O Governo Federal lançou no 20 de janeiro, campanha nacional que incorporará ao Sistema Único de Saúde a vacina de imunização contra o Papiloma Vírus Humano, conhecido como HPV. A campanha de combate ao vírus iniciará no dia 10 de março e tem como meta imunizar este ano 5,2 milhões jovens de 10 a 13 anos em todo o país. Em 2015, meninas de 9 e 10 anos também serão incorporadas à campanha de imunização. A eficácia da vacina é comprovada em mulheres que ainda não iniciaram sua vida sexual e, portanto, não tiveram contato com uma dos mais de 100 tipos de HPV existentes.
As meninas só poderão ter acesso à vacina se obtiverem autorização de pais ou responsáveis e o processo de imunização se dá em três doses com cerca de dois meses de intervalo entre eles. O objetivo da campanha é preventivo e não substitui a necessidade de exames periódicos, acompanhamento ginecológico e de educação sexual.
Sendo assim, a luta pela disponibilização da vacina para as meninas de todas as regiões do país deve ser constante e aliada à já histórica luta pela disponibilização de acompanhamento ginecológico e especializado de todas as mulheres do país.
Alguns especialistas temem que a campanha esbarre no machismo ainda existente na sociedade e que se reproduz no seio familiar. É preciso ultrapassar o tabu pois, algum dia, elas iniciarão sua vidasexual e também estarão sujeitas à contaminação por doenças transmissíveis pelo ato sexual, como o HPV, ou outro vírus.
A disponibilização gratuita da vacina por parte do Estado é uma importante vitória para as mulheres brasileiras, tendo em vista que o câncer de colo de útero, que tem como uma de suas maiores causas o desenvolvimento do HPV, é uma das doenças que mais mata mulheres. Porém, ainda persiste em nosso país a dificuldade de acesso de mulheres e jovens a espaços de educação sexual e planejamento familiar, bem como é muito difícil para aquelas oriundas das camadas mais pobres terem acesso à métodos de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e à exames de acompanhamento ginecológico.
A inexistência de centros de especialidades médicas com capacidade de absorverem mulheres mais pobres em diversas regiões afastadas dos grandes centros é ainda uma realidade e dificulta o acompanhamento da saúde dessa parcela da sociedade. O Movimento de Mulheres Olga Benário segue na luta constante pela implementação de programas e estruturas concretas que beneficiem a prevenção e o cuidado com a saúde das mulheres trabalhadoras de todas as regiões do país.
Raphaella Mendes, Movimento de Mulheres Olga Benário
Nas últimas semanas, ganharam grande destaque nos noticiários as manifestações dos estudantes de duas das mais tradicionais universidades privadas do Rio de Janeiro, a Universidade Gama Filho (UGF) e o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade).
Há dois anos, estudantes, funcionários e professores dessas instituições enfrentam diversos problemas, em especial aumentos sucessivos nas mensalidades, demissões em massa e fechamento de unidades. A empresa responsável pela gestão das duas universidades, o Grupo Galileo Educacional, é acusado de lavagem de dinheiro, apropriação indébita de recursos públicos e sonegação de impostos.
Até agora o Ministério da Educação (MEC) não conseguiu dar uma resposta satisfatória para os estudantes e, recentemente, buscando o caminho do menor esforço, anunciou o descredenciamento das duas universidades e a transferência assistida de todos os alunos, deixando mais de 13 mil estudantes sem saber como e onde irão concluir seus cursos.
Em resposta, mais de dois mil estudantes da Gama Filho e da UniverCidade, organizados por seus DCE’s e Centros Acadêmicos, e com o apoio da UNE, da UEE-RJ e dos DCE’s de outras universidades, com a UFRJ e a UNISSUAM, foram seguidas vezes às ruas do Rio de Janeiro denunciar a mercantilização da educação e exigir a federalização das duas universidades, bem como a responsabilização do Grupo Galileo Educacional. Até um acampamento em Brasília foi montado para cobrar do MEC uma saída para o problema.
É grande a dívida histórica que nosso país tem com a educação, principalmente quando o assunto é o ensino superior, onde quem manda são os chamados tubarões da educação. De fato, atualmente, pouco mais de 6,7 milhões de jovens são universitários, sendo a maioria (74%) estudantes de instituições privadas.
Os quatro maiores grupos econômicos do setor da educação superior (Anhanguera, Kroton Educacional, Estácio Part e SEB) possuem juntos ações avaliadas em mais de R$ 1,8 bilhão. A crescente presença do capital estrangeiro e a monopolização da educação superior são as principais ameaças à boa formação dos estudantes, pois encaram a educação como mera mercadoria. Por isso, é preciso pôr fim ao controle do capital sobre a educação e estatizar todo o ensino do país.
