UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

domingo, 5 de abril de 2026
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As mulheres revolucionárias nas lutas do povo

As mulheres revolucionárias nas lutas do povoVítimas de opressão dupla na sociedade de classes, imposta pelo sistema a todos os despossuídos e a específica, que as relega a um papel secundário, o de cuidar dos afazeres do lar, ou as submete a dupla jornada, quando desempenham alguma atividade econômica, as mulheres nunca se conformaram com essa situação. Muitas, sintetizando a força e o desejo contidos nas mentes e nos corações de todas elas, romperam grilhões e preconceitos e se colocaram na vanguarda das lutas, provando aos homens sua capacidade de ocupar as ruas, liderar greves, passeatas, piquetes, enfrentar patrões, polícia, desbravar florestas, empunhar fuzil. Tornaram-se heroínas do povo brasileiro. A Verdade já falou de algumas delas: Anita Garibaldi, Olga Benário, Sônia Angel, Margarida Alves. Em reverência ao seu Dia Internacional, o 8 de março, marcado pelo sacrifício brutal das tecelãs grevistas de Chicago, vamos falar de outras que, entre tantas, marcaram as lutas do povo brasileiro, em diferentes fases da nossa história. Operárias, camponesas, estudantes, intelectuais, valentes, dispostas, bravas lutadoras.

Ana Lins e Bárbara de Alencar, na Confederação do Equador

Alagoana, uma senhora de engenho adepta da liberdade, Ana Lins se engajou nas lutas republicanas de 1817 e 1824, arregimentando escravos e garantindo a sua libertação. Derrotada a Confederação do Equador, não se entregou, lutando até não dispor mais de nenhuma munição. Bárbara de Alencar, foi a heroína da Confederação no estado do Ceará. Chamada de “infame culpada” pelos monarquistas, redimiu-a o poeta Caetano Ximenes, dizendo: “Bárbara aprofundou seus passos no território livre do seu povo”. E ela, sertaneja, se tornou “Iansã, deusa dos ventos, orixá dos pescadores”.

Nas lutas operárias, o vigor e o perfume de uma Rosa

Numa fase em que as meninas brincam com suas bonecas, Rosa Bittencourt já era operária no Rio de Janeiro. Aos sete anos, selava carretéis, aos dez passou para o setor de fiação. Rosa observava as trabalhadoras adolescentes serem molestadas sexualmente pelos chefes e ficava revoltada. Aos doze anos, chegou o seu dia. Um contramestre tentou aproveitar-se dela e recebeu como resposta uma bordoada com um rolo de ferro que estava ao alcance da mão. Ganhou a admiração das mulheres operárias, que fizeram várias manifestações de protesto contra a sua demissão e a garota voltou a trabalhar na mesma fábrica. Era o ano de 1903. Daí em diante, todas as lutas contaram com a participação da valente obreira: pela jornada de oito horas, pelo almoço, por melhores salários e condições de trabalho, na linha de frente das greves de 1919 e 1920. Demissões e prisões foram uma constante, mas Rosa nunca recuou. Quando nenhuma fábrica a aceitou mais, passou a viver de biscates e distribuir boletins de porta em porta, conversando, conscientizando os trabalhadores, especialmente as mulheres. Palavras dessa lutadora: “Cada rua é um jardim, cada porta um canteiro, cada material que eu entrego representa as flores que colho para enfeitar o meu peito cardíaco”.

Abaixo a ditadura do Estado Novo. Viva o Socialismo!

Laura Brandão era participante ativa da Aliança Nacional Libertadora. Poetisa, preferia estar com as setenta operárias que integravam a Ala Feminina da ANL no Rio de Janeiro. Com suas poesias revolucionárias, animava e comovia os trabalhadores na Praça Mauá e no Cais do Porto. A ditadura do Estado Novo (Vargas) expulsou-a do Brasil. Laura foi para Moscou, onde deixou suas últimas poesias e morreu de armas na mão defendendo a capital do socialismo da sanha nazista dos invasores alemães na Segunda Guerra Mundial.

