UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

segunda-feira, 6 de abril de 2026
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Após demissões, metrô pode entrar em greve no dia da Copa

10458019_800055530007274_4969681756448090339_nO governador Alckmin (PSDB) resolveu declarar guerra aos trabalhadores metroviários em greve, demitindo 42 dos mais destacados trabalhadores. Entre eles estão diretores do sindicato, delegados sindicais e membros da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa), inaugurando uma prática antissindical e ferindo frontalmente a legislação trabalhista.

Com as demissões, o PSDB tenta esconder toda a corrupção praticada há anos no Metrô e na CPTM, corrupção que foi fortemente denunciada durante toda a greve. No mesmo dia em que o Governo anunciou as demissões, mais um operário morreu nas obras do metrô da avenida Washington Luís. O governador não se indignou com o vandalismo das empreiteiras, nem sequer prometeu uma investigação sobre as causas da morte de um trabalhador.

Reunidos em assembleia no dia ontem, os metroviários decidiram manter o estado de greve e convocar nova assembleia para a quarta-feira (11), véspera da Copa. Dessa maneira, uma grande paralisação, com piquetes e manifestações pode ser organizada na quinta-feira.

Para Ricardo Senese, delegado sindical da estação Barra Funda e um dos demitidos e perseguidos pelo governador, a categoria está unida e o movimento tem grande força e adesão. “O governador não vai conseguir nos intimidar com as demissões. O Metrô sabe que as demissões foram ilegais pois nenhuma das denúncias de vandalismo tem comprovação. A greve é um direito e não fizemos nada mais do que praticar nosso direito à greve. Na verdade, o Governo está em desespero pois toda sua corrupção e má gestão estão comprovadas no Metrô, na CPTM, na Sabesp e na segurança pública. É o momento de fortalecemos ainda mais nossa luta”, declarou.

A nova assembleia dos metroviários, amanhã, às 18h30, na sede do sindicato, será um grande ato político de todos que defendem os direitos dos trabalhadores.

Redação São Paulo

Governo do PSDB reforça a repressão e metroviários resistem

Sem títuloO governador Geraldo Alckmin (PSDB) iniciou uma verdadeira operação de guerra contra os metroviários em greve no Estado de São Paulo, provando que não tem intenção de resolver o problema do transporte na Região Metropolitana da Capital. O PSDB age dominado pelo ódio contra os trabalhadores, que denunciaram a corrupção no Metrô paulista, a qual afetou sensivelmente a vida da população.

Em uma manifestação realizada nesta terça-feira (09/06), às 7h, na estação do metrô Ana Rosa, o Governo enviou o Batalhão de Choque para lançar bombas de gás e bater com cassetetes em trabalhadores e na população que realizava um ato de apoio à greve. É uma atitude desesperada da parte do Governo, que não resolve em nada a situação que gerou a greve.

Ainda de manhã, o secretário de Transporte do Estado anunciou a demissão de 60 funcionários do Metrô por justa causa, o que é um claro descumprimento à lei de greve e à própria decisão do TRT, que considerou a greve abusiva, mas não ilegal.

A verdade é que São Paulo vive uma situação de extrema confrontação social às vésperas da Copa da Fifa, e a responsabilidade é do Governo, que só sabe responder com polícia e gás lacrimogênio a toda reivindicação social.

Redação São Paulo

Metroviários seguem em greve: não tem arrego!

IMG_0447A Justiça dos ricos mostrou seu caráter hoje, no julgamento da greve dos metroviários de São Paulo. Além de decidir pelo percentual de reajuste determinado pela empresa (8,7%), os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho declararam abusiva a justa greve dos trabalhadores e definiram a multa de R$ 400 mil para cada dia de greve, além de descontar os dias parados.

Nada disso, no entanto, intimidou os metroviários paulistas que definiram, por ampla maioria, permanecer em greve em luta contra a privatização, a corrupção e a precarização dos Metrô. É uma decisão histórica em uma greve histórica. A atitude dos metroviários deve ser apoiada por todos que defendem os direitos dos trabalhadores e do povo.

A apenas quatro dias do início da Copa da Fifa, o principal sistema de transporte da maior cidade do país se encontra paralisado, e a culpa é do governador Alckmin e do governo do PSDB, que tenta resolver todos os problemas sociais usando da repressão policial.

