Cerca de 500 pessoas permanecem acampadas em frente à Prefeitura do Rio de Janeiro, após o violento despejo da ocupação do prédio da Telerj/Oi, na última sexta-feira (11/04).
A Prefeitura, ao invés de construir uma saída para o problema, nega-se a negociar seriamente e mantém um efetivo de dezenas de guardas municipais para intimidar as famílias.
Segundo Tathy Soares, do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), a reivindicação do movimento é que as famílias sejam cadastradas no programa de aluguel social até que as novas moradias sejam entregues. “Estamos aqui para exigir que o direito do povo pobre à moradia digna seja respeitado”, afirma.
As famílias decidiram, em assembleia, permanecer no local até que uma solução seja apresentada pela Prefeitura.
As grandes mídias executaram nos últimos dias suas rotinas promocionais e divulgaram o suposto grande sucesso da invasão militar para “pacificar” a Maré. O governador Cabral veio a público constar: “Hoje foi, sem dúvida, um dia histórico.” e o secretário de segurança pública Beltrame afirmou: “Mais uma vez, fomos muito bem. Vamos entregar o terreno a quem merece e é dono, que é a população. Tudo correu tranquilamente. Para nós não foi surpresa, por que todas as ocupações têm sido assim.”
Contrariam radicalmente este espetáculo midiático recorrentes relatos sobre violações e abusos pelo lado dos policiais durante a invasão. Policiais entrando nas casas sem mandado; com “toca ninja” ameaçando moradores de morte; depredando bens e roubando eletrodomésticos sem nota fiscal; tratando moradores com violência verbal e apontando armas de fuzil para os seus rostos; constrangendo e agredindo crianças como no caso de policiais mandarem-nas deitar e em seguida pisarem em suas cabeças; prisão coletiva de menores que protestaram por causa de morte de um adolescente, que foram levadas à delegacia em caminhão da Polícia Militar; constrangimento e prisão de idosos; invasão de casa com moradora que estava sozinha e diante da presença ameaçadora da polícia se viu forçada de correr para a rua vestida apenas com roupa íntima.
A grande imprensa divulgou imagens de moradores presos acusando-os de serem traficantes que em seguida foram liberados por não terem nenhum envolvimento e serem inocentes (sem que houvesse uma retratação). Nos casos de mortos e feridos, tem sido difícil apurar ao certo, pois há dificuldade de checar informações, mas temos a confirmação de um jovem de 15 anos morto sem divulgação da causa de sua morte, um jovem de 18 anos baleado e que veio a falecer, e de mais dois adolescentes baleados.
Nós, moradores que estamos envolvidos com a luta pelos direitos humanos fundamentais dos cidadãos que vivem em favelas, estamos colocando esforços para denunciar estes muitos casos de abuso que estão acontecendo com nossos familiares e vizinhos. A presença de diversos grupos de defensores de direitos humanos no domingo, coletivos de advogados, a Comissão de Direitos Humanos da OAB, o NIAC (UFRJ), o Coletivo Tempo de Resistência, a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, foi uma contribuição importante para a luta e resistência dos moradores. Não apenas por atuar em campo fiscalizando o trabalho da polícia e registrando ocorrência de abusos, mas também para testemunhar as dificuldades que a organização popular sofre diante da opressão militar, que não se inibiu em manifestar intimidação contra nós nem diante da presença dos advogados.
Nós, que estamos articulados em organizações populares e empenhados a lutar contra o Estado opressor, estamos sofrendo perseguição e intimidação. Entre outros, uma blazer branca com dois policiais seguiu e filmou de forma intimidadora a Comissão de Direitos Humanos da OAB que estava fiscalizando a atuação ilegal da polícia, e um helicóptero ficou dando várias voltas onde estavam os membros da Comissão. Entendemos que essa opressão é para coibir nossa atuação de resistência e impedir que façamos mobilizações e denúncia dos casos de abuso e violência praticados pela polícia.
Esta invasão foi tão pouco tranquila como as outras invasões em favelas do Rio de Janeiro. Sabemos que este é só o começo de toda uma onda de opressão através da política de extermínio e militarização nas favelas. É imperativo o fortalecimento da resistência. Moradores de favelas, movimentos sociais, defensores de direitos humanos e todas e todos que lutam por uma sociedade justa e igualitária, juntem-se a luta de resistência na Maré e em todas as favelas! Os opressores não calarão as nossas vozes.