Os casos da Gama Filho e da UniverCidade são apenas a ponta do iceberg. É urgente regulamentar o ensino pago, proibir a entrada de capital estrangeiro no setor e exigir das universidades privadas a prática de ensino, pesquisa e extensão, a transparência na gestão financeira e a proibição de aumentos abusivos nas mensalidades, caso contrário, assistiremos cada vez mais estudantes tendo seu futuro ameaçado para saciar a fome de lucros dos tubarões da educação.
GabryelHenrici, diretor da UEE-RJ e militante da UJR
Vivemos numa sociedade que enfrenta profundas contradições no que diz respeito aos direitos da população LGBTT. Se por um lado, o Brasil tem a maior parada gay do mundo, por outro, a transhomofobia cresce em escalada no país. Embora a luta da população LGBTT tenha garantido importantes avanços legislativos – como o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal da união estável entre pessoas do mesmo sexo – a intolerância ao “diferente” ainda discrimina e mata centenas de homossexuais, travestis e transexuais brasileiros. A palavra transhomofobia significa repulsa ou ódio contra transexuais e homossexuais. Podemos entender a transhomofobia, assim como outras formas de “fobia”, como a atitude de colocar outro ser humano numa condição de inferioridade, nesse caso, baseado na idéia de que só pode haver um tipo de expressão para a sexualidade humana: a da heterossexualidade. Segundo relatório divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) em junho de 2012, os casos de violência física e psicológica contra homossexuais cresceram 46,6% no período de um ano. Só no ano passado, foram contabilizadas 310 mortes (desconsiderando os casos “subnotificados”) por motivação homofóbica no país, colocando o Brasil em primeiro lugar no ranking dos países mais inseguros para a comunidade LGBTT.
Marlene Xavier é professora da rede pública, fundadora da ACIV – ASSOCIAÇÃO SOCIOCULTURAL IGOR VIVE e mãe orgulhosa de sete filhos: quatro homossexuais, duas travestis e uma transexual. Marlene sentiu na pele os efeitos da intolerância transhomofóbica quando um de seus filhos foi brutalmente assassinado por assumir sua homossexualidade. Igor Leonardo Lacerda Xavier foi morto no dia primeiro de março de 2002, em Montes Claros – MG. Igor era bailarino, professor e um artista talentoso em franca ascendência na cidade. O assassino confesso, que declarou ”detestar homossexuais” é o fazendeiro Ricardo Athayde Vasconcelos, que contou com a participação do seu filho Diego Rodrigues Athayde e seu irmão Márcio Athayde Vasconcelos. Por falta de leis específicas que criminalizem a homofobia e pela influência política da família dos acusados em Montes Claros, onze anos da morte de Igor se passaram para que Marlene pudesse ver os assassinos confessos de seu filho serem julgados. Em entrevista exclusiva ao jornal A Verdade, Marlene fala da luta contra o preconceito e das ações da entidade na defesa dos direitos das minorias.
Como iniciou a sua trajetória na luta contra o preconceito?
O início dessa trajetória de luta contra o preconceito ocorreu bem antes do trágico acontecimento com Igor. Logo que percebi que meus filhos eram homossexuais, tratei de aconselhar e acompanhar a trajetória deles, garantindo o direito ao estudo enquanto pude, procurando me aproximar dos seus amigos para melhor orientá-los e desvia-los de possíveis perigos. Depois da perda do meu filho, isso deixou de ser uma luta solitária e passei a me ingressar nas entidades que lutam pela igualdade dos direitos humanos aos menos favorecidos.
Como acha que a homossexualidade é vista no Brasil?
A meu ver, a homossexualidade ainda é vista no Brasil com bastante preconceito, isso se percebe no crescimento da violência contra as pessoas com orientação sexual diferente.
Em sua opinião, o que gera este tipo de preconceito?
Esse preconceito é gerado pelo machismo, pela própria família que não aceita o filho “diferente”, pelo descaso do governo em aprovar leis que protegem essas pessoas, pela falta de políticas públicas para combater o preconceito.
Que medidas você acha que os governos podem implementar, em termos de políticas públicas, para combater a homofobia?
Várias medidas poderiam ser tomadas pelos governos no combate à homofobia. Por exemplo, aprovar o kit contra a homofobia nas escolas, adicionar ao currículo escolar matéria que ensine o respeito ao diferente, ministrar cursos para que os professores saibam lidar com naturalidade a questão do preconceito, abrir nas escolas um canal de comunicação onde possa ser disseminado informações e atividades artístico-culturais, com a participação de toda a comunidade escolar.
Os assassinos de Igor foram julgados. A justiça foi feita?
Com respeito à justiça no caso Igor, essa foi feita pela metade. Os assassinos foram julgados e condenados. Mas infelizmente a legislação brasileira é arcaica, com um código penal definido pelo ministro César Peluso como lento, ineficiente, danoso e perverso que permite o abuso pelo qual assassinos que praticaram crimes hediondos possam recorrer em liberdade quando deviam estar cumprindo pena em regime fechado.
