UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sexta-feira, 27 de março de 2026
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Mulheres camponesas realizam encontro nacional

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No período de 18 a 21 de fevereiro de 2013, em Brasília-DF ocorreu o I Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas, com o tema: “Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher”. O evento reuniu cerca de três mil mulheres camponesas, vindas de 23 estados do Brasil. Participou a presidenta Dilma Rousseff, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres Eleonora Menegucci, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos Maria do Rosário, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho, de deputadas(os), senadoras.

No último dia, foi realizada uma grande passeata na Esplanada dos Ministérios, com representantes de organizações de mulheres do campo de 12 países, da América Latina, África, América Central e Europa. As militantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) levaram cartazes com nomes de mulheres do campo assassinadas, que foram fixados em frente ao Congresso Nacional.

Durante o percurso, foi feito um ato em frente ao Ministério da Previdência Social, onde as mulheres discursaram, cobrando que o salário maternidade seja ampliado de quatro para seis meses. As camponesas distribuíram à população a Declaração do 1º Encontro Nacional do MMC, onde enfatizam os resultados das discussões, mostrando desafios e compromissos do Movimento.

“O 1º Encontro Nacional reafirmou a importância do Movimento de Mulheres Camponesas autônomo, feminista, camponês e socialista. Confirmou a missão do MMC de lutar pela libertação das mulheres trabalhadoras de qualquer tipo de opressão e discriminação; a construção do projeto de agricultura camponesa feminista agroecológico e a luta pela transformação da sociedade. Para isso, é indispensável a luta, a organização e formação potencializando as experiências de resistência popular, onde as mulheres sejam protagonistas de sua história”, afirmam num trecho do documento elaborado durante o evento, que pode ser acessado na integra em: http://www.mmcbrasil.com.br/site/

Depois do ato, as mulheres seguiram para seus estados com o resultado do encontro no documento elaborado e todo o acúmulo dos quatro dias de discussão para socializar com as mulheres de suas regiões e seguir nas lutas ainda mais motivadas pela transformação da sociedade capitalista.

Hinamar Medeiros, Brasília

 

Movimento protesta contra violência às mulheres

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No Brasil pesquisas mostram que a cada 2 minutos, 15 mulheres são agredidas fisicamente, mortas ou mutiladas. Isto significa que, pelo menos, 7,2 milhões de brasileiras com mais de 15 anos já sofreram algum tipo de violência, fazendo o país ocupar a sétima colocação em lista que contabiliza assassinato de mulheres em 84 países. No Estado de Pernambuco, segundo a Secretaria de Defesa Social, a cada dois dias, uma mulher é assassinada.

As importantes conquistas como a Lei Maria da Penha, as delegacias de mulheres, casas-abrigos e vários instrumentos de proteção são insuficientes para o número de agressões a que as mulheres são submetidas.

Como o Carnaval é um período onde o potencial de agressão às mulheres aumenta, pelo alto consumo de álcool e drogas e do turismo sexual.

O Movimento de Mulheres de Pernambuco organizou, às vésperas do Carnaval, uma panfletagem em uma das ruas mais movimentadas do Centro do Recife, com a palavra-de- ordem nacional do Movimento Olga Benario – Violência: não se cale, lute!; divulgando o seu número de contato, o da Delegacia de Mulheres da Capital e do disque denúncia.

As mulheres que passavam ouviam com atenção as denúncias e pegavam o panfleto. Vários contatos foram feitos na ocasião.

Guita Kozmhinsky, Recife

 

Trabalhadoras organizam seminário em Belo Horizonte

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O Movimento de Mulheres Olga Benário de Minas Gerais tem realizado diversas atividades de formação para organizar as mulheres trabalhadoras no Estado. A Ocupação Eliana Silva criou um núcleo que se reúne semanalmente e realizará, no dia 10 de março, um grande ato político em homenagem às mulheres trabalhadoras e também de fortalecimento das campanhas nacionais do Olga Benário e do MLB pela construção de creches, bem como de combate à violência contra as mulheres.

No dia 15 de março, o Movimento Olga Benário coordenará, juntamente com outras entidades, uma roda de conversa com as servidoras municipais da Regional Pampulha e, no dia 16, participará de manifestação que será organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Extrema, Itapeva e Camanducaia (Stimeic), no Sul de Minas Gerais.