Nas Ligas Camponesas

Muitas mulheres integraram e tiveram importantes funções nas Ligas Camponesas.13,8% dos líderes eram mulheres, entre as quais Maria Celeste, Maria Aquino e as duas que citamos nessa homenagem.
Viúva de João Pedro Teixeira, dirigente da famosa Liga de Sapé (PB), assassinado a mando dos latifundiários em 1962, Elizabete Teixeira ficou com onze filhos para criar, mas não se acomodou. Assumiu o posto do companheiro morto e percorreu o Brasil inteiro, divulgando a proposta das Ligas, defendendo a Reforma Agrária, denunciando a impunidade dos assassinos. Com o golpe militar de 1964, Elizabete passou a viver na clandestinidade, até a anistia decretada em 1979.

Anatália de Sousa Alves de Melo

Potiguar, de Mossoró, mudou-se para Pernambuco e atuou politicamente junto às Ligas Camponesas. Era admirada pelo seu espírito de solidariedade e companheirismo. Depois do golpe militar aderiu à esquerda revolucionária, integrando o PCBR. Presa em dezembro de 1972, não resistiu às torturas. Morreu no dia 13 de janeiro de 1973.

Helenira Rezende na luta contra a ditadura militar.

Quantas deram a vida. Sua juventude. Exemplo e memória. Para simbolizá-las, Helenira Rezende de Sousa Nazareth, que nasceu em 19 de janeiro de 1944 em César Cerqueira (SP). Lenira, Preta, Nira. Participou do Movimento Estudantil, de 1967 a 1970, foi dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Presa no Congresso de Ibiúna, foi solta por meio de ha-beas-corpus, pouco antes da edição do Ato Institucional n.º 5 (AI-5). Militante do PCdoB, passou a viver na clandestinidade e foi para o Araguaia, viver e lutar como camponesa. Pegou em armas junto com os companheiros para defender-se dos ataques do Exército. No dia 29 de setembro de 1972, numa emboscada, recebeu uma rajada de metralhadora nas pernas. Caída e se esvaindo em sangue, revidou o ataque, matando um soldado e ferindo outro. Presa, gritou: “os companheiros me vingarão”. Foi assassinada friamente no local a golpes de baioneta e ali mesmo enterrada. Sua legendária bravura permanece viva, como seu sangue que tingiu de vermelho as águas do Araguaia.

Seguindo seus passos

Estrelas-guias do amanhã. Seu brilho clareia o Brasil, a América Latina, o mundo inteiro. Unidos na luta, de mãos dadas, trilharemos o caminho iluminado por vocês, revolucionárias de ontem, de hoje e de amanhã.

Movimento de Mulheres Olga Benário
(Publicado no Jornal A Verdade, nº 26, março 2002)

Lute por seus direitos! Participe do Movimento de Mulheres Olga Benario!

Movimento de Mulheres Olga BenárioAs mulheres são hoje maioria na população brasileira. No entanto, estão entre os que mais sofrem. Desde que nascemos nossos direitos são roubados: não temos acesso a saúde e educação de qualidade, levamos nas costas as obrigações domésticas e muitas de nós não tem emprego digno.

Quando conseguimos algum trabalho, nosso salário é, em geral, menor do que o recebido pelos homens. Na realidade, na imensa maioria das famílias, a mulher sofre a escravidão doméstica. É sobre ela que recaem as tarefas dos filhos, da alimentação, da casa e de todo o mesquinho e pesado trabalho doméstico. Pior: com as mulheres cada vez mais trabalhando fora de casa, o que acontece é uma dupla jornada de trabalho, já que elas continuam fazendo todo o serviço de casa.

Também crescem os casos de violência física e sexual contra as mulheres, incentivada pela propaganda burguesa nos meios de comunicação, que apresenta a mulher como objeto sexual ou uma mercadoria à venda.