O que é a ACIV e por que ela foi criada?
Fundei em 2008 a ACIV – ASSOCIAÇÃO SOCIOCULTURAL IGOR VIVE, cujo principal objetivo foi a luta por justiça no caso Igor Xavier, além de procurar a garantia dos direitos humanos das comunidades LGBTT. Outro objetivo de cunho social é ministrar oficinas de arte-educação em escolas da periferia de Montes Claros, tendo como público alvo crianças, adolescentes e jovens carentes, com foco nos que tem orientação sexual diferente, com a intenção de promover a socialização dos mesmos e ajudar as famílias no enfrentamento do preconceito.
Apesar das conquistas no campo dos direitos, a diversidade sexual ainda enfrenta preconceitos e a população LGBTT ainda tem muito que conquistar. Há um longo caminho a percorrer em direção a um país que, de fato, respeite formas de ser e viver diferentes daquelas culturalmente impostas. Que exemplos como o de Marlene sejam combustível para a construção de uma sociedade mais justa e consciente de que respeitar a diversidade sexual é respeitar a diversidade humana.
No último dia 11 de dezembro, uma forte chuva caiu no Rio de Janeiro, desalojando e desabrigando centenas de pessoas. Houve alagamentos em várias partes da cidade, mas Acari/Fazendo Botafogo foram as áreas mais afetadas.
Pelas ruas o caos: trânsito parado, ruas inundadas e metrô também parado. Os moradores olhavam tal situação atônitos. Com toda a dificuldade encontrada, tendo suas casas alagadas, moradores corriam para socorrer outros vitimados. As águas passavam de três metros em alguns lugares. A criatividade e força de resistência estiveram presentes. Pondo sua vida em risco, o povo usava desde caixa d’água até isopor para ajudar a população ilhada. Quando a água baixou, deu para ver o estrago: móveis, alimentos e roupas, tudo foi para o lixo.
Não perdendo tempo, o povo organizado logo foi recolher mantimentos e roupa para os necessitados. Uma sopa foi feita e distribuída pelas ruas de Acari. O povo não se abateu diante da tragédia. Foi por toda a solidariedade popular que mortes foram evitadas. Ouvia-se protestos de populares contra os governos, que privilegiam áreas centrais da cidade, gastando rios de dinheiro, vendo a Copa e Olímpiadas como alvo de sucesso para os ricos. A chuva é natural, mas toda a situação de descaso é culpa do sistema capitalista.
A construção da nova sociedade não é obra de outro senão dos operários. Por isso, não desistiremos de alargar nossas fileiras e conscientizar o povo.
Joseílton Soares, militante do Movimento Luta de Classes/RJ
A comitiva que esteve no dia 23 de janeiro de 2014 na Vila Militar, em Deodoro (RJ), foi recebida com “muita cordialidade”, segundo as palavras de Rosa Cardoso, membro da Comissão Nacional da Verdade. Tratamento diferente do que os ex-presos políticos, que acompanharam a visita, receberam 40 anos atrás, quando foram presos.
O objetivo da visita foi tentar reconhecer, apesar das inúmeras mudanças pelas quais o lugar passou, as celas e as salas de tortura. A diligência contou também com os membros da Comissão da Verdade do Rio, João Ricardo Dornelles e Eny Moreira, e Manoel Moraes, da Comissão da Verdade de Pernambuco.
Apesar da posição favorável da UNE à realização da Copa no Brasil, a 1ª vice-presidente da União Nacional dos Estudantes, Katerine Oliveira, de 23 anos, foi detida durante o protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil realizado no sábado, 25 de janeiro, no centro de São Paulo.
Katerine Oliveira participa do grupo Rebele-se, um dos coletivos de oposição à atual direção da entidade. Ao contrário da posição oficial da UNE, o grupo se coloca contra a realização da Copa da forma como está sendo feita: os gastos são considerados abusivos e mal coordenados. “Em dez anos, foram feitas duas reformas no Maracanã” exemplifica a vice-presidente, em entrevista à CartaCapital. E emenda: “eles chegaram a postar na página da UNE uma mensagem defendendo o trabalho voluntário durante a Copa. Achamos que a instituição não deveria se prestar a isso.”
Normalmente a UNE apoia as ações do governo federal. O Ministério dos Esportes é presidido por Aldo Rebelo, do PCdoB, partido domina a UNE há cerca de duas décadas e tem entre seus filiados sua atual presidenta, Virgínia Barros, de 27 anos. Virgínia defendeu a realização do evento e diz que na UNE discute-se, contando com os diversos coletivos, o legado deixado pela Copa, que na sua visão é positivo. “Falamos do legado social da Copa, que vem promovendo a criação de cidades melhores. Não temos uma visão unilateral do evento, vemos como uma oportunidade para o País.” Quanto à oposição dentro da UNE, Virgínia reforça que a instituição é formada por diversos coletivos, e que as articulações se dão sempre por encontros, debates e votações.