A principal atividade do Mês das Mulheres Trabalhadoras, porém, ocorrerá no dia 23, quando o Movimento Olga Benário promoverá, em parceria com o Movimento Luta de Classes e com o apoio da CUT-MG e sindicatos filiados, o I Encontro de Mulheres Trabalhadoras. Esta atividade servirá para politizar as mulheres proletárias, reforçar a presença feminina nos sindicatos e formar lideranças sindicais.

Mês de março é mês de lutas! Viva a organização das mulheres trabalhadoras!

Redação Minas Gerais 

8 de março: a luta precisa continuar

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Mulheres na lutaApesar dos vários direitos conquistados nas últimas décadas, as mulheres continuam oprimidas e exploradas. Para se ter uma ideia, apesar de representarem 55% da população mundial, apenas 40% delas estão no mercado de trabalho e são responsáveis por somente 10% da renda do mundo. Para a mesma função, as trabalhadoras ainda ganham menos que os homens; em 2011, no Brasil, elas ganharam até 28% menos que eles, de acordo com o IBGE.

O machismo, cultivado pelos meios de comunicação da burguesia, não só faz perpetuar como amplia a violência contra as mulheres. Nos últimos dez anos, foram mais de 43,5 mil mulheres assassinadas no Brasil, sendo que 80% dos casos denunciados foram praticados por maridos ou namorados.

O descaso com a saúde pública também gera inúmeras dificuldades e sofrimentos às mulheres pobres. Milhares de gestantes, por exemplo, sofrem sem atendimento pré-natal ou com acompanhamento insuficiente. Um exame ginecológico leva meses e até anos para ser agendado. Segundo o Ministério Público da Saúde, cerca de 52% dos partos realizados no Brasil são cesáreos, ultrapassando a porcentagem recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 15%.  Também existe outro caso de saúde pública que é desprezado pelos governos: o aborto inseguro. Estima-se que 31% dos casos de gravidez no Brasil terminam em abortamento, ou seja, de cada 10 mulheres grávidas três abortam de forma espontânea ou induzida, e todos os anos ocorrem cerca de 1,4 milhão de abortos espontâneos ou inseguros.

Essas e tantas outras situações reforçam a necessidade de as mulheres pobres continuarem a luta para conquistar igualdade de direitos e uma vida digna. Afinal, como bem demonstra a realidade, elas fazem parte de um grande exército de homens e mulheres que são explorados pelos patrões e seus governos.

Por isso, devemos afirmar, em especial nesse dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que essa luta deve continuar. Devemos aproveitar esse dia para promover passeatas, debates, seminários e visitas aos bairros, e para convocar homens e mulheres a lutarem por políticas públicas que liberem as mulheres do trabalho doméstico, como a instalação de lavanderias, creches, restaurantes comunitários e delegacias de polícia em maior número e aptas a atender durante as 24 horas do dia.

Precisamos lutar para conquistar mais direitos, como o direito da mulher à maternidade e ao trabalho, assim como o direito ao aborto legal para não morrer, sempre afirmando a causa do socialismo, pois somente numa sociedade baseada na igualdade é que as mulheres provarão o sabor da verdadeira emancipação.

Izabelle Gomes, Campina Grande

Marcelo Rivera é libertado após três anos preso

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Marcelo Rivera volta a luta das ruasApós mais de três anos de cárcere, o jovem revolucionário equatoriano Marcelo Rivera foi libertado. Ex-presidente da Federação dos Estudantes Universitários do Equador (Feue), Rivera foi preso injustamente quando da realização de uma manifestação na Universidade de Quito, sob acusação de terrorismo, tornando-se o primeiro preso  político do governo do presidente Rafael Correa.

Ao longo do julgamento do processo, ficou clara a sua inocência, a ponto de o reitor da Universidade, vítima de uma agressão na ocasião, afirmar que não partiu de Marcelo nenhum ato contra sua integridade física. Mas mesmo sem provas, Rivera foi condenado.

O processo de Rivera foi o primeiro de uma série de ações do Governo, que obrigou vários lutadores populares do Equador a passar para a clandestinidade, culminando com a prisão, no início do ano passado, dos “10 de Luluncoto”, quando dez militantes populares, entre jovens, mulheres, trabalhadores e sindicalistas, foram presos no bairro de Luluncoto, também sob acusação de terrorismo, quando preparavam uma marcha em defesa da água na Capital do País.

