UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sábado, 5 de abril de 2025
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Desemprego histórico na Europa

Pouco progresso nos países participantes da moeda única europeia, o Euro. A taxa média de desemprego, no mês de fevereiro –  para os países que aderiram ao plano Euro –  chegou a um número histórico. Cerca de 17 milhões de pessoas estão desempregadas em meio ao que é uma das moeda mais valorizadas do mundo.

A percentagem de desempregados é a mais alta para o mês de fevereiro dos últimos 15 anos. Dos trabalhadores europeus residentes em qualquer  dos 17 países que submeteram-se ao Euro, 10,8% estiveram desempregados no mês de fevereiro deste ano.

A taxa é maior que os 10,7% registrados em janeiro. Somente em 1997, em meio a crise financeira asiática, a taxa pode ser comparativa. No início do segundo trimestre daquele ano, o desemprego chegou a abater 10,9% da população.

Menos moeda, mais arrocho

Penalizada pela crise capitalista da Europa, os trabalhadores tem vivido momentos de dificuldades. Todos os países – sejam “Euro” ou não –  tem aumentado o arrocho salarial, tirado direitos trabalhistas e aumentado juros em meio a mais uma de centenas de crises do capital europeu.

Respondendo às agressões e com soluções à vista, sindicatos junto aos trabalhadores tem organizado greves gerais e manifestações gigantescas. Parecem querer tomar as rédas dos governos anti-populares.

Eduardo Augusto

Governo tucano quer privatizar água em Minas Gerais

Governo tucano quer privatizar água em Minas GeraisEm audiência pública realizada na sede da COPASA, em Belo Horizonte, mais de 250 pessoas conheceram o detalhamento do projeto e discutiram sobre a contratação da Parceria Público-Privada – PPP, para prestação de serviços e execução das obras de ampliação do Sistema Rio Manso que abastece várias cidades da região metropolitana de BH. O projeto elaborado e apresentado pela COPASA prevê a ampliação do sistema de produção de água do Rio Manso, em Brumadinho, para 5,8 metros cúbicos de água por segundo (atualmente são 4,0 metros cúbicos), que somados aos outros sistemas, “garantirá o abastecimento da população da região metropolitana até 2032”. O empreendimento será da ordem de R$ 450 milhões e a previsão para realização das obras é de 24 meses. A empresa contratada, após a execução das obras, irá operar o sistema por mais 13 anos e depois entregará de volta ao Estado nas condições que estiver. Assim a COPASA ficará com os prejuízos após a ação dos vampiros.

A sociedade civil, os movimentos estudantis, sindicais e populares só tomaram conhecimento graças à convocação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (SINDÁGUA-MG) e a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) para o ato contra a implantação de PPPs que ocorreu uma hora antes e em frente ao local da audiência. Se fosse depender da direção da COPASA nem os trabalhadores da empresa nem a população saberia da audiência e muito menos do detalhamento da PPP. A empresa só serviu aos protocolos legais e não previu a participação de representantes da sociedade civil e nem do Sindicato na mesa diretora.

Ficou claro na audiência que a empresa tenta de todas as formas cooptar seus funcionários. Alguns defenderam fielmente as PPPs, mas foram esmagados pelos argumentos das lideranças sindicais e de todos que protestavam contra a implementação dessa medida privatista. Representando o movimento estudantil, Gladson Reis, presidente da AMES-BH, o presidente do SINDMETAL de Mário Campos e região, Leonardo Zegarra, José Maria, presidente do SINDÁGUA-MG e outros, fizeram intervenções, marcando posição contra a privatização de nossa água e denunciando o governo tucano de Anastasia, no qual eles recordaram as experiências com as PPPs em todo o Brasil, com a redução da qualidade dos serviços prestados, aumento das tarifas, precarização nas condições de trabalho, demissões em massa, etc.