Virgína diz que a UNE condena a detenção de sua vice-presidente Katerine e a ação da polícia em protestos, independente da pauta dos mesmos. “Defendemos a desmilitarização da polícia e também repudiamos a criminalização de movimentos sociais. As manifestações são legítimas e, neste caso, fica claro o despreparo da polícia em lidar com isso.”
A UNE teve em uma semana três prisões de seus membros. Além de Katerine, dois diretores, Mateus Weber e Igor Mayworm, foram detidos pela polícia por estarem acampados em frente ao Palácio do Planalto, em protesto quanto ao descredenciamento, acontecido no dia 13 de janeiro, das universidade Gama Filho e da UniverCidade.
Ação policial
Katerine narrou os acontecimentos de sábado, quando foi detida. Junto a um grupo de outros manifestantes, ela entrou em um hotel na Rua Augusta para se proteger das bombas de efeito moral e balas de borracha que estavam sendo lançadas pela polícia. O recepcionista do hotel acabou permitindo que os jovens ficassem por lá até que a situação se acalmasse.
No entanto, a polícia entrou no estabelecimento e, com ameaças, obrigou os manifestantes a se agacharem. “Não quebramos nada na recepção. Os policiais gritaram e usaram insultos para coibir os manifestantes, que não reagiram em nenhum momento. Um deles chegou a dizer ‘Levanta, vadia’ para uma das meninas. O comandante era o mais alterado, e ele não tinha nenhuma identificação” diz Katerine, que viu apenas um dos policiais utilizando o nome no uniforme.
O que chamou a atenção de Katerine foi a insistência em apagar qualquer registro que pudesse ter sido feito. Aos manifestantes, ela conta, foi pedido que entregassem os celulares ou câmeras, enquanto eram apagadas as filmagens e os aparelhos desligados. “Ouvi os policiais perguntando ao recepcionista aonde ficavam as câmeras de segurança. Não sei se elas foram apagadas, mas ouvi perguntarem por elas. Percebi que estavam preocupados com as gravações”.
O grupo de Katerine foi encaminhado a 78º DP dos Jardins para fazer ocorrência. Às 3 da manhã, estavam liberados. Um rapaz de 22 anos, Fabrício Proteus Nunes, que não estava no grupo de Katerine mas participava da manifestação, está em estado grave na Santa Casa, em Higienópolis, depois ser atingido por três tiros disparados por um policial. Oficialmente, a PM alega legítima defesa na ação.
Na última sexta-feira (24) a Praça da Paz (Altamira/PA) foi palco de uma belíssima homenagem aos 55 anos de revolução Cubana. O Coletivo de Poetas Marginais realizou seu 4º Sarau intitulado Cuba: A Ilha Que Nos Inspira!
Na abertura, Moisés Ribeiro, fez um resgate do que foi a revolução cubana e do que ela representa nesse contexto atual, como símbolo de resistência e solidariedade aos povos oprimidos de todo o mundo.
Na sequência vieram a leituras e declamações de poesias em homenagem à Cuba e ao Comandante Che Guevara.
O Público que no sarau de poesias marginais também é protagonista do evento leram poemas de Ferreira Gullart, Cecília Meireles, Antonio Claret, Chico Pedrosa, Paulo Leminsk, Bertold Brecht, e outros grandes nomes da literatura nacional e internacional, além dos poetas marginais locais.
Também tivemos neste sarau como grande atração a banda Sarcasmo Social, com Jorranis Pantoja no vocal e baixo, Vitor Biró na guitarra base, Higor Souza na guitarra solo e Elcio Gomes na bateria, agitaram o público com músicas extremamente questionadoras ao modelo de sociedade que vivemos. A Banda Sarcasmos Social como que numa mística completavam as poesias declamadas. Mostraram também que além de interpretarem clássicos do rock nacional com uma imensa qualidade, suas músicas autorais são consistentes nas letras e na melodia.
Aos poucos os saraus de poesias marginais vai entrando na agenda mensal dos moradores altamirenses, sobre tudo da juventude, professores e lideranças comunitárias, o que mostra que esse evento é muito rico pela qualidade artístico-cultural, e pela capacidade de juntar a classe trabalhadora para uma atividade que estimula o pensamento crítico.
25 de janeiro, aniversário São Paulo e dia do primeiro Grande Ato contra a Copa da Fifa na cidade de São Paulo este ano.
A concentração aconteceu no vão do Masp e seguiu para o centro da cidade, onde eram realizadas diversas atividades culturais em comemoração ao 460 anos da cidade. Algumas pessoas que assistiam aos shows, vendo a manifestação, se incorporaram a ela.
