o ciclo histórico bicentenário da independência, dando-lhe um caráter de história viva, porque a liberdade e a independência total de uma nação não são alcançadas numa data especifica, mas é um processo de construção das instituições, da cidadania e da pátria, que ainda hoje em dia estamos aprofundando e perfeiçoando.

O povo Venezuelano sabe que é livre, independente, e soberano, mas também conhece a sua história, e sabe como a obra emancipadora de Bolívar entrou numa longa noite para mais de um século, quando o projeto de construir uma nação livre de todas as formas de imperialismos, foi ofuscado, primeiro pelas disputas internas entre caudilhos oligárquicos, que se repartiram os restos da nação livre. E mais tarde, no século XX, vimos como essas oligarquias entregaram a Venezuela ao controle do imperialismo econômico, pela qual as transnacionais do petróleo eram comandantes.

Os últimos 40 anos dessa longa noite foram especialmente atrozes para os filhos de Bolívar, o imperialismo econômico e as oligarquias nacionais construíram uma sociedade de brilhante desenvolvimento para os de cima, mas com uma base social com pês de lama, representada em 50% da população sumida na pobreza, e 21% dela na pobreza extrema. Como poderia ter independência e soberania com tal nível de desigualdade e injustiça? Como poderíamos ser um povo livre se não éramos considerados cidadãos?
Mas como dissera alguma vez o Grande José Martí: “Nunca a noite é mais escura que um instante antes do amanhecer”. O povo do Bolívar sacudia a poeira dos olhos, e gritou liberdade, e gritou justiça em fevereiro de 1989, o que se chamou “O Caracazo”; em seguida, o quatro de fevereiro de 1992, o Comandante Hugo Chávez gritou com mais força um “Por enquanto”, que terminou por derrubar o governo da oligarquia. A voz de Hugo Chávez vai completar 60 anos no próximo 28 de julho, uma voz que jamais será silenciada.

Desta façanha bicentenária, somos protagonistas e participantes, de um modelo de democracia que se fundamente no poder popular, o poder do povo para criar e aprofundar as mudanças necessárias para gerar uma sociedade mais justa e mais livre; nossa nova carta magna de independência é o compromisso, construído e plasmado pelos venezuelanos, na constituição de 1999, onde se encontram as coordenadas do projeto Bolivariano que o povo da Venezuela se deu. Nossa Batalha de Carabobo é o desafio marcado pelo Comandante Hugo Chávez: acabar para sempre a pobreza extrema na Venezuela para o ano 2021, quando vai completar 200 anos desse 24 de junho e sua inesquecível façanha. Assim como tínhamos acabado o analfabetismo, reduzido pela metade a miséria e a desnutrição, e entregado mias de 600 mil moradias de forma gratuita, na base de um modelo que garanta a paz, a liberdade e a participação.

Este projeto Bolivariano tem como horizonte a integração de nossas nações, que garanta a paz e o desenvolvimento, da fortaleza de nossas instituições democráticas, da criação de um poderoso bloco de poder que possa fazer sentir seu peso no século XXI, na aurora de um mundo multipolar, para poder estabelecer um dialogo de igual a igual com as potências do mundo. Somente a unidade de nossos povos sul-americanos, somente a complementariedade de nossas economias, o encontro de nossas culturas, a união dos nossos territórios por meio de rodovias, infraestrutura e estradas, podem garantir este novo século como o século da verdadeira emancipação da América Meridional.

As armas dos nossos povos para lograr este objetivo de soberania, independência e paz, são educação, cooperação no campo da cultura e a saúde, cooperação técnica, investimento no desenvolvimento das economias sustentáveis, trocam de experiências e conhecimentos na área social, econômica, turística, comercial e de gestão pública, que ajudem nos aproximar mais aos nossos povos e instituições governamentais, privadas e mistas, para avançar na consolidação de nossa Grande América.

Venezuela e sua luta contra a dominação imperialista é a essência de nosso futuro histórico, depois de 203 anos de vida Republicana, o povo da Venezuela grita a voz viva, que mais nunca voltarão àqueles que entregaram a soberania e as riquezas de nosso solo aos interesses estrangeiros, mais nunca voltarão àqueles que entregaram a pátria aos interesses do imperialismo.