A FNU apresentou argumentos contestando a política de PPPs: “Num levantamento feito pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC) a adoção do modelo, sobretudo na experiência internacional, trazem exemplos de insucessos devido aos seguintes fatores: – falhas legais e regulatórias; – inadequado processo de seleção das empresas privadas; – má avaliação dos custos e investimentos; – falta de adequados agentes regulatórios ou de controle das parcerias; – menosprezo de possíveis desvantagens e riscos (por exemplo, ambientais e modificações unilaterais pelo concedente). Sem contar que as obras públicas contratadas através de PPP têm o custo elevado, em média, acima de 40%. A tendência é de aumento das tarifas cobradas dos usuários”. (Portal FNU)

As PPPs só são uma nova forma de colocar nosso patrimônio nas mãos dos grandes capitalistas. Nesta “parceria” o governo assume todos os riscos, ou seja, o Estado dispõe dos recursos públicos para assumir os prejuízos enquanto os empresários se beneficiam dos lucros obtidos. Os movimentos sociais, junto com o SINDÁGUA-MG, estão se mobilizando contra a vontade do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia  (PSDB), de doar mais uma riqueza do povo mineiro e brasileiro para os sanguessugas capitalistas que tem como único objetivo saciar sua sede de lucros. A luta contra a privatização continuará firme e todos os lutadores manterão firmes na defesa do patrimônio público, da qualidade dos serviços e dos interesses da população.

A água não pode ser privatizada. Água é um patrimônio de todo o povo!

Leonardo Zegarra, Movimento Luta de Classes – MG

Torquemada – 17 Balas, releitura de peça de Augusto Boal, fala da violência na ditadura militar e hoje

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Espetáculo Torquemada -17 Balas, releitura de peça de Augusto Boal, traça paralelo entre a tortura na ditadura militar e na sociedade atualA repetição da tortura como expressão do autoritarismo ao longo do tempo é o tema central da peça Torquemada – 17 Balas, que estreou na noite deste sábado (31), no Teatro Coletivo, na Rua da Consolação, região central de São Paulo, com entrada gratuita. O texto é uma releitura da obra do dramaturgo Augusto Boal, escrita depois de ser preso e torturado pela ditadura militar, em 1971, e que faz alusão ao inquisidor espanhol Tomás de Torquemada.

“Torquemada – 17 balas é exatamente o resquício nos dias de hoje, da ideia de que essa violência por parte do Estado continua existindo, principalmente na periferia”, disse a coordenadora do projeto, Yara Toscano, sobre os elementos que foram acrescentados à obra original.

O espetáculo, além de mostrar os impactos da tortura como maneira de repressão do pensamento e do indivíduo, expõe a construção do discurso ideológico que sustenta a prática. Ideias que, como mostra o enredo, sobreviveram à queda do regime militar e continuam alimentando a opressão na sociedade brasileira.

Após fazer um retrato dessa opressão, o espetáculo abre espaço para que o público discuta o tema e, em seguida, suba ao palco para buscar uma solução para o conflito apresentado. Segundo Yara Toscano, essa construção segue a fórmula do Teatro do Oprimido, proposto por Boal.

Por isso, o projeto busca levar os mais diferentes públicos para assistir as apresentações. “Jovens da periferia, jovens do centro, movimentos organizados, representantes do governo. Para poder aprofundar a questão de como têm resquícios do regime militar hoje em dia”.

O projeto também inclui uma oficina de teatro, que ocorrerá no Teatro da Universidade de São Paulo (Tusp) e divulgação e discussão em redes sociais. “Para as pessoas poderem, virtualmente, continuar dialogando, sobre a Comissão da Verdade, sobre o regime militar e esses resquícios que você tem hoje em dia”, ressaltou a coordenadora que lembrou que o projeto passará por 11 cidades.

Torquemada – 17 Balas recebeu incentivo do projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia, vinculada ao Ministério da Justiça. “Essa composição atual da Comissão de Anistia entende que tem que cumprir o seu papel histórico previsto na lei, que é reparar os danos causados [pela ditadura militar], mas também fomentar o debate sobre a verdade, sobre a memória do nosso país”, ressaltou um dos conselheiros da comissão, Egmar José de Oliveira.