Tal situação coloca a urgência de o movimento feminino tomar as ruas, organizar suas entidades de massa e dar um firme combate a todos esses abusos dos capitalistas contra a mulher. O Movimento de Mulheres Olga Benario é, portanto, fruto da luta de centenas de mulheres brasileiras contra a opressão e a exploração e por uma vida com direitos e dignidade numa sociedade nova, justa e socialista.

8 de março: Dia Internacional da Mulher – Essa luta precisa continuar

Movimento de Mulheres Olga BenarioApesar dos vários direitos conquistados nas últimas décadas, as mulheres continuam oprimidas e exploradas. Para se ter uma ideia, apesar de representarem 55% da população mundial, apenas 40% delas estão no mercado de trabalho e são responsáveis por somente 10% da renda do mundo. Para a mesma função, as trabalhadoras ainda ganham menos que os homens; em 2011, no Brasil, elas ganharam até 28% menos que eles, de acordo com o IBGE.

O machismo, cultivado pelos meios de comunicação da burguesia, não só faz perpetuar como amplia a violência contra as mulheres. Nos últimos dez anos, foram mais de 43,5 mil mulheres assassinadas no Brasil, sendo que 80% dos casos denunciados foram praticados por maridos ou namorados.

O descaso com a saúde pública também gera inúmeras dificuldades e sofrimentos às mulheres pobres. Milhares de gestantes, por exemplo, sofrem sem atendimento pré-natal ou com acompanhamento insuficiente. Um exame ginecológico leva meses e até anos para ser agendado. Segundo o Ministério Público da Saúde, cerca de 52% dos partos realizados no Brasil são cesáreos, ultrapassando a porcentagem recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 15%.  Também existe outro caso de saúde pública que é desprezado pelos governos: o aborto inseguro. Estima-se que 31% dos casos de gravidez no Brasil terminam em abortamento, ou seja, de cada 10 mulheres grávidas três abortam de forma espontânea ou induzida, e todos os anos ocorrem cerca de 1,4 milhão de abortos espontâneos ou inseguros.

Essas e tantas outras situações reforçam a necessidade de as mulheres pobres continuarem a luta para conquistar igualdade de direitos e uma vida digna. Afinal, como bem demonstra a realidade, elas fazem parte de um grande exército de homens e mulheres que são explorados pelos patrões e seus governos.

Por isso, devemos afirmar, em especial nesse dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que essa luta deve continuar. Devemos aproveitar esse dia para promover passeatas, debates, seminários e visitas aos bairros, e para convocar homens e mulheres a lutarem por políticas públicas que liberem as mulheres do trabalho doméstico, como a instalação de lavanderias, creches, restaurantes comunitários e delegacias de polícia em maior número e aptas a atender durante as 24 horas do dia.

Precisamos lutar para conquistar mais direitos, como o direito da mulher à maternidade e ao trabalho, assim como o direito ao aborto legal para não morrer, sempre afirmando a causa do socialismo, pois somente numa sociedade baseada na igualdade é que as mulheres provarão o sabor da verdadeira emancipação.

Comissão de Mulheres do PCR

50% dos russos admiram Stálin

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Russo tatuou Stálin nas costasUma verdadeira surpresa tomou conta das agências de notícias ocidentais ao serem divulgados os resultados de uma macropesquisa realizada na Rússia para marcar o aniversário da morte de Stálin.

Quase metade dos russos saúda o papel desempenhado por Josef Stálin na vida do país, de acordo com uma pesquisa publicada junto ao 60º aniversário de sua morte (5 de março). O Centro Levada indica que 9% dos russos veem que o papel de Stálin é, sem dúvida, positivo, enquanto outros 40% veem como bastante positivo. Enquanto isso, 22% dos entrevistados acreditam que o papel do homem que liderou a União Soviética durante quase um quarto de século é bastante negativo; para 10%, sem dúvidas, é negativo, e os 19% restantes não responderam.

O Partido Comunista da Rússia anunciou que seus principais líderes, incluindo Gennady Zyuganov, participarão, das homenagens  na Praça Vermelha para depositar flores no túmulo de Stálin aos pés da muralha do Kremlin.