Durante todo seu período de detenção, Rivera recebeu uma ampla solidariedade internacional contra a arbitrária prisão. A União da Juventude Rebelião (UJR) organizou no Brasil uma campanha em boletins, denúncias públicas em diversos fóruns do movimento social, em Câmaras Municipais, etc., exigindo do Governo equatoriano resposta frente a essa prisão.

Firmeza revolucionária

Ao longo de todo esse período, Marcelo Rivera deixou clara a sua convicção na luta e a certeza da vitória dos explorados e oprimidos. Sem deixar se abater, manteve a firmeza revolucionária e nenhuma palavra de desânimo foi pronunciada durante sua passagem pela prisão.

 “Me chamou atenção seu profundo espírito de combatividade e sentimento de solidariedade. Marcelo estava apoiando a alfabetização de presos e pensando o que fazer ao sair da prisão para contribuir com a luta para pôr fim às injustiças do capitalismo. Foi uma visita em que saí revigorado da necessidade de construirmos uma nova sociedade, e ela virá com força a de mulheres e homens como Marcelo Rivera”, declarou Gregório Gould, membro da UJR que visitou Rivera na prisão de Sucumbios, no ano de 2011.

Saudamos a libertação de Marcelo Rivera como uma vitória das forças democráticas e progressistas do Equador e da América Latina. Temos a certeza de que a presença de Rivera nas lutas sociais do Equador se darão no fortalecimento das reivindicações populares, colocando todas as suas energias na luta pela transformação social e na construção de uma pátria nova e do socialismo.

Da Redação

Cubanos homenageiam José Martí

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tochasNo dia em 28 de janeiro comemorou-se em Cuba o 160º aniversário de nascimento de José Martí. Considerado o maior dos cubanos, herói nacional, o Maestro (mestre) caiu em combate lutando contra a dominação espanhola na ilha, em 1895. Até hoje sua obra, seus pensamentos e ideias revolucionárias inspiram o povo cubano, principalmente a juventude. Não à toa, no dia 27, à meia-noite, cerca de 40 mil pessoas caminharam pelas ruas de Havana na tradicional “Marcha das Tochas”, para celebrar a memória de Martí.

O desfile teve participação maciça da juventude, comandada pela União de Jovens Comunistas (UJC) e pela Federação Estudantil Universitária (FEU). Raúl Castro Ruz, presidente de Cuba, disse por carta: “A marcha demonstra a certeza de que as novas gerações saberão defender e garantir a continuidade de Cuba e sua revolução”.

Lisara Corona, presidente da FEU, destacou que a comemoração de 28 de janeiro é a mais eloquente reafirmação da unidade da juventude cubana, sob os princípios e ensinamentos do mestre. Em suas palavras, “nós, jovens, marchamos como demonstração de que podem contar conosco para reafirmar e aperfeiçoar o socialismo, como dever supremo, e assegurar o direito de viver num país livre e soberano que nos legaram nossos pais e avós”. Ela assinalou que a marcha homenageava também Gerardo, Ramón, Fernando, Antonio e René, cinco antiterroristas cubanos encarcerados nos Estados Unidos.

José Martí foi poeta, filósofo, educador, jornalista, revolucionário, fundador do Partido Revolucionário Cubano e um dos líderes da Guerra de 1895, insurreição armada que tinha como objetivo libertar Cuba da colonização espanhola. Nessa luta patriótica foi morto pelos soldados espanhóis. Porém, suas ideias transcendem seu país de origem e ganha caráter universal, sendo lembrado por cientistas, educadores e revolucionários de todo o mundo.

Segundo Fidel Castro, em A História me Absolverá, “José Martí foi o autor intelectual do assalto ao Quartel Moncada”, em 26 de julho de 1953, organizado pelo movimento revolucionário cubano, liderado por Fidel, que viria a se chamar posteriormente Movimento 26 de Julho. Nas palavras do jovem Fidel: “Trago no coração as doutrinas do Mestre e no pensamento as nobres ideias de todos os homens que defenderam a liberdade dos povos”.

Neste ano, a Marcha das Tochas aconteceu em meio à 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo (27 e 30 de janeiro).

A conferência foi convocada por 32 entidades de Cuba, entre ministérios, Centro de Estudos Martianos, sindicatos, movimentos, institutos e organizações políticas. Colaboraram com a organização algumas instituições internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), entre outras.