Os metroviários vencerão, com o apoio do povo de São Paulo e de todo o Brasil.

Redação São Paulo

Contra a Fifa, estudantes ocupam Reitoria da UFMG

axNo dia 6 de junho, estudantes ocuparam a Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais. A UFMG está localizada no chamado perímetro da Fifa, por isso, durante o evento a Universidade será considerada território da Fifa. Segundo esse argumento, no ano passado, a UFMG serviu como base militar para as Forças Nacionais atacarem covardemente os manifestante que passavam em frente à instituição em direção ao Estádio Mineirão.

Diante desses e outros motivos, os estudantes começaram a dialogar sobre essas questões, criaram o Fórum UFMG contra a Copa, de forma ampla e horizontal, que, a partir daí, realizou assembleias e ações questionando as contradições da Copa.

Fruto dessa pressão foi aprovado no Conselho Universitário, órgão máximo de deliberação da universidade, que a UFMG seria contra a utilização do campus como base militar das forças de repressão e quaisquer aparato repressivo, e tampouco seria utilizada como terminal de desembarque dos torcedores nos dias de jogos da Copa. Porém, apesar da posição da universidade, durante os dias do evento o campus ficará sob as vontades da Fifa.

Apesar do pronunciamento da Reitoria com relação à permanência da Força Nacional, no último dia 6 de junho, a PM entrou no campus armada perseguindo um estudante que participava de um ato pela melhoria do transporte público na porta da universidade. A polícia não foi autorizada a entrar na universidade e, mesmo assim, esse lamentável fato ocorreu. Isso nos mostra que a tão mencionada autonomia universitária é quebrada a qualquer instante.

Diante dessa situação, os estudantes, reunidos em assembleia no último dia 6, decidiram ocupar o prédio da Reitoria, em defesa das seguintes pautas: Pela Autonomia Universitária – UFMG não é Território da Fifa; Garantia de que a UFMG não será utilizada como base militar; por uma universidade aberta sempre, inclusive em dias de jogo; pelo fim do convênio da UFMG com a PM e por uma Assistência Estudantil de qualidade com o fim da FUMP. A ação de ocupação  foi realizada com grande êxito e os estudantes permanecem ocupados no salão principal da Reitoria por tempo indeterminado.

Claudia Gomes, Talita Oliveira e Poliane de Castro/ militantes do Movimento Voz Ativa da UFMG

Servidores exigem revogação da PEC 59

Greve----Rosane-Vargas-1492Servidores públicos federais lotados nos órgãos do poder judiciário em todo o país estão em greve desde o último dia 29 de abril. Denunciando o arrocho salarial e a precarização do plano de carreira, trabalhadores de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Bahia estão com greve decretada e em plena mobilização, enquanto os outros estados preparam paralisações.

É uma greve que se soma ao processo de lutas de grande parte dos servidores públicos federais. Os trabalhadores lotados nas universidades federais estão paralisados juntamente com os professores e técnicos dos institutos federais, bem como os trabalhadores do Ministério da Cultura. Mobilizações e paralisações de policiais federais e auditores da Receita Federal estão em curso.

No caso específico do setor judiciário, contribuiu para detonar a greve o avanço das votações no Congresso da PEC 59/2013, de autoria de Flávio Dino e Alice Portugal (ambos do PCdoB), que cria o Estatuto do Servidor do Judiciário. Se aprovada, a PEC retirará direitos de aposentadoria e progressão na carreira dos servidores de nível federal. Para conquistar apoios, a PEC cria regras dúbias em relação aos servidores do Judiciário em nível estadual mas, mesmo para esse setor, a perspectiva é de retirada de direitos.

A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe), contabiliza em 41% as perdas salariais atuais da categoria, e o Governo Federal mostra indisposição em ouvir as reivindicações e declarou que a votação da PEC 59 no Congresso é uma prioridade.

Em Porto Alegre, no dia 28 de maio, 500 servidores do Judiciário Federal realizaram um ato em frente ao Tribunal Regional Eleitoral. A mobilização dos servidores chamou a atenção da população que transitava pelo Centro da cidade, demonstrando a força do movimento e a consciência da importância das reivindicações. Falando no ato, o diretor do Sintrajufe-RS, Paulinho Oliveira, afirmou: “Pela força da nossa mobilização, conseguiremos acabar com a PEC 59/13”. No interior do Rio Grande do Sul, o movimento grevista tem crescido com várias cidades aderindo à paralisação.