Segundo informações, foram mobilizados 2000 policiais militares para acompanhar a manifestação, que segundo a própria polícia não passou de 1500 pessoas. Chegando ao Teatro Municipal, parte da manifestação seguiu para a Rua Augusta, onde a Tropa do Choque já estava posicionada.
Após serem atingidos por bombas de gás lacrimogêneo, um grupo se refugiou em um hotel. O grupo estava cercado, havia cordão de isolamento do Choque para ambos os lados da rua.
Este grupo, ao entrar no saguão do hotel, explicou aos funcionários o que estava acontecendo e mantiveram-se apenas abrigados. Em poucos minutos um grupo do Choque entrou atirando balas de borracha, com escopetas em punho, espancando com cassetetes, hostilizando física e verbalmente, de forma incisiva os manifestantes que ali estavam, que permaneceram o tempo todo com as mãos para o alto e pedindo calma.
Frases como “deita aí sua cadela”, “mão na cabeça se não é bala na testa” e “se vocês não ficarem quietos vamos fazer igual ao que fazemos com as pessoas nas quebradas” foram proferidas aos berros. Um dos feridos mais graves foi Vinícius Duarte, estudante da Unifesp, espancado por mais de uma dezena de minutos sem parar, na frente de todos, teve o rosto inteiro machucado, três dentes quebrados e traumatismo no maxilar. Ele terá que realizar cirurgia para refazer o maxilar. Também ficou com um coágulo na cabeça, tamanha a brutalidade. Os que estavam no hotel foram detidos e levados ao 78° DP.
Era possível ver, que apenas 1 policial do Choque estava com a identificação, como manda a lei. A conduta era de crueldade, e ao serem perguntados, por um dos detidos, para onde seriam levados, um policial do choque respondeu “para seu governo, essa viatura nem está aqui oficialmente”, imagens da ação registrada pelos manifestantes foram apagadas e há indícios de que a policia também solicitou ao hotel e apagasse a gravação do circuito de segurança.
O perfil dos detidos era bastante diversificado, havia até pessoas em situação de rua, moradores da região. Havia também muitas mulheres, dentre elas a Vice presidente da UNE e militante da União Juventude Rebelião (UJR), Katerine Oliveira. Na sua grande maioria jovens, estudantes, elas eram expressão exata de que a juventude é contra a realização da Copa nos moldes da Fifa, com gastos exorbitantes do dinheiro público e a lei de segurança que impede a livre manifestação.
A tensão era muita, mas o espírito de solidariedade entre os detidos também era grande, foram 6 horas desde invasão do Choque no hotel até o último detido ser liberado. Nas conversas em sussurros que aconteciam, uma certeza ficou, nada daquilo intimidou aqueles manifestantes, que afirmavam estar presentes na próxima manifestação.
No dia 27 de Janeiro, se completou um ano do incêndio na boate Kiss, discoteca localizada na cidade de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul. Esse acidente foi um dos maiores desastres que aconteceram nos últimos anos, 242 pessoas morreram e 116 outras pessoas ficaram feridas, a maioria das vítimas eram jovens universitários. Esse incêndio foi causado pelo acendimento de um sinalizador por um integrante de uma banda que se apresentava na casa noturna. A imprudência e as más condições de segurança ocasionaram a morte de mais de duas centenas de pessoas.
A boate começou a funcionar sem o alvará em 31 de julho de 2009 e depois foi multada seis vezes pela prefeitura. Chegou a sofrer um embargo quatro meses depois de abrir, mas este só durou cinco dias. Somente em 14 de abril de 2010, o alvará foi concedido, porém a boate, continuava com várias irregularidades.
A causa da morte foi o gás lacrimogêneo liberado pela espuma em contato com o fogo. Mesmo gás usado como arma química nos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial, nesse caso como meio de extermínio dos judeus. Dessa forma, os universitários que estavam na boate morreram em uma simulação de câmara de gás. A fumaça negra levou apenas quinze segundos para ocupar todo o local.
O descaso do Governo com a situação, e das forças que o representam, prova que aqui no Brasil, vivemos numa falsa liberdade, e que aqui ainda se tortura e se mata por causa da ganância e da sede de lucro de alguns empresários. E que esse, foi apenas um dos casos, de grande divulgação, pois a maioria dos acontecimentos, que prejudicam o povo como a ação da polícia nas favelas, são omitidos, e escondidos pela mídia. A morte de centenas de jovens em Santa Maria não pode ficar impune.
Todo apoio as famílias das vítimas de Santa Maria.