Daniel Mello
Fonte: Agência Brasil

Muita indignação em protesto contra celebração do golpe de 1964

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Neste segundo vídeo dos protestos contra a celebração do golpe de 1964, os manifestantes expressam muita indignação contra os assassinos e torturadores que, ao invés de presos por seus crimes, ainda estão em infame liberdade. O vídeo mostra uma combativa manifestação que se fez em nome da verdade histórica, da abertura dos arquivos da ditadura, do fim da anistia irrestrita, do julgamento e punição dos assassinos e torturadores do regime militar.

Militares comemoram golpe de 1964, e manifestantes protestam

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Na tarde desta quinta-feira (29), manifestantes protestaram do lado de fora do Clube Militar, no centro do Rio, onde acontecia uma comemoração pelo aniversário do golpe de 1964. A polícia militar, como de costume, fez farta distribuição de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e muita truculência. Ex-militares como o tenente-coronel Lício Maciel, que participou de operações no Araguaia, e o general Nilton Cerqueira, responsável pela execução de Carlos Lamarca, foram escorraçados pelos manifestantes.

Morre em Belém mais um operário em acidente na construção civil

Residencial Uno Tower, em Belém, no qual morreu em trabalho o operário José Luís AlvesNa manhã de hoje (30) o operário José Luís Alves faleceu, dois dias após ter ficado preso numa cisterna do canteiro de obras onde trabalhava em área nobre da cidade de Belém.

José Luís passou 20 minutos inalando gases dentro de um buraco onde caiu na manhã de quarta (dia 28), sendo socorrido desacordado para o hospital onde foi encaminhado para o CTI, tendo sofrido dois ataques cardíacos no dia de ontem. O operário trabalhava para uma empresa terceirizada e estava fazendo a limpeza da cisterna.

Só este ano já são três mortes de operários no setor da construção civil em Belém. Ano passado foram 11 mortes. A falta de equipamentos de segurança é o principal motivo para a ocorrência de tantas mortes.

Os operários do canteiro de obras do Residencial Uno Tower suspenderam suas atividades em protesto a morte do colega de trabalho e logo cedo realizaram uma assembleia em frente da obra para aguardar o velório de José Luís, que tinha 26 anos de idade.

Redação Pará

Estudantes da UNA param universidade em Belo Horizonte

Estudantes da UNA param universidade em Belo Horizonte

Na noite do dia 29 de março, um ato organizado pelo Diretório Central dos Estudantes do Centro Universitário UNA mobilizou os estudantes contra o aumento de 11% das mensalidades da universidade em Belo Horizonte, Minas Gerais. A manifestação tomou as salas de aulas e contagiou os estudantes das 8 unidades do Centro Universitário UNA-BH.

Além da luta contra o elevado índice do aumento, que ficou acima da inflação, o ato também ainda teve como pauta outras reivindicações específicas por unidade, como o fim das filas dos elevadores e mais segurança na Unidade Barro Preto; na Unidade Guajajaras, os estudantes cobram a instalação de ar condicionado nas salas e a melhoria dos laboratórios; na recém-inaugurada Unidade Linha Verde a luta é pela: construção imediata de laboratórios; enquanto que Unidade Liberdade a cobrança é por mais acervos bibliográficos e funcionamento dos elevadores para deficientes, situação que atinge também os alunos da Unidade Aimorés. Outras unidades passam por problemas semelhantes e ainda sofrem com a falta de acesso para os deficientes. São casos que atingem as unidades Raja, Barreiro e Contagem, que também reivindicam a imediata construção da tesouraria nas suas unidades para que possam fazer o pagamento das mensalidades e realizar todos os procedimentos referentes a esses assunto. Atualmente todos os atendimentos da tesouraria ocorrem apenas na unidade Aimorés, que fica muito distante das maioria das unidades.

