Desde o início da semana, os palestinos que vivem na Faixa de Gaza são alvo de um novo massacre ordenado pelo Estado sionista de Israel. Após o desaparecimento e morte de três jovens israelenses, os sionistas resolveram punir toda uma população de quase dois milhões de habitantes, realizando bombardeios e provocando a morte de civis.
Israel permanece em sua política de verdadeiro genocídio contra o povo resistente da Palestina. Os sionistas praticam sua política belicista, avessa à paz e de representação dos interesses imperialistas na região do Oriente Médio.
Na volta ao seu país, a seleção da Argélia foi recebida com festa e ostentou a bandeira palestina, reafirmando a solidariedade para com os esse povo. Os povos de todo o mundo reforçam sua solidariedade à resistência palestina.
A seleção da Argélia declarou ontem, por meio de seu capitão Islam Slimani, que doará todo o dinheiro da premiação oferecida pela federação nacional de futebol, cerca de R$ 9 milhões, para a assistência ao povo palestino.
Em uma Copa onde predominam a corrupção da Fifa, a elitização os estádios e a negação dos direitos democráticos, a atitude dos Argelinos traz esperanças para os que lutam por um mundo de solidariedade e igualdade entre os povos.
Um trabalhador da Limpeza Urbana morreu atropelado depois de cair de um caminhão de lixo no bairro da Muribeca, na PE-17, no município de Jaboatão dos Guararapes-PE. Essa tragédia ocorreu por volta das 9h do dia 26 de junho.
Esse não é o primeiro acidente com morte na Limpeza Urbana em Pernambuco. No dia 14 de janeiro deste ano José Marcos da Silva, de 33 anos, e Sérgio Ricardo Cristovão de Freitas, de 39 anos morreram após um caminhão de lixo da empresa LOCAR sair da pista e se chocar contra uma árvore no município do Cabo de Santo Agostinho. No dia 30 de novembro de 2013, o trabalhador Marcelo Vicente de Moura, de 41 anos morreu quando caiu de um trator que transportava lixo na cidade de Buenos Aires, interior do estado.
Outro caso foi o de Joseildo Gonçalo de Sousa que também foi vítima de um grave acidente chegando a ser socorrido com uma hemorragia interna. O acidente ocorreu em maio do ano passado, na cidade de Surubim-PE, quando Joseildo ficou preso na carroceria de um caminhão que tombou.
Acontece que os capitalistas donos das empresas só se interessam em aumentar seus lucros e não investem em treinamentos, equipamentos de proteção e ainda promovem longas jornadas de trabalho que graças ao cansaço, acabam provocando acidentes.
O SINDLIMP-PE exige que sejam tomadas as providências para acabar com as mortes dos trabalhadores da limpeza urbana e os acidentes de trabalho no nosso estado.
Jorge Rodríguez, dirigente do Alto Comando Político da Revolução Bolivariana, apresentou, no dia 28 de maio, provas de um plano da extrema-direita para assassinar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. María Corina Machado, porta-voz da extrema direita, seria uma das principais emissárias para promover e desenvolver este plano para atentar contra a vida do presidente. Rodriguez disse que, desde a chegada da Revolução Bolivariana ao poder, com votos da maioria do povo, na Venezuela está em marcha um plano com finalidades claras: derrubar o governo legitimamente eleito. O plano tem cumprido várias etapas, umas contra o líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, tal como aconteceu com o golpe de Estado de abril de 2002, e agora contra o atual Presidente da República, Nicolás Maduro.
Ante o desgaste dos focos de violência, as consecutivas derrotas acumuladas pela via eleitoral e o apoio da maioria do povo à Revolução Bolivariana, María Machado teria pedido a Diego Arria “acumular esforços” para “aniquilar” o presidente Maduro.
“Chegou a hora de acumular esforços, fazer as chamadas necessárias e obter o financiamento para aniquilar Maduro”, escreveu em um e-mail Machado a Arria, pré-candidato presidencial nas primárias da oposição em 2012. “O restante cairá sozinho”, acrescentou a ex-deputada no e-mail. Sobre essa proposta, Arria depois consultou Pedro Mario Burelli, ex-diretor da Petróleos da Venezuela quando esta estava nas mãos da burguesia, que qualificou como correta a postura assumida por Machado de assassinar o presidente. “Essa é a atitude”, respondeu Burelli a Arria, através do e-mail.