Na noite do domingo 30 de março, trabalhadores sem moradia digna ocuparam o prédio da antiga TELERJ para fazer valer o seu direito de morar com dignidade. A mando da empresa de telefonia Oi, foi expedido mandado de reintegração de posse. No entanto, a justiça determinou que a Prefeitura realizasse o cadastro de todas as famílias antes da desocupação do terreno, o que não ocorreu.
Por volta de 5h da manhã de hoje, 11 de abril, a Polícia Militar cercou a região tentando impedir qualquer ato de solidariedade às famílias da ocupação. Trabalhadores, militantes do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) e estudantes solidários às famílias da ocupação acompanharam de perto essa movimentação.
Desrespeitando a ordem da justiça de que se realizasse o cadastro das famílias antes da desocupação, a PM, sob o pretexto de fazer cumprir a famigerada ordem de despejo, reprimiu, de forma truculenta, milhares de pessoas que aguardavam para serem cadastradas.
Mulheres, idosos e crianças não foram poupados da brutalidade policial. Em resistência à opressão do Estado, moradores se deitaram no chão para não permitir a passagem das viaturas e do caveirão. Outros buscaram se refugiar na UPA, escapando das bombas e tiros (na favela não são de borracha). Indignada, uma senhora tentou furar o bloqueio policial para ter notícias das crianças que poderiam ser seus netos, quando também foi agredida. O estudante da UFRJ Esteban Crescente saiu em defesa da senhora e foi espancado e preso pela Polícia.
Essa ação é reflexo do projeto de cidade implementado no Rio de Janeiro, jogando milhares de trabalhadores para os bairros mais distantes e reservando os melhores locais para os condomínios de luxo. Como única saída para esta situação, resta aos trabalhadores e trabalhadoras se organizarem e exigirem na luta seus direitos.
Toda solidariedade à ocupação da TELERJ! Morar dignamente é um direito humano!
Na Cracóvia, Ucrânia, o tenente-coronel Chuikov Andrew Y. renunciou ao cargo após ter recebido ordens do Ministério do Interior da Ucrânia para uso da força contra manifestantes que ocuparam a sede administrativa do Estado. De acordo com o tentente-coronel, “a maior parte da polícia da Cracóvia é carne de seu povo e não irá cumprir ordens criminosas”, e ainda que “cada policial que se preze não deve lutar contra crianças desarmadas!”.
No prédio, a polícia encontrou estudantes, trabalhadores e militares reformados. Todos desarmados. Eles reivindicam independência e uma possível Federalização da região. Alguns também falam em anexação à Rússia.
No dia 31 de Março teve início a greve geral dos trabalhadores da Limpeza Urbana das 7 Cidades do ABC paulista. Seguindo o exemplo dos garis do Rio de Janeiro milhares de pais de famílias resolveram não aceitar mais a exploração a que eram submetidos.
No quinto dia de greve, dia 04 de Abril, o sindicato abandonou a greve alegando que era preciso seguir a decisão judicial que apontava para um acordo rebaixado. Indignados, os trabalhadores quiseram continuar a greve e contaram com o apoio do Movimento Luta de Classes – MLC que, junto com a comissão de trabalhadores de cada empresa, mobilizou e fez assembleias em cada empresa, conquistando, já no sábado à noite, uma paralisação de 100% apesar das investidas das empresas e do sindicato pelego.
No oitavo dia de greve, terceiro sem o Sindicato, os patrões se curvaram e fizeram uma proposta aceita pelo conjunto da categoria que saiu da greve do jeito que entrou, unida.
Essa greve foi muito importante para deixar provado que nós, trabalhadores, quando estamos unidos somos mais fortes que o patrão, e que é possível derrotar sua sede de lucro.
No último dia 30 de março, as forças de segurança do Rio de Janeiro ocuparam um total de 15 comunidades no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, onde vivem 130 mil pessoas. A área aguarda a implantação da 39ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Já no dia 5 de abril, tropas do Exército e da Marinha substituíram parte do efetivo da Polícia Militar em uma operação chamada “São Francisco”. A ação contou com 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 450 da Marinha, 200 da Polícia Militar e uma equipe avançada do 21° DP/Bonsucesso. A força de pacificação comandada pelo general Roberto Escoto atuará em uma área de 10 quilômetros quadrados.