O ato unificado contou com participação ativa de vários DA’s e CA’s, que se concentraram na entrada da Unidade Barro Preto que parou completamente as aulas com palavras de ordem e muita agitação: “Se você pensa que dinheiro é água, dinheiro não é água não, dinheiro vem do meu salário e a UNA tá metendo a mão.” Foi nesse “clima” que os estudantes aprovaram uma carta contendo as principais reivindicações para ser levada para Reitoria do Centro Universitário. Porém, os estudantes deixaram clara a disposição de continuar lutando por melhorias no ensino e no combate à mercantilização do ensino no Brasil. Esse sentimento ficou expresso nas palavras de Polianna Soalheiro, estudante de Serviço Social e Coordenadora Geral do DCE-UNA: “Hoje paramos essa unidade, amanhã serão outras e depois de amanhã será toda a UNA.”

Douglas Lamounier – Coordenador Geral DCE-UNA

Carta dos estudantes: A UNA que a gente não quer!

A vida de estudante não é nada fácil, pois além de estudar, a grande maioria trabalha e “rala” para pagar sua mensalidade. Todo nosso esforço para ter um diploma e uma profissionalização de qualidade deve ser garantido! É esse caminho que o DCE e os DA´s/ CA’s trilham, a fim de não só representar os estudantes da UNA, como também exigir e reivindicar nossos direitos!

Há o discurso de que o Centro Universitário tem muitos gastos e um alto investimento na educação. Porém, não é isso que os alunos dos 8 campi observam ao ingressar na instituição. No campus Barro Preto os alunos cotidianamente se deparam com o caos instalado: filas gingantes para acesso aos elevadores, filas que chegam à entrada do prédio, colocando em questão a segurança dos alunos; laboratórios de informática precários e salas super lotadas, o que humanamente é inadmissível. No campus Guajajaras, as salas não possuem ventilação adequada, onde a participação dos alunos só se faz possível nas aulas se a refrigeração estiver funcionando. Em Venda Nova, no campus Linha Verde, as aulas em laboratórios são realizadas no campus Raja, fazendo com que os alunos de desloquem de um campus a outro, causando transtornos.

Além de todos esses fatores, os campi apresentam difícil acesso para portadores de necessidades especiais, com a falta de rampas e elevadores que efetivamente não funcionam; a centralização da Tesouraria no campus Aimores para atender a todos os alunos, dificulta o deslocamento dos alunos que estão matriculados em campus como o Barreiro, Raja e Linha Verde, além de não atender a todas as demandas de forma organizada, prática e rápida, sem filas e com um atendimento de qualidade.

Os problemas de estrutura comuns a várias unidades da Instituição são um contra senso ao valor pago pelas mensalidades. Como que uma instituição eleita o “Melhor Centro Universitário de Minas Gerais”, que tem mensalidades tão altas, apresenta problemas como esses?
Reconhecemos a vontade e a garra dos nossos professores que mesmo com esses problemas, dedicam atenção, comprometimento e zelo para com nossa formação e qualidade dos cursos ofertados pela UNA. Fazemos essas críticas por acreditar que as mesmas podem ser atendidas e de fato cumpridas pela Instituição.

Pensamos que a UNA possui um grande potencial naquilo que se dispõe a fazer, mas temos muito que avançar na qualidade do ensino, infraestrutura, dentre outras questões. Por isso vamos construir uma UNA que de fato merecemos e que vale a pena estudar, com o objetivo de alcançarmos uma educação plena e de qualidade. Vamos construir um grande ato contra o aumento das mensalidades e protestar por todos esses problemas, com o intuito de sermos ouvidos e atendidos pela Instituição. Vamos mudar a nossa própria historia e para que isso aconteça, temos de mostrar a nossa indignação, mudando assim nossa atual realidade dentro da Instituição. Vale lembrar-se dos estudantes de direito da UNA que se mobilizaram fazendo um grande ato contra a prova do exame especial e como resultado, todos os pontos apresentados foram atendidos.
Encaminhe para o DCE, DA’S e CA’s, suas reivindicações, sugestões, problemas de seu curso e unidade, para que essas questões sejam pautadas junto à reitoria, a fim de buscarmos soluções às necessidades dos estudantes.