Rodríguez expôs ao país parte de uma mensagem, também enviada por Machado, via e-mail, ao advogado Gustavo Tarre Briceño, no qual se revela que a direita conta com “um talão de cheques mais forte que a do regime para romper o anel de segurança internacional (do governo)”.
No e-mail enviado através de sua conta, Machado teria confirmado a participação do Governo dos Estados Unidos, através do novo embaixador dessa nação na Colômbia, Kevin Whitaker, nas ações terroristas empreendidas pela direita na Venezuela, e que desde fevereiro passado deixaram um saldo de 42 mortos e mais de 800 lesionados.
“Já decidi, essa luta é até que esse regime se vá e cumpramos a promessa feita a nossos amigos no mundo. Se fui a San Cristóbal e me expus na OEA (Organização dos Estados Americanos), não tenho medo de ninguém, já Kevin Whitaker me reconfirmou o apoio, e indicou os novos passos”, escreveu Machado, segundo Rodríguez.
Essa ação contra o chefe de Estado geraria – segundo o plano – um banho de sangue no país e uma violência desencadeada como condições para uma intervenção estrangeira, advertiu Rodríguez, durante entrevista coletiva realizada em Caracas.
Na lista para o financiamento do golpe de Estado e do plano de magnicídio aparece Eligio Cedeño, um empresário fugitivo do país acusado pela justiça venezuelana de roubar a nação.
Jorge Rodríguez disse ainda que apresentará essas provas à autodenominada Mesa da Unidade Democrática, a cujos integrantes perguntará se apoiam ou não um plano de magnicídio e de golpe de Estado.”Que digam se são partícipes ou não desse plano magnicida e criminoso contra o povo da Venezuela.”
Você já se perguntou por que o governo simplesmente não imprime mais dinheiro para dar a quem precisa? Seria muito óbvio, já que isso poderia acabar com a pobreza.
O simples fato, porém, de haver mais dinheiro na mão das pessoas não garante que a pobreza vá acabar. Ao contrário do que muitos pensam, dinheiro não mede riqueza. O volume de produção do País é que gerará riqueza, sendo o dinheiro apenas um meio de circulação.
Quando há mais dinheiro que produtos disponíveis no mercado, entra em cena a famosa lei da oferta e da procura, que determina que, quando a procura é baixa, os preços caem para incentivar as pessoas a comprar, e quando a procura é alta, os preços sobem, pois as mercadorias se tornam mais valorizadas.
Na prática, isso significa que se cada família compra um quilo de carne com R$ 10 e, no mês seguinte, essas famílias têm o dobro para comprar mais carne e o mercado não tem o dobro de carne disponível, o preço do quilo tende aumentar para um valor próximo a R$ 20.
Esse movimento, chamado inflação, é causado pela perda de valor do nosso dinheiro ou, em outras palavras, perda do poder de compra, já que o dinheiro que temos não compra mais as mesmas coisas que comprava antes.
Assim, o povo trabalhador sente na pele, ou melhor, no bolso, os efeitos da inflação, já que não pode repassar os aumentos de custos para outros, como fazem o governo e os empresários com os consumidores. No limite, a inflação aumenta o preço dos alimentos, dos aluguéis, da gasolina, etc., o que faz aumentar, por sua vez, os transportes coletivos e os serviços em geral.
Muitas vezes, os aumentos salariais são consumidos por essa desvalorização do dinheiro. Na prática, a inflação garante que o lucro dos patrões não diminua.
Nesse sentido, além de lutarmos por aumentos reais de salários, cuja reposição da perda com a inflação é um direito, temos que lutar também por uma economia que, de fato, seja planejada, atuando a serviço da classe trabalhadora, e não de uma minoria que lucra com a miséria da população.