Colaboração de:

Portal Comunidade Josef Stalin (http://comunidadestalin.org/)

http://www.insurgente.org/

Renúncia do Papa expõe grave crise na igreja

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O Papa renuncia e expõe a grave crise na igrejaNunca se saberá com exatidão os motivos de ordem subjetiva que levaram o octogenário papa Bento XVI à renúncia durante o Carnaval. Seria uma tarefa esotérica buscar as reais motivações subjacentes a essa decisão que – interpretada de modo superficial – revelou um gesto de humildade e de relativização do exercício do poder.

Aos 83 anos, com sua energia física e mental cada vez mais reduzida, Ratzinger recebeu elogios de quase todos os lados. Aqueles que, porém, buscam analisar a renúncia de modo objetivo e dialético, observam, nesse gesto, um componente que mostra e projeta cabalmente alguns dos reais fatores  para essa decisão pontifícia.

É inegável, em primeiro lugar, o fracasso do projeto neoconservador do Papa. Quando ele entrou no consistório, para disputar a sucessão de João Paulo II, com 50 por cento dos votos garantidos em seu favor, de acordo com fontes do próprio colégio cardinalício.

Depois da primeira ofensiva contra a Teologia da Libertação, feita por seu antecessor, Bento XVI  passou a liderar, como chefe da Igreja, a segunda ofensiva.

O seu objetivo era igual ao de seu antecessor: deslegitimar as teorias e práticas decorrentes da primeira elaboração teológica com o rosto dos indígenas, dos negros, dos trabalhadores rurais e urbanos, das mulheres, enfim do povo, das massas que continuam oprimidas nos países periféricos deste mundo.

Profundamente abalada pela migração de católicos para o indiferentismo religioso e as experiências neopentecostais, a Igreja Católica Romana continua a sofrer um abalo sísmico contínuo e profundo. O projeto eclesial da direita revelou-se tímido, com os seus movimentos-líderes (Opus Dei, Comunhão e Libertação e outros) envolvidos na luta pelo poder, entre eles e a burocracia da Cúria Romana. Numa sociedade altamente impactada pelo referencial das novas tecnologias da informação e da comunicação, a Igreja tentou o impossível: conciliar as formas e os métodos da Cristandade com o modus operandi da pós-modernidade.

O quadro da crise é completado com o uso do espaço e dos instrumentos de poder do Vaticano para fins espúrios, tais como a lavagem de dinheiro e outros crimes.

Diante de tudo isto, as cartas estão lançadas. Mas o diagnóstico parece ser esse: do ponto de vista político e sociológico, somente a reabertura de espaços plurais pode aliviar a atual crise da Igreja.

Dermi  Azevedo
Jornalista e cientista político com tese sobre “Igreja e Democracia. A Democracia na Igreja”. 

Nota do PCMLV sobre a morte de Hugo Chávez

Palavras do PCMLV frente à morte do Comandante Chávez

PCMLV
O Partido Comunista Marxista-Leninista da Venezuela (PCMLV) manifesta a todos os operários, camponeses, estudantes, organizações de mulheres, partidos e organizações revolucionárias de massas, anti-imperialistas, socialistas, bolivarianas, seu pesar e solidariedade frente o desaparecimento físico do comandante-presidente Hugo Chávez Frías.

Igualmente expressamos condolências a todos seus familiares, amigos e ao governo nacional frente a perda de um grande humanista, patriota, progressista e consequente estadista revolucionário, como demonstrou ser o presidente Hugo Chávez até os últimos dias de existência.

Convocamos a classe operária, que aprendeu a crescer na luta revolucionária, nos momentos mais urgentes da história, a preparar-se para resistir e vencer os reacionários que não demorarão em aproveitar este difícil momento para impedir, por meio da violência, as conquistas e reivindicações alcançadas sob a direção do presidente Chávez. O imperialismo espreitará mais neste doloroso momento que atravessa o movimento revolucionário nacional.