Nos próximos dias, estão previstas novas assembleias nos estados que ainda não paralisaram as atividades, e a expectativa é de ampliação do movimento.

Paulo Roberto Tiecher, Porto Alegre

Eletricitários fazem greve histórica na Paraíba

STIUPA Energisa é um dos grupos do setor eletricitário que mais cresce no Brasil. Com sede em Cataguases, Minas Gerais, a empresa tem também atuação na Paraíba e em Sergipe. No fim do ano passado, adquiriu o Grupo Rede, do Centro-Oeste. Na Paraíba, a tarifa de energia só cresce. Em contrapartida, o salário pago aos trabalhadores é um dos mais baixos do País, inferior até ao de outras categorias no Estado, como a dos comerciários e a dos trabalhadores da construção civil.

Por tudo isso, a revolta tomou conta dos trabalhadores em todo o Estado, e a paralisação, que teve início em apenas três cidades, tomou a forma de greve geral quando ganhou a adesão de vários municípios do interior paraibano. No dia 8, os trabalhadores de João Pessoa, que são representados por outro sindicato, também aderiram à greve, organizados pelo Movimento Luta de Classes (MLC) e o grupo de oposição à direção pelega, totalizando mais de 2.000 funcionários em greve em toda Paraíba. No período pós-privatização, a empresa ainda não havia enfrentado um movimento grevista desta dimensão.

No fim do dia, a empresa, que durante toda a semana tentou na Justiça conquistar o decreto de ilegalidade da greve, conseguiu uma liminar que exigia do Stiupb o retorno ao trabalho de 70% do efetivo, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Apesar desta posição arbitrária, a decisão judicial não decretou o movimento paredista como ilegal, e a empresa foi obrigada a se reunir novamente com o sindicato.

Completada uma semana de greve, os trabalhadores decidiram pela suspensão do movimento no dia 12, com o compromisso, da parte da empresa, de abonar o ponto dos trabalhadores de todas as cidades onde ocorreu a greve. Uma pauta de reivindicações foi entregue à Energisa por uma comissão de trabalhadores.

Embora a empresa se mantenha irredutível, a disposição de luta da categoria só aumenta e o sentimento dos trabalhadores é de que estão mais fortes. “Essa greve representou um divisor de águas na luta dos eletricitários no Estado. Nada será como antes”, afirmou Wilton Maia, presidente do Stiupb.

Como forma de retaliação, a Energisa demitiu, logo após a suspenção da greve, o companheiro Dráuzio Macedo, membro da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e uma das lideranças da greve em João Pessoa. As direções do Stiupb, do MLC e da CUT-PB estão movendo uma campanha de denúncias contra esta ação antissindical e não aceitarão nenhuma punição a qualquer integrante da categoria que participou da greve.

Emerson Lira, Campina Grande

Metroviários mantêm a greve e adesão é geral

IMG_0396Os metroviários de São Paulo já estão no segundo dia da greve nesta sexta-feira, 06 de junho, greve que já entra para história da categoria. A adesão é de quase 100%, atuando como fura-greves apenas os gerentes e supervisores que trabalham nos escritórios do Metrô. Na assembleia de hoje, os trabalhadores decidiram radicalizar nos piquetes a partir da meia-noite e fortalecer a greve para derrotar a intransigência do Governo Estadual.

Durante todo o dia, o Governo do PSDB, a imprensa e o a Justiça do Trabalho tentaram colocar o povo de São Paulo contra os trabalhadores do Metrô. Contaram mentiras e puseram em funcionamento algumas estações, colocando os engenheiros dos escritórios para conduzir os trens. Esta é uma medida que coloca em risco a vida dos usuários de transporte, pois são profissionais que não contam com suficiente experiência para este tipo de tarefa. Está provado que, para o governador Geraldo Alckmin, a vida do povo não tem importância.