Rafaela Carvalho, mestranda em Economia (USP) e militante da União da Juventude Rebelião
O governo federal pediu e o Superior Tribunal de Justiça – STJ atendeu no último dia 17 de junho, o pedido para declarar abusiva a greve dos trabalhadores das Universidades Federais e dos Institutos Federais de educação em todo território nacional. Trata-se de uma medida arbitrária e de mais uma ação que vem comprovando que o direito de greve está sendo perdido no Brasil.
O STJ considerou a greve abusiva sob o argumento de que há uma acordo assinado para os próximos três anos entre o governo e os sindicatos, mas a verdade é que o governo vem sistematicamente descumprindo os acordos definidos desde a última greve da categoria. A decisão também define a multa de R$ 100 mil reais diários para os sindicatos, impedindo o direito ao piquete.
Os trabalhadores em greve das instituições federais de ensino, organizados no Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica – SINASEFE e na Federação dos Sindicatos de Servidores Técnico-Administros – FASUBRA, estão em greve contra a terceirização dos serviços; contra a privatização dos Hospitais Universitários; por um plano de carreira unificado para os técnicos e pela reposição salarial da categoria, que acumula perdas salariais em decorrência da inflação há muitos anos. Desde o início da greve, o governo federal não sentou uma única vez com os sindicatos para estabelecer negociação.
Durante essa semana, as bases da categoria realizarão assembleias em todo país para definir o posicionamento frente à decisão do STJ. Está cada vez mais clara a necessidade de uma resposta unitária de toda a classe trabalhadora para garantir o direito de greve, direito conquistado à custa do sangue de muitos trabalhadores e trabalhadoras que, desde o início do século XX, trabalham pela organização do movimento sindical. A greve é um direito democrático fundamental para impedir os abusos dos patrões e garantir um futuro melhor.
Ao longo de sua longa e aguerrida história de lutas, o CPERS/Sindicato (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – Sindicato dos Trabalhadores em Educação) tem conquistado vitórias, vencendo com dignidade períodos como o da ditadura militar e, posteriormente, a prática de governos autoritários que desrespeitam a categoria e teimam em não cumprir acordos. Os patrões ignoram a lei federal do piso nacional, estão sempre de plantão para retirar direitos e legitimar o assédio moral das direções autoritárias, dar respaldo à meritocracia e privatização de nossas escolas e, ainda, implantar um ensino politécnico que prejudica a vida de nossos jovens, fazendo deles mão de obra barata para as empresas capitalistas.
Em 2013, o Movimento Luta de Classes (MLC) do Rio Grande do Sul participa pela primeira vez do 8º Congresso do CPERS/Sindicato e apresenta uma tese aos trabalhadores em educação elencando questões da conjuntura nacional e internacional que afetam nossa vida funcional e a prática pedagógica e apresentando propostas para a luta da categoria. Com isto conquistou um grande apoio dos participantes. A luta avançou e o MLC continuou participando de todas as mobilizações, greves e de todas as demandas no chão das escolas.
Este trabalho cotidiano, responsável e tão necessário mediante o desencanto dos educadores em relação à postura do governo e ao desempenho arrogante do burocratismo sindical de algumas forças fez com que o MLC começasse a fazer diferença neste estado.
O MLC participou, nesse ano, nas eleições sindicais de 10 e 11 de junho, compondo a Chapa 3 – Romper as Amarras para Mobilizar o CPERS, ocupando a vice-direção, juntamente com as forças políticas CEDS, Arma da Crítica, Tribuna Classista e Independentes.
O programa da Chapa 3 foi aceito e referendado pela categoria, nos levando à vencer a eleição para o 39° Núcleo com 39,10% dos votos. Nossa luta foi reconhecida e agora vamos colocar em prática nosso programa, reaproximando os trabalhadores em educação do sindicato através dos representantes de escolas, promover formação sindical, continuar com a publicação de livros e ficar em contato permanente com nossos colegas ouvindo, planejando e incentivando a importância de sermos sindicalizados para travar a luta cotidiana.
O CPERS/Sindicato só será realmente forte e combativo com a participação massiva da classe trabalhadora e com a credibilidade das direções em cada um dos 42 núcleos espalhados pelo Rio Grande do Sul.