Há grande dúvida em torno do caráter pacificador na atuação do Estado nas favelas do Rio de Janeiro, tanto quanto do interesse dessas intervenções. Em 2013, só entre 30 de março e 6 de abril, houve denúncias de violações dos direitos humanos em cinco UPPs (Manguinhos, Jacarezinho, Rocinha, Alemão e Mangueira).
A morte de jovens e trabalhadores de diversas formas pelas armas de PMs tem sido recorrente. O caso mais recente de abuso de autoridade por parte da Polícia foi o da auxiliar de serviços gerais Claudia Silva Ferreira, baleada em Madureira e arrastada no asfalto por um carro da PM. A região, que ainda não tem a ação da UPP, é uma das mais violentas da cidade. Ainda este ano, um jovem, Fabiano Oliveira Braga, 17, foi morto a coronhadas por quatro agentes da PM, que foram afastados e presos após a morte do rapaz.
O que sucede é a prática irregular dos autos de defesa por parte da Polícia, que se utiliza da autoridade para massacrar aqueles que não têm amparo na Justiça por sua condição social. A mesma Polícia que pratica estes crimes tem entrado nas favelas do Rio de Janeiro para impor a ordem do Estado por meio das UPPs. Segundo a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), as UPPs têm contado apenas com a força militar, as demais áreas do Estado, como assistência social, educação e saúde, não chegam até as unidades com a mesma intensidade.
A pesquisa realizada pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, revela que só a cidade do Rio de Janeiro sofreu com 1.487 óbitos por arma de fogo em 2010. Entretanto, a política adotada para acabar com a violência não condiz com a necessidade da população, que almeja mais que policiais, almeja condições dignas para que a juventude e os trabalhadores tenham a possibilidade de um futuro melhor. Dessa forma, a lógica dos idealizadores da UPP da Maré não superaria este propósito. As tropas lá estabelecidas permanecerão até julho, quando terminar a Copa do Mundo… mas, aí já é outra matéria.
Aos 50 anos da ocupação, pelos estudantes, da Faculdade de Direito, em João Pessoa, ocorrida a 3 de março de 1964, a Comissão Estadual da Verdade e Preservação da Memória da Paraíba (CEV) pretendeu registrar a data promovendo uma audiência pública em que seria apanhando o depoimento de quatro dos remanescentes daquele episódio: José Tarcísio Fernandes, na época presidente do Diretório Acadêmico daquela unidade de ensino, hoje advogado; José Rodrigues Lopes, presidente da União Estadual de Estudantes, médico; Wills Leal, jornalista; e eu, Inocêncio Nóbrega Filho, secretário-geral da Upes, economista e jornalista. Esse reencontro teve lugar no último 19 de fevereiro, exatamente no local onde se deu a resistência cívica. Os trabalhos foram conduzidos pela professora Lúcia Guerra, uma das coordenadoras da Comissão.
Sonho de uma pátria livre, senhor de seus destinos, eis o pano de fundo dos protestos, que se iniciaram pela manhã, contra a anunciada vinda a João Pessoa, naquele dia, de Carlos Lacerda, governador do Estado da Guanabara, procedente de Salvador.
Jovens, em regra estudantes, ao todo 26, dispuseram de um alto-falante, por nós instalado, ditaram palavras de ordem contra a propalada e indesejável visita do “Corvo da Olaria”. (Assim Lacerda era conhecido, uma vez acusado da constante matança de mendigos nas ruas cariocas, sob argumento de um melhor visual turístico. Dividia com seu colega de São Paulo, Adhemar de Barros, a liderança civil do golpe, em gestação, cujo alvo era o constitucional governo de João Goulart.)
Na capital paraibana, a pretexto de defender sua candidatura à Presidência da República nas eleições de 1965, para a qual recentemente havia sido criado um comitê, nas dependências do Teatro Santa Roza, na realidade, junto a isso, Lacerda viria aglutinar seus correligionários, com vistas ao golpe de 1º de abril.