Junte-se a nós nessa luta por uma educação de qualidade!

O Vaticano tenta desestabilizar Cuba

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Papa Bento XVI pretende desestabilizar socialismo em CubaA bordo do avião do Vaticano rumo ao México, o Papa Bento XVI declarou que a ideologia marxista já não responde à realidade, deixando claro o objetivo político de sua visita a Cuba: desestabilizar o regime socialista cubano.

De fato, oficialmente o Vaticano insistiu que seria uma “visita pastoral”, mas, mesmo assim, é evidente que não deixa de ser política, pois a grande maioria dos opositores se declara católica.

O principal resultado que se espera é ideológico. Segundo a própria Igreja católica, a visita do Papa transmitiu “ânimo e confiança” justamente a quem, como Bento XVI, considera que o marxismo “não responde à realidade”. Entre esses grupos se destacam dois de muita atividade e grande propaganda nos meios de comunicação: os dissidentes radicados em Miami e as “damas de branco”, um grupo composto especialmente por senhoras que possuem fortes laços com os dissidentes e que, em sua maioria, fez parte da burguesia cubana antes do triunfo da revolução.

De Miami, lugar de concentração da “gusanera”, chegaram à ilha nada menos do que quinhentos deles. As damas de branco são outro grupo que espera sair desta visita com mais brios para suas atividades.

Apesar de não se ter notícias de reuniões dos grupos opositores com o Papa, é evidente que todos eles se sentiram reconfortados pela simples presença papal, sem falar que entre os mais de cem acompanhantes do “sumo pontífice” sempre houve quem lhes prestasse ouvidos e apoio.

A aceitação de Cuba a essa visita demonstra o ambiente de liberdade em que se vive na ilha, mas implica o risco que significa a influência política da religião, aspecto esse que os dirigentes da revolução dizem não ser preocupante, pois o Papa encontrará um povo cubano solidamente ao lado da revolução.

Outro aspecto importante para a Igreja católica é seu fortalecimento no país, pois desde a abertura para o livre exercício religioso o resultado é uma imensa quantidade de religiões, seitas, cultos e santidades, muitas dessas ligadas a crenças pagãs. Se esse fortalecimento se concretiza, o Vaticano espera ver sua igreja como interlocutora política ante o governo cubano.

Desta nova “quebra de braço”, ambos os lados esperam sair fortalecidos e debilitar o outro.

O Papa também esteve em terras mexicanas, onde o discurso político perdeu sua importância, pois ali sim o neoliberalismo que se pratica corresponde à realidade, fomentando o crime, a pobreza e a fome. Após passear no papa-móvel, Joseph Ratzinger, nome real da máxima autoridade católica, promoveu sua igreja no país de maior proporção de crentes católicos na América e lhes deu ânimo para suportar os sofrimentos da pobreza e, dado que bandidos e traficantes também se declaram católicos, seguramente também saíram fortalecidos para seguir cometendo seus crimes no país onde atualmente a máfia possui mais peso político e econômico.

Ratzinger, antes de ser elevado a “representante de Deus na terra”, foi a cabeça da instância ideológica do Vaticano que lutou contra a Teologia da Libertação e liderou a luta contra o marxismo.

Extraído do semanário En Marcha, do Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador.
Número 1.573, de 30 de março de 2012.

Ex-soldado condenado a 6.060 anos de prisão por massacre na Guatemala

Pedro Pimentel Rios foi condenado a 6.060 anos de prisão pelo massacre de Dos Erres, na GuatemalaUm ex-soldado das forças especiais da Guatemala foi condenado a 6.060 anos de prisão por participar de um massacre de 201 pessoas em 1982.