Os desafios são muitos, mas sabemos que esta tarefa pertence a nós, comunistas, com a garra de organizar, conscientizar e fortalecer os trabalhadores dirigindo os sindicatos com a mesma convicção das palavras de Marx: “os sindicatos devem ser escolas de socialismo”.
Dedicamos esta vitória a todas as mulheres e homens do PCR. A luta continua!!!! Viva o MLC!!!! Salve o Socialismo!!!
São 52,1 milhões de mulheres, crianças, idosos e homens que foram obrigados pelas guerras a abandonarem suas casas, seus empregos, seus familiares e seus países. Segundo a Agência de Refugiados da Organização das Nações Unidas – UNHCR (sigla em inglès) este é um número recorde, só alcançando antes no período da segunda guerra mundial.
O Afeganistão é o país mais afetado, com 2,5 milhões de refugiados. Desde 2001, quando o país foi bombardeado e invadido pelo exército dos Estados Unidos, os afegãos vivem quase uma década e meia em guerra. O Afeganistão tem sido o laboratório para o teste de todo o tipo de armamento pelos EUA, inclusive os aviões não tripulados, chamados Drones, que bombardeiam na fronteira com o Paquistão, atingindo milhares de civis. O pretexto de todos esses assassinatos era o de capturar Osama Bin Laden, que foi morto pelos EUA em 2011. Mesmo assim, a guerra e as mortes continuam.
Outro país com números alarmantes de refugiados de guerra é a Síria onde 2,4 milhões de pessoas estão expulsas de suas casas. No caso Sírio também os EUA e outras potências imperialistas têm responsabilidade na guerra fratricida que o país vive, pois armaram e financiaram uma oposição de terroristas islâmicos, alguns vinculados à Al Qaeda. Hoje, as armas doadas pelos EUA aos “rebeldes” sírios estão sendo usadas pelos fundamentalistas radicais do ISIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) para tomar o controle de várias cidades e de uma refinaria no norte do Iraque.
Os números fornecidos pela ONU comprovam que o mundo vive uma situação de guerra das mais agudas em sua história. São guerras de rapina, de saque aos povos. Guerras promovidas pelas potências imperialistas para roubar os recursos naturais e implantar governos ditatoriais, completamente submetidos aos interesses estrangeiros. É preciso fortalecer a solidariedade a todos os povos do mundo em guerra ou ameaçados de guerra pelo imperialismo. Ao mesmo tempo, é preciso fortalecer a denúncia contra as guerras imperialistas e os governos que as promovem.
No ultimo dia 10 de junho os trabalhadores da empresa LOCAR em Caruaru-PE, realizaram mobilização em frente à garagem da empresa exigindo uma série de reivindicações para a categoria que esta cansada de tanta exploração e assédio moral.
Mesmo com a pressão dos fiscais, diretores, gerente e até do Secretário de Limpeza Urbana da cidade, que chegaram ao local as 5:30h acompanhados de carros da policia, os trabalhadores não se intimidaram realizaram ato onde não deixaram nenhum caminhão saiu para fazer a coleta de lixo na cidade.
Após muita pressão e negociação o SINDLIMP (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Limpeza Urbana) de Caruaru-PE, conseguiu entregar a pauta de reivindicação à direção da empresa e aprovaram que se não houver melhorias a categoria vai parar durante os festejos juninos na capital do forro.
Entre as reivindicações por melhores condições de trabalho estão: Aumento do ticket alimentação de R$ 105,00 para R$ 300,00; Banheiros nos setores; Pagamento da hora-extra em dinheiro; Melhores salários; Fornecimento de EPI´s e Café da manha.
Marcelo Pessoa. coordenador do Movimento Luta de Classes (MLC)
Em audiência da Comissão Nacional de Anistia e Comissão Nacional da Verdade, realizada em Belo Horizonte, na Faculdade Dom Helder Câmara, no dia 12 de maio, um militante comunista histórico foi finalmente anistiado, tendo recebido o perdão do Estado brasileiro por todos os crimes praticados contra ele pela Ditadura Militar fascista.