Este chamado é para não desistirmos da luta pela construção do socialismo, bandeira que levantava o presidente Hugo Chávez em qualquer cenário. Esta bandeira tem de ser assumida com rigor e coragem neste momento difícil da história para todos os proletários da nação. Nós, como Partido da classe operária da Venezuela, fazemos o chamado para a luta e a construção do socialismo e do comunismo na concepção científica do marxismo-leninismo.

A sabotagem, os assassinatos mandados, o terrorismo, a escassez de alimentos, a propaganda de desinformação e manipulação se intensificarão. Os reacionários nacionais e internacionais se sentem vitoriosos neste momento, mas a classe operária nacional e mundial seguirá adiante travando as batalhas necessárias e estratégicas para continuar o caminho da vitória e de acúmulo de forças para enfrentar os fascistas e imperialistas.

Que a morte do Presidente da República não signifique o declínio da organização popular, mas sim, que serva como impulso para futuras lutas contra o inimigo de classe. Não devemos acreditar em falsas condolências da direita colonial, a mesma que, em dezenas de ocasiões, tentou assassinar o comandante. Estes setores são movidos por um único impulso: o lucro à custa do que for.

A direita está avaliando que ações tomar nos próximos dias. Não é por acaso que o governo venezuelano expulsou dois militares dos EUA por conspiração.

Reforçamos o chamado a todos os multiplicadores revolucionários a construir fileiras contra o inimigo de classe capitalista e imperialista. A classe operária, que se prepare para uma possível conjuntura difícil, não confia no inimigo burguês, que historicamente provou ser traiçoeiro. Se a burguesia pró-imperialista tentar se aproveitar deste momento de dor do povo humilde e explorado, as massas deverão responder com força e aplicando a violência revolucionária.

O socialismo só se constrói com a aliança operário-camponesa no poder e o povo em armas!

PCMLV

Caracas, 5 de março de 2013

Greve na limpeza urbana da Paraíba une categoria e arranca 10% dos patrões

piquete de greve na porta de empresa 01

Os agentes de limpeza urbana da Região Metropolitana de João Pessoa, além de Campina Grande, conseguiram, através de uma greve de dois dias, arrancar dos patrões 10% de reajuste salarial e 20% no vale-alimentação. Agora o salário do agente de limpeza será de R$ 712, e o vale de R$ 180. A paralisação, realizada nos dias 04 e 05, contou com adesão total dos funcionários das empresas Ambiental Soluções, Limp Fort Engenharia e Construtora Marquise.

O Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana da Paraíba (Sindlimp-PB) e o Movimento Luta de Classes (MLC) coordenaram a greve em cinco cidades (João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Santa Ria e Campina Grande). Na manhã da segunda-feira (04), a categoria entregou carta endereçada à presidenta Dilma Rousseff, que esteve em visita à Paraíba. O documento foi recebido e lido por Ubirajara Augusto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, que ainda conversou com os agentes de limpeza.

Com as empresas, no entanto, a conversa foi dura. Após mais duas rodadas de negociações e muitas denúncias por parte do Sindicato contras as práticas patronais de pressão sobre os trabalhadores, as empresas tiveram que reconhecer a força da mobilização e aumentaram sua proposta de reajustes, saindo dos 8,5% e 10% no salário e no vale-alimentação, respectivamente, que sustentaram até o início da greve. A mediação foi feita pelo chefe da Seção de Relações do Trabalho, José Cursino Nunes Raposo, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Para Ulisses Alberto, tesoureiro do Sindlimp-PB, “muito além das questões econômicas, a greve estourou, neste momento, devido ao repúdio da categoria a um sistemático assédio moral promovido pelas empresas: jornada de trabalho de 10 a 12 horas por dia; punições injustificadas, demissões imotivadas, humilhações de cunho social e moral, etc. Com a greve, demos uma grande resposta a tudo isso, e agora vamos fiscalizar com muita determinação o cumprimento do Acordo Coletivo e garantir o fim do assédio”.