Bruno Melo, de Havana

PCR realiza Ativo Nacional de Bairros

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O 2º Ativo Nacional de Bairros do PCR, realizado no Recife, nos dias 23 e 24 de fevereiro, com a participação de dezenas de militantes dos Estados do Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, serviu para aprofundar o debate sobre a atuação e as novas tarefas do MLB no trabalho de bairros em nosso país. Durante o encontro, foram discutidos temas como o papel do Partido Comunista na organização do trabalho de bairros e os desafios desse trabalho em todo o Brasil.

A luta pela reforma urbana e o socialismo norteou todo o debate e ficou claro para todos que o povo deve se organizar e lutar. A realização do 2º Ativo Nacional de Bairros foi uma grande vitória e provou a disposição de todos os companheiros e companheiras que estiveram presentes de continuar lutando pelo direito de morar dignamente e por um país verdadeiramente livre da exploração capitalista.

Fernanda Lopes,
da coordenação nacional do MLB

Ocupação em Caruaru recebe novas adesões

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As mudanças na cidade de Caruaru podem ser vistas de várias formas, mas é no ostensivo aumento de obras da construção civil onde esta nova situação é verificada de forma mais clara.  São shoppings, grandes redes de lojas e principalmente dezenas de edifícios com a finalidade de moradia para classe média e de alto padrão.

CaruaruMas, enquanto arranha-céus são construídos com apoio e financiamentos dos governos, cresce a indignação dos trabalhadores e o número de ocupações por moradia. A última delas organizada por mais de 90 famílias que viviam de aluguel e ocuparam uma área desocupada há mais de 30 anos, sem uso social, ao lado do campo de futebol no bairro do Parque Real, na madrugada do dia 03 de fevereiro.

As famílias entraram no terreno, dividiram os lotes e fincaram suas estacas. O dia amanheceu, e novas pessoas se agruparam na ocupação, uma delas a dona de casa Maria do Carmo da Silva, de 28 anos, mãe de três filhos de 9 e 6 anos e os mais novo de 10 meses. “Vi a movimentação quando levava meu filho para a escola. Vi o povo invadir e resolvi que também iria invadir. Vim com o menino no colo e a menina de lado. Pago aluguel de R$ 230,00, R$ 58,00 de luz e R$ 38,00 de água. Estou desempregada e vivemos com o salário do meu marido que trabalha no comércio. O chão ninguém pode comprar, só rico. Se aqui não der certo, não dá pra sustentar os meninos com tudo isso pra pagar. Não vai dar mais pra ficar no aluguel. Vou ter que voltar pra casa da minha mãe, e ele pra casa da família dele, e a nossa família não sei como vai ficar”.

Já nos primeiros dias, as famílias perceberam que sem união e organização ninguém alcançaria a vitória. O apoio começou a chegar através do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Caruaru (Sintracon), que convidou o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) para visitar a ocupação. Desde então, o MLB passou a realizar várias assembleias, comissões de trabalho foram tiradas e já abriram ruas, dividiram lotes, etc.

No último dia 14, aconteceu uma visita da Prefeitura, que declarou não ter planejamento habitacional nem Secretaria de Habitação e apenas resolveu cadastrar as famílias no programa Minha Casa, Minha Vida. As famílias –hoje já são mais de 200 cadastradas – decidiram permanecer no terreno e continuar a luta para que a Prefeitura resolva o problema da moradia de todos.

Elisabeth Araujo, Recife

Famílias protestam por moradia em Campina Grande

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MLB Campina GrandeAs famílias da Ocupação Margarida Maria Alves, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), ocuparam o prédio de Administração da Prefeitura Municipal de Campina Grande para cobrar moradias do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) uma solução imediata para o fato de não terem moradia.

Após palavras-de-ordem e várias falas das famílias e apoiadores na porta do prédio, uma comissão foi recebida pelo secretário de Administração da Prefeitura, Dr. Paulo Roberto Diniz, que ouviu a reivindicação do Movimento e agendou uma reunião com o prefeito para o dia 12 deste mês. As famílias então seguiram em passeata pelo Centro da cidade, cantando suas palavras-de-ordem: “Na luta, com garra, a casa sai na marra” e “ MLB, essa luta é pra valer”. Na Praça da Bandeira, encerraram o ato político, afirmando que se o prefeito não der uma proposta favorável às famílias, novas mobilizações acontecerão na cidade.

Redação PB

Paralisação na Atento é vitoriosa

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AtentoOs trabalhadores do telemarketing no Estado de São Paulo, categoria que recebe um dos menores salários e piores condições de trabalho, têm como data-base para o reajuste salarial mês de janeiro. Porém, passados mais de um mês, nada do aumento.