Braz Teixeira da Cruz nasceu em fevereiro de 1939, filho de uma família pobre na capital mineira. Aos 12 anos, perdeu seus pais; não tendo mais ninguém, acabou morando na rua.
O menino chamava atenção por sua inteligência. Debatia sobre vários temas e era muito interessado com as coisas que acontecia no país. Foi quando um homem que o encontrou na rua o incentivou a estudar, matriculando-o em uma escola no centro de Belo Horizonte. Nesta época, já na década de 1950, Braz inicia sua militância política. Sua primeira luta foi pelo passe-livre nos bondes de capital mineira. Fez atos na escola em apoio à Revolução Cubana, e, em meio a esta efervescência política, ingressou na Polop – Organização Revolucionária Marxista Política Operária, e depois no PCB.
Sua primeira prisão se deu quando panfletava na porta da fábrica Mannesman, onde trabalhava. Meses depois, foi solto e ingressou na luta armada, atuando na região industrial entre Belo Horizonte e Contagem. Neste momento, estava sendo formada a Corrente Revolucionária, organização que mantinha contato direto com a Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighella. Foram várias as ações revolucionárias de expropriações, comícios relâmpagos e panfletagens nas fábricas da região, além da atuação na grande greve de 1968, em Contagem, um episódio muito importante para a luta dos trabalhadores que viviam oprimidos debaixo das baionetas da Ditadura Militar.
Sendo Braz um militante muito procurado na região industrial, decidiu-se que ele deveria ajudar a organização captando finanças de um modo diferente da expropriação. Junto com sua esposa, seus quatro filhos pequenos e outro militante da Corrente, Braz abriu uma pequena indústria de produção de temperos artesanais, a “PC Condimentos” e foi morar na cidade de Divinópolis, interior do Estado de Minas Gerais, onde produzia e comercializava os produtos, repassando o dinheiro para a organização. Foi nessa cidade que aconteceu a sua segunda, e mais violenta prisão, quando homens em carros com placas de São Paulo e documentos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foram até sua casa interessados na produção da “PC Condimentos”. Na verdade, eram policiais que utilizaram esse disfarce para sequestrá-lo e iniciar um processo de intensa tortura física e psicológica. O absurdo dessa violência chegou ao ponto de os militares espancarem sua esposa, que estava grávida, com inúmeras pancadas na barriga, o que a levou a perder o bebê.
Depois de sofrer várias torturas, Braz foi solto ainda no início dos anos de 1970. Vivia sobre as tormentosas lembranças do tempo de prisão, sofria constantes desmaios, sendo internado centenas de vezes em hospitais psiquiátricos. Mais tarde, casou-se novamente e teve mais quatro filhos. Conseguiu emprego só no final da década de 1970, como porteiro de um colégio particular. O companheiro conheceu o Partido Comunista Revolucionário em 2010, ingressando na organização, na qual milita até hoje, fazendo palestras, participando de debates e levando a defesa da luta revolucionária pelo socialismo como saída para a humanidade.
“Quem resgatou minha memória foram os militantes do PCR, com o apoio do doutor Élcio Pacheco. Só aí, entramos com o processo junto à União para que eu fosse anistiado. Pela primeira vez, me senti mais confiante com essa comissão, por tudo que vi acontecendo naquela audiência. Até me deu vontade de chorar quando disseram: “Senhor Braz Teixeira da Cruz, em nome do Estado brasileiro, a comissão aqui presente, pede perdão ao senhor e o consideramos anistiado pela sua luta de resistência ao golpe militar de 1964”. Me senti mais forte para continuar minha luta pela vitória do socialismo, resgatei minha cidadania e dignidade.”
Quando falamos em Capital, da maneira como Karl Marx definiu este conceito, estamos falando não de um objeto ou de uma coisa. Estamos falando de um processo, de uma determinada quantidade de trabalho acumulado (ou morto, como disse Marx) que se reproduz quando é colocado a serviço do atual processo de produção, seja da produção concreta de mercadorias, seja da produção de capital fictício no mercado financeiro, através de juros, royalties, bônus, etc.