Pedro Pimentel Rios foi o quinto membro da força de elite a ser condenado a 6.060 anos de prisão pelo  episódio que ficou conhecido como Massacre de Dos Erres, nome dado aos assassinatos ocorridos no norte da Guatemala durante a guerra civil de 1960-1996.

A sentença do juiz é em grande parte simbólica, já que na legislação guatemalteca o tempo máximo de prisão é de 50 anos. O ex-soldado recebeu 30 anos por cada uma das 201 mortes, e mais 30 anos por crimes contra a humanidade.

Pimentel Rios, ex-instrutor no centro de treinamento das forças militares, estava vivendo em Santa Ana, Califórnia, e trabalhando em uma fábrica têxtil até ser detido pelas autoridades em maio de 2010. Ele foi extraditado para a Guatemala no ano passado.

De acordo com uma comissão da verdade instaurada no país, a guerra civil matou pelo menos duzentas mil pessoas, sendo que o exército nacional, apoiado pelos EUA, foi o responsável pelo maior número.

Em dezembro de 1982, dezenas de soldados invadiram Dos Erres, vasculharam casas em busca de armas perdidas e sistematicamente mataram homens, mulheres e crianças. Os soldados espancaram homens usando marretas, os lançaram em poços e estupraram mulheres e meninas antes de matá-las, conforme revelaram arquivos anexados ao caso.

Em janeiro deste ano se iniciou um julgamento também contra o ex-ditador Efrain Rios Montt, que governou o país por 17 meses durante o período mais sangrento da guerra civil (1982-1983).

Montt, que teve anistia negada por um juiz no mês passado, é acusado de genocídio e crimes contra a humanidade. Ele teria ordenado o assassinato de 1.700 inocentes do povo Mayan.

Mário Lopes, com informações de The Guardian

Silvio Tendler convoca ato no Rio contra o golpe de 1964

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O Cineasta Silvio Tendler convoca a população para um ato no Rio de Janeiro neste dia 29 de março contra a comemoração do golpe de 1964, que o próprio Clube Militar propôs celebrar.

Dia: 29/03/2012 (quinta feira)
Local: Em frente ao Clube Militar, na Cinelândia – Av. Rio Branco, 251 – Rio de Janeiro
Horário: 14 horas

“A opinião pública não deve decidir sobre uma guerra”, afirma secretário de defesa dos EUA

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Guerra no AfeganistãoSegundo pesquisa nacional realizada pelo New York Times\CBS News, em apenas quatro meses a oposição dos norte-americanos à guerra disparou de 53 para 69 por cento da população. Mas, segundo o secretário de defesa dos EUA, Leon Planetta, a opinião popular não faz diferença.

“Não podemos lutar em guerras baseados em pesquisas de opinião”, afirmou o secretário. “Se fizermos isso, estaremos em grandes dificuldades. Devemos operar baseados naquilo que acreditamos ser a melhor estratégia para alcançar a missão em que estamos envolvidos.”

Planetta disse que a missão no Afeganistão era salvaguardar o povo estadunidense e se certificar de que o país nunca mais se tornaria um “porto seguro” para talibãs e a al-Qaeda.

Mas a rejeição à guerra ultrapassa até mesmo as linhas partidárias, sendo que 60 por cento dos republicanos e 68 por centro dos democratas concordam que a guerra é um fracasso. Outra pesquisa realizada também pelo New York Times\CBS News mostrou que 60 por cento do entrevistados acreditam que essa guerra não vale a pena.

As afirmações de Planetta foram aplaudidas pelo ministro da defesa do Canadá, Peter Mackay, que tem mil tropas no Afeganistão. “Pesquisas de opinião são para cachorros”, afirmou Mackay, parafraseando o ex-primeiro ministro canadense John Diefenbaker, que também não dava a mínima para a opinião popular e certa vez afirmou: “Os cachorros sabem melhor o que fazer com pesquisas de opinião”.

Glauber Ataide, com informações de RT