As pregações do grupo tiveram caráter dialético. Naturalmente deitamos críticas à guinada política, em curso, do governador da Paraíba, Pedro Gondim, cooptado pelas hostes locais do conservadorismo e eterna vigilância, o udenismo. Também fomos incisivos no tocante ao massacre de camponeses em Mari, por policiais. Nossa linguagem, sempre de perfil moderado, previamente recomendado, elegia o nacionalismo como ponto culminante. Eram tempos áureos de um governo, talvez o único na história republicana, civicamente preparado para comandar os interesses nacionais. Vínhamos da extraordinária Campanha da Legalidade, liderada pelo Rio Grande do Sul, cujas ondas da Rádio Tabajara retransmitiam os discursos do governador Leonel Brizola, por isso aprendendo lições de coragem e nacionalismo. Estudantes, jornalistas, trabalhadores, com a API de Adalberto Barreto à frente, manifestamos, nas principais artérias da cidade, nosso apoio à posse, incondicional, de Jango.
A reação
Lamentavelmente, pessoas estranhas ao nosso ninho, ferrenhas adversárias do lacerdismo, aproveitaram-se do momento para exaltadas referências a Juscelino Kubitschek presidencial, apesar de pedirmos prudência nas palavras. Havia uma crescente rivalidade entre os dois postulantes, estimulada pela mídia nacional. Após as despedidas do sol nos horizontes, frustrada a caravana que recepcionaria seu chefe no aeroporto, com a notícia de que ele decidira cancelar a visita, os adversários prepararam uma reação à altura de nossa ousadia. Recrutaram a capatazia, que, postada em posições estratégicas, encenava uma invasão ao prédio da Faculdade, através de sua porta principal, por nós devidamente calçada com barricadas. Os deputados Joacil de Brito Pereira, já falecido, Marcus Odilon Coutinho e mais um terceiro homem usaram de um ariete, apanhado em construção vizinha, para facilitar o arrombamento.
Interferência e prisões
Os apelos de desobstrução da praça dirigidos ao povo por parte do Palácio da Redenção, seguidos da presença de três viaturas do Exército, foram as primeiras medidas de salvaguarda de nossas vidas, cuja missão entregue ao Sílvio Porto e ao deputado Waldir dos Santos Lima. Aceita a ponderação, por se tratar de um bem federal, deixamos o recinto, sem quaisquer novas ameaças, ante a vista do coronel Eduardo d’Ávila de Melo, o mesmo que foi responsabilizado, mais tarde, pela tortura e morte do jornalista Vladimir Herzog.
Presos, fomos levados ao QG da Polícia Militar, inquiridos e liberados, já pela madrugada. Os acontecimentos do dia anterior foram motivo de debate na sessão da Assembleia Legislativa, com os parlamentares invasores justificando e se defendendo do ato que praticaram. O jornal oficial A União, na edição de 6 de março, publicou nossas fotos, tachando-nos de baderneiros. Com o advento do regime militar, fomos incursos em IPMs. Onze de nós, acadêmicos de diversos cursos, fomos atingidos por uma resolução da Reitoria que nos excluía do ano letivo de 1964: Aderbal Vilar Sobrinho, Antônio Sérgio Tavares, Carlos Augusto de Carvalho, Evandro F. dos Santos, Iremar Bronzeado, José Ferreira da Silva, José Humberto Espínola e Rubens Pinto Lira, além dos três universitários mais acima citados). Faziam parte também dessa plêiade o ora antropólogo Carlos Alberto Azevedo, Zita Moreno Marinho e outros.
Histórico de rebeldia
Nossos pais nos repassavam exemplos de rebeldia paraibana. O presidente João Pessoa negava apoio a Júlio Prestes, que buscava o Catete. Para homenageá-lo, em decorrência de sua morte, revoltados os “paraibanenses” reivindicaram, em ato público, a transferência do nome da capital para a atual João Pessoa. Longínquos exemplos vêm do século 19, precisamente a famosa vereação do Senado da Câmara da Capital, de 11.6.1822, oficiada ao príncipe dom Pedro através do patriarca José Bonifácio, de considerá-lo o único dirigente brasileiro. Repercutiu, imediatamente, nas cortes lusas, que resolveram afastá-la de sua comunidade, juntamente com as capitanias do Ceará, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo, por semelhantes ações de rebeldia.