Thais Mátia, é militante da União da Juventude e Rebelião
Sindicatos unificam luta e podem deflagrar greve em Março
Após o forte movimento paredista de 2012, o time dos servidores públicos federais volta a campo para cobrar do Governo Federal um Serviço Público padrão FIFA. A campanha salarial 2014, lançada hoje (12) nos estados, segue um calendário nacional com greve prevista para março.
Em Alagoas, o SINTIETFAL, SINTUFAL, SINDJUS, ADUFAL E DCE-UFAL se reuniram para debater ações unificadas do movimento e lançar o Fórum Alagoano dos Sindicatos dos Servidores Públicos Federal. “Esse é o ponta-pé da nossa campanha em 2014. Estamos somando forças em defesa dos direitos dos trabalhadores por um serviço público de qualidade”, afirmou Antônio Passos, da Associação dos Docentes da UFAL.
Para Alexandre Fleming, presidente do Sindicato dos Servidores do IFAL, o indicativo de greve é uma resposta ao não andamento do acordo coletivo “imposto” em 2012. “Naquele momento, Dilma se negou a negociar e falou que não sentava com grevistas. Passamos todo o ano de 2013 em mesas de negociação que não avançaram com as nossas demandas. Só uma nova greve fará o governo respeitar os servidores públicos”, afirmou Fleming.
Paulo Falcão, presidente do Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal, acredita que o governo tudo fará para travar essa luta. “Existe uma proposta no senado de limitar o direito de greve. Não aceitaremos qualquer ataque em nossos direitos”, defendeu Falcão.
Copa, Orçamento e Dívida pública
Outro ponto bastante abordado na reunião foi a situação do Brasil em 2014. Com a Copa do Mundo e as imposições da FIFA, o Governo Federal abriu mão da soberania nacional, gastou bilhões em estádios e se prepara, com uma lei de exceção, para reprimir as manifestações populares.
“Dilma acha que com futebol vai enganar o povo. São bilhões para os banqueiros, para as empreiteiras e para a FIFA, enquanto que para o serviço público definha. A palavra de ordem ‘da copa eu abro mão, quero meu dinheiro para saúde e educação’ será entoada pelo povo em luta nos 4 cantos do Brasil”, afirmou Jeamerson Santos, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da UFAL”.
Como encaminhamento da reunião, foi deliberado pela construção de um Seminário sobre a Dívida Pública que será realizado dia 21 de fevereiro às 9h no Espaço Cultural da UFAL. Essa atividade será uma forma de demonstrar à população para onde está indo o dinheiro que deveria servir ao serviço público e reproduzirá em Alagoas o 1º Seminário Nacional da Dívida Pública que irá acontecer no dia 6 em Brasília.
Todas as categorias presentes na reunião informaram que possuem assembleia marcada para debater a campanha salarial e eleger delegados às Plenárias dos Sindicatos Nacionais que definirão pela deflagração unificada do movimento.
O SINTIETFAL realizará a Assembleia Geral dos Servidores do IFAL no dia 12 de fevereiro e elegerá os delegados à Plenária do SINASEFE, que acontece nos dias 22 e 23 em Brasília.
A tentativa de superação do modelo econômico de base colonial no Brasil pode ser analisada considerando-se as medidas de proteção e incentivo a criação de um setor industrial nacional.
O fato proteção surge da constatação da existência de uma política econômica dos grandes grupos siderúrgicos internacionais localizados – inicialmente – nos Estados Unidos e Europa que situados nas proximidades de áreas produtoras importavam do Brasil, inclusive, uma complementação do minério necessário à produção de aço.
As grandes mineradoras – seguindo a fórmula adotada no setor petrolífero – ocupavam áreas ricas em minério de ferro e somente iniciavam a produção quando conveniente aos interesses de sua política econômica.
Esta prática complementava-se com o controle da tecnologia necessária a implantação de grandes siderúrgicas e altos-fornos projetados para o uso de carvão com características diferentes daquele conhecido no Brasil.
Analisando o modelo de exploração mineral nacional o engenheiro João Pandiá Calógeras publica o livro As minas do Brasil e sua legislação (Imprensa Nacional 1904) apresentando um levantamento dos minerais brasileiros, a localização das áreas com potencial produtivo, as principais aplicações na indústria além do modelo jurídico de exploração.
Calógeras, em sua obra, aponta a necessidade de reformulação da legislação destacando a instituição do modelo de separação entre a propriedade do solo e subsolo, elaboração de uma política econômica industrial com base nos recursos minerais e adaptação tecnológica dos motores e altos-fornos aos recursos energéticos nacionais.
Em 1915 Pandiá Calógeras, ocupando o cargo de ministro da agricultura comércio e indústria, assina o primeiro diploma legal republicano eliminando o regime de acessão (propriedade simultânea do solo e subsolo).
Cria-se a partir da chamada Lei Calógeras a figura do inventor de minas autorizando a pesquisa e exploração mesmo em propriedade privada quando constatada a negligência dos proprietários.