O Sindicato que representa a categoria, Sintetel, estava em negociação com os patrões, porém não desenvolveu nenhuma mobilização na categoria, o que, naturalmente, deixava o ambiente da negociação favorável às empresas.

Desde o fim de 2012, o Movimento Luta de Classes (MLC) tem distribuído panfletos a fim de esclarecer os trabalhadores sobre o que ocorria no processo de negociação com as empresas  e mobilizar os trabalhadores a greve, o que foi recebido com muita disposição e vontade de luta pelos trabalhadores.

Dia 20 de fevereiro, , teleoperadores de diversos setores da empresa Atento, em São Bernardo do Campo, maior empresa de teleatendimento do ABC, iniciaram uma paralisação exigindo aumento real do salário, que hoje é de R$ 630,00 e a empresa estava propondo 5,5% de reajuste, menos que a inflação. Os trabalhadores lutavam também para que o aumento venha com o retroativo desde janeiro, que é a data-base da categoria e por um vale-alimentação digno, pois hoje recebem o valor de R$ 5,00 por dia (conhecido como vale-coxinha).

Como se tratava de uma paralisação de advertência, os trabalhadores se dispuseram a retornar às 19h00, desde que a empresa não aplicasse medida disciplinar, mas a empresa não se comprometeu a isso, e os teleoperadores mantiveram a paralisação.

Dentro da empresa, para outros teleoperadores que queriam aderir ao movimento, a empresa utilizou de ameaças e assédio moral para impedir a adesão.

No dia seguinte, 21 de fevereiro, os trabalhadores começaram a se reunir na porta da empresa às 13h00 com o objetivo de continuar a pressão pelo salário e para exigir que não fossem aplicadas medidas disciplinares. Em pouco tempo, chegou também o Sintetel, e a empresa voltou atrás em relação às medidas disciplinares, o que representou uma grande vitória dos trabalhadores.

A direção do sindicato informou como está a negociação com as empresas, que começam a ceder para reivindicações da campanha salarial e que paralisações como aquela fortalecem a pressão nas mesas de negociação. Em relação ao salário, a diretoria do dindicato afirmou que as empresas já tinham aberto mão dos 5,5%, e que a negociação estava em torno do aumento real e que o retroativo será garantido.

Os trabalhadores voltaram ao trabalho e continuam firmes, junto com o MLC, para acompanhar as negociações e mobilizados para lutar pelo salário e condições de trabalho.

Redação São Paulo 

Mercenária cubana não é bem-vinda na Bahia

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 Yoani passa vergonha na BahiaA turnê da blogueira Yoani Sánchez pelo Brasil fez uma escala na cidade de Feira de Santana, na Bahia, onde ocorreu, no dia 18 de fevereiro, um evento em sua homenagem, que contou com a presença inesperada de cerca de 50 manifestantes. Com cartazes, faixas e panfletos, puxaram palavras de ordem em defesa de Cuba e contra as mentiras e distorções difundidas por Yoani no seu blog e no Twitter.

Os militantes do Partido Comunista Revolucionário e da União da Juventude Rebelião foram representados por Iracema Santos, que esteve presente na mesa do debate e perguntou à mercenária qual a sua opinião sobre a base de Guantánamo, cobrou seu empenho em divulgar em seu blog notícias do bloqueio econômico imposto a Cuba pelos EUA e denunciou a situação dos cinco patriotas cubanos, que se encontram encarcerados injustamente nas prisões norte-americanas. Infelizmente, a blogueira não respondeu a nenhuma das perguntas nem disse nada a respeito de sua relação com a Seção de Interesses Norte-Americanos (Sina).

Yoani saiu do seu país para ver em outros, inclusive no Brasil, o que não existe em Cuba: crianças desnutridas pedindo esmolas e morando nas ruas. Poderíamos listar várias mazelas sociais impostas pelo sistema capitalista que ela tanto defende e quer que retorne a Cuba Livre.

Sua grande bandeira de liberdade de expressão é uma falácia, já que no capitalismo, em 2012, 141 jornalistas foram assassinados em 29 países, mas nenhum em Cuba. Temos certeza de que ela se lembrará de que, em nosso país, os inimigos do povo cubano não são bem-vindos.

Victor Aicau Pires, militante do PCR.