Mas os capitalistas, os burgueses donos do capital, não são alguma coisa subjetiva. A burguesia é uma classe social concreta, ou seja, um conjunto de seres humanos, com nome, sobrenome, CPF e RG que podem e devem ser identificados no interior da sociedade. São os inimigos da classe trabalhadora na luta de classes pela emancipação do capital.
Alguns desses membros da classe burguesa são vaidosos e adoram aparecer na televisão, nas capas das revistas, na ilha de caras, ostentando sua riqueza conseguida à custa da exploração do trabalho alheio. Mas outros são soturnos, ficam na sombra exercendo seu poder, assinando demissões, cortando direitos, comprando e vendendo políticos, ninguém sabe quem são.
Uma importante pesquisa do portal Repórter Brasil, no entanto, resolveu desvendar quem é esse punhado de capitalistas que manda e desmanda no Brasil. A pesquisa comprovou que as principais empresas brasileiras estão conectadas em uma rede de poder que tem seus tentáculos no interior dos governos. É possível conhecer, através da pesquisa, quais são os conselhos diretores de todas as principais empresas e a relação entre estas através do compartilhamento do seu capital acionário.
Acesse a pesquisa aqui e descubra quem faz parte da classe capitalista no Brasil.
Ocupe Estelita é um movimento organizado em prol do Cais José Estelita, ameaçado pelo projeto intitulado “Novo Recife” do consórcio formado pelas construtoras Moura Dubeux, Queiroz Galvão, G.L. Empreendimentos e Ara Empreendimentos, que compraram o terreno da RFFSA em leilão no ano de 2008 a preço de banana. O empreendimento imobiliário, orçado em R$ 800 milhões e que prevê a construção de 12 torres com até 40 andares, é objeto de cinco ações judiciais que questionam sua legalidade. O movimento entende que há outras alternativas para a área, como parques públicos e uma melhor ocupação do solo, de forma popular.
No dia 21 de maio de 2014, a construtora Moura Dubeux deu início, à noite, à demolição das estruturas que ainda existem no Cais. A partir daquele dia, o local foi ocupado, tornando-se ponto de cultura, debates e contestação ao modelo atual de planejamento da cidade. Passaram por lá os cantores Otto, Karina Buhr, Junio Barreto, Cannibal, Siba e Lia de Itamaracá.
Reintegração violenta
Na madrugada desta terça, dia 17 de junho, a Polícia Militar de Pernambuco promoveu uma violenta reintegração de posse, com bombas de gás lacrimogêneo, pancadas com cassetetes e arrancando as pessoas das barracas.
Durante o dia, a população chegou aos poucos ao local, em solidariedade ao movimento Ocupe Estelita, crescendo o número de pessoas a todo instante, além de notas de repúdio à ação policial.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) afirmou, em nota, que “expressa sua estranheza e indignação pelo ocorrido, que desrespeita frontalmente o acordo envolvendo diversas instituições, a Prefeitura do Recife e os empreendedores”. O Ministério Público do Estado também repudiou a reintegração: “Em audiência realizada no MPE, na data de 23 de maio de 2014, presentes a Polícia Militar, a Prefeitura do Recife, representantes do Projeto Novo Recife, Movimento Direitos Urbanos e sociedade civil, foi acordado que, enquanto perdurassem as negociações entre as partes, não haveria ação policial para eventual desocupação do local, sem a prévia comunicação ao Ministério Público de Pernambuco.” Mas não foi isso o que ocorreu.
As centenas de pessoas que se concentraram em frente ao Cais José Estelita repudiaram a truculência da Polícia, mas tempestivamente foram surpreendidas com uma chuva de gás lacrimogênio e bala de borracha, com o objetivo de dispersar. Logo depois, manifestantes se reagruparam numa das principais vias de Recife, o viaduto Capitão Temudo, parando o trânsito por cerca de duas horas, onde foram novamente atacadas com gás de pimenta.
Manifestantes permanecem acampados em frente ao Cais, e a solidariedade da população tem crescido.
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