“Compatriotas, a independência é o único bem que ganhamos à custa dos outros, mas ela abre a porta para reconquista-los sob vossos soberanos auspícios, com todo o esplendor da glória e a liberdade”, manifestava assim, Simón Bolívar no Congresso Constituinte, em Santa Fe de Bogotá, em janeiro de 1830.

Nossa Pátria latino-americana enfrenta hoje os desafios do século XXI, devemos vencer em cada um deles, disso não há dúvidas, mas embora, pudéssemos perder inclusive mais do que ganhamos nesta luta, aquilo que ganhamos, a nossa independência, nos permitira conseguir realmente tudo aquilo que queremos para os nossos povos!

¡Bolívar, a Independência, Carabobo, Chávez!
¡São parte de nossa história, é parte de nossa luta!
¡Até a vitória sempre, viveremos e venceremos!

Artistas de Hollywood são criticados por apoiar Palestina

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cartoon Hollywood palestine138Desde que Israel começou a bombardear a Faixa de Gaza, vários artistas de Hollywood manifestaram sua solidariedade ao povo palestino e pediram o fim da agressão israelense.

Entre as celebridades estão nomes como os das cantoras Rihanna e Selena Gomez, o diretor Jonathan Demme (de “O silêncio dos Inocentes” e “Filadélfia”), e os atores Mark Ruffalo (de “Os Vingadores”), Mia Farrow (de “A Rosa Púrpura do Cairo”), John Cusack (de “Procura-se um Amor que Goste de Cachorros”) e o ganhador do Oscar Javier Bardem (de “Vicky, Cristina, Barcelona”).

Entretanto, ao contrário do que acontece com outras causas humanitárias que costumam ser abraçadas por Hollywood, o posicionamento desses artistas não foi bem recebido pelos altos executivos da indústria cinematográfica estadunidense.

Segundo a revista The Hollywood Reporter, isso acontece porque há uma relação de “afinidade e apoio político” entre os estúdios de Hollywood (a maioria controlados por judeus) e os governos israelenses ao longo dos tempos, impondo aos artistas mais engajados uma espécie de proibição às críticas sobre a política de Israel contra os palestinos.

Patrulhamento nas redes sociais

Além da censura, existem também um forte “patrulhamento ideológico” por parte das pessoas mais reacionárias que seguem esses artistas nas redes sociais.

Rihanna, por exemplo, foi duramente criticada por “fãs” quando publicou uma mensagem em sua conta no Twitter com a hashtag #FreePalestine (“Palestina livre”). Minutos depois, a cantora foi obrigada a apagar a postagem. Algo parecido aconteceu com a também cantora Selena Gomez.

Já o espanhol Javier Bardem, um dos maiores atores da atualidade, não se intimidou e publicou uma carta aberta criticando os Estados Unidos, a União Europeia e a Espanha por se omitirem no que ele definiu como sendo “uma guerra de ocupação e de extermínio um povo sem meios”.

Segundo o ator, “no horror que está acontecendo em Gaza não cabe a distância nem a neutralidade. É uma guerra de ocupação e extermínio contra um povo sem meios, confinado a um território mínimo, sem água e onde hospitais, ambulâncias e crianças são alvos e terrorista suspeitos. É difícil de entender e impossível de justificar”.

Bardem conclui dizendo que está “indignado, envergonhado e magoado por tanta injustiça e assassinatos de seres humanos”.

A cada dia cresce a indignação contra os crimes cometidos pelo governo israelense, bem como a solidariedade com o povo palestino em sua luta pelo humano direito de existir e pela paz, e não há pressão ou censura que impeça esse sentimento de se desenvolver… até mesmo em Hollywood.

Da Redação

Em Detroit, 300 mil pessoas podem ter água cortada por falta de pagamento

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Detroit Water Shutoff - Protest
Manifestação em Detroit contra o corte do fornecimento de água no dia 18 de julho

A cada semana cerca de 3.000 famílias estão sofrendo corte no fornecimento de água na cidade de Detroit, Michigan, EUA, por débitos de $150 dólares ou mais de dois meses de atraso no pagamento.