Mostrando que os metroviários têm compromisso com atendimento à população, foi aprovado em assembleia que, caso o Governo aceite manter as catracas livres nesta sexta-feria, os trabalhadores doariam seu dia de trabalho, trabalhando de graça no funcionamento do Metrô. O Governo, no entanto, não deu resposta sobre a proposta.

É o momento de fortalecer a solidariedade com os metroviários, declarando apoio à greve que é direito de todo o trabalhador.

Redação São Paulo

Metroviários de São Paulo decretam greve

IMG_4978Na noite de hoje, 4 de junho, em assembleia com mais de 2.500 trabalhadores, os metroviários de São Paulo decretaram greve a partir da zero hora do dia 5, quinta-feira.

A categoria rejeitou toda a proposta do governador Geraldo Alckmin e, por unanimidade, tirou greve em tempo indeterminado.

Dentre os principais pontos rejeitados na proposta do Governo do Estado está o reajuste de todas as cláusulas econômicas em 8,7%. A contraproposta dos trabalhadores é de reajuste salarial de 35%. E outros dois pontos que são fundamentais para os trabalhadores não são mencionados pelo governador, o adicional de periculosidade para agente de estação e aumento da PR, ambas aprovadas pelo TRT na audiência realizada hoje.

Uma liminar judicial obriga o funcionamento de 100% da frota em horário de pico, no entanto, o Sindicato dos Metroviários afirmou não ter recebido formalmente tal decisão até a hora da votação da greve.

O Movimento Luta de Classes (MLC) esteve presente em todo processo da Campanha Salarial da categoria, e, nesta assembleia, reafirmou seu apoio e expressou a importância desta greve para a luta da classe trabalhadora, uma vez que ela influência outras categorias e mostra a força dos trabalhadores organizados.

Ricardo Senese, delegado sindical da Estação Palmeiras-Barra Funda e membro do MLC, confirma que o sucesso dessa mobilização está na união da categoria. “O sentimento é só voltar a trabalhar quando todos os trabalhadores forem atendidos nas suas reivindicações. Precisamos também que a população e os movimentos sociais em geral expressem seu apoio à nossa greve, divulgando e fortalecendo esse momento histórico da categoria metroviária”, concluiu Senese.

Redação São Paulo

Festa pelos 48 anos de fundação do PCR

ato 48 anosA sede do Centro Cultural Manoel Lisboa de Pernambuco foi pequena para receber na tarde e noite do último dia 31 de maio militantes do PCR, da UJR e amigos, ávidos por festejar uma data tão cara e cheia de simbolismo: 48 anos de fundação do Partido Comunista Revolucionário.

No salão Ernesto Che Guevara podia-se sentir a forte presença de Manoel Lisboa, Amaro Luiz de Carvalho, Emmanuel Bezerra, Manoel Aleixo e Amaro Félix Pereira, como que a indicar-nos o caminho luminoso do socialismo.

Músicas de Pablo Neruda, Carlos Marighella, Chico Buarque, Milton Nascimento e Elis Regina, poesias, vinho, bolo e profundos depoimentos de militantes e amigos do PCR marcaram, de forma emocionante, os 48 anos de vida e de luta do Partido fundado por camaradas como Manoel Lisboa, Amaro Luiz de Carvalho, Ricardo Zarattini, Selma Bandeira e Valmir Costa, em maio de 1966, com o objetivo de derrubar a ditadura militar fascista e instalar em seu lugar um governo popular-revolucionário para levar a cabo a revolução socialista no Brasil.

Deram depoimentos José Nivaldo Jr, Marcelo Santa Cruz e representantes da coordenação da UJR, do MLC, do MLB, do Movimento de Mulheres Olga Benário e a saudação do Comitê Central do PCR.

Todos pareciam trazer nas mãos e nos lábios um forte sentimento de gratidão ao PCR. No encerramento, um cálice de vinho erguido em cada mão, a um só tempo, como se fosse um só braço e, ao vibrar da voz de todos: Viva o PCR, que vive, luta e avança!

Redação PE

Greve na Coca-Cola em João Pessoa

Na manhã deste dia 03 de junho, cerca de 400 funcionários da Refresco Guararapes, empresa situada em João Pessoa e responsável pelo engarrafamento e distribuição da Coca-Cola para todo o Litoral Paraibano, iniciaram uma paralisação em repúdio ao acordo fechado pelo Sindicato dos Rodoviários, que formalmente negocia em nome da categoria. Esta entidade, no entanto, não possui um único filiado na base, apesar de descontar mensalmente, de forma abusiva e ilegal, a chamada taxa assistencial de todos os funcionários da empresa.