Para relembrar os 50 anos do Golpe Militar na Bahia foi realizado um ato (01) que teve a participação de vários militantes ligados ao Partido Comunista Revolucionário, Partido dos Trabalhadores, a Comissão Estadual da Verdade na Bahia, o Levante Popular da Juventude,Parlamentares, Grupo Tortura Nunca Mais, Comissão da Verdade da Universidade Federal da Bahia, a Ordem dos Advogados do Brasil, a União da Juventude Rebelião, Grêmio do IFBA, Federação Nacional dos Estudantes de Ensino Técnico – FENET e Carlos Marighella Filho. Esse protesto teve como objetivo visitar o Forte do Barbalho, local onde aconteceram as torturas aos opositores da ditadura militar na Bahia.
Antes da visita ao Forte, militantes e ativistas fizeram uma caminhada pelo bairro puxando palavras de ordem: “Pela abertura dos arquivos da ditadura” e “Pela punição aos torturadores” foram entoadas por todos que entraram no local. Em seguida foi realizada uma caminhada até as celas onde os presos eram torturados e assassinados pelo regime.
No pátio do Forte ocorreu uma solenidade, onde vários presos políticos e familiares de presos desaparecidos deram seus depoimentos sobre o que viveram na época do golpe. Depois todos os presos políticos presentes leram um manifesto denunciando os tempos de chumbo na Bahia.No Forte do Barbalho foi inaugurado um Memorial de Resistência do Povo da Bahia.
Atualmente são 33 baianos que engrossam a lista de mortos e desaparecidos em nosso país. O ato terminou com muita emoção e a certeza que a luta e a resistência fizeram parte de uma necessidade histórica para combater o fascismo no Brasil. Segue abaixo, os nomes dos Baianos que foram assassinados pela ditadura militar.
MARIO ALVES
CARLOS MARIGHELLA
JORGE LEAL GONCALVES PEREIRA
ADERVAL ALVES
JOEL VASCONSELOS SANTOS
CELIO AUGUSTO GUEDES
LUIZ ANTONIO SANTA BARBARA
WALTER RIBEIRO NOVAES
JOSE CAMPOS BARRETO
NILDA CARVALHO CUNHA
ANTONIO CARLOS M. TEIXEIRA
ROSALINDO DE SOUZA
MAURICIO GRABOIS
NELSON LIMA PIAUHY DOURADO
ESMERALDINA CARVALHO CUNHA
OTONIEL CAMPOS BARRETO
JOSE LIMAPIAUHY DOURADO
DINAELZA SANTANA COQUEIRO
UIRASSU ASSIS
DINALVA OLIVEIRA TEIXEIRA
SERGIO LANDULFO FURTADO
VANDICK REIDNER PEREIRA
PEDRO DOMIENSE
JOAO CARLOS CAVALCANTI REIS
VITORINO ALVES MOITINHO
JOAO LEONARDO DA SILVA ROCHA
PERICLES GUSMAO REGIS
STUART EDGAR ANGEL JONES( Nascido em Salvador)
Na tarde do dia 1º de abril, no Município de Maranguape, Ceará, ocorreu um ato em memória a todos os jovens lutadores que se opuseram ao regime militar, com o objetivo também de denunciar as violações dos direitos humanos cometidas hoje, especialmente por militares.
O ato ocorreu em frente à Casa dos Horrores, na Fazenda Trapiá, uma grande casa afastada do centro da pequena cidade. Na ocasião,estavam presentes sindicatos, partidos e organizações de esquerda, bem como o Comitê Memória, Verdade e Justiça do Ceará e a Comissão da Verdade Universitária – UFC e UECE.
Após as intervenções, com muita emoção de Walter Pinheiro e Benedito Bizerril, que foram torturados na Casa dos Horrores, e o poema declamado por Tatiane Albuquerque, militante da UJR, os jovens da União da Juventude Rebelião cantaram palavras de ordem denunciando o regime e reivindicando a abertura dos arquivos da ditadura.
A execução desse ato para relembrar todos os heróis do povo brasileiro que deram suas vidas por liberdade em nosso país não será o primeiro. Haverá ainda uma audiência pública na Câmara dos Vereadores para divulgar à população atos cometidos no período.
Com certeza, a luta não pode parar, pois devemos honrar o sangue de cada um de nossos companheiros! Para que não se esqueça! Para que nunca mais aconteça! Ditadura Militar nunca mais!
Fábio Araújo
Fábio Andrade é membro da Comissão da Verdade Universitária UFC e UECE e membro da União da Juventude Rebelião.