Este foi o caso de Charity Hicks*, uma respeitada líder comunitária afro-americana que sempre esteve à frente de diversas campanhas para garantir aos cidadãos de Detroit o direito a uma água pública e acessível.

Quando os representantes da empresa chegaram ao seu prédio, Charity, caminhando em direção ao carro da companhia, exigiu que lhe mostrassem a notificação de corte. A resposta do funcionário foi avançar o veículo em sua direção, ferindo sua perna. Dois policiais brancos chegaram rapidamente – não para fazer um boletim de ocorrência, mas para prende-la. Ela foi conduzida à delegacia debaixo de zombarias e permaneceu presa por dois dias.

Ao mesmo tempo em que os pobres estadunidenses sofrem com a interrupção do fornecimento de água em suas casas, privando-lhes de um direito básico para uma vida digna, grandes usuários também estão devendo a companhia de água, como o clube de golfe de Detroit, a arena de Hockey do Red Wings e o estádio de futebol da Ford, totalizando uma dívida de cerca de $30 milhões de dólares. Mas nenhum funcionário da companhia, no entanto, apareceu para cortar a água de nenhum deles.

Diversas manifestações populares tem ocorrido em Detroit. Uma das mais expressivas ocorreu no dia 18 deste mês, quando milhares de pessoas marcharam rumo ao Detroit’s Hart Plaza e conseguiram suspender os cortes por 15 dias. Com gritos de “banks got bailed out, we got sold out” (algo como “os bancos são resgatados, nós somos rifados”, em tradução livre), os manifestantes expressavam sua indignação com o fato de que a empresa de abastecimento de água, a DWSD, doou $537 milhões de dólares a bancos para evitar sua falência.

Outra manifestação, ocorrida ontem (24), portava um abaixo-assinado com cerca de 6 mil assinaturas de todo o país contra os cortes, e também solicitava que o Canadá, que faz fronteira com a cidade de Detroit, fornecesse água para os cidadãos estadunidenses.

Segundo Cataria de Albuquerque, relatora especial da ONU para o Direito à Água e ao Saneamento, o corte de água constitui uma violação aos direitos humanos caso as pessoas afetadas realmente não tenham condições de pagar.

Na última década o número de famílias que apresentam atrasos na conta de água em Detroit aumentou 119%, chegando agora a mais de 150 mil consumidores. E os principais atingidos são a população negra, que constitui a parte mais pobre da cidade.

Glauber Ataide, com informações de The Guardian e Truthout

Atualização: A ativista Charity Hicks, citada nesta matéria, morreu poucos dias após o episódio aqui relatado. Ela foi atropelada em um ponto de ônibus em Nova York por um motorista que fugiu do local.

Jornal A Verdade promove debate sobre massacre ao povo palestino

Palestrante no ato da UFPENo ultimo dia 23 de julho no NIATE/CFCH na UFPE em Recife-PE, foi promovido pelo jornal A Verdade com o apoio da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), Movimento Correnteza UFPE e o Centro Cultural Manoel Lisboa, um debate sobre o massacre ao povo palestino. O evento contou com a participação de vários movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Olga Benário, Movimento Luta de Classes (MLC), União da Juventude Rebelião (UJR) e entidades estudantis como o DCE – UNICAP, DCE FAFIRE, DCE UFRPE.

O professor Luciano Cerqueira, do departamento de História da UFPE foi o primeiro debatedor a expor do ponto de vista histórico toda origem da guerra entre palestinos e israelenses que se intensificou a partir da criação pela ONU do Estado de Israel em 1948. O professor abordou aspectos culturais dos povos árabes, bem como, o histórico de exploração que esses povos sofrem pela ação do imperialismo tomando como marco principal a derrota do Império Turco-Otomano na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), onde França e Inglaterra invadem o Oriente Médio e dividem entre si a região, ficando a Palestina sob o domínio britânico de 1918 a 1948.  Por fim, Cerqueira expôs que a guerra entre Judeus e Palestinos beneficia a indústria bélica norte americana que lucra milhões com o verdadeiro genocídio que está acontecendo contra o povo palestino.

