No período de 18 a 21 de fevereiro de 2013, em Brasília-DF ocorreu o I Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas, com o tema: “Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher”. O evento reuniu cerca de três mil mulheres camponesas, vindas de 23 estados do Brasil. Participou a presidenta Dilma Rousseff, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres Eleonora Menegucci, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos Maria do Rosário, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho, de deputadas(os), senadoras.
No último dia, foi realizada uma grande passeata na Esplanada dos Ministérios, com representantes de organizações de mulheres do campo de 12 países, da América Latina, África, América Central e Europa. As militantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) levaram cartazes com nomes de mulheres do campo assassinadas, que foram fixados em frente ao Congresso Nacional.
Durante o percurso, foi feito um ato em frente ao Ministério da Previdência Social, onde as mulheres discursaram, cobrando que o salário maternidade seja ampliado de quatro para seis meses. As camponesas distribuíram à população a Declaração do 1º Encontro Nacional do MMC, onde enfatizam os resultados das discussões, mostrando desafios e compromissos do Movimento.
“O 1º Encontro Nacional reafirmou a importância do Movimento de Mulheres Camponesas autônomo, feminista, camponês e socialista. Confirmou a missão do MMC de lutar pela libertação das mulheres trabalhadoras de qualquer tipo de opressão e discriminação; a construção do projeto de agricultura camponesa feminista agroecológico e a luta pela transformação da sociedade. Para isso, é indispensável a luta, a organização e formação potencializando as experiências de resistência popular, onde as mulheres sejam protagonistas de sua história”, afirmam num trecho do documento elaborado durante o evento, que pode ser acessado na integra em: http://www.mmcbrasil.com.br/site/
Depois do ato, as mulheres seguiram para seus estados com o resultado do encontro no documento elaborado e todo o acúmulo dos quatro dias de discussão para socializar com as mulheres de suas regiões e seguir nas lutas ainda mais motivadas pela transformação da sociedade capitalista.
Hinamar Medeiros, Brasília
Apesar dos vários direitos conquistados nas últimas décadas, as mulheres continuam oprimidas e exploradas. Para se ter uma ideia, apesar de representarem 55% da população mundial, apenas 40% delas estão no mercado de trabalho e são responsáveis por somente 10% da renda do mundo. Para a mesma função, as trabalhadoras ainda ganham menos que os homens; em 2011, no Brasil, elas ganharam até 28% menos que eles, de acordo com o IBGE.
Após mais de três anos de cárcere, o jovem revolucionário equatoriano Marcelo Rivera foi libertado. Ex-presidente da Federação dos Estudantes Universitários do Equador (Feue), Rivera foi preso injustamente quando da realização de uma manifestação na Universidade de Quito, sob acusação de terrorismo, tornando-se o primeiro preso político do governo do presidente Rafael Correa.
No dia em 28 de janeiro comemorou-se em Cuba o 160º aniversário de nascimento de José Martí. Considerado o maior dos cubanos, herói nacional, o Maestro (mestre) caiu em combate lutando contra a dominação espanhola na ilha, em 1895. Até hoje sua obra, seus pensamentos e ideias revolucionárias inspiram o povo cubano, principalmente a juventude. Não à toa, no dia 27, à meia-noite, cerca de 40 mil pessoas caminharam pelas ruas de Havana na tradicional “Marcha das Tochas”, para celebrar a memória de Martí.
Mas, enquanto arranha-céus são construídos com apoio e financiamentos dos governos, cresce a indignação dos trabalhadores e o número de ocupações por moradia. A última delas organizada por mais de 90 famílias que viviam de aluguel e ocuparam uma área desocupada há mais de 30 anos, sem uso social, ao lado do campo de futebol no bairro do Parque Real, na madrugada do dia 03 de fevereiro.
As famílias da Ocupação Margarida Maria Alves, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), ocuparam o prédio de Administração da Prefeitura Municipal de Campina Grande para cobrar moradias do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) uma solução imediata para o fato de não terem moradia.
Os trabalhadores do telemarketing no Estado de São Paulo, categoria que recebe um dos menores salários e piores condições de trabalho, têm como data-base para o reajuste salarial mês de janeiro. Porém, passados mais de um mês, nada do aumento.
A turnê da blogueira Yoani Sánchez pelo Brasil fez uma escala na cidade de Feira de Santana, na Bahia, onde ocorreu, no dia 18 de fevereiro, um evento em sua homenagem, que contou com a presença inesperada de cerca de 50 manifestantes. Com cartazes, faixas e panfletos, puxaram palavras de ordem em defesa de Cuba e contra as mentiras e distorções difundidas por Yoani no seu blog e no Twitter.