Para o sucesso da greve, foi fundamental o apoio e a participação ativa de vários companheiros e companheiras do Partido Comunista Revolucionário (PCR) e da União da Juventude Rebelião (UJR), que militam em diversas entidades, como: Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana de Pernambuco e de Caruaru, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados de Carpina, Sindicato dos Urbanitários da Paraíba, Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega da Paraíba, Movimento de Mulheres Olga Benario, Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (Apes-PB), Movimento Correnteza e Movimento de Luta nos Bairros (MLB).

Rafael Freire

A Rua é Pública – curta-metragem na Ocupação Eliana Silva

Eles tinham a bola, o time e nenhum lugar pra jogar. Sem campo, quadra ou rua, algumas crianças do assentamento Eliana Silva, não acham que disputa de pênaltis seja uma grande aventura, mas isso está prestes a mudar.

Em Portugal, governo treme com manifestação popular mais ofensiva

Mais de 1 milhão de pessoas compareceram as ruas de Lisboa, Portugal, no último dia 2 de março contra a permanência da Troika (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Européia).

Diferente das outras manifestações, a população voltou a cantar a música “Grândola, Vila Morena“, que antes ditou o ritmo da retomada democrática pelos portugueses junto ao Movimento das Forças Armadas, quando da Revolução dos Cravos no fim da ditadura de Salazar. Era nítido o medo do governo português ao escutar os portugueses reivindicando o espírito revolucionário da música, o que resultou no governo respondendo com polícia, violência. Veja este e outros vídeos.

Jornalistas criam Comissão Estadual da Verdade

Jornalistas criam Comissão Estadual da VerdadeO Sindicato dos Jornalistas do Estado do Ceará (Sindjorce), dando prosseguimento às suas atividades de comemoração aos seus 60 anos de funcionamento, lançou, em evento realizado no dia 27 de fevereiro, no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, a Comissão Estadual da Verdade dos Jornalistas. Segundo a Presidente do Sindjorce, Samira de Castro, a Comissão terá o papel de esclarecer os crimes cometidos pela ditadura militar contra jornalistas. “O nosso objetivo é fazer memória e justiça a esses profissionais, para que não se esqueça e não se repita”, disse.

A Comissão é composta por seis jornalistas, sendo presidida por Messias Pontes. Dentre os trabalhos, está o recolhimento de informações e documentos sobre casos da época, para serem enviados à Comissão Nacional dos Jornalistas, e a produção de um livro e documentário.

Diversas entidades sindicais e movimentos sociais estavam presentes no auditório do Dragão do Mar, que contou ainda com o lançamento do livro “As duas Guerras de Vlado”, de Audálio Dantas, que lutou contra a ditadura ao lado de Vladimir Herzog, assassinado nos porões do DOI-CODI-São Paulo, em outubro de 1975.

Audálio, que é Presidente da Comissão Nacional dos Jornalistas, reforçou que é necessária a punição de todos os torturadores. “Temos que exigir que sejam punidos os assassinos. Muitos estão soltos circulando livremente pelo país. Os pobres, negros, mestiços e camponeses continuam sendo vítimas dessa violência”.

Da Redação, Ceará

Descoberto espião entre trabalhadores e militantes de Belo Monte

Um espião contratado pelo Consórcio Construtor de Belo Monte foi identificado neste último domingo (24) por militantes do movimento Xingu Vivo, enquanto gravava uma assembleia com uma caneta espiã.

Identificado apenas como Antonio, o espião confessou, ao ser descoberto, que trabalha para o Consórcio Construtor de Belo Monte desde o ano passado. Na memória da caneta foram encontrados vídeos de assembleias, reuniões e até instruções sobre como utilizar o equipamento.

Segundo Antonio, o material seria analisado pela inteligência da CCMB, que contaria também com a participação da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência).

Devido a este serviço de espionagem, cinco trabalhadores foram presos e oitenta foram demitidos sob a acusação de comandarem a última revolta nos canteiros de obras de Belo Monte, em novembro do ano passado.

Confira o depoimento do espião no vídeo.

Mário Lopes