A greve, organizada pelo Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega da Paraíba (Sindmae-PB) e pelo Movimento Luta de Classes (MLC), é uma clara demonstração de que a categoria não foi ouvida quanto ao Acordo Coletivo de Trabalho celebrado no último dia 26 de abril, referente à data-base de 1º de julho de 2013.

Os principais danos causados com o tal acordo são:

1. Institui um reajuste salarial de apenas 5,5% (abaixo da inflação);
2. Mantém o piso salarial do motorista da Coca quase R$ 400 abaixo do piso salarial dos motoristas das demais empresas/ramos, que é hoje de R$ 1.215, segundo a Convenção Coletiva;
3. Finalizado dez meses após a data-base, o acordo sequer prevê o pagamento dos retroativos.

O movimento tinha como objetivo inicial parar o setor da distribuição, mas rapidamente contou com a adesão dos trabalhadores da produção, uma vez que eles também sofrem com graves problemas, recebem baixos salários e não contam com apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Bebida, que deveria representá-los.

Rafael Freire

Movimentos farão quarta-feira vermelha contra a Fifa e os abusos da Copa

25jun2013---manifestantes-marcham-em-rua-do-capao-redondo-zona-sul-de-sao-paulo-nesta-terca-feira-25-em-ato-organizado-pelos-movimentos-mtst-movimento-dos-trabalhadores-sem-teto-periferia-ativa-1372165383565_1920x1080O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), juntamente com outros movimentos populares, convocou para essa quarta, dia 04 de junho, na Zona Leste da Capital, uma quarta-feira vermelha para denunciar a Fifa e os abusos da Copa. É esperada a presença de mais de 20 mil pessoas, a exemplo da última manifestação que ocorreu no dia 22 de maio.

Os movimentos de moradia têm fortalecido suas reivindicações nesse momento que antecede a Copa da Fifa, e não se trata de nenhum oportunismo, como pretendem alguns. A verdade é que foi prometido um grande legado social com as obras da Copa e, muito pelo contrário, o que se viu foram remoções e um gasto de mais de R$ 8 bilhões do dinheiro público para construir estádios, dinheiro que poderia servir para construir quase 200 mil casas populares.

As famílias que há anos vivem debaixo da lona, pagando um aluguel que consome mais da metade do salário, morando em barracos sem nenhuma condição de higiene ou de favor na casa de parentes, dividindo um espaço minúsculo, estão cada vez mais convencidas de que nenhum governo dará de presente o direito a uma moradia digna. Esse é um direito que precisa ser conquistado na luta.

As reivindicações levantadas pelo MTST para essa quarta-feira vermelha são:

Campanha COPA SEM POVO, TÔ NA RUA DE NOVO defende o HEXA DE DIREITOS:

1) MORADIA: CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA
Leis para controle do valor dos aluguéis
Comissão Nacional de Prevenção de Despejos Forçados
Mudanças no Minha Casa Minha Vida

2) SAÚDE: MAIS VERBAS PARA A SAÚDE PÚBLICA!
Fim dos subsídios aos planos de saúde
Fim das privatizações
10% do PIB para a Saúde Pública

3) TRANSPORTE: PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE!
Redução imediata das tarifas
Criação de fundo federal de redução anual da tarifa
Tarifa zero com controle público

4) EDUCAÇÃO: PELO ACESSO E QUALIDADE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA!
Ampliação e construção imediata de creches
Política de cotas e assistência estudantil permanente
10% do PIB para a educação pública

5) JUSTIÇA: CHEGA DE ATAQUES DO ESTADO CONTRA OS MAIS
POBRES !
Comissão Nacional da Violência do Estado Contra a Periferia
Desmilitarização da Polícia Militar
Fim dos tribunais especiais e leis anti-manifestação

6) SOBERANIA: DURANTE A COPA!
Garantia do Trabalho informal
Prevenção efetiva à exploração sexual
Pensão vitalícia às famílias dos operários mortos e
incapacitados durante as obras das copas

Redação São Paulo