O segundo debatedor foi Edival Cajá, sociólogo e Militante do Partido Comunista Revolucionário-PCR. Cajá fez uma analise do conflito levantando os aspectos econômicos e políticos que envolvem não só o Estado de Israel e seu governo de extrema direita como também, os Estados Unidos e as potências imperialistas da Europa e Ásia que além de apoiar conflito, dão todo subsidio econômico e politico financiando e lucrando com a tentativa desumana de extermínio do povo palestino.  Relembrando a guerra cruel e desumana que os Estados Unidos deflagrou contra o povo vietnamita com todo aparato militar usando das mais diversas formas de crueldade, matando civis indefesos na década de 1970, o que não é muito diferente do que faz hoje o Estado de Israel com o apoio dos Estados Unidos ao povo palestino. Estão cometendo mais um crime contra a humanidade atacando um povo indefeso sem respeitar seu direito de autodeterminação e a Constituição de um Estado que somente se utiliza de paus de pedras e armas de pequeno alcance para defender seu território, suas riquezas e sua cultura. Não podemos nos calar diante de mais uma atrocidade que o Capitalismo que impor ao povo palestino e ao mundo. São centenas de famílias que estão sendo dizimadas para o lucro financeiro e a ganância de poucos e cabe a nós mudar essa situação e construir uma sociedade justa onde não haja a exploração do homem pelo homem. Essa sociedade é possível e é tarefa de todos nós que somos escravizados pela ganância dos capitalistas que matam crianças neste momento na palestina.  Foram esses que financiaram golpes militar nos países sul-americanos. São eles os responsáveis por matar, torturar e desaparecer com corpos de centenas de trabalhadores, estudantes, homens, mulheres e crianças, e que continuam na mesma prática nas cadeias do nosso país; afirmou Cajá.

Jayme Asfora, secretário da Juventude do Recife e descendente de Palestino,  contribuiu com o debate fazendo um depoimento da saída dos seus avós paternos da palestina ainda quando a região pertencia à Inglaterra. “Meu engajamento na luta por meu povo começou na Universidade a partir dos 18 anos quando passei a militar no movimento estudantil, sendo vice-presidente do DCE-UFPE e presidente do DA do curso de Direito. Conheci Cajá e junto com outros estudantes, passei a entender melhor a vida do meu povo e toda sua história de luta pela liberdade. Todos os palestinos que deixaram suas casas saíram porque foram expulsos ou então fugiram para sobreviver. Muitos saíram sem nada, perdendo além do direito de viver em sua pátria, seus bens materiais”. O então secretário, disse entender que essa guerra injusta e desigual é fruto da disputa econômica entre o riquíssimo Estado de Israel, com o apoio de outros países da Europa e da América, para obter ainda mais lucro financeiro enquanto centenas de crianças e famílias inteiras estão sendo destruídas.

Palestra na UFPEEsse importante debate demostrou ainda mais como é justa a luta pela liberdade da Palestina e quão injusto é esse verdadeiro genocídio. Com o falso argumento de combater o terrorismo na região, o Estado Fascista de Israel que se apossar das terras palestinas e enfraquecer o Hamas, principal grupo de resistência palestina. Já foram mais de 100 crianças mortas e milhares de civis mutilados e assassinados em menos de 20 dias do conflito por terra. Lembramos que a guerra entre palestinos e israelenses começou desde 1948 e nesse período de tempo, milhares já foram mortos sem que os verdadeiros culpados tenham recebido punição. A Faixa de Gaza, região das incursões por terra tem uma população constituída por civis que não oferecem nenhum perigo à Israel. O povo palestino clama por liberdade, pelo direito de ter suas terras, riquezas e cultura preservadas. Toda sociedade precisa se organizar e mostra a verdadeira opinião publica que não apoia esse crime contra os direitos humanos e a autodeterminação dos povos.

Várias entidades estudantis, sindicais, movimentos sociais e organizações politicas organizaram o Comitê Pernambucano em Solidariedade à Palestina. O Comitê tem o objetivo maior mobilizar a opinião pública contra esse massacre ao povo palestino. No próximo dia 30/07 estará acontecendo o Ato de Solidariedade ao Povo Palestino, pelo fim do conflito em Gaza. A concentração será às 13h30minh no Parque 13 de maio em frente a Faculdade de Direito do Recife. Vamos participar e mostrar que Recife não se cala diante desse crime e ampliar as mobilizações por todo o Estado.