Com o objetivo de planejar os novos passos da luta contra a privatização do ensino e pela qualidade da educação publica, os profissionais da rede pública de ensino do estado do Rio de Janeiro se reuniram no XIV Congresso do Sindicato dos Profissionais da Educação do RJ (SEPE-RJ).
O Congresso, realizado de 26 a 29 de março, contou com cerca de 1.400 delegados eleitos nas escolas, sendo o maior da história do sindicato. A maciça presença dos trabalhadores da educação é consequência da intensificação da luta em todo estado, marcado por inúmeras greves que desde o ano passado vem transformando as ruas em sala de aula com apoio da população.
Na abertura houve homenagens aos professores Emílio Araújo e Sebastião, militantes históricos do Sepe, e do funcionário do sindicato, Paulo César Souza, falecidos recentemente. A mesa do debate de abertura contou com o Prof. da UFRJ Roberto Leher e do professor Gilberto Souza, da rede estadual de São Paulo onde foi feita uma análise do processo de privatização da educação.
Na mesa de Políticas Educacionais foram apontados três eixos principais de luta: contra a meritocracia, contra a privatização e a defesa da autonomia pedagógica.
Nos grupos de discussão foram debatidas as 21 teses apresentadas no Congresso e as propostas levadas para a plenária final que aprovou s mudanças na estrutura interna do sindicato e definiu as próximas lutas da categoria.
No dia 1ᵒ de abril, em Natal, Rio Grande do Norte, cerca de 700 pessoas realizaram uma passeata pelas ruas do centro da capital potiguar para repudiar o famigerado golpe civil-militar fascista realizado neste lamentável dia em 1964.
Construíram e participaram deste ato diversas entidades e partidos de esquerda, entre eles o PCR, PT, PSOL, PSTU, PCdoB, POR, Consulta Popular, UJR, LPJ, UBES, DCE-UFRN, UESP, MLB, Movimento de Mulheres Olga Benário, Marcha Mundial de Mulheres, MST, CUT, CSP-Conlutas e diversos sindicatos.
A concentração se deu às 14 horas na Av. Rio Branco na altura do viaduto do Baldo. Antes da passeata sair foram chamados os nomes dos companheiros e companheiras assassinados e desaparecidos pela ditadura do RN, com todos respondendo: “presente, agora e sempre!” A chamada se repetiu diversas vezes durante a caminhada. Ainda foi apresentado um esquete teatral e todos seguiram pela Av. Rio Branco. Passando em frente a prefeitura o ato relembrou a trajetória do prefeito Djalma Maranhão que fora cassado pela ditadura.
Durante todo percurso aconteceram as intervenções que denunciavam os crimes hediondos cometidos pela ditadura e como a impunidade destes crimes repercutem na prática da tortura que acontecem ainda hoje nas delegacias, presídios e periferias do país. E que a atual criminalização dos movimentos sociais, semelhante ao período ditatorial, deve ser repudiada pela sociedade.
O ato foi encerrado na Praça Pedro Velho. Lá falaram as representações dos Partidos presentes. Representando o PCR, Alex Feitosa dedicou sua fala ao revolucionário Emmanuel Bezerra dos Santos, militante do PCR assassinado em 1973, afirmando que sua luta continuava nos dias de hoje, pois a luta contra a ditadura era também uma luta para por fim a exploração capitalista e pelo socialismo.
Alex Feitosa, Natal
Seguem presentes na luta os companheiros e companheiras potiguares:
Anatália de Souza Alves de Melo
Assassinada pela ditadura militar Djalma Maranhão
Morto no exílio no Uruguai Édson Neves Quaresma
Assassinado pela ditadura militar Emmanuel Bezerra dos Santos
Assassinado pela ditadura militar Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa
Assassinado pela ditadura militar Hiran de Lima Pereira
Assassinado e desaparecido pela ditadura militar José Silton Pinheiro
Assassinado pela ditadura militar Lígia Maria Salgado Nóbrega
Assassinada pela ditadura militar Luíz Ignácio Maranhão Filho
Assassinado e desaparecido pela ditadura militar Luís Pinheiro
Assassinado e desaparecido pela ditadura militar Virgílio Gomes da Silva
Assassinado pela ditadura militar Zoé Lucas de Brito
Assassinado pela ditadura militar
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