Observe neste caso a intervenção estatal no domínio econômico no sentido de garantir a exploração mineral e consequente regularidade no abastecimento de matéria prima ao setor industrial em oposição a pratica colonial tradicional.
Ainda na primeira república a proposta de elaboração de uma política industrial nacional e garantia do controle da matéria prima amplia-se. Em 1921 publica-se a Lei Simões Lopes que transforma as minas em bens imóveis caracterizadas como assessórias do solo, mas distinta dele.
Arthur Bernardes também destaca-se na proposição de uma política industrial nacional e institui em Minas Gerais o incentivo a criação de siderúrgicas através da cobrança de valores diferenciados aos exportadores que apresentassem interesse em estabelecer siderúrgicas no estado.
Ocupando a presidência da república Bernardes, em 1926, determina a proibição da transferência de minas, jazidas e terras consideradas necessárias à defesa e segurança nacional a pessoas ou empresas estrangeiras.
Considerados os esforços anteriormente citados a normatização jurídica da mineração no Brasil somente será consolidada em 1934 através de uma nova Constituição e criação do primeiro Código de Minas. Estes diplomas legais, dentre outras inovações, extinguiam definitivamente o modelo de acessão e anunciavam a nacionalização gradual das minas.
Observamos assim o aumento – a partir de 1934 – da intervenção do Estado brasileiro no domínio econômico, entretanto esta característica não implica em extinção da iniciativa privada ou proibição de associação com os grandes grupos internacionais do setor mineral.
O primeiro governo Vargas, inicialmente, priorizou a criação dos meios necessários para a atração do capital internacional para o setor da mineração. Não podemos ignorar que o principal mentor do Código de Minas de 1934 – Juarez Távora – sempre foi um defensor radical de uma ligação umbilical da economia brasileira aos Estados Unidos.
A defesa deste modelo de abertura aos grupos internacionais encontra-se baseada no principio da concorrência como forma de suprir as necessidades de consumo ignorando, deste modo, a existência da concentração como forma de garantir a reprodução do capital. A concorrência, considerando este principio, não estaria associada a extensão máxima do consumo e sim a eliminação das demais empresas.
Assim, mesmo com a oferta de matéria prima e vantagens fiscais o oligopólio siderúrgico recusou-se a instalar, naquele momento, filiais em terras brasileiras. A construção da primeira grande siderúrgica nacional (A Companhia Siderúrgica Nacional) somente tornou-se possível em 1941quando, por razões geopolíticas, os Estados Unidos concordam em financiar a obra e equipamentos enquanto o Estado assume as responsabilidades de sua concretização.
Estabelecido estes princípios a intervenção do Estado brasileiro no domínio econômico ocorrerá de modo pendular ora em defesa de um modelo nacional ora financiando os grupos internacionais.
O modelo responsável pela criação da Petrobras em 1953 foi o último – e o maior – a garantir uma empresa genuinamente nacional no setor mineral energético. Mesmo este sofreu intervenções externas a ponto de encontrar-se extinto desde 1995.
A Companhia Vale do Rio Doce, criada em 1942, para aplicar a política de mineração nacional sofreu destino mais radical e seu patrimônio foi entregue aos interesses internacionais durante os anos de 1990.
Os oligopólios internacionais, assim podemos concluir, necessitam de um modelo econômico em condições de garantir o controle de um bem finito. No caso das grandes siderúrgicas estadunidenses, europeias e chinesas o minério de ferro esgota-se em áreas próximas as suas plantas existindo a necessidade do aumento da extração em regiões ainda não exploradas ou parcialmente trabalhadas.
Neste contexto a política econômica brasileira encontra-se fundamentada no modelo de base colonial alimentando a ideia de geração de recursos a partir da exportação de minerais. Foi assim com o petróleo do pré-sal e aprofunda-se no modelo de exploração dos minérios em geral.
A proposta do novo Código de Mineração apresenta-se em conformidade a prática iniciada durante o governo Fernando Henrique Cardoso quando a emenda Constitucional nº 6 alterou o conceito de empresa brasileira permitindo a presença dos grupos internacionais nos setores de energia e mineração aprofundando a prática de exportação de matérias primas ou, como preferem os técnicos de modo eufemístico, commodities.
A extração mineral para exportação constitui a meta do atual governo conforme observa-se no manual de perguntas e respostas a respeito do novo Código de Mineração do Ministério das Minas e Energia: “(…) Houve, dentre essas mudanças, [na conjuntura econômica mundial] o aumento da dependência das commodities e o desenvolvimento de minerais usados em indústrias de alta tecnologia. Neste contexto, tornou-se necessário a necessidade de um novo modelo, capaz de adequar a realidade da indústria nacional à perspectiva futura de um mundo cada vez mais minero-dependente”.