FIM DO GENOCÍDIO DO ESTADO DE ISRAEL NA PALESTINA!

ABAIXO AS GUERRAS IMPERIALISTAS!

 Camila Falcão, UJR, Recife

Crise de abastecimento de água se agrava em São Paulo

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BARRAGEM RIO JUNDIAÍ, Alto Tietê
BARRAGEM RIO JUNDIAÍ, Alto Tietê

É muito grave a atual situação de crise de abastecimento de água nos municípios da região metropolitana de São Paulo e é ainda mais grave a atitude irresponsável do governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), frente a essa crise. O volume morto do reservatório Cantareira vem sendo utilizado há meses e agora o mesmo volume de outro reservatório, o Alto Tietê, também poderá ser utilizado.

Mesmo negando, o governo do estado aplica um racionamento velado suspendendo o fornecimento de água durante o período noturno em vários bairros da capital. Evidentemente que os bairros mais pobres são os principais afetados por esse racionamento que é realizado através do fechamento momentâneo de partes do sistema que bombeia o fluxo de água.

Os funcionários da Sabesp que cumprem a tarefa diária de realizar a manutenção das redes de água e esgoto, enfrentando o frio e o sol todos os dias em um trabalho desgastante, são cobrados pela população por essa crise sem, no entanto, terem qualquer responsabilidade. As decisões políticas do governador do Estado de transformar o fornecimento de água em um negócio lucrativo para empreiteiras terceirizadas e investidores da bolsa são as únicas responsáveis por essa situação. Soma-se a isso o interesse eleitoral do PSDB de não realizar o racionamento de forma transparente em um ano de eleição.

Colocar em risco o fornecimento de água em uma metrópole com mais de 20 milhões de habitantes é na verdade um grande crime. Atualmente, o nível do reservatório cantareira está em menos de 17% e o do Alto Tietê em 22%, seguramente, os menores níveis de reserva de água da história. É preciso que a população se mobilize para responder a essa situação e exija intervenção pública dos órgãos responsáveis para impedir que os reservatórios sequem e a crise da água se aprofunde em São Paulo.

Redação São Paulo

 

Desembargador Siro Darlan diz por que os ativistas do Rio devem ficar em liberdade

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Desembargador Siro Darlan
Desembargador Siro Darlan

Reproduzimos a declaração do Desembargador carioca Siro Darlan, que emitiu no dia ontem habeas corpus para a libertação dos 21 ativistas indiciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por formação de quadrilha armada:

A cultura do aprisionamento que levou o Brasil ao terceiro lugar do encarceramento mundial tem sido muito cara e dispendiosa para nossa sociedade. Sua inutilidade tem sido demonstrada pelo número de reincidências e violência oriunda dos cárceres. O dispêndio inútil de recursos para aprisionar poderia e deveria ser destinados para a construção de uma sociedade mais justa, onde a educação e saúde seriam a prioridade para nosso povo.

No caso concreto a denúncia do Ministério Público, embora as mídias interessadas em enganar seus leitores tenham noticiado incêndios, lesões corporais, danos ao patrimônio público, porte de explosivos, dentre outros, é exclusivamente o delito de quadrilha armada – artigo 288, parágrafo único do Código Penal, cuja pena pode variar entre um e três anos de reclusão, podendo ser dobrada.

Ora, ainda que os acusados venham a ser condenados, na pior das hipóteses a pena não ultrapassará dois anos por serem réus primários e de bons antecedentes. Sabe-se que pela nossa legislação a condenação até quatro anos pode e deve ser substituída por penas alternativas em liberdade.

Assim sendo o que justifica manter presas pessoas que ainda que condenados, permanecerão em liberdade? Prejuízo maior terá a sociedade se tais pessoas vierem posteriormente acionar o Estado para que paguemos com os tributos que nos são cobrados, indenizações por terem sido presos ilegalmente, apenas para saciar a “fome de vingança” de setores raivosos, incapazes de raciocinar além do noticiário indutivo.

São explicações que me cabem fazer, por dever de oficio, para, mesmo respeitando as posições em contrário, justificar que a decisão além de amparada na melhor interpretação da lei, visa proteger a própria sociedade de eventuais excessos e prejuízos possíveis.

Acrescento ainda que o próprio Ministério Público, fiscal da lei e principal defensor da sociedade, afirmou expressamente nos autos de processo contra dois dos acusados que “os indiciados não representam qualquer perigo para a ordem pública, entende o Parquet que não se encontram presentes os requisitos autorizadores da manutenção da custódia cautelar dos indiciados”…” o Ministério Público é pelo deferimento do pleito libertário formulado em favor dos indiciados CARJ e IPD`I.” Paulo José Sally – Promotor de Justiça.

Reitero meus agradecimentos por todas as manifestações favoráveis e contrárias

Desembargador Siro Darlan

Estudantes realizam protesto por passe livre e pela revogação do aumento da passagem em Caruaru

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uesc 2Na última sexta-feira, dia 18/07, estudantes organizados pela União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru (UESC), pela União da Juventude Rebelião (UJR) e pela Frente de Luta pelo Transporte Público, realizaram protesto exigindo da prefeitura passe livre e a anulação do aumento da tarifa do transporte público na cidade.

O ato percorreu as principais ruas do centro da cidade com palavras de ordem e muita combatividade da juventude presente, chamando a atenção de toda a população.

Ao chegar na prefeitura, a manifestação foi recebida pelo diretor de trânsito, Alex Monteiro, e pelo gerente de Defesa Social, Rui Sales. Na reunião, os representantes do movimento apresentaram a pauta de reivindicações e entregaram um dossiê sobre a situação atual do transporte coletivo na cidade.

Esse foi apenas o primeiro ato da campanha da UESC pelo passe livre em Caruaru, que se depender dos estudantes da cidade, será vitoriosa. Quem luta, conquista!

 Redação Caruaru-PE

Situação da saúde no estado de Pernambuco

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RemedioApesar do que dizem os governantes, a saúde padece de investimentos. Resultado: Hospitais superlotados faltam vagas em UTI, não tem profissionais suficientes e faltam medicamentos. Mas, quando achávamos que não poderia piorar, eis que piora: agora não tem nem dieta para os pacientes com sonda! O motivo: falta verba.

Muitos pacientes debilitados não têm condições de se alimentar pela boca, sendo necessário que se alimentem por sonda. Porém, para que realmente estejam nutridos, necessitam de uma série de proteínas, carboidratos, vitaminas e suplementos. Para isso, existem preparados industriais que contém todos os nutrientes necessários, de acordo com as necessidades individuais, prescrito por nutricionistas.

Sem esses nutrientes, a doença se agrava, pois o sistema imunológico fica fragilizado, aparecem infecções, lesões de pele, o tempo de internamento aumenta, o paciente fica desnutrido e o fim pode ser trágico.

Apesar de parecer evidente a importância do produto, desde o dia 21 de julho que não tem mais dieta para os pacientes do Hospital da Restauração (HR), referência no estado de Pernambuco para traumas, neurocirurgia e queimados.

Em resposta ao serviço de nutrição do HR, a secretaria de saúde informou: “… não há dinheiro para a compra de novo estoque de dieta e não há previsão para retorno a normalidade.” No lugar da dieta passaram a fornecer leite para os pacientes!

Enquanto isso, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, declara em sua campanha à presidência da República que resolveu o problema da saúde em Pernambuco! Bela solução.

José da Silva – PE

Pesquisa que teve apoio da NASA prevê colapso da sociedade capitalista

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Professor Safa Motesharrei
Professor Safa Motesharrei

Socialismo ou barbárie foi a frase cunhada pela comunista Rosa de Luxemburgo no início do século passado para expressar a urgência de transformações que impedissem catástrofes sociais. Um século após a frase ser dita, cientistas têm comprovado, através da análise das condições que levaram outras sociedades ao colapso, que a injustiça social somada a alterações climáticas geradas pelo consumo predatório podem levar ao colapso da atual sociedade capitalista.

Uma recente pesquisa conduzida pelo cientista Safa Montesharrei, PHD em matemática aplicada a políticas públicas, professor da Universidade de Maryland e diretor do Centro Nacional de Síntese Socio-Ambiental, analisou as condições que levaram ao colapso sociedades como as de Roma, Babilônicas e Maias e constatou que a forma atual como se desenvolve nossa civilização pode nos levar ao colapso em algumas décadas.