Vejam que o governo defende a manutenção da tradição colonial brasileira fornecendo matéria prima às indústrias de alta tecnologia. E depois?
O governo segue o modelo proposto por Adam Smith no final do século XVIII quando este defendia o principio de etapas para um país atingir o crescimento econômico.
Primeiro a etapa de exportação de produtos primários para acumular os recursos necessários à industrialização e depois o paraíso. O discurso da entrega do petróleo do pré-sal seguiu rigorosamente este roteiro.
Smith, inclusive, fazia uma previsão catastrófica caso as 13 colônias da América não respeitassem esta lei natural da economia. Os Estados Unidos, como de hábito, não respeitaram a “lei” e o resultado conhecemos todos.
Preocupado em fornecer matéria prima aos grupos internacionais o governo brasileiro procura formas de entregar a totalidade das áreas com potencial mineral excluindo a participação das pequenas empresas nacionais, ignorando a existência de áreas de proteção ambiental ou cultural, desprezando as nascentes e rios.
O patrimônio histórico e paisagístico também encontra-se ameaçado inexistindo no novo projeto qualquer tipo de proteção. Mantém o governo a angustia do poeta Carlos Drummond de Andrade ao afirmar diante da exploração predatória em sua Itabira que “Minas não há mais”.
Outro aspecto grave: Inexiste no projeto do novo Código de Mineração limites a extração e exportação de minerais raros ou vitais a segurança energética e econômica nacional. O ouro, por exemplo, continua entregue a política econômica da Anglo Gold e Kinross.
O novo Código de Mineração, caso aprovado, entrega os recursos minerais brasileiros por uma das taxas mais baixas do mundo: Até 4%. O tempo de concessão também apresenta-se generoso e pode durar 40 anos acrescentados de mais 20 se sobrar algo a explorar.
O governo pretende entregar os recursos minerais nacionais por três gerações. Enquanto isso o Brasil permanecerá em sua tradicional situação de exportador de matéria prima e sabemos todos o quando esta condição torna frágil uma economia.
Uma das justificativas para alterar o Código de Mineração, segundo o governo, seria adequar a legislação nacional aos “novos tempos” afinal o Código em vigor foi elaborado no período da ditadura. Concordo plenamente. Todavia lembro que o atual titular das Minas e Energia – Sr. Edison Lobão – também é uma herança do mesmo regime do qual serviu-se fartamente junto com seu mentor o senador José Sarney.
Mas o que seriam estes novos tempos? Possivelmente o governo refere-se as disputas pelo controle da matéria prima com ênfase ao crescimento da economia chinesa, essa sim representando um novo e poderoso consumidor.
Para espanto dos liberais a política de mineração chinesa permaneceu durante os anos de crescimento fechada aos oligopólios e somente no final dos anos 90 inicia-se uma tímida abertura permitindo-se a formação de joint ventures.
Esta abertura deve-se a diminuição das reservas locais e apresenta em sua fundamentação a busca de novas tecnologias para a exploração. Mesmo assim existe uma limitação à exploração por empresas de capital estrangeiro de minerais energéticos e preciosos.
No caso do ouro e da prata a exportação é proibida e sua venda somente é permitida ao banco estatal que determina o preço não necessariamente semelhante ao estipulado nos mercados internacionais.
A legislação mineral chinesa – no Brasil o relator do projeto do novo Código afirma que preocupações com meio ambiente não precisam compor o citado texto legal e sim outros diplomas – determina as áreas proibidas à mineração. Citamos como exemplo: Os distritos industriais, áreas de conservação de água, as margens das rodovias, as margens dos rios, reservas naturais, pontos de interesses turísticos, sítios arqueológicos, históricos e paisagísticos. E as empresas estão, assim mesmo, brigando para conseguir as autorizações de exploração no território do gigante asiático.
O Estado chinês participa diretamente da exploração através de empresas estatais e determina o montante a ser minerado e sua utilização na indústria. No Brasil os instrumentos para este tipo de intervenção foram extintos a partir do governo Fernando Henrique Cardoso – os demais governos mantiveram o modelo – ficando o país sem condições de desenvolver uma política exploratória nacional submetendo-se aos interesses das políticas econômicas elaboradas nas sedes dos oligopólios.
A legislação chinesa também estabelece dificuldades para a transferência de titularidade da concessão aspecto liberado na proposta do Código brasileiro possibilitando – ao exemplo dos fatos verificados nas empresas X – a simples especulação de concessões.
A aprovação do novo Código de Mineração aponta para a repetição dos fatos verificados na votação da lei que permitiu a entrega do petróleo do pré-sal. As emendas apresentadas – em sua maioria – referem-se a distribuição dos royalties ignorando os aspectos humanos, culturais e necessidades econômicas do povo brasileiro.
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções. Nós repeitamos a LGPD.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.