A pesquisa aponta a extrema acumulação de riqueza como uma das principais causas desse possível colapso quando afirma: “…a riqueza acumulada não é sequer distribuída pela sociedade, mas se mantem estritamente controlada por uma elite. A massa da população, mesmo produzindo a riqueza, recebe apenas uma pequena porção desta das elites, normalmente o suficiente ou menos do que é necessário para a sobrevivência.”

Montesharrei e seus parceiros na pesquisa criaram um modelo matemático e interdisciplinar para calcular as possibilidades de um colapso social chamado de Dinâmica Humana e Natural (HANDY, pela sigla em inglês). Para eles, “se as atuais condições e relações humanas se mantiverem como estão nos dias de hoje… nossa pesquisa indica que será difícil evitar um colapso social”.

Como a pesquisa contou com cientistas e financiamento da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA, pela sigla em inglês), várias organizações da extrema-direita estadunidense afirmaram que a NASA teria sido tomada por comunistas e que isso se tratava de uma manobra do governo “esquerdista” de Obama. A realidade é dura para aqueles que defendem a concentração de riqueza e a permanência da injustiças sociais.

A verdade é que com o avanço da interdisciplinaridade na pesquisa científica, várias ferramentas das ciências naturais estão sendo utilizadas para aprofundar e comprovar teses da área das ciências humanas. De fato, essas novas pesquisas têm comprovado o que há muito era evidente, ou seja, que um sistema de profunda desigualdade e baseado no consumismo como é o capitalismo pode levar toda uma civilização à barbárie.

Fonte: HANDY, artigo de Safa Motesharrei

Jorge Batista, São Paulo.

Campanha pela readmissão dos metroviários em São Paulo se fortalece

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Muita solidariedade e apoios marcaram o último período da campanha pela readmissão dos metroviários de São Paulo. Atividades como a distribuição de carta aberta dentro das estações, atos públicos na estação Sé, abaixo assinados, entre outras, deram destaque à importante desta luta. Um dos mais representativos foi o debate sobre direito de greve, realizado na faculdade de direito do Largo São Francisco com os Juristas Souto Maior e Cezar Britto.

A categoria metroviária demonstra a cada dia que defende seus companheiros demitidos injustamente. Cada posto de trabalho visitado pelos demitidos a solidariedade e a vontade pela volta deste é demonstrada. Isso fortalece a moral de cada ferido na batalha que foi a greve.

Para o próximo período o Movimento Luta de Classes está fortalecendo a mobilização para audiência pública que se realizará na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) no dia 12 de agosto.

A proposta é uma grande caminhada saindo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP)  e terminando na  ALESP, no horário de início da audiência. Espera-se que o conjunto dos movimento social que também enfrentam a repressão no estado de São Paulo se juntem ao ato e participem da audiência.

Ricardo Senese, Metroviário demitido e membro do MLC

Caminhada pela Readmissão dos Metroviários!

12 de agosto (terça-feira)
16h
Concentração no Vão do MASP término ALESP

Audiência Pública sobre as demissões dos metroviários em greve
18h
Auditório Franco Montoro

São Paulo terá segundo ato unificado pela Palestina esse domingo

DentroAcontece neste domingo, dia 27 de julho, a partir das 11 horas saindo da praça Osvaldo Cruz, zona oeste de São Paulo, o segundo ato unificado pela Palestina e contra a agressão do Estado Sionista de Israel. O ato é organizado pela comunidade árabe, movimentos sociais, partidos e juventudes de esquerda.

Centenas de manifestações desse tipos estão ocorrendo em vários países do mundo e é necessário que as mobilizações cresçam ainda mais. Não podemos ficar calados nem parados enquanto crianças, idosos, mulheres e homens da faixa de Gaza estão sendo massacrados de maneira absurda.

Vamos para a rua defender que o governo brasileiro rompa relações diplomáticas, colaborações comerciais e científicas com estado assassino de Israel. O isolamento diplomático do sionistas é o único meio de fazer cessar a violência e construir as condições uma solução de paz na Palestina. Participe!

Redação São Paulo